Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado encerrou o pregão quinta-feira em território positivo, com o IBOV e o ISE avançando 1,71% e 1,69%, respectivamente.
• No Brasil, a Natura atingiu a marca de 52 bioingredientes amazônicos no portfólio em 2025, superando com dois anos de antecedência a meta de 49 estabelecida para 2027 no seu sustainability-linked bond (SLB) – a operação de R$ 1,32 bilhão emitida em julho de 2024 foi a primeira do Brasil com metas atreladas à biodiversidade da Amazônia.
• No internacional, (i) a Amazon informou que suas operações globais de data centers usaram cerca de 2,5 bilhões de galões de água em 2025, em um momento em que empresas que atuam nesse segmento enfrentam crescente escrutínio sobre o impacto ambiental da inteligência artificial (IA) – segundo a companhia, o consumo de água nas instalações que possui e opera diretamente caiu 2% em relação a 2024, mesmo com a expansão de sua infraestrutura de data centers; e (ii) a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) confirmou nesta quinta-feira a formação do El Niño, fenômeno climático natural que ocorre quando as águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial ficam mais quentes que o normal – a confirmação já era esperada por meteorologistas, depois de meses de aquecimento gradual no Pacífico e de projeções indicando alta probabilidade de desenvolvimento do fenômeno ainda no primeiro semestre de 2026.
Gostaria de receber os relatórios ESG por e-mail? Clique aqui.
Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!
Brasil
Empresas
Volkswagen vê espaço para vender carro movido só a etanol no Brasil
“A Volkswagen começa a mostrar como pretende responder à nova fase da eletrificação no Brasil. O CEO da montadora, Ciro Possobom, afirmou que a empresa vê espaço para diferentes soluções no mercado, inclusive pela possibilidade de modelos movidos exclusivamente a etanol. Em entrevista, o executivo foi questionado sobre o avanço de algumas fabricantes em versões abastecidas apenas com etanol. De acordo com Possobom, a solução pode fazer sentido “se tiver alguma vantagem ao cliente”. Ele ainda defendeu o combustível renovável como uma alternativa relevante para o país. “Eu acho que pode ser interessante, depende da proposta. Pode ser interessante para o cliente. Por que não? O etanol é um combustível do futuro”, afirmou Possobom ao site Automotive Business. A fala mostra que a Volkswagen não deve restringir sua estratégia brasileira apenas aos carros híbridos e elétricos. A marca, uma das pioneiras na tecnologia flex no Brasil em parceria com a Bosch, ainda vê no etanol uma solução competitiva dentro da realidade local. Mas Possobom reforçou que, a partir de 2026, todo veículo desenvolvido pela Volkswagen no Brasil terá algum tipo de eletrificação. Isso não significa, porém, que todos terão o mesmo sistema. A estratégia será definida de acordo com o posicionamento de cada produto. A chegada de novos carros a bateria ao Brasil, porém, ainda depende de fatores como preço, câmbio, escala e infraestrutura de recarga. Possobom destacou que o país ainda tem uma deficiência grande nesse ponto, o que reforça a aposta da Volkswagen em híbridos flex como uma solução mais adequada para o consumidor brasileiro no momento.”
