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Reação pós-eleições no Brasil e dados pré-FOMC no radar

Pressão em ativos brasileiros e dados dos EUA são alguns dos temas de maior destaque nesta terça-feira, 27/10/2026

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IBOVESPA -13,88% | 176.608 Pontos

CÂMBIO +8,21% | 5,40/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira (26) em queda de 13,9%, aos 176.608 pontos, registrando a quinta maior perda diária desde o Plano Real e a maior desde março de 2020, em uma sessão marcada pelo acionamento do circuit breaker após o resultado das eleições presidenciais. O dólar avançou cerca de 8%, a R$ 5,40, e os juros futuros abriram fortemente. A pressão concentrou-se nos bancos e nos papéis domésticos, enquanto os exportadores se beneficiaram da valorização da moeda americana.

Na ponta positiva, Suzano (SUZB3, +10,1%) liderou as altas, seguida por Embraer (EMBJ3, +8,9%), Weg (WEGE3, +4,2%) e Vale (VALE3, +4,0%), favorecidas pela alta do dólar. Apenas oito dos 76 papéis do índice encerraram o pregão no campo positivo.

Na ponta negativa, Magazine Luiza (MGLU3, -58,2%) registrou a maior queda, seguida por Vamos (VAMO3, -56,8%), Hapvida (HAPV3, -54,9%) e C&A (CEAB3, -47,5%), em meio à disparada dos juros futuros. Os bancos também recuaram fortemente, com Banco do Brasil (BBAS3, -29,3%), BTG Pactual (BPAC11, -24,8%), Bradesco (BBDC4, -21,7%) e Itaú Unibanco (ITUB4, -13,7%). Petrobras (PETR4, -8,2%) também pesou.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram a segunda-feira em forte alta no Brasil, enquanto os rendimentos dos Treasuries apresentaram comportamento misto, com avanço nos vértices curtos e recuo nos longos. Nos EUA, a T-note de dois anos fechou em 4,71% (+2 bps), a T-note de 10 anos em 4,98% (-2 bps) e o T-bond de 30 anos em 5,30% (-3 bps), em uma sessão marcada pela expectativa em torno da decisão de política monetária do Federal Reserve (banco central americano) nesta semana. O Departamento do Tesouro americano realizou um leilão de US$ 69 bilhões de T-notes de dois anos com demanda abaixo da média. No Brasil, a curva de juros registrou forte abertura ao longo de todos os vértices após o resultado do 2º turno, refletindo a revisão de expectativas para a política fiscal. O DI jan/27 encerrou a 13,72% (+26 bps), o DI jan/29 a 15,25% (+265 bps) e o DI jan/31 a 15,24% (+266 bps), em um movimento de estresse que levou o Tesouro Nacional a atuar por meio de recompras de títulos públicos prefixados e indexados à inflação e cancelamento dos leilões que aconteceriam nesta semana para conter a volatilidade do mercado. A NTN-B encerrou em alta, com a B29 a 8,00% (vs. 6,77%), a B35 a 7,80% (vs. 6,74%) e a B50 a 7,35% (vs. 6,57%).

Mercados globais

Nesta terça-feira (27), os futuros nos EUA operam próximos da estabilidade (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: -0,1%), em compasso de espera pela decisão do Fed e pelos balanços das Big Techs, após um pregão forte na segunda-feira, impulsionado pelo pedido de IPO da Anthropic. Na Europa, o Stoxx 600 opera em queda de 0,1%, pressionado principalmente pelo setor bancário, enquanto farmacêuticas amortecem a baixa. Na Ásia, os mercados fecharam mistos: o Kospi (Coreia) subiu 3,1%, com forte alta de Samsung e SK Hynix, o Nikkei 225 (Japão) avançou 1,1%, enquanto na China o CSI 300 perdeu 1,3% e o Hang Seng (Hong Kong) recuou 0,7%, sem se beneficiar da retomada do tema de inteligência artificial.

