Economia em Destaque: semana da inflação no mundo

Seu resumo semanal de economia no Brasil e no mundo


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Resumo

No cenário internacional, divulgação de dados de inflação ao consumidor e ao produtor agitaram o mercado, se mostrando mais aceleradas que o previsto nos EUA e na China.

No cenário doméstico, a inflação ao consumidor de outubro se acelerou indicadores do vendas no varejo e de serviços referentes ao mês de setembro se mostraram piores que o esperado.

Para a semana que vem, o destaque será a divulgação do IBC-Br, proxy do PIB referente ao mês de setembro, além do andamento da agenda política no Brasil.

Atualizações Covid-19

No Brasil, a média móvel (7 dias) de novos diagnósticos apresentou alta em relação à semana anterior, enquanto a de óbitos apresentou leve queda. Ao todo, 74,1% da população brasileira já está vacinada com ao menos a primeira dose, enquanto 58,4% já tomou 2 doses ou dose única da vacina.

A Europa volta a ser o epicentro da Covid-19 devido à baixa adesão às campanhas de vacinação. A situação é mais crítica no leste europeu e preocupa a OMS.

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Cenário Internacional

O destaque da economia internacional esta semana foi inflação. Os preços ao produtor seguem pressionados pela escassez global de diferentes insumos de produção. E parte dessa pressão já chegou nos consumidores.

Estados Unidos: inflação elevada e se espalhando

Nesta semana, os destaques foram as divulgações dos dados de inflação ao produtor e ao consumidor nos Estados Unidos de outubro. A inflação ao produtor segue rodado em ritmo elevado, ainda que desacelerando no acumulado em doze meses. Já a inflação ao consumidor ficou bem acima das expectativas (0,9% contra consenso de 0,6%), com pressões relativamente disseminada entre os setores da economia.

 A inflação pressionada levou os mercados a acreditar que o FED (banco central americano) possa intensificar o ritmo da retirada dos estímulos monetários. A possibilidade de uma política monetária mais apertada à frente abriu espaço para uma valorização do dólar esta semana.

Outra tendência importante da economia americana é a recuperação do mercado de trabalho. Os pedidos de auxílio desemprego atingiram nova-mínima da pandemia, continuando a tendência de queda consistente. A normalização do mercado de trabalho também sugere que FED pode elevar os juros antes do esperado.

Europa: dados estáveis de atividade econômica

Apesar de voltar a ser o epicentro global do coronavírus, a atividade econômica na Europa permaneceu relativamente estável em outubro, como mostram os dados da produção industrial. Acreditamos que a normalização gradual das cadeias de suprimentos globais abrirá espaço para uma melhora da indústria nos próximos trimestres.

China: inflação ao produtor se acelera

A inflação ao produtor na China atingiu a maior alta em 26 anos em outubro, com alta de 13,5% em doze meses. O salto no crescimento do Índice de Preços ao Produtor (PPI) ocorreu devido à inflação importada e à restrição da oferta interna de energia e matérias-primas importantes. A inflação ao consumidor, por sua vez, permanece controlada, com alta de 1,5% no comparativo anual.

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Enquanto isso, no Brasil…

PEC dos Precatórios aprovada em segundo turno na câmara

Vencida a etapa da PEC dos Precatórios na Câmara, as atenções seguem concentradas no Senado. Anunciado relator da proposta, Fernando Bezerra Coelho, líder do governo, prometeu celeridade e disse que a manutenção do texto é uma possibilidade, mas deixou espaço para as mudanças que devem ser demandadas pelos senadores.

A ideia dele é que o texto possa ir a plenário na mesma semana em que for votado na CCJ, no dia 24, ou, no limite, até o dia 2 de dezembro.

O governo tem pedido pressa ao Senado, vinculando a medida ao pagamento da parcela extra que fará com que o benefício do Auxílio Brasil atinja mínimo de R$ 400 já em dezembro. João Roma disse ter confiança de que o texto será aprovado pelos senadores sem mudanças, mas mostrou preferência por um calendário mais curto, com a aprovação final antes do fim de novembro.

O que muda com a PEC dos Precatórios?

A Proposta de Emenda Constitucional (23/21) surgiu uma vez que o governo identificou um valor muito mais alto em pagamentos de dívidas judiciais (precatórios) para o ano que vem, quase o dobro do custo nesse ano, o que pressionaria o orçamento, não deixando espaço para inclusão de novos gastos sociais. A proposta original incluía a rolagem dos pagamentos previstos para o ano que vem, com parcelamento do valor devido, além da possibilidade de recebimento com deságio, o que prejudica detentores destes títulos.

Para além disso, a proposta também inclui mudança na fórmula de cálculo da regra do teto de gastos, vigente desde 2017, abrindo espaço adicional para aumento despesas do governo em 2022 (a tabela abaixo contém simulação no novo cálculo do teto, retroagindo até a criação da lei). 

Para compreender melhor as perspectivas fiscais, acesse o relatório Brasil Macro Mensal de novembro, no qual detalhamos as mudanças associadas à PEC.

Inflação ao consumidor em alta

No Brasil, a inflação ao consumidor foi o grande destaque da semana. O índice de preços ao consumidor IPCA subiu 1,25% em outubro, acima da nossa estimativa e da mediana das expectativas de mercado (1,01% e 1,06%, respectivamente), impulsionado pelas fortes altas dos preços industriais. O índice de preços anual subiu para 10,67%, de 10,25% um mês antes. Com isso, revisamos nossa projeção para o IPCA de 2021 de 9,5% para 10,1%.

O IPCA acima do esperado e a perspectiva de maiores gastos fiscais por conta da PEC dos Precatórios pressionam o Banco Central. O consenso do mercado está caminhando para uma aceleração do ritmo de alta da taxa Selic para 2,00 pp (ou mais) em dezembro, ante 1,50 pp em outubro.

Atividade econômica: surpresas negativas no varejo e em serviços

Nesta semana, foram divulgadas a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) e a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) pelo IBGE, ambas vieram abaixo do consenso.

As atividades de varejo vêm desacelerando em meio à inflação elevada, declínio da confiança do consumidor e enfraquecimento dos fundamentos econômicos. O comércio varejista registrou queda de 1,7% no 3º trimestre, após expansão significativa no 2º trimestre (2,6%), com retração das vendas em setembro disseminada entre as categorias. Pelo lado positivo, alguns segmentos continuam a colher os benefícios da reabertura econômica e mostram uma tendência mais favorável, como por exemplo vendas de vestuário e calçados.

A receita do setor de serviços caiu 0,6% no mês de setembro, uma surpresa negativa para nossa expectativa e para o consenso de mercado (0,4% e 0,5%, respectivamente. Apesar da queda no útimo mês, a receita de serviços expandiu 3% no terceiro trimestre.

A recuperação dos serviços prestados às famílias seguem em recuperação, A reabertura econômica e o aumento da mobilidade devem seguir melhorando até o início de 2022.

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O que esperar para semana que vem?

No cenário internacional, o destaque será a inflação europeia de outubro, além de dados de construção civil nos EUA, além de discursos de dirigentes do Fed.

No cenário doméstico, os destaques da semana serão a divulgação do IBC-Br de setembro, proxy do PIB, a prévia do IGP-M de outubro e o monitor do PIB de setembro. A bolsa estará fechada na segunda-feira devido ao feriado da Proclamação da República.

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