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Novas tarifas de Trump e acordo de UE e EUA em destaque

A agenda doméstica tem divulgação do Balanço de Pagamentos; veja os temas de maior destaque nesta terça-feira, 24/02/2026

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IBOVESPA -0,88% | 188.853 Pontos

CÂMBIO -0,14% | 5,16/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira em queda de 0,9%, aos 188.853 pontos, acompanhando o desempenho negativo dos mercados globais (S&P 500, -1,0%; Nasdaq, -1,2%). O índice recuou apesar da alta de ações de grande peso, com Vale (VALE3, +0,7%) e Petrobras (PETR3, +1,9%; PETR4, +1,6%) subindo na sessão.

Vivo (VIVT3, +3,3%) avançou após a divulgação de resultados referentes ao 4T25. Na ponta negativa, Santander (SANB11, -5,7%) recuou, devolvendo parte dos ganhos registrados no pregão anterior, quando havia apresentado alta de 3,1%.

Nesta terça-feira, pela temporada de resultados do 4T25, destaque para a divulgação dos balanços de Iguatemi, Mercado Livre e C&A.

Renda Fixa

Os juros futuros dos EUA encerraram a segunda‑feira em queda, em meio à busca por ativos seguros diante da retomada da instabilidade comercial. No fim de semana, Donald Trump anunciou uma tarifa global de 15%, após a anulação de parte de sua política anterior. A T‑Note de 2 anos recuou a 3,42% (‑4 bps), a T‑Note de 10 anos caiu a 4,03% (‑5 bps) e o T‑Bond de 30 anos cedeu a 4,70% (‑2 bps). No Brasil, os juros futuros terminaram próximos da estabilidade, em pregão de baixa liquidez e sem direcionadores claros. O DI jan/27 fechou em 13,25% (+1 bp), o DI jan/29 em 12,60% (-0,5 bp) e o DI jan/31 permaneceu estável em 13,05% (0 bp).

Mercados globais

Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,2%; Nasdaq 100: +0,3%), após forte correção na véspera. O movimento do dia anterior refletiu renovados temores sobre disrupções provocadas por inteligência artificial, especialmente no setor de software, além da incerteza em torno das novas tarifas globais de Trump e tensões com o Irã. Hoje, investidores monitoram dados de confiança do consumidor e resultados da Home Depot, além de se posicionarem para os balanços de Nvidia ao longo da semana.

Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,1%), em meio à implementação das novas tarifas americanas. Apesar de Trump ter anunciado uma tarifa global de 15%, a medida entrou em vigor inicialmente com alíquota de 10% por 150 dias, segundo comunicado da U.S. Customs and Border Protection. Ainda há incerteza sobre como a regra afetará países como o Reino Unido, que já possui acordo comercial com os EUA. O Parlamento Europeu anunciou pausa na ratificação do acordo UE-EUA firmado no ano passado.

Na China Continental, os mercados fecharam em alta após feriado, enquanto em Hong Kong o índice foi pressionado por ações do setor de saúde (CSI 300: +1,0%; HSI: -1,8%). A Coreia do Sul renovou máxima histórica pelo terceiro dia consecutivo (Kospi: +2,11%), impulsionada por um rali de chips, assim como Taiwan (+2,75%), com a TSMC subindo mais de 3%. Investidores acompanharam ainda a decisão do banco central chinês de manter as taxas LPR inalteradas em 3% (1 ano) e 3,5% (5 anos).

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) iniciou a semana com queda de 0,10%, sustentada, sobretudo, por um recuo generalizado nos diferentes segmentos que o compõem. Fundos de Papel, Fundos de Fundos e Multiestratégia registraram queda de 0,11%, 0,45% e 0,22%, respectivamente. Os Fundos de Tijolo, apesar do desempenho positivo dos Ativos Logísticos (+0,06), apresentaram queda de 0,09%, sustentada pelos Fundos de Lajes Corporativas (-0,17%) e Shoppings (-0,20%).

Entre as maiores altas do dia, destacaram se TRBL11 (+3,0%), BROF11 (+2,3%) e RBFM11 (+1,8%). No lado negativo, as principais quedas foram GZIT11 (-5,3%), PVBI11 (-1,6%) e ICRI11 (-1,6%).

Economia

O Parlamento Europeu decidiu congelar o acordo comercial entre a UE e os EUA após decisão da Suprema Corte dos EUA que invalidou parte das tarifas previamente impostas. Diante do anúncio de novas tarifas globais de 15%, legisladores afirmam que o quadro jurídico e comercial mudou substancialmente e exigem clareza imediata de Washington sobre como pretende respeitar o pacto antes de seguir com a ratificação.