O mercado acompanha a temporada de resultados na Europa, onde as ações do HSBC recuam mais de 7% no pré-mercado, com a alta de custos ofuscando o lucro acima do esperado. O Fed inicia hoje sua reunião de dois dias, com o mercado precificando apenas cerca de 10% de chance de nova alta de juros na quarta-feira e atento às falas do presidente Kevin Warsh. O petróleo segue elevado, com o Brent perto de US$ 116/barril, já que a mediação de Arábia Saudita, Paquistão e Turquia junto ao Irã convive com ataques houthis contra o território saudita. Os investidores também direcionam o foco para os resultados de Coca-Cola, Visa e Boeing hoje, de Alphabet e Microsoft na quarta-feira e de Amazon na quinta, além do PIB do terceiro trimestre e do PCE, também na quinta-feira.

IFIX

O Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta segunda-feira com queda de 5,68%, aos 3.764 pontos. Em um movimento de forte correção, o índice acompanhou a abertura da curva de juros e a elevação do prêmio de risco dos ativos domésticos em reação ao resultado das eleições, devolvendo os ganhos acumulados após o primeiro turno.

A sessão foi marcada por forte aversão ao risco e quedas disseminadas entre todos os segmentos. Os fundos de recebíveis recuaram 3,91%, enquanto os FIIs de tijolo registraram baixa de 6,83%. Nesse grupo, as lajes corporativas lideraram as perdas, com recuo de 11,18%, seguidas pelos fundos de shoppings (-6,35%) e pelos ativos logísticos (-5,88%). Os fundos híbridos caíram 5,87%, enquanto a categoria multiestratégia/FOF recuou 7,18%.

Entre os maiores recuos estiveram TGAR11 (-17,0%), PVBI11 (-16,2%) e JSRE11 (-13,5%), enquanto KNSC11 (-2,2%), SNEL11 (-1,6%) e KNUQ11 (-1,5%) registraram as menores quedas.

Economia

No Brasil, a sessão de segunda-feira foi marcada por forte reprecificação dos ativos financeiros, refletindo preocupações crescentes com a política fiscal e a elevação dos prêmios de risco. O Ibovespa encerrou em queda de quase 14% (a maior desde 2020), após declinar 17% e acionar dois circuit breakers – mecanismo de paralisação temporária nas negociações em momentos de elevada volatilidade ou quedas bruscas. A taxa de câmbio se depreciou cerca de 8%. Os juros futuros avançaram mais de 200 pontos-base em diferentes vencimentos.

No noticiário político, o Ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou em entrevistas que o governo irá alterar a legislação para buscar o centro da meta de resultado primário, e não mais o piso do seu intervalo de tolerância. Algumas reportagens também trouxeram que o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, é o favorito para assumir o Ministério no próximo mandato do Presidente Lula.  

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Economia

Ativos domésticos se desvalorizam em meio a expressivo aumento dos prêmios de risco

