IBOVESPA +0,68% | 169.813 Pontos
CÂMBIO -0,00% | 5,16/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira em alta de 0,7%, aos 169.813 pontos, interrompendo uma sequência de três quedas consecutivas. Apesar disso, o índice segue em modo de correção, recuando 14,5% desse seu último topo em meados de abril.
Direcional (DIRR3, +4,4%) e Cury (CURY3, +4,1%) avançaram após um banco de investimentos elevar sua recomendação para as ações das companhias. Totvs (TOTS3, -4,9%) liderou as quedas, acompanhando a correção das ações de tecnologia nos EUA. A companhia também anunciou um pagamento de juros sobre capital próprio (JCP).
Renda Fixa
Os juros futuros do Brasil encerraram a sessão de terça-feira em queda, após pregão volátil no Brasil e a queda do petróleo e dos rendimentos das Treasuries. Nos EUA, as taxas recuaram à espera do CPI e acompanhando a acomodação das commodities e tensões geopolíticas, com a T-note de 2 anos a 4,12% (-4bps), a de 10 anos a 4,52% (-4bps) e o T-bond de 30 anos a 5,00% (-4bps).
No Brasil, a curva apresentou leve fechamento, com o DI jan/27 a 14,48% (-4bps), o DI jan/29 a 14,92% (-1bps) e o DI jan/31 a 14,77% (-5bps), em movimento atribuído principalmente a ajustes técnicos e zeragem de posições aplicadas em um ambiente de incerteza sobre a trajetória da Selic. A curva de NTN-B teve nova abertura nos vértices mais curtos, com a B29 em 8,57% (vs. 8,43%), a B35 em 8,16% (vs. 8,16%) e a B50 em 7,69% (vs. 7,65%).
Mercados globais
Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,7%; Nasdaq 100: -1,1%) após realizarem ataques contra o Irã e os classificarem como “ações de autodefesa”, em resposta à derrubada de um helicóptero militar americano. Os investidores acompanham hoje a divulgação do CPI de maio nos Estados Unidos.
Na Europa, as bolsas caminham na mesma direção (Stoxx 600: -0,4%), devido temores de uma escalada no cenário geopolítico.
Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em queda, pressionadas pela realização no setor de semicondutores. O destaque negativo foi o Kospi (Coreia do Sul), que caiu 4,5%, enquanto o Nikkei (Japão) recuou 1,9% e o CSI 300 (China) perdeu 1,1%.
IFIX
O IFIX encerrou o pregão de ontem aos 3.811,75 pontos, com queda de 0,17% (recuo de 6,48 pontos em relação ao fechamento anterior), em movimento contrário ao Ibovespa, que avançou 0,68%, recuperando parte das perdas recentes. A divergência evidencia um ambiente ainda desafiador para os FIIs, que seguem negociando com prêmios de risco mais comprimidos, apesar de os fundamentos permanecerem sólidos — especialmente entre fundos com portfólios de maior qualidade. Entendemos que esse comportamento reflete maior aversão a risco por parte dos investidores, em meio a um cenário macroeconômico doméstico ainda pressionado, com inflação elevada, além de incertezas tanto no ambiente interno quanto no externo.
Entre os segmentos, o desempenho foi predominantemente negativo, com poucas exceções. Os fundos de recebíveis recuaram 0,14%, com cerca de 30% dos ativos no campo positivo. Os FIIs de tijolo caíram 0,29%, pressionados principalmente por shoppings (-0,38%), ativos logísticos (-0,35%) e lajes corporativas (-0,10%). Os fundos multiestratégia/FOFs registraram queda de 0,20%, enquanto os híbridos foram a exceção, encerrando o dia com leve alta de 0,12%. Entre os destaques positivos, figuraram TGAR11 (+3,9%), URPR11 (+2,4%) e VGHF11 (+1,9%), em movimento de recuperação parcial após perdas mais acentuadas nos pregões anteriores. No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por OUJP11 (-4,2%), CACR11 (-3,6%) e DEVA11 (-3,4%).
Economia
No exterior, os índices de preços ao produtor no Japão e na China vieram acima do esperado em maio, reforçando a narrativa de pressão de custos global alimentada pelo conflito no Oriente Médio. Nos Estados Unidos, as vendas de imóveis existentes surpreenderam positivamente, com o preço mediano atingindo recorde histórico.
Na agenda de hoje, atenções voltadas para o CPI de maio nos EUA, dado-chave antes da primeira reunião do FOMC presidida por Kevin Warsh, na semana que vem. O mercado espera aceleração da inflação para 4,2% em doze meses, pressionada pelos custos de energia. No Brasil, não há indicadores relevantes programados para hoje.
