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IRPF: como declarar, restituição e prazo!

O Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) é um tributo obrigatório para quem teve um rendimento tributável anual superior a R$ 35.584,00 recebidos na forma de salário, aluguéis ou outras fontes de rentabilidade tributáveis.

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IRPF: como declarar, restituição e prazo!

Você sabe o que é IRPF e quando precisa fazer a declaração? O IRPF é um tributo que incide sobre renda e proventos de qualquer natureza, previsto na Constituição Federal de 1988 e no Código Tributário Nacional (Lei nº 5.172 de 1966), e regulamentado pelo Decreto nº 9.580/2018.

Considerando o ano-base 2025, quem se enquadrar nos critérios da Receita Federal deverá entregar a declaração do IRPF 2026. Isso inclui rendimentos como salários, aluguéis e ganhos com investimentos, além de outros critérios de obrigatoriedade (veja mais abaixo).

Fazer a declaração do IRPF é fundamental para manter sua situação fiscal regular, evitando multas e problemas com a Receita Federal.

Continue a leitura para entender melhor sobre a declaração de IRPF 2026, restituição e como declarar investimentos de forma segura. Vamos lá? Boa leitura.

O que é IRPF e como funciona?

O Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) é um tributo federal que incide sobre os ganhos dos cidadãos, residentes no Brasil ou que recebam rendimentos de fontes brasileiras.

Com a declaração do IR, o governo consegue acompanhar como seu patrimônio evolui ao longo do tempo.

Ao enviar a declaração, o contribuinte informará seus rendimentos, deduções e patrimônio, garantindo que o cálculo do imposto devido seja preciso.

O não envio da declaração ou a omissão de informações pode resultar em multas, juros e problemas com o fisco, além de dificultar acesso a benefícios como restituição ou financiamentos.

Com a declaração, é possível manter sua situação fiscal regular, planejar melhor suas finanças e até identificar oportunidades de dedução de impostos, tornando o processo uma ferramenta importante para o controle do seu patrimônio e planejamento financeiro.

Descubra como o Wealth Planning pode ajudar a organizar e multiplicar seu patrimônio.

Por que o governo acompanha seu patrimônio?

Esse monitoramento através do IRPF tem objetivos importantes para toda a sociedade:

  • Combate à sonegação fiscal: a Receita Federal verifica se seus ganhos declarados são compatíveis com seu patrimônio, identificando possíveis irregularidades fiscais;
  • Análise econômica: os dados do IRPF ajudam a mapear como a riqueza está distribuída no país, permitindo entender melhor a realidade econômica brasileira;
  • Transparência e controle: este acompanhamento garante mais transparência na gestão pública e permite identificar casos de enriquecimento incompatível com a renda declarada.

Para onde vai o dinheiro do IRPF?

O IRPF tem uma função social importante: fazer com que todos contribuam para manter os serviços públicos de forma justa. Quanto maior sua renda, maior sua contribuição.

O dinheiro arrecadado com o IRPF é distribuído em áreas essenciais:

  • Saúde, educação e programas de distribuição de renda;
  • Geração de empregos e inclusão social;
  • Habitação popular, saneamento e reurbanização.

Além disso, os recursos do Imposto de Renda são investidos em:

  • Segurança pública;
  • Esporte;
  • Proteção ao meio ambiente;
  • Cultura;
  • Desenvolvimento científico e tecnológico.

Principais informações sobre IRPF 2026

Se você quer entender os pontos mais importantes sobre IRPF 2026 (ano-base 2025), veja este resumo:

  • Quem precisa declarar: quem se enquadra nos critérios da Receita Federal, como: rendimentos acima do limite anual, operações em Bolsa, posse de bens acima do valor mínimo;
  • Prazo de entrega: a declaração deve ser enviada entre 23 de março e 29 de maio;
  • O que informar na declaração: rendimentos (salários, aluguéis, investimentos), bens e direitos, despesas dedutíveis
  • Modelos de declaração: simplificada (desconto padrão) e completa (permite deduzir despesas);
  • A restituição ocorre quando você pagou mais imposto do que deveria ao longo do ano;
  • Inconsistências ou omissões podem levar à retenção da declaração para análise;
  • É possível ajustar informações enviando uma declaração retificadora.
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O que declarar no IRPF?

Ao fazer a sua declaração do IRPF 2026, você deve informar todos os ganhos obtidos em 2025. Isso inclui salários, aposentadorias e outros benefícios, lucros de investimentos e aluguéis recebidos.