  • A sessão de segunda-feira foi marcada por uma forte reprecificação dos ativos financeiros no Brasil, refletindo preocupações crescentes com a política fiscal e a elevação dos prêmios de risco. O Ibovespa encerrou em queda de 13,9%, aos 176,6 mil pontos, após chegar a recuar 17% e acionar dois circuit breakers – mecanismo de paralisação temporária nas negociações em momentos de elevada volatilidade ou contrações bruscas. A taxa de câmbio se depreciou em cerca de 8%, enquanto as taxas de juros dos contratos de DI para janeiro de 2029 e janeiro de 2035 avançaram aproximadamente 260 e 240 pontos-base, respectivamente. Diante da volatilidade, o Tesouro Nacional cancelou os leilões de títulos prefixados e indexados à inflação previstos para a semana e realizou recompras extraordinárias de NTN-F e NTN-B, buscando reduzir as disfuncionalidades no mercado de dívida pública. A abertura dos juros longos refletiu o aumento dos prêmios de risco fiscal, enquanto a depreciação cambial e a possível deterioração das expectativas inflacionárias provocaram uma mudança relevante nas apostas para a taxa Selic. Na semana passada, o mercado precificava quase 100% de probabilidade de corte de 0,25 p.p. na próxima reunião do Copom; ontem, o mercado passou a atribuir aproximadamente 75% de probabilidade a uma elevação de 0,25 p.p., além de novos aumentos nos meses seguintes;
  • No noticiário político, o Ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou em entrevistas que o governo irá alterar a legislação para buscar o centro da meta de resultado primário, e não mais o piso do seu intervalo de tolerância. Algumas reportagens também trouxeram que o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, é o favorito para assumir o Ministério no próximo mandato do Presidente Lula;
  • O Boletim Focus apresentou revisões mistas nas expectativas de inflação, além de redução nas projeções de crescimento do PIB e da taxa Selic. A mediana para o IPCA de 2026 recuou de 5,22% para 5,19%, provavelmente refletindo a surpresa baixista do IPCA-15, enquanto a expectativa para 2027 avançou de 4,32% para 4,34% e a de 2028 permaneceu em 3,75%. Para o PIB, as medianas caíram para 1,80% em 2026 e 1,31% em 2027, em linha com os efeitos da política monetária restritiva e o elevado endividamento das famílias e empresas. Mantemos nossas projeções de 1,7% e 1,0%, respectivamente. A expectativa para a taxa Selic no fim de 2026 permaneceu em 13,25%, enquanto as previsões para 2027 e 2028 recuaram para 11,75% e 10,00% (antes: 12,00% e 10,50%). Em relação à taxa de câmbio, as medianas diminuíram para 5,05 reais por dólar em 2026, 5,15 em 2027 e 5,20 em 2028. Entretanto, a forte depreciação do real e a abertura da curva de juros no início desta semana podem provocar revisões relevantes nas próximas divulgações do Boletim Focus;
  • O Investimento Direto no País (IDP) registrou ingressos líquidos de US$ 11,3 bilhões em setembro, significativamente acima da nossa projeção de US$ 6,5 bilhões e do consenso de US$ 6,4 bilhões, ante US$ 9,6 bilhões no mesmo mês de 2025. A surpresa positiva foi explicada pelos empréstimos intercompanhias, que somaram US$ 3,2 bilhões, revertendo as saídas observadas em julho e agosto, enquanto os investimentos em participação no capital permaneceram elevados, em US$ 8,1 bilhões. Em 12 meses, o IDP acumulou US$ 88,3 bilhões (3,43% do PIB), superando com folga o déficit em transações correntes, que somou US$ 5,1 bilhões em setembro – ante US$ 8,8 bilhões um ano antes. No acumulado em 12 meses, o déficit externo recuou de US$ 63,7 bilhões (2,50% do PIB) para US$ 60,0 bilhões (2,33% do PIB), próximo do menor nível do ano. A melhora foi sustentada principalmente pela ampliação do superávit comercial, na esteira das maiores exportações de petróleo. Projetamos déficit em transações correntes de US$ 66,0 bilhões (2,4% do PIB) em 2026, com viés de baixa diante do desempenho comercial favorável, e de US$ 60,5 bilhões (2,2% do PIB) em 2027. Mantemos as projeções de IDP de US$ 87,6 bilhões em 2026 e US$ 80,0 bilhões em 2027, suficientes para financiar integralmente os déficits externos previstos. A solidez do balanço de pagamentos representa um “amortecedor” para choques na taxa de câmbio;  
  • Nos Estados Unidos, o mercado precifica que o Fed manterá sua taxa de juros de referência na faixa de 3,75% a 4,00%, interrompendo temporariamente o ciclo de aperto monetário iniciado em setembro. Apesar da perspectiva de manutenção, os dados recentes reforçam os riscos de inflação persistente, com pressões de preços se disseminando para além dos combustíveis, ao passo que a atividade econômica permanece resiliente, sustentada pelo consumo e pelos investimentos associados à Inteligência Artificial. O mercado de trabalho também segue relativamente estável, com a taxa de desemprego em 4,2% e pedidos de auxílio-desemprego historicamente baixos. Os contratos futuros de juros passaram a indicar aproximadamente 90% de probabilidade de manutenção em outubro, embora a combinação de inflação elevada e atividade firme mantenha a possibilidade de retomada do aperto monetário nas próximas reuniões; 
  • Hoje, nos Estados Unidos, destaque para a divulgação do relatório ADP (dados semanais), relevante para avaliação do ritmo das contratações no setor privado, além dos indicadores de preços de imóveis e permissões para construção (setembro) e da confiança do consumidor – Conference Board (outubro), que ajudarão a acompanhar as condições do mercado imobiliário. No Brasil, não há indicadores econômicos relevantes a serem divulgados. 