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Economia
Inflação ao consumidor nos Estados Unidos deve manter pressão sobre Fed
- Nos Estados Unidos, as vendas de imóveis residenciais existentes avançaram 3,2% em maio em relação a abril, para uma taxa anualizada de 4,17 milhões de unidades — o melhor resultado do ano e acima das estimativas de mercado (Mercado: 4,07 milhões), segundo a Associação Nacional de Corretores de Imóveis (NAR). O preço mediano atingiu um recorde de US$ 429.300. A resiliência das vendas, mesmo com hipotecas próximas a 6,5%, reforça o quadro de demanda doméstica robusta nos EUA;
- No Japão, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) subiu 6,3% em maio na comparação anual — o maior ritmo em três anos —, acima das estimativas de mercado (Mercado: 5,6%) e acelerando frente à alta de 5,3% registrada em abril, segundo o Banco do Japão. Na margem, os preços subiram 0,9% em relação ao mês anterior. O resultado reflete a transmissão dos custos elevados de energia e matérias-primas importadas para a cadeia produtiva japonesa, em função da persistência do conflito no Oriente Médio. O dado reforça o cenário de normalização gradual da política monetária pelo BoJ;
- Na China, o índice de preços ao produtor (PPI) de maio avançou 3,9% na comparação anual — máxima desde julho de 2022 e acima das expectativas (Mercado: 3,8%) —, acelerando frente ao 2,8% de abril, impulsionado pelo choque de custos de matérias-primas e pelo boom de investimentos em inteligência artificial. Em contrapartida, o índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 1,2% no período, abaixo do consenso (Mercado: 1,3%) e com queda de 0,1% na comparação mensal. O núcleo da inflação ao consumidor desacelerou de 1,2% para 1,1% em doze meses. A divergência entre PPI e CPI indica que as pressões de custos ainda não se transmitiram de forma plena ao consumidor final, dada a demanda doméstica ainda fraca;
- Na agenda de hoje, destaque para a divulgação do CPI de maio nos Estados Unidos, o principal dado da semana e referência-chave para o FOMC de 16-17 de junho — a primeira reunião presidida pelo novo presidente do Fed, Kevin Warsh. A mediana das estimativas aponta para alta de 0,5% na comparação mensal e de 4,2% em termos anuais para o índice cheio, pressionada pelos custos de energia do conflito no Oriente Médio. A medida de núcleo deve registrar variação de 0,3% no mês e 2,9% em doze meses. No Brasil, não há indicadores relevantes programados para hoje.
Empresas
Rumo (RAIL3): Tracker Mensal de Ferrovia – Dados de Volume de Maio de 2026
- No nosso Tracker de Mai’26, destacamos os fortes volumes da Rumo, que atingiram nível recorde de 8,2 bilhões de RTK (+8% A/A; +4% vs. XPe), suportados por:
- Continuidade da forte dinâmica na operação Norte (+8% A/A), impulsionada por um forte avanço no fluxo de fertilizantes e volumes resilientes de soja, com farelo de soja como principal destaque;
- Volumes sólidos na operação Sul (+6% A/A), apoiados por fortes fluxos de soja e farelo de soja;
- No geral, seguimos vendo a Rumo competitivamente bem posicionada nos níveis tarifários atuais, suportada por uma desaceleração mais lenta da sazonalidade de queda do frete rodoviário em 2026, em nossa visão refletindo maiores preços do diesel e restrições operacionais no Arco Norte;
- Mantemos nossa recomendação de Compra;
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Vale (VALE3): Estratégia da VBM ancorada em crescimento disciplinado e execução
- Hoje, a Vale Base Metals (VBM) realizou seu Analyst & Investor Tour 2026, reforçando sua estratégia de construir uma plataforma líder em minerais críticos ancorada em cobre, enquanto melhora a execução e a disciplina de capital em níquel;
- Destacamos: (i) o roadmap de crescimento de cobre da Vale para ~700kt até 2035E, apoiado por projetos de baixo capex e alto IRR (ex: Bacaba, CPF, Alemão) e opcionalidade adicional de exploração;
- (ii) progresso contínuo em iniciativas operacionais, impulsionando maior throughput, melhora da confiabilidade dos ativos e menores custos unitários;
- E (iii) um framework disciplinado de alocação de capital, com crescimento majoritariamente autofinanciado e focado em expansões de baixo risco, preservando a força do balanço e a flexibilidade financeira;
- Por fim, acreditamos que o evento reforça a VBM como uma plataforma de crescimento estruturalmente diferenciada, com um caminho mais crível para entrega apoiado por melhora na execução e foco em expansões de baixo capex;
- Enquanto a performance sustentada (ramp up de cobre + estabilização do níquel) permanece como o principal catalisador para um re-rating adicional;
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Principais notícias dos setores
Nestas publicações diárias, trazemos as principais notícias nacionais e internacionais dos setores: Financeiro, Varejo (e-commerce, supermercados, lojas de roupa, farmácias, etc.), Agro, Alimentos e Bebidas, Energia (óleo & gás e elétricas) e Saúde.
