IBOVESPA +1,77% | 177.355 Pontos
CÂMBIO -0,15% | 5,02/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a quarta-feira em alta de 1,8%, aos 177.355 pontos, em movimento de recuperação após a correção dos últimos pregões. O movimento acompanhou o movimento positivo dos mercados globais e foi sustentado pelo alívio nos preços do petróleo, em meio ao aumento do otimismo com um possível fim do conflito entre EUA e Irã. Como resultado, 75 dos 79 papéis do índice fecharam o dia no campo positivo.
CSN Mineração (CMIN3, +10,3%) liderou os ganhos após aprovar um novo programa de recompra de até 50 milhões de ações ordinárias até novembro de 2027. Na ponta negativa, Petrobras (PETR3, -3,9%; PETR4, -3,2%) foi pressionada pela queda dos preços do petróleo.
Na agenda desta quinta-feira, o destaque macro fica para a divulgação dos PMIs de manufatura e serviços nos EUA.
Renda Fixa
Os juros futuros recuaram ontem, acompanhando a queda do petróleo e o alívio parcial nas tensões entre Estados Unidos e Irã, apesar do tom mais duro da ata do Fed sobre inflação. Nos EUA, a T-note de 2 anos encerrou em 4,05% (-6 bps), a T-note de 10 anos em 4,57% (-9 bps) e o T-bond de 30 anos em 5,11% (-7 bps).
No Brasil, a curva de DIs fechou, em especial nos vértices intermediários e longos, com o DI jan/27 em 14,08% (-7 bps), o DI jan/29 em 13,96% (-16 bps) e o DI jan/31 em 14,11% (-16 bps). A curva de NTN-B apresentou leve abertura, com a B29 encerrando em 8,0% (de 7,99%), a B35 em 7,78% (de 7,73%) e a B50 em 7,33% (de 7,29%).
Mercados globais
Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam próximos da estabilidade (S&P 500: +0,1%; Nasdaq 100: 0,0%), enquanto investidores avaliam os resultados da Nvidia. Ontem, as bolsas americanas encerraram em alta, interrompendo uma sequência de três quedas consecutivas, beneficiadas pela queda das taxas das Treasuries e pelo tom mais otimista vindo das negociações entre EUA e Irã. Donald Trump afirmou que as conversas estão “na reta final”, o que ajudou a aliviar temporariamente as preocupações com petróleo e inflação.
Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,4%), em meio à melhora marginal do sentimento global após sinais de avanço nas negociações entre EUA e Irã. O setor espacial europeu se destaca positivamente, com a Eutelsat disparando mais de 12%, ampliando ganhos recentes diante da expectativa pelo IPO da SpaceX.
Na China, os mercados fecharam em queda (CSI 300: -1,4%; HSI: -1,0%), refletindo cautela com o crescimento doméstico e a ausência de medidas adicionais de estímulo. Enquanto isso, o restante dos mercados asiáticos fechou majoritariamente em alta, impulsionados pelo forte rally nas ações ligadas à tecnologia e semicondutores após os resultados da Nvidia reforçarem o entusiasmo com inteligência artificial.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a quarta-feira em alta de 0,88%, aos 3.850,07 pontos, recuperando parte das perdas acumuladas nas sessões anteriores. O índice abriu em 3.816,66 pontos e manteve trajetória positiva ao longo do pregão, em um movimento de recuperação disseminada entre os segmentos.
Os Fundos de Recebíveis lideraram os ganhos, com avanço de 1,04%, evidenciando novamente seu protagonismo em dias de recuperação do índice. Os Fundos de Tijolo também contribuíram positivamente, com alta de 0,79%, sustentados por Shoppings (+0,85%) e Lajes Corporativas (+0,82%), enquanto Ativos Logísticos tiveram desempenho mais modesto, com ganho de 0,44%. Os Fundos Híbridos avançaram 0,81%, os Fundos de Fundos registraram alta de 0,55% e Multiestratégia subiu 1,43%.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram VRTM11 (+3,3%), HSML11 (+3,1%) e GZIT11 (+2,9%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por RBRL11 (-2,0%), RCRB11 (-1,3%) e KISU11 (-1,0%).