Fonte: NovaCana; 11/06/2026
Natura bate meta de dívida atrelada a sustentabilidade
“A Natura atingiu a marca de 52 bioingredientes amazônicos no portfólio em 2025, superando com dois anos de antecedência a meta de 49 estabelecida para 2027 no seu sustainability-linked bond (SLB), título de dívida em que a taxa de juros sobe se a empresa não cumprir as metas de sustentabilidade prometidas. A operação de R$ 1,32 bilhão emitida em julho de 2024 foi a primeira do Brasil com metas atreladas à biodiversidade da Amazônia. No SLB, os recursos levantados com os títulos não têm um destino carimbado, mas a companhia precisa cumprir metas estabelecidas na emissão, caso contrário arca com uma penalização nos custos de crédito. A taxa da emissão da Natura foi de CDI + 1,2% e previa um adicional de 0,15% ao ano, na primeira verificação, e 0,30%, na segunda, caso não cumprisse as metas. Ao alcançar três bioativos a mais do que o prometido, a empresa evita o step-up. A informação sobre o cumprimento antecipado da meta foi divulgada no Relatório Integrado 2025 da Natura, divulgado nesta quinta-feira (10). No ano passado, a empresa registrou lucro líquido de R$ 974 milhões e receita líquida de R$ 22,2 bilhões. A publicação trouxe outros dados relacionados à sustentabilidade: a Natura alcançou 30% de conteúdo plástico reciclado nas embalagens da marca (o compromisso era de 25% até 2026); 100% de certificação/rastreabilidade para direitos humanos para mica, papel e óleo de palma em compras diretas; e chegou a 46 comunidades agroextrativistas parceiras (a meta era de 45 até 2030).”
Fonte: Capital Reset; 11/06/2026
Libra anuncia descoberta de terras raras e gálio em Minas Gerais
“A canadense Libra Energy Materials anunciou nesta quinta (11/6) os primeiros resultados de sua campanha de perfuração no Projeto Penelope, em Minas Gerais, indicando a presença de terras raras e gálio em níveis considerados promissores para a continuidade da exploração mineral. Segundo a empresa, os dados preliminares apontam para um perfil geológico compatível com depósitos enriquecidos por processos de intemperismo, com presença tanto de terras raras leves quanto de elementos magnéticos. Em comunicado, o presidente-executivo da empresa, Koby Kushner, afirmou que “esses resultados iniciais destacam a força do enriquecimento de terras raras próximo à superfície em Penelope”. Ele acrescentou que a campanha ainda se encontra nos estágios iniciais de trabalho, com perfurações em profundidade média de apenas 17 metros, mas destacou que a companhia está “impressionada com a elevada proporção de terras raras magnéticas” e “elevados teores de gálio”. Como próximos passos, a companhia pretende enviar amostras de maior teor para mais testes. Apesar dos resultados iniciais, a empresa ressalvou que não existe garantia de que futuras campanhas confirmarão a presença de mineralização economicamente viável ou de recursos minerais passíveis de exploração comercial. Atualmente, existe uma corrida global por terras raras, em especial entre grandes potências econômicas como Estados Unidos e União Europeia, que buscam alternativas para reduzir sua dependência da China.”
Fonte: Eixos; 11/06/2026
Da fábrica ao campo: as três frentes do Grupo Boticário para mitigar a crise hídrica
“Em 2020, a região metropolitana de Curitiba viveu a pior seca em 40 anos. Os reservatórios chegaram às mínimas históricas, e a companhia de saneamento local, a Sanepar, precisou implementar o racionamento em algumas regiões. A Bacia do Miringuava, um dos sistemas hídricos que abastece a área, viu sua vazão cair 70%, ou seja, enquanto antes era possível retirar mil litros por segundo, o volume caiu para 300 litros. É também nesta região que está a sede do Grupo Boticário, com uma unidade em São José dos Pinhais. Além do impacto nas casas e na qualidade de vida da população, a fabricante de itens de beleza e higiene percebeu os riscos crescentes para sua operação diante do aumento dos eventos climáticos extremos e da ocorrência cada vez mais frequente de secas e estiagens. Recentemente, a companhia elaborou uma pesquisa que aponta o impacto futuro da escassez de recursos naturais sobre a fabricação. O resultado foi que quase a totalidade do que é produzido depende de água na formulação e que a falta desse recurso acarretaria, de longe, os piores impactos para a operação. “A água é o capital natural crítico para a nossa operação”, conta Luis Meyer, diretor de ESG do Grupo Boticário. Desde então, a fabricante trabalha em três frentes a partir da estratégia para o recurso hídrico: garantir eficiência no consumo, adaptar produtos para evitar contaminação de recursos naturais e restaurar bacias hidrográficas em parceria com agricultores.”Conseguimos chegar a produtos e operações ecoeficientes, mas também gerar impacto para ‘fora de casa’. Hoje, trabalhamos soluções considerando mananciais críticos e como incorporar estratégias baseadas na natureza para o trabalho do grupo”, explica Meyer.”