- Entrega XP: Notícias diárias do setor de varejo
- Atualizamos nossos modelos para varejistas de vestuário de média renda para incorporar os resultados do 1T, premissas macro atualizadas, dinâmica de receita ligeiramente melhor, maiores despesas de SG&A refletindo a nova legislação trabalhista ‘prestes a ser aprovada’, além de outros pequenos ajustes operacionais;
- No geral, fazemos principalmente ajustes finos em métricas operacionais e cortamos o lucro líquido de 2027 para LREN e RIAA;
- Mantemos nossa recomendação de Compra para as três varejistas de vestuário, sustentada por nossa visão construtiva em relação ao momentum de resultados do segmento e valuation atrativo;
- LREN permanece como nosso top pick, pois (i) vemos positivamente seu perfil defensivo em meio a um cenário incerto e volátil; (ii) oferece o maior FCF yield, em 12%; e (iii) nosso lucro líquido estimado para 2026 permanece acima do consenso, mesmo com premissas abaixo do guidance da companhia;
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Câmara Legislativa do DF aprova projeto que autoriza aporte no BRB (Valor Econômico);
- Aneel homologa resultado dos LRCAPs de março (CanalEnergia);
- Mercado abandona perspectiva de corte de juros e vê Selic acima de 14% por anos (Bloomberg Línea);
- Fitch Rebaixa Ratings da Aegea para ‘B+’/‘A(bra)’; Perspectiva Estável (Fitch Ratings).
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- China se torna a segunda nacionalidade que mais gera demanda por imóveis logísticos no Brasil (SiiLA);
- FII ALZR11 anuncia programa de recompra de até 16,4 milhões de cotas; veja detalhes (InfoMoney);
- GGRC11 é incluído em índices globais e entra no radar de investidores estrangeiros (FIIs);
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- ETF Brief: Itaú Asset lança ETF de CDI para reserva | Jio BlackRock estreia ETFs na Índia
- Itaú Asset lança ETF de CDI com benefício tributário para reserva: a casa traz uma solução conservadora e líquida para a reserva de emergência via ETF, combinando indexação ao CDI com eficiência fiscal — movimento que pode acelerar a adoção de ETFs de renda fixa pelo varejo brasileiro. (E-Investidor)
- Jio BlackRock prepares ETF debut by August after building $2 billion India fund (Reuters)
- JPMorgan aponta forte venda em futuros de ações dos EUA compensada por ETFs (Investing)
- Power buildout: a multi-decade investment cycle (ETF.com)
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ESG
E32 deve ser decidido pelo CNPE em até 15 dias, diz Alexandre Silveira | Café com ESG, 10/06
- O mercado encerrou o pregão de terça-feira em território positivo, com o IBOV e o ISE avançando 0,42% e 0,97%, respectivamente;
- No Brasil, (i) em resposta aos efeitos da guerra no Irã, o ministro Alexandre Silveira anunciou que o governo vai propor elevar a mistura obrigatória de etanol na gasolina de 30% para 32% – a medida ainda depende de aprovação do CNPE, que deve ser votada em reunião prevista para os próximos 15 dias; e (ii) a indústria de mineração tenta acelerar no Senado a votação do marco dos minerais críticos (PL 2780/2024) para destravar investimentos antes das eleições presidenciais de outubro – em evento ontem em Brasília, o Ibram indicou que deve defender o mínimo de mudanças no texto aprovado pela Câmara, priorizando a aprovação do projeto;
- No internacional, a presidência da COP31 apresentou nesta terça-feira, 9, em Bonn, uma meta global de eletrificação batizada de “35×35”, que propõe que a eletricidade passe a responder por 35% de toda a energia consumida no uso final até 2035, vs. pouco mais de 20% hoje – a mudança exige eletrificar carros, aquecimento e indústria hoje movidos a combustíveis fósseis;
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