IBOVESPA -0,09% | 177.726 Pontos
CÂMBIO +0,20% | 5,11/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira em leve queda de 0,1%, aos 177.726 pontos, alternando ganhos e perdas ao longo do dia em meio à cautela dos investidores antes da decisão do Copom, anunciada após o fechamento do mercado. Um balanço trimestral acima do esperado impulsionou Raia Drogasil (RADL3, +5,87%). Já na ponta negativa, Petrobras (PETR3, -2,08%; PETR4, -1,34%) liderou em termos de contribuição negativa para o índice, pressionada pela falta de suporte do preço do petróleo. Hapvida (HAPV3, -5,69%) e Cosan (CSAN3, -3,46%) também estiveram entre as maiores quedas do pregão.
Para o pregão de quinta-feira, Petrobras, Localiza, Energisa, Lojas Renner, Allos, Assaí, Fleury, Hypera, PetroReconcavo e Magazine Luiza irão divulgar seus resultados do 2T26.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a quarta-feira em leve baixa. Nos EUA, a combinação de sinais de avanço nas negociações envolvendo o Estreito de Ormuz e de um ADP abaixo do esperado reforçou o recuo das Treasuries, com a T-note de 2 anos fechando a 4,18% (-2bps), a T-note de 10 anos a 4,61% (-1bps) e o T-bond de 30 anos a 5,17% (-1bps). No Brasil, a leitura de um cenário externo menos pressionado para a inflação, favorecida pela acomodação dos preços do petróleo, sustentou o fechamento da curva, embora o mercado tenha adotado postura mais defensiva à espera do comunicado do Banco Central, com o DI jan/27 encerrando a 13,77% (-2bps), o DI jan/29 a 14,02% (-2bps) e o DI jan/31 a 14,19% (-5bps). As NTN-Bs apresentaram movimentos marginais, com a NTN-B 2029 encerrando a 8,20% (vs. 8,24%), a NTN-B 2035 a 8,07% (vs. 8,09%) e a NTN-B 2050 a 7,63% (vs. 7,63%).
Mercados globais
Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam próximos da estabilidade, com direções divergentes (S&P 500: +0,2%; Nasdaq 100: -0,4%), refletindo a rotação entre o Dow Jones, que fechou na véspera em novo recorde com alta de 0,5%, e as ações de tecnologia, pressionadas pela liquidação em nomes de inteligência artificial. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de 0,6% pouco depois da abertura, com a maioria das bolsas e dos setores no positivo e a tecnologia estável, sem contágio da liquidação asiática. Na Ásia, os mercados fecharam em queda puxados pelos semicondutores: o Kospi (Coreia) recuou 5%, e o Nikkei 225 (Japão) caiu 0,2%, enquanto na China, o CSI 300 recua 0,15% e o Hang Seng -1,5%.
O tema dominante é a nova rodada de realização em semicondutores, que começou em Wall Street na véspera, com Intel em queda de quase 2%, AMD perdendo 8% e, entre os nomes de memória, Sandisk desabando 9%. O movimento se propagou pela Ásia durante a madrugada, com SK Hynix caindo 10,3% e Samsung Electronics -6,3% na Coreia, e em Taiwan, a TSMC caiu 1,5%.
Os investidores também direcionam o foco para os pedidos semanais de auxílio-desemprego, divulgados hoje pela manhã, para os quais o consenso espera 204 mil, ante 197 mil na semana anterior, e sobretudo para o relatório de emprego de julho, principal evento da semana, na sexta-feira. Na agenda corporativa, a Warner Brose Constellation Energy reportam antes da abertura, enquanto Airbnb e Lyft divulgam após o fechamento, e o mercado acompanha o vencimento do primeiro lock-up da SpaceX, que libera mais de 900 milhões de papéis.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de quarta-feira em queda de 0,06%, aos 3.781,99 pontos, em meio a uma postura mais defensiva dos investidores à espera do comunicado do Banco Central.