Fonte: Eixos; 11/06/2026
Política
São Paulo firma parceria para piloto de captura de carbono na produção de etanol
“A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado se São Paulo (Semil) firmou na quarta (10/6) uma parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (EPUSP) para criação do centro de tecnologias para captura e armazenamento de carbono biogênico. O centro desenvolverá o primeiro projeto-piloto de BECCS (sigla em ingês para bioenergia com captura e armazenamento de carbono) do setor sucroenergético. O Centro de Tecnologias para Captura e Armazenamento de Carbono Biogênico (CTCCSBio) foi selecionado via edital pela Fapesp e está estruturado em cinco eixos: socioambiental, regulação, tecnologia, infraestrutura e mercado. De acordo com a Semil, a unidade desenvolverá o primeiro projeto-piloto de captura e armazenamento de carbono proveniente do processo de produção de etanol da cana-de-açúcar do Brasil. A parceria conta ainda com a participação da Petrobras e da Rolim Goulart Cardoso Advogados, e apoio da São Martinho. O investimento total é estimado em R$ 30 milhões, custeados pela academia, setor privado e governo paulista.”
Fonte: Eixos; 11/06/2026
Governo recorrerá contra mudanças aprovadas no Código Florestal, diz ministro do Meio Ambiente
“O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou nesta quinta-feira (11) que vai recorrer a todas as ferramentas legais para tentar impedir que entrem em vigor as mudanças no Código Florestal que a Câmara dos Deputados aprovou em 19 de maio. As novas normas ainda precisam ser aprovadas pelo Senado e sancionadas pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que pode aprová-las ou vetá-las, total ou parcialmente Estamos trabalhando para que o Senado inviabilize isto. Se não conseguirmos, vamos solicitar [ao presidente] que vete [as mudanças aprovadas na Câmara]”, disse Capobianco ao participar do Bom Dia, Ministro, programa da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República. “E se o veto [presidencial] for derrubado [por deputados federais e senadores], nós certamente recorreremos ao Supremo Tribunal Federal”, acrescentou Capobianco. Para o ministro, a redação do Projeto de Lei nº 364/19 que a Câmara aprovou afrouxa as regras de proteção ambiental em biomas como Pantanal, Cerrado e Pampas, além de certas áreas da Amazônia e dos campos de altitude da Mata Atlântica. “É um equívoco. [Uma decisão] absolutamente inconstitucional [..] E [se necessário] iremos ao STF questionar como, depois de um século de legislação bem-sucedida, o país resolve eliminar a proteção da diversidade de nossos biomas”, continuou o ministro. Capobianco disse ainda ser “gravíssima” a decisão da Câmara de classificar como áreas rurais consolidadas os chamados campos gerais e nativos de todo o país. Com a mudança, o corte de vegetação nessas áreas rurais poderá ser feito sem prévia autorização do órgão responsável ou medidas compensatórias, mesmo quando cobertas por vegetação campestre e reconhecidamente importantes para a proteção de espécies endêmicas, de nascentes e cabeceiras..