Na agenda doméstica, destaque para a divulgação do Balanço de Pagamentos, em que projetamos um déficit de US$ 6,8 bilhões nas transações correntes, e uma entrada líquida de US$ 6,0 bilhões em investimentos.

Veja todos os detalhes

Economia

União Europeia suspende votação sobre acordo comercial com EUA

  • O Parlamento Europeu decidiu congelar o acordo comercial entre a UE e os EUA após novas ameaças tarifárias de Donald Trump e a incerteza gerada pela decisão da Suprema Corte dos EUA que invalidou parte das tarifas previamente impostas. Diante do anúncio de novas tarifas globais de 15%, que poderiam ultrapassar o teto previsto no acordo firmado em 2025, legisladores afirmam que o quadro jurídico e comercial mudou substancialmente e exigem clareza imediata de Washington sobre como pretende respeitar o pacto antes de seguir com a ratificação, já que as medidas unilaterais dos EUA podem elevar ainda mais os custos das exportações europeias e levar o bloco a considerar instrumentos de retaliação, mantendo o acordo suspenso até que o governo americano apresente garantias sobre sua política tarifária futura;
  • A China manteve inalteradas suas taxas básicas de juros para empréstimos (LPRs) pelo nono mês consecutivo, mantendo a de 1 ano em 3,0% e a de 5 anos em 3,5%, em meio à desaceleração econômica e à instabilidade persistente do setor imobiliário. As autoridades optaram por não reduzir as taxas devido às pressões de desvalorização sobre o yuan e à necessidade de preservar a estabilidade financeira, apesar dos sinais de crescimento mais fraco. Ao mesmo tempo, o banco central chinês busca equilibrar estímulos moderados com a preocupação de que cortes mais agressivos ampliem a saída de capitais e intensifiquem a pressão sobre a moeda;
  • O Brasil e a Coreia do Sul firmaram um acordo de cooperação em áreas estratégicas, incluindo economia digital, manufatura avançada e minerais críticos, criando um marco institucional permanente para ampliar o comércio e fortalecer a integração produtiva entre os dois países. O governo brasileiro avalia que o ambiente econômico atual favorece a atração de investimentos e o aprofundamento da parceria. A comitiva presidencial também busca abrir o mercado sul-coreano para as carnes brasileiras e vê potencial para que a iniciativa sirva de base para eventuais negociações entre Mercosul e Coreia do Sul;
  • O Boletim Focus mostrou uma leve queda nas projeções da taxa Selic para o final deste ano, saindo de 12,25% para 12,13%. Além disso, pela 7° semana seguida, as projeções para o IPCA 2026 recuaram, atingindo 3,91%. Para mais informações, acesse nosso relatório aqui;
  • Na agenda doméstica, destaque para a divulgação do Balanço de Pagamentos, em que projetamos um déficit de US$ 6,8 bilhões nas transações correntes, e uma entrada líquida de US$ 6,0 bilhões em investimentos.

Commodities

Papel e Celulose: Melhora nos fundamentos de celulose sustenta tom construtivo entre produtores

  • Observamos um sentimento mais favorável entre investidores em relação aos preços de celulose no curto prazo.
  • Durante o conference call do 4T25 da Suzano, a companhia adotou um tom mais construtivo à medida que os fundamentos da celulose continuaram a melhorar, sustentados por demanda firme no 1T26E, pedidos resilientes do CNY, condições de oferta mais apertadas ligadas às restrições de madeira no Sudeste Asiático e ao adiamento do início da Oki II, além de uma base de custos que permanece altamente competitiva — fatores que, em conjunto, reforçam uma perspectiva mais favorável para os preços da celulose.
  • Enquanto isso, a Klabin também destacou esse momentum mais positivo, mencionando melhores condições no mercado de celulose, sustentação dos preços de fluff (celulose fluff para absorventes/higiene) em diferentes regiões e um mix da PM#28 que deve permanecer amplamente estável em 2026E, com uma mudança gradual em direção ao kraft (papéis kraft) conforme o ramp‑up avança.
  • Em preços, a celulose de fibra curta da China está atualmente em ~US$585/t, em linha com os futuros de celulose de fibra curta a ~US$586/t para Mar’26.
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Empresas

Gerdau (GGBR4): América do Norte sólida sustenta resultados decentes, porém em linha