Na abertura por segmento, o desempenho foi misto. Os fundos de recebíveis recuaram 0,14%, enquanto os fundos híbridos registraram queda de 0,12%. Entre os fundos de tijolo, o resultado foi praticamente estável (-0,02%), com leve alta em lajes corporativas (+0,14%) e ativos logísticos (+0,01%), parcialmente compensada pelas quedas em shoppings (-0,04%) e multiestratégia (-0,08%). Já o segmento de multiestratégia/FOFs avançou 0,09%.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram CACR11 (+4,5%), BROF11 (+3,0%) e RBVA11 (+1,9%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por MFII11 (-4,4%), TOPP11 (-1,8%) e VGRI11 (-1,7%).
Economia
No exterior, Irã e Omã sinalizaram que as negociações sobre o Estreito de Ormuz estão em estágio final, com Trump indicando que um acordo pode ser fechado nos próximos dias. Nos Estados Unidos, o mercado de trabalho mostrou sinais de moderação (ADP e PMI de serviços abaixo do esperado), enquanto os preços pagos por insumos surpreenderam para cima.
No Brasil, o Copom reduziu a Selic em 0,25 p.p., para 14,00%, com comunicado neutro que sinaliza uma postura dependente de dados. Avaliamos que os choques de oferta global e de demanda doméstica ainda justificam uma pausa no patamar atual, mas reconhecemos sinais de que a atividade e a inflação podem arrefecer mais rápido que o esperado. Mantemos a Selic em 14,00% neste ano e 11,50% em 2027.
Na agenda de hoje, destaque para os pedidos de seguro-desemprego e dados de produtividade nos Estados Unidos, além da balança comercial de julho no Brasil.
Veja todos os detalhes
Economia
Copom corta a Selic para 14,00% e adota postura dependente de dados
- No Oriente Médio, Irã e Omã indicaram que as negociações sobre o Estreito de Ormuz entraram em estágio final, com um possível acordo prevendo controle iraniano sobre a rota de entrada de navios e omani sobre a de saída. O presidente Donald Trump afirmou que um entendimento pode ser fechado ainda hoje ou amanhã, enquanto o Secretário do Tesouro, Scott Bessent, também sinalizou que um acordo pode ser iminente. O otimismo com a reabertura da rota — por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial — levou o preço do petróleo a ceder novamente;
- Nos Estados Unidos, o relatório da ADP mostrou criação de apenas 44 mil vagas no setor privado em julho, abaixo da expectativa de mercado (em torno de 70 mil) e após revisão do dado de junho para 95 mil. Paralelamente, o PMI de serviços do ISM subiu ligeiramente para 54,1 em julho, também abaixo do esperado (54,5), com o componente de emprego revertendo para o campo contracionista (47,4, ante 51,2 em junho) e o índice de preços pagos saltando para 70,3, o maior nível em meses. Os dados reforçam um quadro de moderação no mercado de trabalho combinada a pressões inflacionárias ainda elevadas, elevando a atenção para o relatório de emprego (payroll) de sexta-feira;
- No Brasil, o Copom reduziu a taxa Selic em 0,25 p.p., para 14,00%, conforme esperado de forma quase unânime pelo mercado. O comunicado pós-reunião foi neutro, em nossa avaliação, com sinais limitados sobre os próximos passos da política monetária. O Comitê revisou sua leitura do cenário doméstico para incorporar dados mais fracos de atividade e inflação. A projeção de inflação no cenário de referência ficou em 3,2% no 1º trimestre de 2028, em linha com o esperado pelo mercado e por nós. O comunicado também passou a mencionar que o Comitê “monitora com atenção a desancoragem adicional das expectativas de inflação para prazos mais longos” e reforçou a necessidade de “serenidade e cautela” — sinalização que, em nossa leitura, indica uma postura efetivamente dependente de dados daqui em diante. Avaliamos que os choques de oferta global (energia, inteligência artificial, El Niño) e de demanda doméstica (pacote fiscal e parafiscal expansionista), somados a expectativas de inflação acima da meta, justificam uma pausa no patamar atual da Selic, preservando espaço para um ciclo de cortes mais assertivo em 2027. Reconhecemos, porém, sinais de que a atividade e a inflação podem estar arrefecendo mais rápido que o esperado; se confirmado, o cenário abriria espaço para o Copom retomar os cortes já nos próximos meses. Por ora, mantemos a Selic em 14,00% neste ano e 11,50% em 2027, aguardando mais dados antes de revisar o cenário;
- Na agenda internacional de hoje, destaque para os pedidos semanais de seguro-desemprego nos Estados Unidos (exp: 202 mil) e para as leituras preliminares de produtividade (exp: 0,6% T/T) e custo unitário do trabalho (exp: 2,1% T/T) referentes ao 2º trimestre. No Brasil, será divulgada a balança comercial de julho, para a qual o mercado espera superávit de US$ 9,0 bilhões.