Fonte: Globo; 11/06/2026
Internacional
Empresas
Amazon diz que seus data centers consumiram 2,5bi de galões de água em 2025
“A Amazon informou que suas operações globais de data centers usaram cerca de 2,5 bilhões de galões de água em 2025, em um momento em que empresas que atuam nesse segmento enfrentam crescente escrutínio sobre o impacto ambiental da inteligência artificial (IA). Conforme o sistema métrico dos Estados Unidos, um galão de corresponde a 3,785 litros. A companhia divulgou o dado em uma publicação em blog nesta quinta-feira (11), detalhando seus esforços para aumentar a eficiência no uso da água. Segundo a Amazon, o consumo de água nas instalações que possui e opera diretamente caiu 2% em relação a 2024, mesmo com a expansão de sua infraestrutura de data centers. A Amazon informou que seus data centers utilizaram 0,12 litro de água por quilowatt-hora de eletricidade em 2025. Segundo a empresa, foi mais eficiente do que a média do setor. A companhia também afirmou que, até o fim desta década, devolverá às comunidades mais água do que suas operações diretas consomem. Alguns dos data centers da Amazon utilizam água residual tratada em vez de água potável. Essa mudança está alinhada aos esforços mais amplos de legisladores no Capitólio e da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) para incentivar práticas sustentáveis de resfriamento no setor, conforme já noticiado pelo Wall Street Journal (WSJ). Os data centers utilizam água principalmente para resfriar os servidores de computadores. A Amazon afirmou que suas instalações dependem de ar externo para resfriamento cerca de 90% do tempo e recorrem ao resfriamento evaporativo à base de água durante os períodos mais quentes do ano.”
Fonte: Valor Econômico; 11/06/2026
“A guerra com o Irã se tornou um fator adicional para o aumento da demanda por turbinas a gás, disseram executivos da Siemens Energy na quinta-feira, em um momento em que os fabricantes já estão sobrecarregados de pedidos devido à expansão massiva de data centers nos Estados Unidos. Juntamente com as concorrentes GE Vernova e Mitsubishi Heavy Industries, a Siemens Energy viu a demanda por turbinas a gás disparar, à medida que os chamados hiperescaladores investem mais de US$ 700 bilhões em inteligência artificial, que consome muita energia, impulsionando, por sua vez, a demanda por nova capacidade energética. Essa tendência, que impulsionou os preços das ações das empresas nos últimos anos, agora está sendo apoiada por governos do Oriente Médio que buscam garantir o fornecimento de energia em vista dos ataques à sua infraestrutura, disseram membros do conselho a repórteres em um evento da empresa. “Se você observar alguns desses países, especialmente no Golfo, verá que eles estão lançando novas licitações. Assim, se uma grande usina elétrica parar de funcionar, eles não ficarão desamparados”, disse Karim Amin, que lidera a divisão de serviços de gás da Siemens Energy. Amin afirmou que uma capacidade de reserva de 15%, comum em um “mundo onde as usinas elétricas não eram alvos prioritários”, não é mais suficiente diante do conflito com o Irã, o que, segundo ele, causou o aumento dos preços das turbinas.”
Fonte: Reuters; 11/06/2026
“O CDP, maior grupo sem fins lucrativos do mundo dedicado à transparência ambiental corporativa, vendeu uma participação majoritária em suas operações principais para a empresa de private equity Permira. O grupo foi pioneiro ao estabelecer um padrão para a divulgação voluntária de dados quando foi fundado como Carbon Disclosure Project em 2000, e desde então tem sido utilizado por investidores, bancos e empresas para coletar informações sobre clima, água e outros riscos ecológicos em diversos setores e cadeias de suprimentos. O acordo prevê a divisão do grupo em dois: a Fundação CDP operará como uma organização beneficente independente, que, por sua vez, deterá uma participação minoritária na nova empresa comercial controlada pela Permira. Atualmente, o CDP cobra uma taxa administrativa das empresas que divulgam seus dados, além de taxas para licenças de dados e adesões. O negócio, que deve ser concluído até o final do ano, marca o fim de mais de duas décadas de trabalho sem fins lucrativos voltado para o fornecimento de dados ambientais padronizados para os mercados financeiros e outras partes interessadas. O CDP e a Permira não divulgaram o valor do negócio nem a composição acionária. A diretora executiva Sherry Madera, que permanecerá na nova unidade de negócios comerciais da CDP, afirmou que isso permitirá o investimento em novas ferramentas e serviços de dados, fornecendo mais informações aos usuários. “Se pensarmos no HSBC, se pensarmos no Citibank… o que eles estão dizendo é que precisam de mais e melhores informações para poderem avaliar aspectos como resiliência, risco físico, uso da água e como isso afetará as avaliações e as decisões de negócios no futuro”, disse ela. “É isso que o ecossistema espera de nós agora.””