Além dos rendimentos, você pode informar despesas que ajudam a reduzir o valor do imposto devido. As principais deduções permitidas incluem:

  • Gastos com dependentes;
  • Mensalidades de escolas particulares;
  • Pensão alimentícia;
  • Contribuições previdenciárias (INSS e previdência privada);
  • Despesas médicas, como consultas particulares e planos de saúde.

Registrar corretamente todos os rendimentos e deduções garante que a Receita Federal faça o cálculo correto do imposto, evita multas ou problemas fiscais e pode gerar restituição caso você tenha pago mais do que o devido.

Quem precisa declarar o IRPF em 2026?

Você precisa fazer a declaração do IRPF se estiver em uma das seguintes situações:

Por renda

  • Recebeu mais de R$ 35.584,00 em rendimentos tributáveis em 2025, incluindo salários, aposentadorias, pensões e aluguéis;
  • Obteve rendimentos isentos ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200.000,00;
  • Teve receita bruta em atividade rural superior a R$ 177.920,00.

Por patrimônio ou investimentos

  • Possui bens ou direitos que somam mais de R$ 800 mil;
  • Realizou operações na Bolsa de Valores, com valores superiores a R$ 40 mil;
  • Auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos;
  • Operações em bolsas com ganhos líquidos sujeitos à incidência do imposto;
  • Atualizou valor de bens imóveis e pagou ganho de capital diferenciado em dezembro de 2025.
  • Obtenção de ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeito à incidência do imposto;
  • Obtenção de rendimentos ou compensação de perdas em aplicações financeiras no exterior;
  • Opção por declarar bens de entidade controlada no exterior ou titularidade de trust regido por lei estrangeira.

Outras situações

  • Tornou-se residente no Brasil em 2025 e manteve essa condição até 31 de dezembro;
  • Optou pela isenção do Imposto sobre a Renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda tenha sido aplicado na aquisição de outros imóveis residenciais no prazo de 180 dias.
  • Pretende compensar, no ano-calendário de 2025 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2025 na atividade rural.
  • Ganhos com apostas esportivas e jogos online (“bets”) acima de R$ 28.467,20.

Como funciona a cobrança do IRPF?

O Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) é calculado com base nos rendimentos tributáveis que você recebeu ao longo do ano anterior.

Qual a alíquota do IRPF?

O valor a pagar depende da faixa de renda: quanto maior o rendimento, maior a alíquota aplicada. Esse sistema é chamado de progressivo, garantindo que quem ganha menos pague proporcionalmente menos imposto e quem ganha mais, pague mais.

Confira a tabela progressiva anual do Imposto de Renda 2026 para determinar o cálculo:

Base de cálculo mensalAlíquotaParcela a deduzir
Até R$ 2.428,80IsentoR$ 0
De R$ 2.428,81 a R$ 2.826,657,5%R$ 182,16
De R$ 2.826,66 a R$ 3.751,0515%R$ 394,16
De R$ 3.751,06 a R$ 4.664,6822,5%R$ 675,49
Acima de R$ 4.664,6827,5%R$ 908,73
Rendimentos previdenciários isentos para maiores de 65 anos: R$ 1.903,98.
Dedução mensal por dependente: R$ 189,59.
Limite mensal de desconto simplificado: R$ 607,20.
Fonte: Receita Federal

Como calcular o IRPF?

O programa da Receita Federal calcula automaticamente seu imposto considerando:

  • Seu salário bruto;
  • Despesas dedutíveis;
  • Dependentes;
  • Contribuições ao INSS e PGBL.

Não se preocupe com cálculos complexos: basta informar seus rendimentos e deduções no programa.

O sistema agora emitirá avisos automáticos caso você:

  • Declare pagamentos a dependentes sem informar os rendimentos deles;
  • Despesas médicas altas ou inconsistentes
  • Ausência de chave PIX vinculada ao CPF, essencial para priorizar a restituição.

Quando declarar Imposto de Renda 2026?

A declaração do IRPF 2026 vai do dia 23 de março até o dia 29 de maio, às 23:59 (horário de Brasília). 

De acordo com as diretrizes da Receita Federal para 2026, você tem as seguintes opções para preencher e enviar sua declaração:

  • Programa Gerador de Declaração (PGD): download disponível no site oficial da Receita Federal;
  • Meu Imposto de Renda (MIR): declaração online, acessível por: site oficial do gov.br, e-CAC, Portal de serviços digitais e Aplicativo da Receita Federal (Android e iOS);

Para 2026, o sistema online (MIR) foi aprimorado e agora permite realizar retificações de declarações feitas originalmente no PGD, além de não apresentar mais impedimento para quem opera com renda variável.