  • A Gerdau reportou resultados neutros, com EBITDA ajustado de R$2,4 bilhões, ‑13% T/T (+3% XPe), refletindo mais um desempenho sólido na América do Norte, compensado por um ambiente mais fraco no Brasil.
  • Destacamos: (i) desempenho robusto no BD da América do Norte, impulsionado por um ambiente de preços forte (+1% T/T em USD), com níveis sólidos de backlog (alcançando ~85 dias), sustentados pelo protecionismo diante da expansão da Section 232;
  • (ii) desempenho mais fraco no BD do Brasil (margens ‑3 p.p. T/T), refletindo maior COGS/t (+4% T/T), principalmente devido às paradas de manutenção; e
  • (iii) FCF positivo de R$1,4 bilhão, com liberação de capital de giro (WK) de R$1,4 bilhão, influenciada pelos ajustes de capacidade no Brasil e iniciativas para otimizar estoques de matéria-prima.
  • Por fim, a Gerdau anunciou dividendos de R$0,10/ação (dividend yield anualizado de 1,9%), a serem pagos em 18 de março. Reiteramos nossa recomendação de Compra para Gerdau, com o momentum positivo das operações na América do Norte.
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Rodovias do Brasil: analisando a Rota Mogiana; a primeira relicitação da Renovias da MOTV

  • A Rota Mogiana (a primeira fase do processo de releilão da Renovias da Motiva) é o próximo leilão de rodovia do Brasil, agendado para 27 de fevereiro;
  • Trata-se de uma concessão estadual de 30 anos cobrindo 504 km de rodovias brownfield em São Paulo, conectando regiões importantes do interior a áreas próximas do sul de Minas Gerais;
  • Esperamos interesse no leilão, impulsionado por:
    • Economia atrativa (TIR de 9,41% vs. 8,87%–9,41% em leilões recentes);
    • Restrições de alavancagem limitadas, apesar da escala relativamente grande;
    • Riscos de demanda reduzidos.
  • Entre as empresas listadas, acreditamos que o interesse possa ser maior por parte de MOTV em relação à ECOR, dado seu forte conhecimento do ativo e presença regional estabelecida;
  • A submissão das propostas está agendada para 24 de fevereiro (terça-feira);
  • Clique aqui para acessar o relatório.

Minerva (BEEF3) | Prévia de Resultados do 4T25 e downgrade: relação risco-retorno já não é tão atrativa

  • Estamos divulgando nossa prévia de resultados do 4T(para o qual esperamos resultados fracos), ao mesmo tempo em que revisamos Minerva de Compra para Neutro e atualizamos nosso preço‑alvo pelo múltiplo de 2026E para BRL 7,2/sh (de BRL 8,4/sh).
  • Embora continuemos construtivos em relação ao pano de fundo de demanda — especialmente diante da persistente escassez global de carne bovina — vemos assimetrias negativas crescentes e riscos de overhang que devem pressionar os resultados.
  • Em nossa visão, o Valuation atual não oferece um perfil de risk‑reward atrativo, com a ação negociando a 4,6x 2026E EV/EBITDA e 10,8% FCF yield (8,1% excluindo forfaits).
  • Link: https://conteudos.xpi.com.br/acoes/relatorios/minerva-beef3-previa-de-resultados-do-4t25-e-downgrade-relacao-risco-retorno-ja-nao-e-tao-atrativa/

Riachuelo (RIAA3): Atualizando nossas estimativas

  • Na semana passada, a Riachuelo divulgou seus resultados do 4T e realizou a teleconferência de resultados;
  • Assim, aproveitamos a oportunidade para atualizar nosso modelo considerando: (i) ajustes no mix de categorias e seus impactos na receita do varejo e na dinâmica de margem; e (ii) um efeito carrego positivo de um 4T melhor (no varejo e no Midway). Como resultado, elevamos nosso Lucro Líquido estimado para 2026-27e em 6-4%, respectivamente, e mantemos nosso preço-alvo para o fim de 2026 em R$ 14,0/ação;
  • Se incorporarmos um follow on de R$ 400–500 milhões aos nossos números, nossa nova estimativa de Lucro Líquido para 2026e aumentaria em 6–8%;
  • Mantemos nossa recomendação de Compra, pois acreditamos que a companhia tem um arcabouço estratégico claro para sustentar resultados sólidos à frente e, caso o potencial follow-on se confirme, a melhora de liquidez pode ampliar a participação de investidores e dar suporte à valorização;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Telefônica Brasil (VIVT3): Forte execução, EBITDA acima do esperado e aceleração do fluxo de caixa, apesar de bases de comparação desafiadoras

