IBOVESPA -0,41% | 185.229 Pontos
CÂMBIO +0,10% | 5,15/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a semana passada em queda de 1,1% em reais e de 1,9% em dólares, por conta da depreciação de 0,4% do real, aos 185.229 pontos.
Yduqs (YDUQ3, +6,7%) foi o destaque positivo da semana, beneficiada pelo fechamento na curva de juros, principalmente na quinta-feira. Por outro lado, CSN Mineração e CSN (CMIN3, -18,0%; CSNA3, -12,8%) foram os destaques negativos, pressionadas pela queda do minério de ferro e pela maior exposição aos custos elevados marítimos. Confira o resumo semanal da Bolsa.
Renda Fixa
No comparativo semanal, os juros futuros encerraram a semana com direções mistas entre Estados Unidos e Brasil. Nos EUA, a alta de 25 bps do Fed marcou a semana, com o petróleo pressionando as taxas no início e a decisão do Fed trazendo volatilidade ao longo da curva. A T-note de 2 anos encerrou a 4,76% (+13 bps), a de 10 anos a 5,00% (+3 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,33% (-3 bps).
No Brasil, a curva oscilou entre a abertura provocada pelas tensões institucionais e o fechamento impulsionado pelo alívio do petróleo e pela expectativa de novos cortes da Selic. O DI jan/27 fechou em 13,56% (-3 bps), o DI jan/29 em 13,84% (0 bps) e o DI jan/31 em 14,02% (-2 bps). Na NTN-B, a B29 encerrou em 7,42%, a B35 em 7,66% e a B50 em 7,37% (estável).
Mercados globais
Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,6%; Nasdaq 100: +1,1%), sustentados pela queda dos preços do petróleo e pelo foco renovado em uma eventual negociação entre Estados Unidos e Irã. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de 1,0%, impulsionado principalmente pelos setores de tecnologia e financeiro, após três semanas seguidas de queda. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta: o Kospi (Coreia) subiu 1,6%, o Nikkei 225 (Japão) avançou 1,1%, enquanto na China, o CSI 300 ganhou 0,7% e o Hang Seng avançou cerca de 1,2%, com os investidores ainda avaliando os desdobramentos do conflito no Oriente Médio.
O mercado acompanha a queda do petróleo, com o Brent para novembro em baixa de 1,9%, para próximo de US$ 102/barril, à espera da retomada dos embarques da Arábia Saudita, atacada no sábado com mísseis e drones pelos houthis apoiados pelo Irã. O movimento pressiona as ações de petróleo e gás na Europa, enquanto a maior parte dos demais setores opera no campo positivo. Em contrapartida, os juros seguem no centro das atenções: o rendimento do Treasury de 10 anos opera próximo de 5%, depois de atingir o maior nível desde julho de 2007, e o Federal Reserve elevou os juros na semana passada pela primeira vez em três anos, diante de uma inflação persistente. Os investidores também direcionam o foco para a reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, que deve tratar de tarifas, minerais críticos e inteligência artificial, além da temporada de resultados, com divulgações esperadas de Costco e General Mills ao longo da semana. Leia os Top 5 temas da semana.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de sexta-feira (18) em alta de 0,07%, aos 3.750,27 pontos, acumulando recuo de 0,33% no mês até o momento, diante do cenário político-eleitoral ainda incerto.
No recorte por segmentos, dentro do acumulado da semana, os fundos de recebíveis registraram alta de 0,29%, após o recuo registrado na semana anterior, diante do desempenho negativo dos fundos indexados ao IPCA, em meio às expectativas quanto aos impactos da deflação de agosto sobre a distribuição de alguns desses fundos. Os fundos de tijolo, por sua vez, encerraram mais uma semana no campo negativo (-0,26%), com destaque para os fundos de shopping centers (-1,40%), refletindo, em nossa avaliação, uma dinâmica operacional mais desafiadora para o segmento, conforme comentamos na última semana.
Entre os destaques positivos do pregão de sexta-feira (18), sobressaíram TRBL11 (+4,4%), RECR11 (+1,6%) e TRXF11 (+1,5%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por TEPP11 (-4,7%), XPML11 (-3,4%) e MFII11 (-2,0%). Saiba mais aqui.
Economia
Os combates no Iêmen entre os houthis e forças alinhadas à Arábia Saudita se intensificaram no fim de semana, com os dois lados disputando o controle do Estreito de Bab el-Mandeb, rota que os sauditas passaram a utilizar para escoar petróleo desde o fechamento de Ormuz. Estados Unidos e Irã também trocaram novas ameaças. Apesar dos riscos à oferta, os preços do petróleo recuaram diante de sinais de normalização dos fluxos na região, mas o petróleo (tipo Brent) segue acima de US$ 100 por barril.