Empresas
Smart Fit (SMFT3): 2T sólido; forte surpresa positiva, com margens como destaque no TP
- A Smart Fit superou nossas estimativas, com a rentabilidade se destacando apesar da sazonalidade fraca das academias;
- O Brasil foi novamente um destaque, com margens EBITDA acima das nossas estimativas, uma vez que a maior contribuição do TotalPass no nível do lucro bruto ofuscou a pressão das maiores despesas gerais e administrativas;
- Outros países da América Latina também surpreenderam positivamente, sustentados pelo sólido ramp-up das novas unidades, enquanto o desempenho mais fraco do México não foi suficiente para compensar essa surpresa positiva;
- Em nossa visão, os resultados sólidos do Brasil, aliados às margens ainda sólidas das academias maduras, devem ajudar a endereçar as preocupações dos investidores em relação aos ventos contrários competitivos;
- Embora as vendas líquidas por academia tenham recuado a/a no Brasil, acreditamos que os resultados do TP pelo lado da plataforma (pagamentos de empresas e usuários) também precisam ser considerados para avaliar melhor seu valor para a SMFT, especialmente durante períodos de sazonalidade fraca;
- Em relação ao ritmo de expansão, a companhia inaugurou 98 academias no acumulado do ano, 134 estão em construção, totalizando 232 academias no pipeline vs. seu guidance de 330–350 para o ano, enquanto outros 200 contratos para 2026/27 já estão assinados;
- Vale destacar que, no 1T25, esses números eram de 87, 145 e 138 academias;
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Vivara (VIVA3): 2T em linha; brilhos desiguais entre as marcas
- A Vivara apresentou resultados do 2T em linha, com desaceleração da receita e margens pressionadas por menores subvenções e maiores despesas com vendas;
- Os resultados vieram aproximadamente em linha com as expectativas dos investidores, embora vejamos indicações mistas em relação à dinâmica de receita e margens;
- Em nossa visão, os resultados indicam um cenário competitivo desafiador para a Life, com perda de participação de mercado, o que acreditamos que deve continuar nos próximos trimestres;
- Apesar do recente aumento de preços da Pandora (link), acreditamos que esse movimento não deve alterar materialmente essa tendência, uma vez que i) os preços ainda estão bem abaixo dos níveis praticados anteriormente;
- e ii) a Life (principalmente Moments) também compete com outras categorias de itens presenteáveis;
- Por outro lado, vemos a companhia mantendo níveis saudáveis de margem, com a precificação e o mix de produtos da Vivara como principais alavancas, enquanto a dinâmica de FCF está melhorando;
- Mantemos nossa recomendação de Compra;
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Mercado Livre (MELI): 2T em linha; surpresa positiva no crescimento compensada por margens pressionadas, agora estáveis t/t
- O Mercado Livre reportou resultados do 2T em linha, novamente com receita forte, embora o EBIT tenha ficado amplamente em linha com as expectativas diante de margens pressionadas por investimentos estratégicos;