Fonte: Financial Times; 11/06/2026
Política
Terra retém calor em ritmo recorde e aquecimento global chega a 1,37°C em 2025
“A Terra está acumulando calor cada vez mais rápido, e o aquecimento global, intensificado pela queima massiva de combustíveis fósseis, atingiu 1,37°C em 2025 em relação aos níveis pré-industriais. Mantido o ritmo atual de emissões, o limite de limitar a alta do termômetro mundial a 1,5°C até o final deste século, conforme estabelecido pelo Acordo de Paris, poderá ser ultrapassado em cerca de quatro anos. Os dados fazem parte da nova edição do relatório Indicadores da Mudança Climática Global, divulgado nesta semana por uma equipe internacional de mais de 70 cientistas de 17 países. Segundo o pesquisador Piers Forster, da Universidade de Leeds, no Reino Unido, e coordenador do estudo, o indicador revela a velocidade das mudanças climáticas. “Sem a influência humana, esse valor deveria estar próximo de zero. No entanto, ele vem aumentando desde a década de 1970 e hoje alcança um recorde histórico, tendo dobrado nas últimas décadas”, afirmou. O relatório também aponta que as emissões globais de gases de efeito estufa atingiram o maior nível já registrado em 2024, com 56,8 bilhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente. A principal fonte continua sendo a queima de combustíveis fósseis, como petróleo, carvão e gás natural. “Nosso estudo demonstra que praticamente todo o aquecimento registrado na última década foi provocado por atividades humanas”, disse Samantha Burgess, líder estratégica para clima do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus.”
Fonte: Globo; 11/06/2026
“Apenas um em cada três americanos aprova o ritmo acelerado de construção de data centers que dão suporte à inteligência artificial, e a maioria se oporia à construção de um em sua própria comunidade, de acordo com uma nova pesquisa da Reuters/Ipsos. Os resultados da pesquisa refletem a preocupação generalizada do público com o boom de data centers nos Estados Unidos, uma questão importante para os eleitores e campanhas políticas antes das eleições de meio de mandato de 3 de novembro. O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, priorizou o rápido desenvolvimento da IA, citando a China como uma rival competitiva, e orientou as agências federais a acelerarem a emissão de licenças para infraestrutura ligada ao setor. A pesquisa, que durou seis dias, entrevistou 4.531 pessoas em todo o país e foi encerrada na segunda-feira, mostrou que apenas 33% dos americanos concordaram com a afirmação de que construir data centers em ritmo acelerado era principalmente algo bom. Cerca de 64% discordaram. O apoio à construção rápida de data centers foi um pouco maior entre os republicanos do que entre os democratas. Cerca de 57% das pessoas entrevistadas — incluindo dois terços dos democratas e metade dos republicanos — também disseram que se oporiam à construção de um centro de dados em sua comunidade. Apenas 14% dos entrevistados disseram que não teriam problemas com a construção de um centro perto de suas casas, de acordo com a pesquisa Reuters/Ipsos.”