Na China, o banco central manteve as taxas de juros de referência para empréstimos inalteradas pelo 16º mês consecutivo. A demanda fraca por crédito limita o espaço para novos cortes, e eventuais estímulos devem vir sobretudo da política fiscal. Paralelamente, autoridades dos Estados Unidos e da China concluíram negociações preparatórias para a cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira.
Na agenda da semana, destaque para os PMIs de setembro na Zona do Euro e nos Estados Unidos. No Brasil, atenções voltadas para a ata do Copom, o Relatório de Política Monetária e o IPCA-15 de setembro, para o qual esperamos retorno ao território positivo. Confira o Economia em Destaque.
Veja todos os detalhes
Economia
Petróleo segue acima de US$ 100 por barril
- Os combates no Iêmen entre os houthis, apoiados pelo Irã, e forças alinhadas à Arábia Saudita se intensificaram no fim de semana, com os dois lados disputando posições próximas ao Estreito de Bab el-Mandeb, rota que os sauditas passaram a utilizar para escoar petróleo desde o fechamento de Ormuz, segundo o New York Times. Os houthis também lançaram mísseis e drones contra Riad e instalações petrolíferas. Paralelamente, Estados Unidos e Irã trocaram novas ameaças: Donald Trump afirmou que eliminará a liderança iraniana caso Teerã não busque um acordo, enquanto os militares iranianos prometeram retaliar qualquer novo ataque. Apesar do risco de interrupções prolongadas na oferta, os preços do petróleo recuaram diante de sinais de normalização dos fluxos na região. Dados da Kpler mostram que as exportações sauditas se recuperaram para pouco mais de 4 milhões de barris por dia em setembro, ante 2,4 milhões em agosto. Além disso, segundo a Reuters, o chefe do Comando Central americano afirmou que o volume de petróleo, cargas e gás natural liquefeito que transitou pela região nas últimas duas semanas foi o maior em seis meses. Ainda assim, o petróleo (tipo Brent) segue acima de US$ 100 por barril, após ter rondado US$ 110 na semana passada;
- Autoridades dos Estados Unidos e da China concluíram ontem, em Nova York, negociações preparatórias para a cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira em Washington. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, classificou o encontro como “muito bem-sucedido”, segundo a Bloomberg. No campo comercial, o Conselho de Comércio bilateral já está operacional, com a China devendo incluir bens de consumo e itens de baixa tecnologia na pauta, e os Estados Unidos, produtos de energia e agrícolas. Não houve anúncio sobre a extensão da trégua tarifária, que expira em 10 de novembro. Os dois países também concordaram em criar um diálogo sobre inteligência artificial;
- Na China, o banco central manteve ontem as taxas de juros de referência para empréstimos (LPR) de um e de cinco anos em 3,00% e 3,50%, respectivamente, pelo 16º mês consecutivo, em linha com as expectativas do mercado. A autoridade monetária enfrenta restrições para novos cortes, diante da demanda fraca por crédito e da pressão sobre a rentabilidade dos bancos, o que reduz a probabilidade de afrouxamento monetário adicional neste ano. Com isso, eventuais estímulos à atividade devem vir sobretudo da política fiscal;
- No cenário internacional, agenda de indicadores vazia. Destaque para a divulgação dos PMIs de setembro na Zona do Euro e Estados Unidos – sondagens com empresas que visam captar o pulso da atividade econômica;
- No Brasil, destaque para as publicações da ata da última reunião do Copom e do Relatório de Política Monetária pelo banco central. Além disso, o IPCA-15 de setembro será divulgado. Esperamos retorno ao território positivo, na esteira do fim do impacto do pagamento do bônus de Itaipu nas contas de luz e da aceleração dos preços de alimentos e passagens aéreas.
