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Mandato temporário para E32 aprovado; Ceará avança com política para data centers | Brunch com ESG

Nossa visão sobre as principais notícias da semana na agenda ESG

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Como avaliamos os principais acontecimentos da semana

Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana. Considerando que informação é a melhor ferramenta para auxiliar os investidores na tomada de decisão, nosso objetivo é mantê-los atualizados com os acontecimentos mais relevantes no Brasil e no exterior da semana que passou, incluindo: (i) nossa visão sobre as principais notícias ESG; (ii) o desempenho dos principais índices ESG em diferentes países; e (iii) comparação da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial).

#1. Mandato temporário para E32 aprovado, mas impacto de curto prazo no etanol permanece limitado

Na mídia. CNPE aprova elevação temporária do teor de etanol na gasolina para 32% – Eixos, 14 de julho (link)

Nossa visão. Nesta semana, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) do Brasil aprovou um aumento temporário na mistura obrigatória de etanol à gasolina, passando de 30% para 32% (E32). A medida entra em vigor por um período inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação única por mais 180 dias. Segundo o Ministério de Minas e Energia, a iniciativa visa conter as importações de gasolina e ampliar o uso de biocombustíveis produzidos internamente, em um cenário de elevada volatilidade nos mercados globais de petróleo decorrente de tensões geopolíticas recentes no Oriente Médio. Na nossa visão, embora a decisão fosse amplamente esperada e aponte em uma direção positiva, seu impacto nos fundamentos do mercado de etanol tende a ser limitado. Conforme destacado por nosso time de agro, alimentos e bebidas (veja a nota completa aqui), sob a ótica da demanda, espera-se que o aumento da mistura obrigatória ofereça apenas um suporte incremental modesto ao consumo de etanol, uma vez que não melhora significativamente a viabilidade econômica relativa do combustível, nem altera de forma expressiva os incentivos ao consumo. De modo geral, o caráter temporário da medida fica aquém do aumento mais permanente que o mercado antecipava, o que limita a previsibilidade para os produtores e proporciona apenas um alívio modesto a um mercado de etanol que permanece sob pressão.

#2. Ceará avança com política para data centers enquanto marco federal segue pendente

Na mídia. Ceará corre para flexibilizar licenciamento de data centers – Eixos, 14 de julho (link)

Nossa visão. A Assembleia Legislativa do Ceará aprovou um projeto de lei para flexibilizar o licenciamento ambiental de projetos de data centers e de armazenamento de energia em baterias, estabelecendo uma política estadual voltada a acelerar investimentos nesses setores. A iniciativa ocorre em meio à ausência de um marco federal, após a expiração do Redata – uma proposta de regime especial nacional destinada a oferecer incentivos fiscais para investimentos em data centers. Nesse contexto, cresce a probabilidade de governos estaduais desenvolverem suas próprias políticas para atrair esses projetos, reforçando que, apesar da falta de uma estratégia federal abrangente, a expansão da infraestrutura digital permanece presente na agenda de políticas públicas do Brasil. Em nossa visão, a iniciativa do Ceará reforça ainda mais a perspectiva positiva sobre o potencial estrutural do Brasil para atrair investimentos em data centers, apoiado por uma matriz energética com forte participação de fontes renováveis e por uma rede elétrica interligada. No entanto, por serem projetos com investimentos de longo prazo e intensivos em capital, a viabilidade econômica dos mesmos depende fortemente de segurança regulatória e estabilidade de políticas. Assim, o desenvolvimento de uma alternativa federal ao Redata – ou de outro marco estratégico nacional – permanece como um catalisador fundamental para destravar todo o potencial do Brasil nesse segmento. Isso posto, em nossa visão, um marco nacional claro e previsível será essencial para converter as vantagens estruturais do país no setor de energia em investimentos de grande porte em infraestrutura digital e, em última análise, determinar qual parcela da carteira de projetos anunciados efetivamente se concretizará no Brasil.

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.



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