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Resumo semanal da Bolsa | Ibovespa recua em semana marcada por decisão de juros

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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  • O Ibovespa encerrou a semana em queda de 1,1% em reais e de 1,9% em dólares, por conta da depreciação de 0,4% do real, aos 185.229 pontos.
  • As bolsas globais encerraram a semana sem direção única (S&P 500: -0,1%; Nasdaq-100: +0,9%; Dow Jones: -1,7%), em um movimento marcado pela primeira alta de juros do Fed desde 2023 e pela guinada na narrativa de inteligência artificial. Apesar de a alta de 25 bps estar amplamente precificada, o tom duro de Kevin Warsh e as projeções indicando mais um aperto em 2026 pressionaram os mercados, com a Treasury de 10 anos fechando a semana em 5,0% pela primeira vez desde 2007. No cenário geopolítico, o fechamento do oleoduto Leste-Oeste, na Arábia Saudita, levou o Brent ao maior nível desde maio, mas a perspectiva de retomada rápida da operação aliviou os preços, com o petróleo encerrando a semana em queda de 1,3%. No micro, a proposta do CEO da Anthropic de desacelerar o lançamento de modelos derrubou as empresas de semicondutores, com recuperação parcial a partir de quarta-feira, e impulsionou as ações ligadas a cibersegurança. Na contramão, o Bank of America recuou mais de 5% na semana, após indicar queda na receita de Investment Banking.
  • Enquanto isso, as ações brasileiras encerraram a semana em queda, em uma semana marcada por decisões de política monetária em direções opostas no Brasil e nos EUA. O Copom reduziu a Selic em 25 bps, para 13,75% a.a., mas manteve uma comunicação mais cautelosa sobre os próximos passos. As vendas do varejo de julho vieram abaixo das expectativas, reforçando a percepção de moderação da atividade. Ao mesmo tempo, o noticiário fiscal ganhou peso após anúncio de reajuste de 15% no benefício social Bolsa Família, enquanto novas divulgações de pesquisas eleitorais provocaram reprecificação do índice e maior volatilidade nos ativos locais. Dessa forma, a curva de juros fechou a semana praticamente estável, com a ponta longa (jan/36) fechando 4 bps e a ponta curta (jan/27) recuando 3 bps. No câmbio, o dólar avançou na semana, resultando me depreciação de 0,4% do real. Adicionalmente, o petróleo permaneceu volátil e sustentou parte das ações do setor de Óleo, Gás e Petroquímicos, enquanto a queda do minério de ferro e a alta dos custos de frete pressionaram as empresas de Mineração e Siderurgia. Por fim, observamos saída líquida de R$ 1,04 bilhão de fluxo de capital estrangeiro ao longo da semana, acumulando agora entrada líquida de R$ 6,3 bilhões em setembro e de R$ 24,6 bilhões em 2026.
  • Yduqs (YDUQ3, +6,7%) foi o destaque positivo da semana, beneficiada pelo fechamento na curva de juros, principalmente na quinta-feira. Por outro lado, CSN Mineração e CSN (CMIN3, -18,0%; CSNA3, -12,8%) foram os destaques negativos, pressionadas pela queda do minério de ferro e pela maior exposição aos custos elevados marítimo.

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