- Diferentemente do último trimestre, no entanto, a comparação sequencial oferece uma leitura mais construtiva: a margem EBIT permaneceu amplamente estável t/t e em linha com as expectativas, com a composição da compressão migrando das provisões de crédito para a margem bruta, devido a iniciativas comerciais que a administração caracteriza como deliberadas;
- A administração reforçou que não está buscando crescimento pelo crescimento, mas investindo onde vê evidências dos retornos econômicos subsequentes, apontando as métricas de engajamento como indicador antecedente;
- Vemos a margem sequencial estável como um sinal inicial de que o novo patamar indicado no 1T está se sustentando, embora os próximos trimestres devam representar um teste mais claro para entender como essas iniciativas estratégicas devem evoluir em termos de dinâmica de rentabilidade;
- Mantemos nossa recomendação de Compra;
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Riachuelo (RIAA3): 2T forte; SSS sólido em vestuário e margem como destaques
- A Riachuelo reportou mais um conjunto de resultados fortes, com tendências saudáveis em vestuário e rentabilidade recorde, apesar de um cenário macroeconômico desafiador, de um inverno mais tardio e de um fluxo de clientes mais fraco durante a Copa do Mundo;
- As vendas nas mesmas lojas (SSS) de vestuário permaneceram sólidas em +7,8%, enquanto a margem bruta atingiu um novo recorde para um segundo trimestre, sustentada por um melhor mix de produtos, ganhos adicionais de eficiência decorrentes do modelo verticalizado da companhia e melhorias contínuas na gestão de preços e markdowns;
- A Midway também apresentou um trimestre sólido, com crescimento da carteira de crédito e inadimplência de curto prazo controlada;
- Em nossa visão, o resultado reforça a história de self-help da companhia, com uma execução consistente sustentando o crescimento dos lucros mesmo em um ambiente de demanda mais fraca;
- Reiteramos nossa recomendação de Compra;
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Brava Energia (BRAV3) | Resultados do 2T26: Resultados em linha. Um novo capítulo à frente
- A Brava Energia divulgou seus resultados do 2T26 nesta quarta-feira (5), após o fechamento do mercado. O EBITDA ajustado de R$ 1,8 bilhão (US$ 351 milhões) ficou em linha com nossa estimativa (+2% vs. XPe). O EBITDA aumentou +9% t/t, sustentado por preços realizados mais altos de óleo e gás (+23% e +10% t/t, respectivamente) e por spreads mais fortes de derivados, embora parcialmente compensado pelo imposto sobre as exportações de petróleo e pelo maior lifting cost. Vale destacar que as estruturas de hedge da Brava não afetam o EBITDA. O lucro líquido atingiu R$ 871 milhões (-4% vs. XPe), beneficiado por ganhos de marcação a mercado nos hedges de óleo.
- Também na quarta-feira, a Ecopetrol adquiriu uma participação de c.25% na Brava por meio da oferta pública de aquisição de ações (OPA) e deve assumir o controle da companhia com uma participação de 51%.
