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Fluxo estrangeiro torna-se negativo após entradas muito fortes no 1T – Fluxo em foco

Dados preliminares para março apontam para uma tendência ligeiramente positiva apesar das tensões no Oriente Médio

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Abril foi “um mês de duas metades” para os fluxos de investidores estrangeiros, com uma primeira quinzena muito forte (R$ 14,6 bilhões de entradas líquidas no mercado à vista), seguida de uma reversão na segunda metade do mês (R$ 11,5 bilhões de saídas líquidas). Como resultado, o mês terminou com R$ 3,2 bilhões de entradas líquidas no mercado à vista e R$ 3,4 bilhões de saídas líquidas em futuros. Até o momento em maio, as saídas de estrangeiros seguem fortes no mercado à vista (-R$ 3,6 bilhões), enquanto os fluxos em futuros têm mostrado uma tendência positiva (+R$ 4,3 bilhões). Como discutido em nosso último Raio-XP, essa reversão provavelmente reflete a renovada atenção do mercado em tecnologia e no “Trade de IA”, favorecendo ações dos EUA e emergentes asiáticos e pesando sobre mercados ligados a commodities e que se beneficiam do “trade HALO (Ativos Pesados, Baixa Obsolescência)“, como o Brasil. Por outro lado, investidores institucionais permaneceram vendedores líquidos em abril, marcando o oitavo mês consecutivo de saídas líquidas, enquanto os investidores pessoa física vêm se consolidando como os principais compradores líquidos de ações em maio. Por fim, a indústria de fundos teve mais um mês fraco em abril, com resgates elevados em fundos de renda fixa e multimercados, ao passo que os fundos de ações registraram o primeiro mês positivo desde agosto de 2025.

Um mês de “duas metades” para os fluxos de estrangeiros em abril. Os fluxos de investidores estrangeiros começaram o mês passado dando sequência à forte tendência positiva observada no início de 2026. Na primeira metade de abril, os estrangeiros registraram R$ 14,6 bilhões de entradas líquidas no mercado à vista. Já na segunda metade, por outro lado, o movimento se inverteu, com R$ 11,5 bilhões de saídas líquidas. Como resultado, abril terminou com R$ 3,2 bilhões de entradas líquidas no mercado à vista e R$ 3,4 bilhões de saídas líquidas em futuros, totalizando R$ 0,2 bilhão de saídas líquidas combinadas.

Em maio, até o momento, a tendência negativa persiste no mercado à vista, com R$ 3,6 bilhões de saídas líquidas. Em futuros, porém, os dados apontam para um quadro mais construtivo, com R$ 4,3 bilhões de entradas líquidas até agora. Como discutido em nosso último Raio-XP, a reversão dos fluxos de estrangeiros reflete principalmente a volta do foco para tecnologia e para o “Trade de IA”, o que favorece ações dos EUA e emergentes asiáticos como Taiwan e Coreia, mas pesa sobre HALO e sobre teses ligadas a commodities, como Brasil. No acumulado do ano, os fluxos estrangeiros seguem robustos, com R$ 53,5 bilhões de entradas líquidas no mercado à vista, apesar de R$ 12,9 bilhões de saídas líquidas em futuros.

Enquanto isso, investidores institucionais permaneceram vendedores líquidos de ações brasileiras em abril, marcando o oitavo mês consecutivo de saídas líquidas. Eles registraram saídas líquidas de R$ 9,4 bilhões no mercado à vista, parcialmente compensadas por entradas líquidas de R$ 1,5 bilhão em futuros. Em maio, até agora, os institucionais acumulam entradas líquidas de R$ 2,0 bilhões no mercado à vista, mas saídas líquidas de R$ 5,9 bilhões em futuros.

Em contraste, os investidores pessoa física apresentaram entradas líquidas em futuros em abril, com fluxos neutros no mercado à vista e entradas líquidas de R$ 1,9 bilhão em futuros. Em maio, até o momento, eles têm sido os principais compradores líquidos de ações, com entradas líquidas de R$ 2,7 bilhões no mercado à vista e R$ 1,5 bilhão em futuros.

Por fim, a indústria de fundos teve mais um mês negativo em abril, com resgates líquidos totalizando R$ 24,5 bilhões. Fundos de renda fixa registraram saídas líquidas de R$ 19,3 bilhões, enquanto os multimercados prolongaram a sequência negativa, com resgates líquidos de R$ 5,4 bilhões. Em sentido oposto, os fundos de ações tiveram o primeiro mês positivo desde agosto de 2025, com entradas líquidas de R$ 0,2 bilhão.

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