IBOVESPA +0,51% | 171.907 Pontos
CÂMBIO +0,16% | 5,15/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira (24) em alta de 0,5%, aos 171.907 pontos, impulsionado principalmente pelo setor de mineração. Vale (VALE3, +2,8%) avançou com a alta do minério de ferro, em meio à expectativa de novos estímulos na China. O movimento compensou parcialmente a forte queda de Petrobras (PETR4, -4,9%; PETR3, -4,9%), que acompanhou o recuo do petróleo no exterior.
Na ponta positiva, Yduqs (YDUQ3, +12,8%) liderou os ganhos do índice depois de confirmar conversas iniciais com a Afya sobre uma possível combinação de negócios entre as duas companhias de educação.
Na ponta negativa, Braskem (BRKM5, -6,7%) recuou, após a companhia entrar com um pedido de recuperação extrajudicial.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a segunda-feira com direções mistas. Nos EUA, a curva dos Treasuries encerrou com a T-note de dois anos a 4,24% (+5 bps), a T-note de 10 anos a 4,70% (+6 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,23% (+4 bps), com os investidores acompanhando os planos do Departamento do Tesouro para financiar compras de títulos e à espera da divulgação do PCE. No Brasil, com ausência de catalisadores domésticos e a manutenção das incertezas sobre o cenário político e fiscal, a curva DI encerrou com o DI jan/27 a 13,70% (0 bp), o DI jan/29 a 14,16% (-1 bp) e o DI jan/31 a 14,42% (-2 bps). A NTN-B encerrou com a B29 a 8,05% (vs. 7,97%%), a B35 a 7,91% (vs. 7,91%) e a B50 a 7,52% (vs. 7,51%).
Mercados globais
Nesta terça-feira (25), os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,4%; Nasdaq 100: +0,8%), recuperando parte das perdas da véspera, pressionados pela queda das ações de semicondutores. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de 0,5%, aguardando os eventos de maior peso da semana. Na Ásia, os mercados fecharam sem direção única: o Kospi (Coreia) avançou 0,7%, o Nikkei 225 (Japão) avançou 1,3%, enquanto na China, o CSI 300 recuou 0,2% e o Hang Seng (Hong Kong) operou próximo da estabilidade.
O mercado acompanha o recuo dos rendimentos dos Treasuries, depois que o Tesouro americano sinalizou que pode usar sua conta geral, de cerca de US$ 1 trilhão, para financiar a ampliação das recompras de títulos longos, numa tentativa de conter a pressão na ponta longa da curva, onde a taxa de 30 anos está no maior nível em duas décadas. Em paralelo, Donald Trump ameaçou dobrar para 50% as tarifas sobre automóveis, caminhões, autopeças e aço canadenses, e o primeiro-ministro Mark Carney afirmou que Ottawa responderá na mesma medida, com tarifas retaliatórias a partir de 8 de setembro. Os investidores também direcionam o foco para o balanço da Nvidia e para o índice de preços PCE de julho, o indicador preferido do Federal Reserve (banco central dos EUA), ambos na quarta-feira, além do discurso do presidente do Fed, Kevin Warsh, em Jackson Hole, na sexta-feira.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão desta segunda-feira em queda de 0,11%, aos 3.677,98 pontos.
O desempenho dos segmentos foi misto ao longo da sessão. Os fundos de recebíveis avançaram 0,17%, enquanto o segmento de multiestratégia/FOFs registrou alta de 0,23%. Entre os fundos de tijolo, o desempenho agregado foi praticamente estável (-0,07%), com leve alta em lajes corporativas (+0,16%) compensando as quedas observadas em shoppings (-0,32%) e ativos logísticos (-0,14%). Já os fundos híbridos apresentaram a maior baixa do dia, com recuo de 0,98%.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram CACR11 (+6,2%), WHGR11 (+4,1%) e VCJR11 (+3,0%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por TRXF11 (-3,6%), TGAR11 (-2,4%) e ITRI11 (-2,3%).
Economia
Em relação ao noticiário geopolítico, destaque para o plano do Secretário de Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, de isolar o Irã da economia global. Bessent ameaçou punição econômica a qualquer país que mantenha negócios com o Irã, no que descreveu como uma campanha de “Dia D econômico” para encerrar a guerra no Oriente Médio.