Commodities

Papel e celulose: monitor de cavacos da China – Volumes importados se recuperam em setembro, com preços estáveis M/M

  • Os volumes de cavacos importados pela China aumentaram em Set’26, melhorando a disponibilidade de fibra para os produtores integrados, com os preços médios de importação estáveis M/M;
  • Nossas estimativas indicam custos de breakeven de ~US$580/t para os players integrados que utilizam madeira importada na China, vs. ~US$525-530/t para os produtores integrados que utilizam madeira doméstica (principalmente em Guangxi);
  • Embora os preços elevados dos cavacos importados (particularmente do Vietnã) tenham sustentado parcialmente preços mais altos da BHKP, esperamos que as tendências de queda dos preços dos cavacos domésticos no Sul da China limitem novos riscos de upside;
  • Nesse sentido, os dados da SCI99 mostraram que os preços dos cavacos de eucalipto em Guangxi recuaram -1% S/S, enquanto os preços de poplar em Shandong permaneceram amplamente estáveis, uma vez que as maiores chegadas e os estoques das fábricas continuaram pressionando os custos da fibra doméstica;
  • Em relação aos preços recentes, os preços líquidos da BHKP e da NBSK na China estão atualmente em US$590/t e US$602/t, respectivamente, enquanto os futuros de BHKP estão em US$590/t para Nov’26 (estáveis S/S);
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Financials

Financials: resultados resilientes, apesar do mercado de capitais mais fraco

  • Esta é a segunda parte da nossa prévia de resultados do 3T26, abrangendo BTG Pactual e B3;
  • Esperamos que o BTG apresente mais um trimestre sólido, com crescimento sequencial dos lucros impulsionado por Wealth Management e Corporate Lending e contribuições estáveis de Consumer Finance, enquanto Investment Banking e Sales & Trading devem permanecer mais fracos, à medida que os clientes mantêm uma postura cautelosa antes das eleições;
  • No geral, projetamos lucro líquido recorrente de R$ 5,2 bilhões, alta de 15% A/A e 2% T/T;
  • Para a B3, esperamos um trimestre tranquilo, com receitas amplamente estáveis T/T, uma vez que o crescimento contínuo em Renda Fixa compensa os volumes mais fracos de derivativos listados, enquanto o rígido controle das despesas com pessoal mantém a margem EBITDA amplamente estável, excluindo efeitos não recorrentes;
  • Projetamos lucro líquido de R$ 1,6 bilhão (+28% A/A; -6% T/T), com a queda sequencial explicada pelo ganho com a Dimensa contabilizado no 2T26;
  • Olhando à frente, a maior incerteza macroeconômica e a recente reprecificação das taxas de juros podem pesar sobre a atividade do mercado de capitais no 4T, criando um cenário mais desafiador para o setor;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Saúde