- Apesar dos resultados relativamente neutros, esperamos que as ações da Brava negociem em baixa nos próximos pregões, uma vez que o mercado ainda não refletiu a perda da opcionalidade da OPA a R$ 23/BRAV3;
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Bradesco (BBDC4): Trimestre sólido em um ambiente macroeconômico desafiador
- Consideramos o 2T26 do Bradesco um trimestre sólido;
- Do lado positivo, o banco entregou um crescimento saudável da carteira de crédito de 11,6% A/A, enquanto o NII avançou 15,7% A/A (+1% vs. XPe), as despesas operacionais cresceram apenas 3,4% A/A (-2% vs. XPe), e o lucro líquido atingiu R$ 7,1 bilhões (+1% vs. XPe), levando o ROAE a 16,2%;
- Além disso, o NPL acima de 90 dias aumentou apenas 10 bps T/T, para 4,3%, enquanto o custo de risco permaneceu estável em 3,5%;
- Por outro lado, os saldos de Stage 2 avançaram 15% T/T, passando a representar 5,5% da carteira de crédito (vs. 4,9% no 1T26), enquanto a cobertura caiu 8,7 p.p. T/T, para 152%;
- Como resultado, as despesas com provisões para perdas aumentaram 22,6% A/A, superando o crescimento do NII e contribuindo para a queda da margem financeira ajustada ao risco (risk-adjusted NIM);
- Embora a administração tenha atribuído uma parcela relevante do aumento em Stage 2 a fatores específicos, incluindo a sazonalidade do Banco John Deere e exposições ligadas aos programas FGI/FGO, esperamos que a pressão sobre os indicadores de qualidade dos ativos persista nos próximos trimestres, já que a normalização dessas carteiras apoiadas pelo governo deve se estender até o final do ano, enquanto o cenário macroeconômico continua desafiador para pessoas físicas e PMEs, segmentos nos quais o Bradesco mantém exposição relevante;
- Mantemos nossa recomendação Neutra para BBDC4;
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TOTVS (TOTS3): Adições brutas recordes, mesmo crescimento líquido
- A TOTVS entregou um trimestre sólido;
- A receita líquida atingiu R$ 1.920 milhões (+13,3% A/A, em linha com a XPe) e o EBITDA ajustado totalizou R$ 487 milhões (+22,5% A/A, 3% acima da XPe), com margem de 25,4% (+190 bps A/A).
- O lucro líquido ajustado de R$ 241 milhões ficou 18% acima da XPe;
- O destaque foi a adição bruta de volume de ARR, superior a R$ 400 milhões, com crescimento de 28% A/A, contra 9% no ano anterior, além da forte expansão de margem operacional;
- O FCF foi robusto, em R$ 295 milhões (+50% A/A), e a dívida líquida recuou apesar do programa recorde de recompra de ações;
- Reiteramos nossa recomendação de Compra;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Lavvi (LAVV3): Margens brutas sólidas compensadas por maiores despesas
- A Lavvi reportou resultados mistos no 2T26;
- A receita líquida atingiu R$495 milhões (+3% A/A; +33% T/T), praticamente em linha com nossa estimativa, sustentada por novas vendas e reconhecimento do backlog;
- A margem bruta atingiu 34,7%, 346bps acima da nossa projeção, enquanto a margem do backlog aumentou para 38,8% (+80bps T/T), reforçando uma perspectiva favorável para a rentabilidade;
- O EBITDA ajustado totalizou R$137 milhões (-6% A/A; +65% T/T), 15% acima da nossa estimativa, já que o lucro bruto mais forte do que o esperado mais do que compensou maiores despesas comerciais;
- O lucro líquido atingiu R$83 milhões, 12% abaixo da nossa estimativa, uma vez que maiores despesas financeiras, impostos e participação de minoritários compensaram o desempenho operacional acima do esperado, com margem líquida recuando para 16,7% (-206bps T/T) e ROE anualizado de 24%;
- A alavancagem aumentou para 30,6% dívida líquida/patrimônio líquido, em meio a um consumo de caixa de R$28 milhões no trimestre, mas com geração de R$72 milhões desconsiderando aquisições de terrenos;