Economia
Preço do petróleo e taxas de juros globais recuaram ontem na perspectiva de um possível acordo de paz entre EUA e Irã. Notícias reportam um aumento do fluxo de navios de petróleo pelo Estreito de Ormuz. O preço do barril, no entanto, segue acima de US$ 100.
A ata da última reunião de política monetária do Fed (banco central dos EUA) mostra um comitê dividido, com alguns membros sugerindo que alta de juros pode ser necessária se as pressões inflacionárias continuarem.
No Brasil, o governo segue anunciando medidas de estímulo econômico, e a Polícia Federal rejeitou o acordo de delação premiada oferecido pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Veja todos os detalhes
Economia
Um acordo de paz (temporário) entre os EUA e o Irã parece próximo
- O petróleo Brent está sendo negociado a US$ 104 por barril hoje, após queda de 5,6% ontem. O presidente Trump disse que as negociações com o Irã estão na “fase final”, e a Bloomberg News informa que o Irã está respondendo à mensagem enviada pelos EUA, aceitando um acordo temporário. Dados de rastreamento de navios mostraram um superpetroleiro sul-coreano carregando petróleo bruto kuwaitiano cruzando o estreito ontem, acompanhado por dois superpetroleiros chineses — o que, se confirmado, marcaria um dos dias de maior volume de movimentação de petróleo pelo estreito de Ormuz desde o início da guerra. Os juros dos títulos do Tesouro dos EUA estão caindo em resposta ao possível acordo de paz;
- A ata da última reunião de política monetária do Fed (banco central dos EUA), divulgada ontem, revelou um comitê dividido, cada vez mais inclinado a uma postura mais restritiva. A maioria dos membros indicou que algum aperto adicional na política monetária (alta das taxas de juros) “provavelmente se tornaria apropriado” caso a inflação continue persistentemente acima de 2%. Três membros do comitê discordaram formalmente da manutenção da diretriz de flexibilização monetária na declaração pós-reunião, e a ata observou que “muitos” outros participantes também teriam preferido sua remoção. O documento registrou ainda que “a grande maioria dos membros” vê um risco crescente de que a inflação demore mais para retornar à meta do que o esperado anteriormente. A ata é a última sob a presidência de Jerome Powell e estabelece um cenário desafiador para o futuro presidente Kevin Warsh, cuja primeira reunião está agendada para 16 e 17 de junho: embora Warsh tenha historicamente sinalizado abertura para taxas de juros mais baixas, o documento sugere espaço limitado para uma postura mais cautelosa dentro do comitê atual;
- Na agenda de hoje nos Estados Unidos, os principais indicadores são os pedidos iniciais de seguro-desemprego da semana passada (anterior: 211.000) e as sondagens empresariais PMIs globais do S&P para maio, abrangendo os setores de manufatura e serviços — as primeiras leituras de atividade com dados de maio, um mês em que o otimismo em relação a um acordo EUA-Irã pode começar a se refletir na confiança das empresas. No Brasil, nenhum indicador econômico relevante está programado para divulgação;
- No Brasil, o governo continua anunciando medidas para impulsionar a demanda. A mais recente foi uma linha de crédito para motoristas de aplicativos comprarem carros novos. Estimativas da XP, apresentadas em nota publicada ontem, sugerem que as medidas de estímulo já representam um aumento de 1,4% no crescimento do PIB;
- A Polícia Federal rejeitou o acordo de delação premiada oferecido pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As informações apresentadas por Vorcaro foram consideradas insuficientes pelos investigadores responsáveis pelo caso. A avaliação da PF é que os relatos feitos pelo ex-banqueiro não eram relevantes para justificar o acordo e não foram além das provas que já haviam sido obtidas nas apurações do caso.