XP Saúde | De volta à qualidade e à entrega de resultados

  • Após a forte queda de hoje, revisitamos nossas preferências no setor de saúde;
  • Diante da visibilidade limitada sobre o cenário macroeconômico, acreditamos que os investidores devem priorizar companhias com: (i) baixa alavancagem; (ii) fluxos de receita resilientes; (iii) elevada liquidez; e (iv) negócios de alta qualidade;
  • Também esperamos que o mercado retome uma mentalidade de “próximo catalisador, próximo trimestre”, atribuindo maior importância à entrega de resultados no curto prazo;
  • Nesse contexto, nossas companhias preferidas são Rede D’Or, Hypera e Bradesco Saúde;
  • Destacamos ainda que as operadoras de planos de saúde possuem uma proteção natural contra taxas de juros e inflação potencialmente mais elevadas, por meio de suas relevantes reservas regulatórias de caixa;
  • Por outro lado, companhias mais alavancadas e aquelas em processo de turnaround podem enfrentar maior pressão, especialmente Dasa e Qualicorp;
  • Clique aqui para acessar nosso relatório.

Empresas

Gerdau (GGBR4): momentum robusto nos EUA deve continuar se sobrepondo à fraqueza no Brasil; revisão do 3T26

  • A Gerdau reportou resultados positivos, com EBITDA ajustado de ~R$3,8 bilhões, +3% vs. XPe/consenso, com a América do Norte se destacando novamente, impulsionando um desempenho sólido do FCF;
  • Destacamos: (i) outro trimestre robusto na América do Norte, com margens aumentando T/T diante de preços mais altos (+US$70/t T/T), proporcionando um carry positivo para o 4T26E, também sustentado pela perspectiva da Nucor de lucros estáveis/marginalmente positivos no próximo trimestre, embora volumes sazonalmente mais baixos e a manutenção de Midlothian devam limitar uma expansão adicional das margens, em nossa visão;
  • (ii) melhora do desempenho na divisão de negócios do Brasil, com um mix melhor (receita unitária +4% T/T) compensando o maior custo caixa/t (+4% T/T), enquanto esperamos margens mais fracas no 4T26E à medida que os menores preços do aço sejam refletidos nos resultados;
  • Além disso, a Gerdau anunciou dividendos de R$0,34/ação (dividend yield anualizado de 5,4%), enquanto avançou com seu programa de recompra (~32% concluído);
  • No geral, a Gerdau continua sendo nosso nome preferido em Mineração e Siderurgia, sustentada pela sólida geração de FCF nos EUA em 2027E e pela exposição long em USD em meio a um ambiente doméstico desafiador;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

SLC (SLCE3) | Prévia de resultados do 3T26: um trimestre fraco, olhos na safra 26/27

  • Embora esperemos um trimestre fraco, acreditamos que os resultados terão importância secundária para a tese de investimento neste momento. Em nossa visão, o mercado deve olhar além do trimestre e focar principalmente nas perspectivas para a safra 26/27;
  • Os menores volumes de vendas de milho devem ser o principal fator de pressão sobre os resultados, mas uma dinâmica de custos mais favorável nas demais culturas deve ajudar a limitar o impacto sobre a rentabilidade;
  • A geração de caixa segue sendo um ponto positivo da história, contribuindo para a desalavancagem. Ainda assim, acreditamos que os investidores continuarão acompanhando de perto a estratégia da companhia para fortalecer o balanço;
  • Com o plantio em andamento, o foco deve migrar cada vez mais para as condições climáticas e o desenvolvimento das lavouras. Como as etapas mais importantes do ciclo produtivo ainda estão por vir, acreditamos que o comportamento do clima continuará sendo o principal driver para a ação nos próximos meses;
  • Clique aqui para fazer o relatório.