Fonte: Reuters; 11/06/2026
Exportações de petróleo dos EUA batem recorde, com Oriente Médio restrito pela guerra
“A demanda internacional pelo petróleo produzido nos Estados Unidos aumentou após a guerra iniciada pelo próprio país, ao lado de Israel, contra o Irã. O conflito levou à interrupção no fluxo de exportações dos países do Golfo Pérsico com o fechamento do Estreito de Ormuz. As exportações líquidas de petróleo dos EUA bateram um recorde de 5,8 milhões de barris/dia em abril e seguiram nesse nível em maio, segundo dados da agência do governo estadunidense U.S Energy Information Administration (EIA). Os EUA também ampliaram as exportações de produtos refinados, sobretudo diesel e combustível de aviação. Ao todo, a EIA calcula que as vendas de petróleo e derivados estadunidenses para o exterior este ano vão chegar a 4,2 milhões de barris/dia. Caso a projeção se concretize, será um aumento de 1,4 milhão de barris/dia em relação à média de 2025. Na prática, os EUA estão se beneficiando do espaço deixado no mercado pelos países do Oriente Médio que estão com dificuldades para exportar. Alguns países têm contornado os bloqueios no Estreito de Ormuz, caso da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos, que conseguiram manter parte das exportações pelo Mar Vermelho. Ainda assim, a extração de petróleo no Oriente Médio em maio caiu 11 milhões de barris/dia na comparação com o período antes do conflito. Os dados indicam que, mesmo com as maiores exportações dos EUA, o mercado global segue em déficit, com a necessidade de uso de estoques e substituição por outros energéticos, como o carvão.”
Fonte: Eixos; 11/06/2026
UE avalia proteger indústria local dos custos de carbono em troca de investimentos
“A União Europeia (UE) estuda reformular sua principal política climática para oferecer proteção financeira a empresas locais. O plano de Bruxelas, segundo documento obtido pelo jornal Financial Times, é estender a concessão de licenças gratuitas de emissão de carbono para além de 2040 – atualmente, o teto fixado é 2039. A contrapartida é que as indústrias beneficiadas realizem aportes financeiros robustos e necessários dentro do continente europeu. Outra proposta é ampliar o escopo de taxação para os setores de gerenciamento de resíduos e aviação para voos internacionais que partem da Europa. Mas a ideia sofre resistência dentro da própria comissão, porque pode afetar a atividade econômica das companhias. “Muitos Estados-membros são acionistas de suas companhias aéreas. Não vejo como eles possam concordar com essa ampliação”, disse uma autoridade da UE após uma discussão entre comissários na quarta-feira (10), segundo relato do Financial Times. A revisão atende especialmente setores de difícil descarbonização, como o siderúrgico e o químico, e países que ainda estão muito atrás nessa jornada. A Comissão Europeia tem enfrentado grande pressão da indústria que encara custos crescentes de energia por causa da guerra no Oriente Médio. A previsão é que a Comissão Europeia apresente em meados de julho a versão oficial desta revisão.”
Fonte: Capital Reset; 11/06/2026
“A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) confirmou nesta quinta-feira (11) a formação do El Niño, fenômeno climático natural que ocorre quando as águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial ficam mais quentes que o normal. A confirmação já era esperada por meteorologistas, depois de meses de aquecimento gradual no Pacífico e de projeções indicando alta probabilidade de desenvolvimento do fenômeno ainda no primeiro semestre de 2026. Em maio, a NOAA apontava 82% de chance de formação do El Niño nos meses seguintes. Agora, a discussão já NÃO é mais se o fenômeno vai ocorrer, mas qual será sua intensidade. No boletim divulgado nesta quinta-feira, a agência confirmou que ele está estabelecido e indicou 63% de probabilidade de que se torne muito forte, com potencial para entrar no grupo dos maiores eventos registrados desde 1950. O El Niño e a La Niña são as duas fases do mesmo fenômeno climático, chamado ENOS (El Niño-Oscilação Sul). O El Niño é caracterizado pelo aquecimento maior ou igual a 0,5°C das águas do Oceano Pacífico equatorial. O fenômeno ocorre com frequência a cada dois a sete anos, tem duração média de doze meses e gera impacto direto no aumento da temperatura global. A La Niña é o oposto: um resfriamento dessas mesmas águas, com efeitos igualmente significativos, mas em direção contrária (entenda mais abaixo).”
Fonte: Globo; 11/06/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
Ainda não tem conta na XP? Clique aqui e abra a sua!