Empresas
Papel e Celulose: Consumo de celulose da China usando madeira doméstica +11% A/A em 2025
- A China Paper Association divulgou seus dados de 2025, mostrando que o consumo de celulose na China atingiu ~129Mt em 2025, um aumento de ~4% A/A (ou +4,8Mt);
- Considerando os dados de celulose importada e cavaco, estimamos ~19,0Mt de consumo de celulose usando madeira doméstica em 2025, +2,0Mt vs. 2024 (+11% A/A);
- Nesse contexto, embora o aumento da disponibilidade de madeira doméstica siga consistente com maior integração, a queda A/A nos volumes importados de cavaco (particularmente do Vietnã) reflete uma oferta global mais apertada;
- Combinado às revogações de licenças na Indonésia e às adições de capacidade em curso na China, esperamos que os mercados de cavaco permaneçam apertados;
- Mantendo os custos marginais dos produtores integrados elevados e sustentando os preços de celulose no curto prazo, com a disciplina de oferta permanecendo como o principal vetor;
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Autopeças: Receitas estáveis apesar de dados da indústria ainda fracos e ventos contrários de câmbio
- Receitas Mensais de Randoncorp & Frasle Mobility O que há de novo? Hoje, Randoncorp e Frasle Mobility divulgaram as receitas mensais de Abr’26, respectivamente +1% A/A e -1% A/A;
- Ajustadas por câmbio e dias úteis, as receitas da Frasle teriam crescido +5% A/A;
- Sequencialmente, as receitas mostraram leve desaceleração (Randoncorp ex‑Frasle -3% e Frasle -5% M/M);
- Nossa visão: câmbio segue como um vento contrário relevante para as receitas reportadas da Frasle, particularmente pela conversão de exportações/vendas externas;
- Eembora as operações subjacentes mostrem sinais de melhora (especialmente em Nakata/4Mobility);
- Para Randoncorp (ex‑Frasle), vemos as receitas se mantendo em níveis levemente acima de 2025, apesar de dados da indústria ainda fracos (vendas de caminhões -4% e de implementos rodoviários -7% A/A em Abr’26);
- Esperamos que o Move Brasil (que agora foi ampliado) ajude a evitar uma deterioração adicional do mercado no curto prazo;
- Conforme discutido no earnings call recente da Randoncorp, esperamos contribuição incremental de (i) ramp-up da planta de Mogi Guaçu e
- (ii) maiores volumes de vagões ferroviários na composição de receitas do 2T26E;
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Mineração & Siderurgia: Preços do minério de ferro sustentados por custos, embora sinais fracos de demanda persistam
- Analisando dados globais de minério de ferro & aço O mercado de minério de ferro permaneceu resiliente ao longo de Abr–Mai’26, apesar dos ruídos macro e do alívio dos riscos de oferta;
- Destacamos: (i) os preços se mantiveram firmes entre ~US$105–110/t, mesmo após a resolução da disputa BHP–CMRG, sustentados menos por otimismo com a demanda e mais por uma base de custos crescente, incluindo frete mais alto (+14% YTD) e insumos energéticos;
- (ii) a dispersão entre qualidades se intensificou, com o spread 65–62% se ampliando, refletindo tanto a inflação do coque quanto restrições estruturais na oferta de alta qualidade; e
- (iii) as margens do aço melhoraram (vergalhão +12%, bobina quente +15% YTD), permitindo que as usinas sustentassem a demanda e absorvessem parcialmente matérias-primas de custo mais elevado;
- Apesar de condições domésticas ainda fracas (as exportações seguem como uma importante válvula de escape);
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Raízen corre para aprovar plano de reestruturação sem apoio de bondholders, dizem fontes (Bloomberg Línea);
- CMN regula linha emergencial de crédito para capital de giro de empresas aéreas (Valor Econômico);
- CVC foca em renegociar dívida e descarta novo aporte de capital, diz VP (Bloomberg Línea);
- Perspectiva dos ratings da Marfrig e da BRF alterada para negativa por alta alavancagem; ratings ‘brAAA’ reafirmados (S&P National).