- Mantemos nossa recomendação de Compra, sustentada pela sólida rentabilidade do backlog e por uma visão estrutural positiva de longo prazo para a companhia;
- clique aqui para acessar o relatório;
Iochpe-Maxion (MYPK3): Tendências mistas, resultados estáveis; revisão do 2T26
- A Iochpe-Maxion reportou resultados neutros no 2T26, com EBITDA de R$418 milhões (-7% A/A e +17% T/T), à medida que dinâmicas regionais mistas continuaram se compensando, destacando tanto a resiliência proporcionada pela presença geográfica diversificada da companhia quanto sua exposição limitada a qualquer recuperação cíclica específica;
- As receitas líquidas de R$4,0 bilhões vieram em linha com nossas estimativas, apesar dos ventos contrários de FX, com a demanda resiliente por veículos leves no Brasil e a melhora das tendências na América do Norte compensando a fraqueza em veículos comerciais e uma produção mais fraca de veículos leves na Europa;
- A margem EBITDA ajustada atingiu 10,4%, em linha com a XPe e +1,0p.p. T/T, com as pressões recentes de matérias-primas ainda pesando sobre a lucratividade;
- Esperamos que esse vento contrário reverta gradualmente à medida que os mecanismos de repasse de preços avancem;
- No geral, continuamos vendo uma relação risco-retorno atrativa, apoiada por valuation descontado e carry atrativo (~8% de dividend yield), embora a ausência de um catalisador cíclico claro possa limitar um re-rating mais relevante no curto prazo;
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Aura (AURA33): Guidance inalterado implica melhora relevante no 2S26E; revisão do 2T26
- A Aura reportou resultados em linha, com EBITDA ajustado de US$197 milhões (+2% vs. XPe), uma vez que desempenhos acima do esperado em Aranzazu e Almas foram compensados por resultados mais fracos em Apoena, Borborema e MSG;
- Os custos permaneceram pressionados no consolidado, refletindo menores teores e sequenciamento de mina em Apoena, juntamente com o turnaround em andamento na MSG, parcialmente compensados por uma melhor execução de custos em Aranzazu e Borborema;
- Apesar do desempenho fraco (e sequencialmente pior) da MSG, a Aura reiterou seu guidance de produção/AISC para 2026, implicando uma melhora significativa semestre contra semestre em volumes e custos, particularmente na MSG;
- Embora reconheçamos o ceticismo dos investidores quanto à capacidade da Aura de cumprir seu guidance para 2026, continuamos vendo-o como factível, embora nossas estimativas permaneçam posicionadas na parte inferior da faixa de produção e na parte superior da faixa de custos;
- Reiteramos nossa recomendação de Compra;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Embraer (EMBJ3): Fluxo de notícias favorável, fundamentos sólidos
- Foi uma semana intensa para a Embraer, com desdobramentos recentes corroborando a continuidade do momentum comercial (tanto em aviação comercial quanto em defesa) e reduzindo ainda mais os riscos associados à Eve por meio de marcos importantes nos testes de voo e de uma posição de liquidez sólida;
- Vemos espaço para a Embraer estar entre os destaques positivos desta temporada de resultados; mas, olhando além do trimestre, permanecemos otimistas com a ação, apoiados por uma combinação atrativa de visibilidade de backlog, crescimento de resultados, execução e opcionalidades que acreditamos ainda serem subestimadas pelo mercado;
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TOTVS (TOTS3): A evolução da narrativa de IA em ERP
- Analisamos as seis últimas teleconferências de resultados da SAP para entender como a narrativa de IA evoluiu dentro da tese de investimento de uma fornecedora incumbente de ERP e para extrair implicações para a TOTVS;
- Principais conclusões: (i) A narrativa passou por cinco fases ao longo de seis trimestres. O trimestre mais recente foi marcado por compressão de margens, impulsionada, em parte, pela substituição de custos com pessoal por consumo de tokens;