No Brasil, o Boletim Focus do Banco Central não trouxe mudanças relevantes. A mediana das projeções para o IPCA de 2027 subiu ligeiramente de 4,24% para 4,25%, enquanto as projeções para a inflação de 2026 e 2028 permaneceram em 5,02% e 3,80%, respectivamente. Por sua vez, a mediana das expectativas para o crescimento real do PIB este ano recuou de 1,98% para 1,95%. O mercado continua a projetar a taxa Selic em 13,75% no final de 2026, 12,00% no final de 2027 e 10,50% no final de 2028.
Na agenda internacional desta terça-feira, o destaque será o relatório de empregos semanal ADP dos Estados Unidos. No Brasil, a FGV divulgará a Sondagem do Consumidor de agosto.
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EUA ampliam pressão financeira e comercial sobre Irã e Canadá
- O Secretário de Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, ameaçou punição econômica a qualquer país que mantenha negócios com o Irã, no que descreveu como uma campanha de “Dia D econômico” para encerrar a guerra no Oriente Médio. A autoridade afirmou ter sancionado ao redor de 60 pessoas, entidades e embarcações ligadas ao governo iraniano e que atuam nas áreas de energia nuclear, produção de mísseis, cibernética e petróleo. Após ter surpreendido os mercados com um plano de ampliação das recompras de títulos públicos mais longos, Bessent não deu novos sinais sobre a reformulação da gestão da dívida americana. O preço do petróleo (Brent) recuou cerca de 2,5% na sessão de segunda-feira, para 92 dólares por barril, enquanto as taxas de juros dos títulos do Tesouro americano cederam moderadamente;
- As tensões comerciais entre Estados Unidos e Canadá voltaram a escalar após os dois países encerrarem as negociações sem acordo. Washington anunciou tarifas de 50% sobre parte das importações canadenses, enquanto o governo de Mark Carney prometeu retaliar. Donald Trump afirmou que, a partir de 1º de janeiro de 2027, automóveis, caminhões, autopeças e aço provenientes do Canadá estarão sujeitos a uma alíquota de 50%. Segundo o governo americano, o objetivo é pressionar Ottawa a retornar à mesa de negociações, mas a escalada aumenta os riscos para cadeias produtivas altamente integradas entre as duas economias, especialmente nos setores automotivo e siderúrgico;
- No Brasil, o Boletim Focus do Banco Central não trouxe mudanças relevantes. A mediana das projeções para o IPCA de 2027 subiu ligeiramente de 4,24% para 4,25%, enquanto as projeções para a inflação de 2026 e 2028 permaneceram em 5,02% e 3,80%, respectivamente. Por sua vez, a mediana das expectativas para o crescimento real do PIB este ano recuou de 1,98% para 1,95%. A leitura restrita às respostas dos últimos cinco dias úteis aponta para 1,93% — indicação de que o movimento pode se estender nas próximas semanas. Para o próximo ano, a previsão de mercado seguiu em 1,50%. O mercado continua a projetar a taxa Selic em 13,75% no final de 2026, 12,00% no final de 2027 e 10,50% no final de 2028;
- O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou que a expansão do crédito e o aumento do endividamento das famílias são partes do mesmo processo, reforçando o papel da política monetária para moderar a contratação de novas dívidas. Segundo ele, dos 96 milhões de usuários de cartão de crédito no país, 52,8 milhões possuem dívidas no rotativo ou no parcelamento com juros, enquanto cerca de 54% da renda das famílias está comprometida com faturas. Galípolo também ressaltou que a ampliação da inclusão financeira, impulsionada por inovações como o Pix, trouxe ganhos relevantes, mas também aumentou a exposição das famílias ao crédito e reforçou a necessidade de reduzir os custos do sistema financeiro;
- Na agenda internacional desta terça-feira, o destaque será o relatório de empregos semanal ADP dos Estados Unidos, que fornecerá novos sinais sobre a evolução das contratações no setor privado. No Brasil, a FGV divulgará a Sondagem do Consumidor de agosto, importante para acompanhar a percepção das famílias sobre a situação econômica atual e as perspectivas para os próximos meses.