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Estratégia
Fluxo estrangeiro torna-se negativo após entradas muito fortes no 1T – Fluxo em foco
- Um mês de “duas metades” para os fluxos de estrangeiros em abril. Os fluxos de investidores estrangeiros começaram o mês passado dando sequência à forte tendência positiva observada no início de 2026. Na primeira metade de abril, os estrangeiros registraram R$ 14,6 bilhões de entradas líquidas no mercado à vista. Já na segunda metade, por outro lado, o movimento se inverteu, com R$ 11,5 bilhões de saídas líquidas. Como resultado, abril terminou com R$ 3,2 bilhões de entradas líquidas no mercado à vista e R$ 3,4 bilhões de saídas líquidas em futuros, totalizando R$ 0,2 bilhão de saídas líquidas combinadas;
- Em maio, até o momento, a tendência negativa persiste no mercado à vista, com R$ 3,6 bilhões de saídas líquidas. Em futuros, porém, os dados apontam para um quadro mais construtivo, com R$ 4,3 bilhões de entradas líquidas até agora. Como discutido em nosso último Raio-XP, a reversão dos fluxos de estrangeiros reflete principalmente a volta do foco para tecnologia e para o “Trade de IA”, o que favorece ações dos EUA e emergentes asiáticos como Taiwan e Coreia, mas pesa sobre HALO e sobre teses ligadas a commodities, como Brasil. No acumulado do ano, os fluxos estrangeiros seguem robustos, com R$ 53,5 bilhões de entradas líquidas no mercado à vista, apesar de R$ 12,9 bilhões de saídas líquidas em futuros;
- Enquanto isso, investidores institucionais permaneceram vendedores líquidos de ações brasileiras em abril, marcando o oitavo mês consecutivo de saídas líquidas. Eles registraram saídas líquidas de R$ 9,4 bilhões no mercado à vista, parcialmente compensadas por entradas líquidas de R$ 1,5 bilhão em futuros. Em maio, até agora, os institucionais acumulam entradas líquidas de R$ 2,0 bilhões no mercado à vista, mas saídas líquidas de R$ 5,9 bilhões em futuros;
- Em contraste, os investidores pessoa física apresentaram entradas líquidas em futuros em abril, com fluxos neutros no mercado à vista e entradas líquidas de R$ 1,9 bilhão em futuros. Em maio, até o momento, eles têm sido os principais compradores líquidos de ações, com entradas líquidas de R$ 2,7 bilhões no mercado à vista e R$ 1,5 bilhão em futuros;
- Por fim, a indústria de fundos teve mais um mês negativo em abril, com resgates líquidos totalizando R$ 24,5 bilhões. Fundos de renda fixa registraram saídas líquidas de R$ 19,3 bilhões, enquanto os multimercados prolongaram a sequência negativa, com resgates líquidos de R$ 5,4 bilhões. Em sentido oposto, os fundos de ações tiveram o primeiro mês positivo desde agosto de 2025, com entradas líquidas de R$ 0,2 bilhão;
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- HGBS11 conclui venda de participação em ativo e destrava ganho de capital (Research XP);
- IFIX fecha em alta de 0,88% aos 3.850 pontos (Suno Notícias);
- Fundos imobiliários superam o rótulo de “moda” (Metro Quadrado);
- Clique aqui para acessar o relatório.
ESG
3tentos dá início à operação de sua 1ª planta de etanol de milho após aprovação da ANP | Café com ESG, 21/05
- O mercado encerrou o pregão de quarta-feira em alta, com o IBOV e o ISE subindo 1,77% e 3,02%, respectivamente;
- Na Brasil, a 3tentos inicia oficialmente a operação de sua primeira planta de etanol de milho no Vale do Araguaia (MT), após obter a autorização da ANP – de acordo com a empresa, o empreendimento representa um marco no plano de crescimento da companhia e consolida sua expansão no segmento de biocombustíveis;
- No internacional, (i) veículos elétricos e híbridos plug-in devem representar quase 30% das vendas globais de carros neste ano, segundo projeção da Agência Internacional de Energia, à medida que a crise energética no Oriente Médio e a queda nos custos de baterias impulsionam a demanda – o crescimento se destaca na Europa, onde as vendas de veículos elétricos e híbridos plug-in devem aumentar cerca de 20% em 2026, representando um em cada três carros vendidos; e (ii) os investimentos chineses no país atingiram US$ 6,1 bilhões em 2025, alta de 45% em relação ao ano anterior e o maior volume registrado desde 2017, consolidando o país como principal destino global do capital chinês no período, com destaque para a mineração, que bateu recorde de investimentos, segundo dados do Conselho Empresarial Brasil-China – o movimento se dá meio ao avanço da transição energética e à corrida por minerais críticos, diante da disputa com grandes potências econômicas por novos fornecedores de matérias-primas;
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