O que acontece se atrasar a declaração?

Se você não entregar sua Declaração de IRPF 2026 dentro do prazo estabelecido, terá que pagar uma multa. O valor dessa multa varia conforme sua situação:

  • Se você deve imposto: será cobrado 1% ao mês sobre o valor devido, mesmo que você já tenha pago todo o imposto. Essa multa tem um valor mínimo de R$ 165,74 e não pode ultrapassar 20% do imposto devido.
  • Se você não deve imposto: a multa é fixa, no valor de R$ 165,74.

O que é restituição do Imposto de Renda?

A restituição do IRPF acontece quando você pagou mais imposto do que deveria durante o ano. Quando você paga mais IRPF do que deveria, a Receita Federal faz a devolução desse valor extra, conhecido como restituição do Imposto de Renda.

Por outro lado, se você declarar menos do que o correto, corre o risco de cair na malha fina.

Quando você recebe seu salário, o Imposto de Renda geralmente já vem descontado, ou seja, é retido na fonte. Porém, ao fazer sua declaração de IRPF, você pode incluir diversos descontos permitidos por lei, como:

  • Gastos com médicos particulares;
  • Doações para instituições de caridade;
  • Outras deduções legais.

Se esses descontos mostrarem que você pagou imposto a mais durante o ano, a Receita Federal faz a devolução desse valor extra através da restituição do IRPF.

Quando é feita a restituição do Imposto de Renda?

A Receita Federal começa a pagar as restituições do IRPF logo após o fim do período de declarações. As restituições em 2026 acontecerão em 4 lotes, de maio a agosto. Confira:

  • 1º Lote: 29 de maio de 2026;
  • 2º Lote: 30 de junho de 2026;
  • 3º Lote: 31 de julho de 2026;
  • 4º Lote: 31 de agosto de 2026.

Quem recebe primeiro?

 A ordem de pagamento segue critérios específicos:

  • Idosos com idade igual ou superior a 80 anos;
  • Idosos com idade igual ou superior a 60 anos, deficientes e portadores de moléstia grave;
  • Contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
  • Contribuintes que utilizaram a pré-preenchida e optaram por receber a restituição por PIX;
  • Contribuintes que utilizaram a pré-preenchida ou optaram por receber a restituição por PIX;
  • Demais contribuintes.

Dica: Quando receber sua restituição do IRPF, considere aplicá-la em investimentos para fazer seu dinheiro render mais.

Confira as melhores opções de investimento em renda fixa e variável para quem quer começar a investir.

Como consultar a restituição do Imposto de Renda? 

Seu informe de rendimentos mostra todos os valores de IRPF que foram retidos na fonte durante o ano. Com essas informações, você consegue saber quanto pagou de imposto e se tem direito à restituição.

A restituição pode ser consultada e acompanhada:

Como declarar IRPF: passo a passo

Mulher sentada na cama, analisando documentos diversos com uma calculadora ao lado para declarar imposto de renda pessoa fisica.

Declarar o IRPF 2026 pode parecer intimidante à primeira vista. Afinal, erros podem impactar sua renda ou gerar complicações com o Fisco. Veja o passo a passo de forma simples:

1.    Baixe o programa oficial da Receita Federal

Instale o programa e selecione a opção “Nova declaração” para começar a preencher os dados.

Primeiro, você precisa baixar a versão mais recente do programa no site da Receita Federal. Você pode escolher:

A Receita Federal oferece a opção da declaração pré-preenchida tanto no Programa Gerador de Declaração (PGD) quanto no sistema Meu Imposto de Renda. A grande vantagem de utilizar esse recurso é a praticidade de importar dados de terceiros e a garantia de prioridade no recebimento da restituição para os contribuintes que adotarem essa modalidade.

Para acessar a declaração pré-preenchida em 2026, é exigido que o contribuinte possua uma conta gov.br nos níveis ouro ou prata.

2.    Preenchimento do IR 

Antes de começar, separe seus documentos essenciais. São eles: 

  • Informes de rendimentos do trabalho (peça ao RH);
  • Informes de investimentos (solicite à sua Corretora);
  • Comprovantes de despesas dedutíveis (como, por exemplo, médicos, dentistas, PGBL, dentre outras, etc.);
  • Documentos de compra ou venda de bens (como carros e casas); 
  • Posição da Bolsa de Valores em 31/12;
  • Documentos pessoais básicos como CPF, título de eleitor e carteira de identidade.