- (ii) Menos de 40% da receita de cloud da SAP está vinculada a precificação por usuário nomeado, enquanto o restante é cobrado com base em métricas relacionadas à escala e ao valor gerado, como receita do cliente e consumo de memória. Essa é a métrica que o mercado deve passar a exigir cada vez mais de qualquer empresa de software voltada para PMEs diante da principal tese baixista para o setor;
- (iii) A desintermediação por agentes desenvolvidos pelos próprios clientes tem se mostrado menos relevante do que o mercado temia e deve ser ainda menos importante entre PMEs, onde os clientes normalmente não possuem equipes de dados nem capacidade de operar agentes em ambiente de produção. O risco mais relevante é outro: os clientes podem não ter orçamento ou maturidade suficientes para adotar IA no ritmo necessário para justificar os investimentos dos fornecedores, transformando a IA em um custo antecipado sem a correspondente geração de receita;
- (iv) A vantagem competitiva destacada pela SAP, profundidade nos processos e dados proprietários acumulados ao longo de sua base instalada, também está presente na TOTVS, juntamente com dois atributos que a incumbente global não possui na mesma intensidade: verticalização por setores e complexidade regulatória local. O posicionamento defensivo da TOTVS é ao menos tão robusto quanto o da SAP;
- (v) A SAP declarou sua ambição de migrar para um modelo de precificação baseado em resultados, e sua escala pode puxar a indústria nessa direção. No segmento de PMEs, porém, essa transição enfrenta maiores desafios: os clientes medem resultados com menos rigor, a elasticidade de preços é maior e parte do processo comercial ocorre por meio de franquias, exigindo um realinhamento dos incentivos de terceiros;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Klabin (KLBN11): Resultados em linha; custos como principal destaque positivo; revisão do 2T26
- A Klabin reportou resultados do 2T26 ligeiramente acima das nossas expectativas, com EBITDA ajustado de R$1.962 milhões (+18% T/T, -4% A/A, +3% vs. XPe), refletindo gestão disciplinada de custos, desempenho resiliente de papel e embalagens e R$91 milhões em vendas de terras, parcialmente compensados pela pressão cambial;
- Destacamos: (i) custos caixa consolidados estáveis em R$3,2 mil/t, excluindo efeitos de paradas de manutenção, apesar de pressões vindas de fibras, químicos e combustíveis;
- (ii) volumes sólidos de cartão (+10% T/T), apoiados pela resiliência da demanda doméstica e continuidade das homologações de clientes;
- E (iii) volumes mais fracos de fibra curta (-10% vs. XPe), parcialmente compensados por maiores embarques de fibra longa/fluff e melhores preços realizados;
- No geral, vemos os resultados com viés ligeiramente positivo devido ao desempenho de custos, embora a desalavancagem continue sendo o principal tema de debate, com a alavancagem recuando apenas marginalmente para 3,2x em USD, em meio a um FCF próximo de zero;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Dados de beneficiários de Junho/26: Setor encerra o 2T26 com crescimento sólido; Bradesco e Amil lideram o crescimento
- O setor de saúde suplementar brasileiro adicionou +86 mil beneficiários líquidos em junho de 2026, encerrando o mês com 53,1 milhões de beneficiários;
- Embora o ritmo mensal tenha desacelerado em relação aos +125 mil de maio, o crescimento em junho permaneceu sólido e ainda ficou aproximadamente 36% acima da média mensal dos últimos 12 meses, de cerca de +63 mil vidas;
- No acumulado do 2T26, o setor registrou +241 mil adições líquidas;
- O segmento corporativo segue como o principal motor da expansão do mercado, representando cerca de 84% da base total;
- Clique aqui para acessar nosso relatório completo.