Empresas
Vale (VALE3): reduzindo os riscos dos ventos contrários de curto prazo e foco no crescimento de cobre
- Hoje, participamos de uma reunião com o management da Vale, com as discussões centradas no mercado de minério de ferro e na dinâmica de fretes, na agenda de crescimento de cobre da VBM e na alocação de capital;
- Em minério de ferro, o management destacou uma potencial racionalização da oferta aos preços atuais, enquanto a flexibilidade do portfólio da Vale e a menor exposição a volumes marginais devem sustentar a lucratividade;
- A exposição aos fretes também está cada vez mais protegida por meio de contratos de longo prazo, enquanto um potencial novo decreto de cavidades poderia reduzir os riscos de longo prazo no Sistema Norte;
- Na VBM, o cobre continua sendo a principal prioridade de crescimento, sustentado pelo avanço do pipeline de projetos, com um potencial IPO permanecendo como uma entre várias alternativas estratégicas, sem necessidades imediatas de financiamento;
- Por fim, a Vale manteve uma postura disciplinada em relação à alocação de capital, com potenciais distribuições incrementais a serem avaliadas no fim do ano, enquanto a execução do crescimento de cobre continua sendo um catalisador importante para reduzir o desconto de valuation vs. peers;
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- J&F, dos Batista, se prepara para virar companhia aberta e ampliar acesso ao mercado de dívida (InvestNews);
- O CRA da Coca-Cola ficou sem gás. Moody’s rebaixa Grupo José Alves (The Agribiz);
- Leilão do aeroporto de Brasília, o “filé com osso”, atrai suíços e argentinos (Brazil Journal);
- Petrobras vai ao Governo contra ANP para manter poder no mercado de gás (Brazil Journal).
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX fecha em ligeira alta e termina semana praticamente estável (FIIs);
- FIIs ganham 118 mil investidores em 3 meses, mas volume negociado cai 22% em agosto (InfoMoney);
- Valora dobra patrimônio em 2 anos e revela onde vê oportunidades em FIIs e Fiagros (InfoMoney);
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- Maxi Renda (MXRF11) | Combinação de previsibilidade, baixa volatilidade e carrego atrativo
- Nossa recomendação de COMPRA está pautada nos seguintes pilares:
- Portfólio de alta qualidade, com risco de crédito baixo a moderado, elevado nível de diversificação e garantias robustas;
- Carrego atrativo, com rentabilidade implícita de IPCA + 10,3% a.a. na parcela indexada à inflação e de CDI + 3,5% a.a. na parcela pós-fixada, além de dividend yield estimado em 12% em nosso cenário-base para os próximos 12 meses;
- Baixa volatilidade em relação aos pares;
- Potencial de geração de ganhos por meio do book de permutas;
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- ETF Brief: ETFs brasileiros ganham escala enquanto bitcoin volta a captar e investidores emergentes privilegiam bonds locais diante de novas estruturas para risco
- ETFs ganham R$ 72 bilhões em patrimônio em um ano; BOVA11 domina as negociações (E-Investidor)
- Bitcoin ETFs Swing Positive as Token Holds Jump Above $81,000 (Bloomberg)
- EM Investors Are Favoring Local Bonds as Dollar Debt Lags (Bloomberg)
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ESG
Natura capta R$ 700 milhões em SLBs com metas para uso de plástico reciclado | Café com ESG, 21/09
- O mercado encerrou a semana passada em território negativo, com o Ibovespa caindo 1,05% e o ISE 0,18%. O pregão de sexta-feira fechou em leve queda, com o IBOV e o ISE recuando 0,41% e 0,05%, respectivamente.
- Do lado das empresas, (i) a Natura captou R$ 700 milhões por meio da emissão de debêntures com custo atrelado a uma meta de sustentabilidade, com o comprometimento de aumentar a participação de plástico reciclado e de fonte renovável nas embalagens das marcas Natura e Avon para 43% em 2028 e 46% em 2029 – caso a companhia não atinja a meta em 2028, a taxa de juros paga aumenta 0,20 ponto percentual e, se não cumpri-la em 2029, há um acréscimo adicional de 0,25 pp; e (ii) a Mombak, startup brasileira de remoção de carbono, anunciou que concluiu a primeira etapa de captação de seu segundo fundo de reflorestamento, o “Amazon Reforestation Fund II”, que contará com uma linha de crédito de R$ 200 milhões do Fundo Clima, operado pelo BNDES – além disso, a empresa anunciou que assinou um novo contrato de compra de créditos de carbono com a Salesforce, embora dados comerciais não tenham sido divulgados.
- Na política, os governadores do Amazonas e Sergipe enviaram ofícios ao presidente Lula pedindo que a regulamentação do Redata considere o gás natural entre as fontes elegíveis para abastecer futuras instalações que receberão o incentivo – os políticos defendem que o governo federal adote critérios de desempenho ambiental e energético, em vez de excluir previamente determinadas tecnologias, como o gás fóssil.
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