Como preencher:

  1. Preencha os dados solicitados;
  2. Revise todas as informações;
  3. Escolha seu modelo de tributação (simplificada ou completa). O programa indica a melhor opção para você;
  4. Clique na opção “Entregar a declaração” para enviar a declaração;
  5. Guarde seu recibo como comprovante.

3. Acompanhe sua declaração

Depois de enviar seu IRPF, confirme no Portal e-CAC se sua declaração foi processada corretamente. Se ela ficar retida na malha, você precisará fazer as correções necessárias em uma nova declaração.

E se encontrar algum erro? Não se preocupe: mesmo após o envio, você pode corrigir sua declaração. Basta fazer uma declaração retificadora informando o número do recibo original, alterar os dados necessários e enviar novamente.

Se você tem investimentos com valores individuais acima de R$ 140,00, precisa incluí-los na sua declaração de IRPF.

O primeiro passo é baixar seu Informe de Rendimentos Anual no site da XP. Se tiver dificuldades, contate seu assessor.

Como declarar IRPF sobre investimentos?  

A declaração do Imposto de Renda sobre investimentos exige atenção aos diferentes tipos de ativos, já que cada um possui regras específicas de tributação e reporte.

De forma geral, o processo envolve três etapas principais:

  • Informar a posse dos investimentos na ficha “Bens e Direitos”;
  • Declarar os rendimentos (tributáveis, isentos ou exclusivos na fonte);
  • Apurar e informar impostos pagos, quando necessário.

Renda fixa e fundos de investimento

Os investimentos em renda fixa e a maioria dos fundos possuem tributação retida na fonte. Por isso, o investidor deve apenas declarar os valores informados no Informe de Rendimentos, nas seguintes fichas:

  • “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva” (ex: CDB, Tesouro Direto, fundos);
  • “Bens e Direitos” (saldo investido em 31/12).

No caso de fundos com come-cotas, o imposto já é antecipado automaticamente.

tela inicial do irpf 2026, com opções para diferentes informações sobre declaração, como: identificação do contribuinte, dependentes, rendimentos tributáveis recebidos de PJ, rendimentos isentos e não tributáveis, rendimentos sujeitos à tributção exclusiva e definitiva, pagamentos efetuados,, bens e direitos, caálculo do imposto

Renda variável

Os investimentos em renda variável exigem mais atenção, pois o investidor é responsável por parte do processo.

  • É necessário apurar o lucro mensalmente;
  • O imposto deve ser pago via DARF até o último dia útil do mês seguinte;
  • Na declaração anual, é preciso informar:

1. Operações e resultados na Ficha “Renda Variável”: Informar lucros, prejuízos e compensações mês a mês;

2. Imposto pago na ficha “Renda Variável” (campo de IR pago);

3. Posição em carteira na ficha “Bens e Direitos”.

Isenção em vendas de ações

Vendas de ações de até R$ 20 mil no mês são isentas de IR, desde que não sejam operações de day trade.

Mesmo assim, os resultados devem ser informados na ficha de “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”.

Compensação de prejuízos

Prejuízos podem ser compensados com lucros futuros, respeitando:

  • Mesma natureza da operação (comum com comum, day trade com day trade);
  • Sem prazo para compensação.

Como declarar rendimentos isentos e não tributáveis

Na ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”, você precisa informar valores de acordo com códigos específicos para cada tipo de investimento:

Código 12: Rendimentos de renda fixa isentos (Poupança, Letras hipotecárias, LIG, LCA,  LCI, CRA, CRI e Debêntures incentivadas). Informe o tipo de investimento e o valor total recebido no ano.

Saiba mais sobre os investimentos isentos de Imposto de Renda  

Código 09: Lucros e dividendos. Você precisa informar:

  • Nome e CPF do beneficiário;
  • CNPJ e nome da empresa pagadora;
  • Valor total recebido;

Código 18: Bonificações em ações:

  • Declare valores informados nos informes de rendimentos;
  • Importante: esse valor aumenta o custo de aquisição na ficha “Bens e Direitos”.

Outros códigos importantes:

  • Código 20: Ganhos com vendas de ações até R$ 20.000,00 por mês.

Quem tem direito à isenção do IRPF?

A isenção do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) pode ocorrer em situações específicas, e as principais atualmente são:

1. Por condição de renda

  • Pessoas com renda mensal até R$ 2.428,80.