Banco Mercantil (BMEB4): Forte rentabilidade persiste apesar de ventos contrários no curto prazo
- O Mercantil divulgou resultados pressionados, mas em linha com as expectativas, no 2T26;
- O crescimento da carteira de crédito desacelerou para -0,8% T/T, enquanto as originações recuaram -44% T/T, para R$ 2,6 bilhões, em meio a níveis historicamente baixos de produção no INSS e a uma dinâmica mais fraca no crédito consignado privado;
- Apesar do NII ter avançado +3% T/T (+27% A/A), alcançando R$ 1,4 bilhão, o NIM contraiu 90 bps A/A, para 17,2%, devido ao excesso de liquidez, enquanto as receitas de serviços caíram -2% T/T, uma vez que o menor volume de originação pressionou os produtos atrelados ao crédito;
- A qualidade dos ativos continua se deteriorando, com o custo de risco (CoR) atingindo 6,5% e o NIM ajustado ao risco recuando para 12,8% (ante 13,2% no 1T26);
- Como resultado, o lucro líquido permaneceu praticamente estável na comparação trimestral (+13% A/A), em R$ 275 milhões (-1% vs. XPe), embora tenha sido amplamente beneficiado por uma menor alíquota efetiva de imposto, já que o lucro antes dos impostos caiu -8% T/T (-11% vs. XPe);
- Pelo lado positivo, os índices de capital permaneceram bastante sólidos, com o índice de Basileia atingindo 17,2%;
- No geral, embora a dinâmica de curto prazo siga desafiadora, continuamos enxergando a tese de investimento de forma positiva, conforme discutido em nossa atualização mais recente (link), e acreditamos que a reação recente do mercado foi excessivamente negativa diante da natureza temporária dos atuais desafios operacionais e regulatórios, especialmente considerando a sólida posição de capital do banco;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX recua 0,06%, fechando novamente em leve queda (Suno Notícias);
- O patamar da Selic que pode destravar o financiamento imobiliário (Exame);
- Selic coloca FIIs mais arriscados na berlinda; veja o que derrubou alguns fundos (InfoMoney);
- Clique aqui para acessar o relatório.
- Carteira Recomendada XP FIIs – Renda Total – Agosto/26
- Atualizamos a carteira Renda Total para o mês de agosto de 2026;
- Em julho, a carteira recuou 0,33%, enquanto o IMA-B 5+ apresentou alta de 0,75% no mesmo período. Além disso, gerou dividend yield mensal de 1,07% (equivalente a 12,9% a.a.);
- Com isso, acumula valorização de 13,3% nos últimos 12 meses, correspondendo a 170,9% do retorno do IMA-B 5+;
- Clique aqui para mais informações.
ESG
Banco Central deve ampliar regras para divulgação de exposição financeira a setores intensivos em carbono | Café com ESG, 06/08
- O mercado fechou o pregão de terça-feira em território levemente negativo, com o IBOV e ISE recuando 0,09% e 0,17%, respectivamente;
- No Brasil, (i) a diretoria do Banco Central deve aprovar, ainda em agosto, uma nova norma que obrigará as instituições financeiras a divulgar dados quantitativos a respeito de sua exposição aos setores mais relevantes em emissões de gases de efeito estufa, afirmou Kathleen Krause, chefe adjunta da instituição – em contexto, o BC já obriga as instituições financeiras a divulgarem informações sobre sua exposição aos setores com alta emissão de carbono, mas até agora abrange mais informações qualitativas; e (ii) o avanço da inteligência artificial (IA) e dos data centers deve aumentar a demanda por energia limpa e estimular o mercado de créditos de carbono, avaliaram especialistas durante painel promovido nesta quarta-feira pela ANP, na Rio Innovation Week – segundo Danilo Gomes, engenheiro da Petrobras, o consumo de eletricidade pelos data centers já representa um desafio em ascensão, e a nova demanda por energia tende a fortalecer mecanismos de certificação ambiental e de rastreabilidade das emissões;
- No internacional, segundo um estudo da Climate Bonds Initiative, o volume de títulos verdes emitidos na Europa deve retomar níveis recordes este ano, levando a emissão global a um patamar histórico, à medida que o interesse renovado pela segurança energética ajuda a compensar a queda nas emissões nos EUA – globalmente, o total de emissões caminha para superar, até o fim do ano, os US$ 673 bilhões vendidos em 2024;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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