Commodities
Papel e celulose: sentimento de mercado para os preços da celulose melhora; importações chinesas de cavacos se recuperam em julho de 2026
- Na semana passada, realizamos diversas conversas entre participantes do setor de Papel e Celulose (links para os feedbacks detalhados abaixo), com consenso de que os preços da celulose devem estar mais próximos de um piso em ~US$550-560/t;
- Uma vez que os baixos estoques e os recentes anúncios de aumentos de preços de papel já começaram a estimular uma recuperação de novos pedidos de celulose por parte de agentes chineses;
- Em outra frente, as importações chinesas de cavacos aumentaram em Jul’26, impulsionadas principalmente por cavacos não coníferos;
- Juntamente com o aumento dos volumes, os preços médios de importação recuaram -4% M/M, refletindo preços mais baixos para embarques provenientes tanto do Vietnã quanto da Austrália;
- Com isso, nossas estimativas indicam que os produtores integrados chineses que utilizam madeira doméstica atualmente possuem custos marginais de ~US$515/t, enquanto aqueles que dependem de madeira importada devem apresentar custos de ~US$570/t em Jul’26;
- Em relação aos dados recentes do setor, observamos (i) os estoques dos consumidores de fibra curta na Europa recuaram -1% M/M em Jul’26 (-6% A/A), enquanto os estoques de fibra longa ficaram estáveis M/M (-18% A/A) no mesmo período;
- E (ii) os preços líquidos da BHKP e da NBSK na China estão atualmente em US$564/t e US$639/t, respectivamente, enquanto os futuros de BHKP estão em US$568/t para Set’26 (estáveis S/S);
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Empresas
Embraer (EMBJ3): relatório temático – O futuro da indústria aeroespacial
- Neste ano, participamos do Farnborough Airshow, com o evento reforçando uma questão que parece definir cada vez mais a indústria aeroespacial: como será o próximo ciclo de investimentos e quem, em última instância, o liderará?
- De sistemas de propulsão de próxima geração e restrições na cadeia de suprimentos até modernização de defesa, mobilidade aérea urbana e descarbonização da aviação, muitos dos debates mais importantes do setor permanecem em discussão;
- Neste relatório, revisitamos sete questões que acreditamos que moldarão o futuro da indústria aeroespacial;
- Nossas principais conclusões incluem: (i) um próximo ciclo de aeronaves parece estar se deslocando para mais adiante no tempo, à medida que tecnologias críticas continuam amadurecendo;
- E (ii) execução industrial, certificação e gestão da cadeia de suprimentos estão se tornando tão importantes quanto a própria inovação de produto;
- Acreditamos que a discussão não é mais se a indústria aeroespacial entrará em outro ciclo de investimentos, mas sim quais tecnologias, plataformas e empresas irão defini-lo;
- Reiteramos nossa recomendação de Compra para a Embraer;
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PicPay (PICS): forte monetização supera a normalização gradual do crédito
- O PicPay apresentou um sólido 2T26, reforçando um dos principais pilares da tese: a monetização;
- O ARPAC gerencial cresceu 45% A/A, impulsionado pela maior penetração de produtos e por oportunidades significativas de cross-selling dentro da base de clientes existente, enquanto os custos permaneceram bem controlados, sustentando uma tese mais clara de alavancagem operacional;
- O lucro líquido ficou 17% acima da XPe, embora parte da surpresa positiva tenha sido explicada por uma alíquota de imposto inferior à esperada, uma vez que os benefícios do incentivo fiscal da “Lei do Bem” ficaram amplamente concentrados no 2T;
- Por outro lado, a qualidade dos ativos continua sendo um importante ponto de atenção, dado que a administração espera que os NPLs continuem aumentando à medida que a carteira amadurece;
- Ainda assim, acreditamos que esses ventos contrários devem ser parcialmente compensados por menores custos de funding, ganhos de produtividade impulsionados por IA, novos avanços de eficiência e pela contribuição incremental da Kev para os resultados a partir do 3T;
- De modo geral, continuamos vendo de forma positiva a combinação de forte crescimento de receita e alavancagem operacional do PicPay, embora a evolução da qualidade de crédito permaneça como o principal fator a ser monitorado daqui para frente;
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Casas Bahia tem mais R$ 11 bi em dívidas fora da recuperação judicial (O Globo);
- Aeris amplia lista de empresas em proteção contra credores: debêntures são negociadas com 90% de desconto (InvestNews);
- ANEEL considera desrespeito e nega pedido de perícia da Enel SP (Agência Infra);
- Pátria vende Elfa para ex-investidores do Hopi Hari por menos de mil reais (Pipeline Valor).