São Martinho (SMTO3) | Prévia de resultados do 2T27: olhando além do trimestre

  • Embora esperemos um trimestre fraco, acreditamos que os resultados reportados terão importância secundária para a tese neste momento. Em nossa visão, o foco dos investidores deve permanecer na evolução dos custos e nas perspectivas para a próxima safra, mais do que nos números do trimestre em si;
  • A combinação de preços de açúcar ainda deprimidos e menores níveis de ATR deve pressionar a rentabilidade no curto prazo, reforçando a importância do desempenho operacional dos próximos trimestres para a trajetória de custos ao longo da safra;
  • Por outro lado, o avanço das vendas de etanol e a melhora dos preços do combustível devem ajudar a compensar parte dessas pressões, oferecendo algum suporte aos resultados em um ambiente ainda desafiador para o açúcar;
  • Olhando à frente, acreditamos que a atenção do mercado migrará cada vez mais para a safra 27/28. Com grande parte da produção atual já protegida por hedge, temas como a atividade de comercialização da próxima safra, o carregamento de cana e o potencial de diluição de custos tendem a ganhar relevância na discussão da tese;
  • Clique aqui para acessar o relatório.

Braskem (BRKM5) | Sob revisão

  • Estamos colocando a Braskem sob revisão. Nossa recomendação, preço-alvo e estimativas anteriores não são mais válidos. A Braskem está reestruturando cerca de US$10,9 bilhões de dívida financeira sem garantia por meio de um processo de recuperação extrajudicial. A companhia, seus principais acionistas e um grupo ad hoc de credores ainda não chegaram a um acordo;
  • As partes buscam definir os principais termos da reestruturação até 30 de outubro, prazo prorrogado em relação à data anterior de 9 de outubro. A Braskem tem até 22 de novembro, 90 dias após o protocolo do pedido, para obter o apoio necessário dos credores para aprovação judicial;
  • As propostas mais recentes ainda divergem em relação ao montante e ao cronograma de uma eventual injeção de capital, ao preço de conversão da dívida em ações e aos termos da dívida remanescente (takeback debt). Diante das incertezas em torno dos termos finais da reestruturação, estamos retirando nossas estimativas e avaliação das ações até que haja maior clareza;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Educação

XP Educação | As escolas aprenderam a lição: caixa é essencial

  • Uma das principais dúvidas dos investidores atualmente é se a forte geração de caixa apresentada recentemente pelas companhias de educação é sustentável após anos de volatilidade;
  • Ao mesmo tempo, a possível adoção de políticas de dividendos mais favoráveis aos acionistas, com payouts superiores a 50%, pode contribuir para aumentar a confiança na geração de caixa futura;
  • Embora haja um amplo consenso de que a maioria das companhias deve entregar FCF yields próximos de 20% em 2026, os investidores ainda demonstram incerteza quanto à sustentabilidade desses níveis no longo prazo;
  • Neste relatório, analisamos cada companhia sob nossa cobertura a partir de duas perspectivas: (i) geração de caixa e seus principais direcionadores; e (ii) políticas atuais de remuneração aos acionistas, incluindo dividendos e recompras de ações;
  • De forma geral, enxergamos melhorias estruturais em todo o setor, que sustentam um perfil de geração de caixa mais recorrente e previsível;
  • Clique aqui para acessar nosso relatório.

XP Educação | Valuations parecem excessivamente descontados após a queda das ações

  • Após a queda de hoje, com as ações do setor de educação recuando aproximadamente 37% e os valuations do setor retornando para cerca de 4x-5x P/L 2027, consideramos a reação excessiva;
  • Embora o setor permaneça sensível às condições macroeconômicas, a geração de caixa atual continua atrativa, com FCF yields médios de aproximadamente 21%;
  • Conforme discutido em nosso relatório sobre geração de caixa, acreditamos que as melhorias observadas são, em grande parte, estruturais e podem sustentar uma reprecificação para 7x-8x P/L 2027, com a normalização dos FCF yields para uma faixa de 10% a 15%;
  • Diante da visibilidade limitada sobre o cenário macroeconômico, esperamos que os investidores voltem suas atenções para a entrega de resultados e a execução no curto prazo, tornando a Vitru nossa principal escolha no setor;
  • Enquanto isso, mantemos uma visão cautelosa sobre as perspectivas de curto prazo da Cogna, embora a adoção de uma política de payout mais elevada possa atuar como catalisador;
  • Clique aqui para acessar nosso relatório.