2. Por condição de saúde

Algumas pessoas com doenças graves, quando aposentadas ou pensionistas, têm direito à isenção do IRPF sobre os proventos de aposentadoria ou pensão. Essa regra está prevista na Lei n.º 7.713/1988, e a lista de doenças reconhecidas inclui:

  • AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida);
  • Alienação mental;
  • Cardiopatia grave;
  • Cegueira (inclusive monocular);
  • Contaminação por radiação;
  • Doença de Parkinson;
  • Esclerose múltipla;
  • Espondiloartrose anquilosante;
  • Fibrose Cística (mucoviscidose);
  • Hanseníase;
  • Nefropatia grave;
  • Hepatopatia grave;
  • Neoplasia maligna (câncer);
  • Paralisia irreversível e incapacitante;
  • Tuberculose ativa;
  • Doença de Paget em estado avançado.

Para solicitar a isenção por doença grave, é necessário apresentar laudo médico oficial que comprove a condição. Esse documento normalmente é apresentado à fonte pagadora (como o INSS) para que a retenção do imposto seja suspensa sobre os proventos isentos.

Atenção: A isenção não se aplica a rendimentos de investimentos. A XP e outras instituições financeiras continuam obrigadas a reter o IRPF sobre aplicações financeiras.

Se quiser saber mais sobre como declarar seus investimentos no IRPF 2026, acesse o blog e confira também nossa trilha completa sobre Imposto de Renda.

Principais dúvidas sobre IRPF   

1. Como saber se preciso declarar Imposto de Renda pelo CPF?

Infelizmente, não é possível verificar a obrigatoriedade da declaração usando apenas o CPF. Entretanto, você pode consultar a situação atual do seu CPF no site da Receita Federal após enviar sua declaração.

2. Onde declarar Imposto de Renda?

Você pode declarar pelos seguintes canais: programa oficial da Receita Federal, Portal e-CAC e aplicativo para smartphone/tablet.

3. Quais são os documentos necessários para declarar o Imposto de Renda?

Os documentos necessários para declarar o IRPF variam de acordo com a sua situação, mas geralmente incluem:

  • Documentos pessoais (RG e CPF, título de eleitor, comprovante de residência e dados bancários);
  • Comprovantes de rendimentos (informe de rendimentos do trabalho/aposentadoria, informes de instituições financeiras, comprovantes de aluguéis recebidos e Informes de corretoras de investimentos);
  • Comprovantes de despesas (recibos médicos e plano de saúde, comprovantes de escola/faculdade, documentos de dependentes, comprovantes de previdência privada);
  • Documentos de bens e dívidas (escrituras de imóveis, documentos de veículos, comprovantes de financiamentos e extratos de empréstimos).

Dica: Organize todos os documentos por categoria antes de começar o preenchimento. Isso torna o processo mais rápido e evita esquecimentos.

4. O que são deduções e como posso utilizá-las?

Deduções são gastos que podem diminuir o valor do seu IRPF ou aumentar sua restituição. As principais deduções são:

  • Despesas com saúde: gastos com médicos, dentistas, hospitais, etc.
  • Despesas com educação: gastos com escolas, universidades, cursos técnicos, etc.
  • Dependentes: valores pagos a dependentes, como filhos, enteados, pais, etc.
  • Previdência privada: contribuições para planos de previdência privada.
  • Pensão alimentícia: valores pagos a título de pensão alimentícia.

5. Como saber se tenho direito à restituição do Imposto de Renda?

Para descobrir se receberá restituição, basta preencher sua declaração completa. O próprio programa da Receita Federal fará o cálculo automaticamente: se o resultado for negativo, você terá restituição; se for positivo, terá imposto a pagar.

6. O que acontece se eu não declarar o Imposto de Renda?

Deixar de entregar sua declaração de IRPF pode trazer consequências desagradáveis. Você pode ser multado e ter seu CPF incluído na lista de pendências da Receita Federal, o que gera uma série de problemas:

  • Dificuldade para conseguir empréstimos e financiamentos;
  • Problemas para emitir passaporte;
  • Impossibilidade de abrir conta em banco;
  • Restrições para participar de concursos públicos;
  • Dificuldades em processos de aposentadoria.

Dica: Se perceber que não vai conseguir entregar no prazo, é melhor declarar mesmo atrasado do que não declarar. A multa por atraso é menor que as consequências de não declarar.

7. Onde posso tirar mais dúvidas sobre o Imposto de Renda?

Você pode tirar mais dúvidas sobre o IRPF nos seguintes canais:

  • Canais de atendimento da Receita Federal: Chat online, e-mail, etc.
  • Site da Receita Federal:
  • Telefone: 146 (ligação gratuita dentro do Brasil)

Sempre consulte os canais oficiais para informações seguras e atualizadas sobre o Imposto de Renda.

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