BC sobe a taxa Selic pela quarta vez, ainda tem espaço para mais altas? Saiba como ganhar com o ciclo de alta da taxa de juros

BC elevou a taxa Selic para 5,25% na reunião de agosto. Saiba quais investimentos aplicar para ganhar com a alta de juros e veja o comparativo dos retornos de investimentos em renda fixa


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BC sobe a taxa Selic pela quarta vez, ainda tem espaço para mais altas? Saiba como ganhar com o ciclo de alta da taxa de juros

O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa básica de juros em 1 ponto percentual nesta quarta-feira, 4 de agosto, para 5,25% ao ano. A mediana das projeções dos analistas no último Boletim Focus apontava para uma alta da taxa Selic para 7% no fim de 2021, com o mercado prevendo novas altas da taxa básica de juros. O time de análise macroeconômica da XP prevê uma alta da taxa Selic para 6,75% no fim do ciclo de alta de juros.

Nesse cenário, a renda fixa passar a ganhar novamente mais interesse por parte dos investidores. Mas afinal, que investimentos possibilitam ganhar com o ciclo de alta da taxa  de juros?

Títulos pós-fixados e fundos DI

Quando se fala em um ciclo de alta da taxa básica de juros os investimentos pós-fixados, atrelados à taxa Selic ou ao CDI costumam ganhar maior apelo.

Os títulos pós-fixados do governo, LFTs (Letras Financeiras do Tesuro) ou Tesouro Selic , são uma das opções para os investidores que buscam investimentos atrelados à taxa básica de juros.

Os Certificados de Depósito Bancário (CDB), que são títulos emitidos pelos bancos, que têm o rendimento atrelado ao CDI também são outra opção.

É importante calcular, contudo, o valor líquido do investimento, pois tanto nos papéis do Tesouro quanto nos CDBs o investidor paga Imposto de Renda de acordo com a alíquota de renda fixa, que vai de 22,5% a 15% para investimentos superiores a dois anos. Além disso, para prazos inferiores a 30 dias, há incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre o rendimento.

Já as Letras de Crédito Imobiliária (LCI) e do Agronegócio (LCA) atreladas ao CDI, que também são emitidas por instituições financeiras, são isentas de Imposto de Renda.

Tanto os CDBs quanto as LCIs e LCAs contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos até o limite de R$ 250 mil por CFP e por instituição. Sempre verifique se o banco emissor está coberto pelo FGC antes de investir.

Já os títulos de crédito privado emitidos por empresas como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e do Agronegócio (CRA) ou as debêntures não contam com a cobertura do FGC, mas também podem ser boas opções.

Os fundos DI também são uma opção para quem busca retorno atrelado ao CDI. É importante, no entanto, ficar atento à taxa de administração, que deve ser baixa para o investimento ter um desempenho igual ou superior ao CDI. A XP tem um fundo o Trend DI Simples, que  apresenta uma estratégia que busca replicar o retorno da taxa Selic a partir da compra de títulos públicos pós-fixados e tem taxa de administração zero. Saiba mais aqui.

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Pós-fixado ou prefixado

Porquinho com várias moedas representando investimentos
Tesouro Selic é uma das opções de investimentos com retorno atrelado à taxa básica de juros

Quando se fala em investimento em papéis de renda fixa vem sempre a dúvida. O que é melhor comprar papéis pós-fixado ou prefixados?

Considerando a simulação feita pela calculadora do Tesouro Direto para um investimento de R$ 100 em títulos do Tesouro com vencimento em 2024 vemos que os papéis prefixados pagavam um retorno maior.  Veja a simulação dos cenários abaixo.

O título Tesouro prefixado, com vencimento para 1º de julho de 2024, estava pagando, em 4 de agosto, 8,85% ao ano, o que daria um montante de R$ 127,98 ao final do vencimento de acordo com a simulação feito no Tesouro Direto. Já se o investidor aplicasse os mesmos R$ 100 em títulos Tesouro Selic, com vencimento em 1º de setembro de 2024, que estava oferecendo um retorno de Selic mais 0,1940% ao ano, ele teria ao fim do período, R$ 122, 35.

Ainda assim, os papéis Tesouro Selic oferecem um retorno acima da poupança (R$ 114,73), considerando o retorno líquido de R$ 119.

Comparando com os CDBs, esses títulos teriam que oferecer um retorno acima de 100% do CDI para superar o retorno do título Tesouro Selic.

A XP oferece um CDB que paga 200% do CDI com prazo de 3 meses. Você recebe em 3 meses o que ganharia em 6 meses na poupança! Mas o estoque é exclusivo para novos clientes pessoa física da XP. Saiba maiaqui.

No caso das LCAs e LCIs, para ter um retorno acima do Tesouro Selic esses papéis teriam que pagar pelo menos 90% do CDI, já que eles oferecem isenção de IR e os papéis do governo não (ver a simulação).

É importante destacar que esses retornos da simulação consideram o cenário que o investidor vai levar o papel até o vencimento.

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Riscos dos papéis pós-fixados e prefixados

Outro ponto que o investidor tem que ter atenção é que os papéis pós-fixados e prefixados envolvem risco diferentes.

No título Tesouro Selic, o retorno é pós-fixado, ou seja, o investidor sabe que terá um retorno próximo ao da taxa básica de juros, então, o risco aqui é do Banco Central fazer um ciclo de aperto monetário menor e subir menos a taxa Selic ou até voltar a cortar a taxa básica para estimular a economia em um cenário de recessão econômica e menor pressão da inflação.

Já nos papéis prefixados, a taxa de retorno já está pré-determinada. Contudo, o preço desses papéis oscila no mercado antes do vencimento. Por exemplo, se o quadro fiscal se deteriorar e a inflação subir de forma mais contínua obrigando o BC a fazer um aperto monetário maior que o esperado pelo mercado, os preços desses papéis podem cair, pois o Tesouro será obrigado a emitir novos títulos com taxas mais altas.

O cenário contrário, se a inflação se estabilizar e o cenário macroeconômico melhorar, o BC pode fazer um ciclo menor de alta de juros. Nesse caso, os papéis prefixados poderiam valorizar.

Por isso, é importante o investidor ter claro o seu horizonte de investimento para não ter que resgatar os títulos antes do vencimento.

Olhando para a taxa de juros real

Quando se fala em investimento em renda fixa, um ponto importante que o investidor deveria considerar é a taxa de juros real que o investimento está pagando, ou seja, o retorno líquido descontando a inflação.

Dessa forma, o investidor pode analisar o potencial de um ativo ao olhar a taxa nominal informada na contratação e a projeção de inflação para o período. Se a taxa de juros real for positiva, ou seja, a taxa nominal for maior do que a taxa da inflação, ele estará protegendo seu poder compra.

O mercado está prevendo uma taxa de inflação de 6,79% para o fim deste ano e de 3,81% para o ano que vem. A previsão para o IPCA para 2021 está acima da meta de inflação de 3,75% neste ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para baixo ou para cima. Veja a projeção para a inflação dos analistas da XP.

Nesse cenário, os títulos Tesouro IPCA podem ser uma opção interessante pois pagam uma taxa de juros prefixada mais a variação do IPCA e é uma forma de proteção da carteira contra uma alta maior da inflação, desde que o investidor mantenha o título até o vencimento. O título para 2026, por exemplo, estava pagando um retorno de IPCA mais 4,03% ao ano.

Veja o último relatório dos nossos analistas sobre onde investir no mercado de renda fixa.

Para saber qual a melhor aplicação é importante avaliar qual seu perfil de risco e horizonte de investimento. Descubra seu perfil de risco clicando aqui.




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