Alocação & Fundos

Principais notícias

  • Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
    • IFIX sofre queda após eleições e fica abaixo dos 4 mil pontos (EuQueroInvestir);
    • FIIs têm a terceira pior sessão da história e fundos caem até 17% (InfoMoney);
    • FIIs: “A vida continua com presidente A, B, seja quem for” (Clube FII News);
    • Clique aqui para acessar o relatório.

ESG

IFRS abre consulta pública para expandir exigências de reporte | Café com ESG, 27/10

  • O pregão de segunda-feira fechou em forte queda, com o IBOV e o ISE caindo 13,88% e 21,38%, respectivamente.
  • Do lado das empresas, (i) o International Sustainability Standards Board (ISSB), braço da Fundação IFRS que define os padrões globais de relatórios de sustentabilidade, colocou em consulta pública uma proposta de regras para que as empresas divulguem informações financeiras ligadas à natureza – na prática, o texto acrescenta requisitos mais detalhados de natureza aos relatórios IFRS S1 e S2, de sustentabilidade e clima; e (ii) segundo estudo da FGV Bioeconomia, a oferta de bioenergia gerada a partir do agronegócio, seja para o setor elétrico como para os transportes e indústria, cresceu nos últimos três anos, mas não foi suficiente para ampliar a participação na matriz energética brasileira – entre 2022 e 2025, a oferta de energia a partir de biomassa do agronegócio cresceu 16%, o maior crescimento em termos percentuais nesse período em comparação com outras fontes de energia, como as não renováveis, que cresceram 3,7%, e outras fontes renováveis (hídrica, eólica e solar), que tiveram um incremento de 11,7%.
  • Na política, o governo holandês anunciou que pretende colocar até US$ 500 milhões no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês), mecanismo financeiro para remunerar os países em desenvolvimento que preservam suas florestas tropicais – a proposta foi apresentada ao Parlamento holandês e deve ser anunciada oficialmente durante a COP31, que começa em duas semanas na Turquia.
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

IFRS S1 e S2 na prática: Principais lições dos primeiros adotantes

  • Na semana passada, realizamos uma reunião com a B3, Lojas Renner, JHSF e Irani, empresas que estiveram entre as primeiras a adotar as normas IFRS S1 e S2 no Brasil, para discutir os principais destaques de seus relatórios, as lições aprendidas ao longo do processo, as melhores práticas de implementação e as perspectivas para os próximos anos;
  • De modo geral, a discussão indicou que a adoção desses padrões fortaleceu a integração interna e a tomada de decisão nas empresas, embora ainda persistam desafios relacionados à quantificação financeira de riscos e oportunidades e ao engajamento dos investidores;
  • A seguir, destacamos os principais pontos abordados na reunião;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

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  • O custo da operação e a política de cobrança estão definidos nas tabelas de custos operacionais disponibilizadas no site da XP Investimentos: www.xpi.com.br.
  • A XP Investimentos se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou seu conteúdo.
  • A Avaliação Técnica e a Avaliação de Fundamentos seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é executada seguindo conceitos como tendência, suporte, resistência, candles, volumes, médias móveis entre outros. Já a Análise Fundamentalista utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. Desta forma, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas, que buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor, podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas.
  • Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto.
  • O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto.
  • O investimento em termos são contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem.
  • O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento.
  • ESTA INSTITUIÇÃO É ADERENTE AO CÓDIGO ANBIMA DE DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS DE INVESTIMENTO.
  • A XP Investimentos CCTVM S/A, inscrita sob o CNPJ: 02.332.886/0001-04, é uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Toda comunicação através de rede mundial de computadores está sujeita a interrupções ou atrasos, podendo impedir ou prejudicar o envio de ordens ou a recepção de informações atualizadas. A XP Investimentos exime-se de responsabilidade por danos sofridos por seus clientes, por força de falha de serviços disponibilizados por terceiros. A XP Investimentos CCTVM S/A é instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.


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