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX inicia semana em queda de 0,11% (Suno Notícias);
- Pátria propõe encerrar três FIIs e migrar cotistas para o PCIP11 (Estadão);
- Calculadora de Viabilidade: quando a tecnologia é a maior aliada dos condomínios logísticos (SiiLA);
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- XP Log (XPLG11) | Nível de negociação atrativo frente à qualidade do portfólio e ao desempenho operacional
- Reiteramos a nossa recomendação de COMPRA. A tese de investimentos do fundo está fundamentada principalmente em:
- Qualidade do portfólio de ativos;
- Capacidade de execução do time de gestão;
- Valuation atrativo e dividend yield em patamares atrativos;
- Elevado nível de liquidez no mercado secundário;
- Como principal ponto de atenção destacamos o custo da dívida, ainda que não apresente necessidades de caixa do curto prazo;
- Clique aqui para mais informações.
- Reiteramos a nossa recomendação de COMPRA. A tese de investimentos do fundo está fundamentada principalmente em:
- Novas locações reforçam demanda por galpões logísticos
- O XPLG11 anunciou a locação de 13,1 mil m² no condomínio Seropédica (RJ) para empresas do setor logístico, em contrato de 60 meses, com impacto estimado de R$ 0,0528/cota nos primeiros 24 meses;
- O fundo também locou integralmente o ativo CL Imigrantes V, em São Bernardo do Campo (SP), com 62,5 mil m² de ABL, para uma empresa de e-commerce, adicionando receita recorrente estimada de R$ 0,0413/cota por mês após o período inicial do contrato;
- Com as novas locações, a vacância física consolidada do XPLG11 recua de 8,8% para 3,9%, reforçando a nossa visão quanto ao ambiente favorável do segmento logístico, sustentado por uma forte demanda;
- O BRCO11 anunciou a locação integral do Bresco Resende (RJ) para o Mercado Livre, em contrato de cinco anos que zera a vacância do ativo e eleva em cerca de 25% a receita potencial do imóvel em relação ao contrato anterior;
- Avaliamos os anúncios de forma positiva para os fundos envolvidos;
- Clique aqui e entenda mais sobre a nossa visão.
- ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
- Bitcoin ETFs See Biggest Weekly Inflow in 10 Months During Rally (Bloomberg)
- Korea Leveraged ETFs See $1 Billion Outflow as Fervor Cools (Bloomberg)
- Gestoras americanas compram assets europeias (Valor)
- US Equity Funds Draw Inflows Despite Market Pressures (Reuters)
- Clique aqui para acessar o relatório.
ESG
B3 anuncia exclusão da Braskem do ISE e do ICO2 | Café com ESG, 25/08
- O pregão de segunda-feira fechou em alta, com o IBOV e o ISE avançando 0,51% e 0,33%, respectivamente.
- No Brasil, (i) a empresa americana USA Rare Earth anunciou ter finalizado a capitalização para concluir a compra da mineradora de terras raras brasileira, Serra Verde – a companhia disse ter conseguido o total de US$ 1,5 bilhão para concluir o negócio que deve acontecer ainda nesta semana; e (ii) o governo federal reservou R$ 4 bilhões em financiamento para fortalecer as cadeias de fertilizantes e de minerais críticos na terceira fase do Plano Brasil Soberano – em contexto, o programa foi criado para apoiar empresas afetadas por tensões geopolíticas no Oriente Médio e o tarifaço imposto às exportações brasileiras por parte dos Estados Unidos.
- Ainda no país, a B3 informou que a Braskem será excluída dos seus índices após o fechamento do pregão de terça-feira em decorrência do acordo de pedido de recuperação extrajudicial anunciado pela companhia – do ponto de vista dos índices de sustentabilidade, as ações ordinárias (BRKM3) e preferenciais Classe A (BRKM5) saírão dos índices ICO2 e ISE.
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