  • A Vivo apresentou resultados sólidos no 4T25, com receitas em linha com as estimativas da XPe e um claro destaque em EBITDA, apesar da base de comparação mais difícil por conta de efeitos pontuais no 4T24 ligados à migração para o regime de autorização.
    • A receita líquida totalizou R$ 15,6 bilhões (+7,1% ano contra ano), sustentada pelo crescimento em pós-pago, FTTH e digital B2B.
    • O EBITDA somou R$ 6,7 bilhões (+8,1% ano contra ano), 5,1% acima da nossa estimativa, com expansão de margem tanto na comparação anual quanto versus a XPe.
    • Mesmo desconsiderando a linha de “Outras Receitas (Despesas) Operacionais”, o EBITDA cresceu em ritmo de dois dígitos e superou nossas projeções, o que reforça a qualidade dos resultados no trimestre.
    • O lucro líquido atingiu R$ 1,88 bilhão (+6,5% ano contra ano), também acima da XPe, enquanto o fluxo de caixa livre acelerou de forma relevante, apoiado por menor intensidade de capex e normalização do capital de giro.
    • Em resumo, o trimestre reforça a execução consistente da Vivo, a disciplina de margens e o forte perfil de geração de caixa da companhia.
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Irani (RANI3): Resultados resilientes em meio à sazonalidade mais fraca

  • A Irani reportou resultados neutros, com EBITDA ajustado de R$128 milhões, -12% T/T e -2% XPe, impactado pela sazonalidade mais fraca, embora com desempenho resiliente de preços e menores custos de OCC, resultando em margens de EBITDA de 30,8% (vs. 33,7% no 3T25, -1 p.p. vs. XPe).
  • Principais destaques: (i) um sólido desempenho de preços na divisão de papel, com preços +3% T/T (+2% XPe);
  • (ii) desempenho de vendas mais fraco refletindo a sazonalidade atenuada (papel -8% T/T/+4% A/A, embalagens -2% T/T/-6% A/A); e
  • (iii) menores custos de OCC (-14% T/T), com um cenário mais favorável esperado para 2026E dado o movimento de queda nos preços de OCC ao longo dos últimos trimestres.
  • Por fim, a companhia também está propondo distribuição de dividendos de ~R$0,26/ação (mínimo + extraordinário), implicando dividend yield de ~2,7%. Reiteramos nossa recomendação de Compra para Irani.
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Bens de Capital: Move Brasil deve impulsionar vendas de caminhões à frente

  • Janeiro foi mais um mês fraco para o desempenho de veículos pesados no Brasil, com a produção de caminhões caindo -16% A/A (+19% M/M) e as vendas recuando -30% A/A (‑35% M/M).
  • Mesmo assim, o sentimento permanece construtivo, com o programa Move Brasil tendo aprovado R$1,9 bilhão em concessões de crédito em seu primeiro mês (19% do total) – e efeitos mais materiais são esperados a partir de Fev’26, conforme discutido por OEMs e pela Anfavea.
  • Outros destaques: (i) seguimos vendo um cenário desafiador para implementos rodoviários no Brasil, com vendas ‑30% A/A em Jan’26, enquanto as vendas ligadas ao agronegócio recuaram ‑34% A/A;
  • (ii) receitas mensais menores para Randon e Frasle em Jan’26, respectivamente ‑7% e ‑18% A/A, enquanto as receitas da Randon ex‑Frasle subiram +1%. Vemos as receitas da Frasle impactadas não apenas por efeitos pontuais, como a mudança do ERP da Nakata, mas também pela menor atividade de mercado;
  • (iii) a produção de ônibus foi sazonalmente mais fraca em Jan’26, com a Marcopolo contraindo mais que a indústria, prejudicada por férias coletivas (mais detalhes aqui). Por fim,
  • (iv) no exterior, observamos estabilidade nas vendas de leves nos EUA (+1% A/A), enquanto as vendas de pesados nos EUA reduziram parte da queda, ‑6% em Jan’25 vs. ‑24% A/A no 4T25; pedidos de caminhões classe 8 subiram +27% A/A em Jan’26 (embora ‑24% M/M, possivelmente indicando um impulso de fim de ano).
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Principais notícias dos setores

Nestas publicações diárias, trazemos as principais notícias nacionais e internacionais dos setores: Financeiro, Varejo (e-commerce, supermercados, lojas de roupa, farmácias, etc.), Agro, Alimentos e Bebidas, Energia (óleo & gás e elétricas) e Saúde.

  • Radar Tech XP: Notícias diárias do setor de Telecom e Tecnologia
  • O jogo da banda larga: Brasil TecPar – Aquisição da Ligga Telecom
  • A Brasil TecPar anunciou a compra dos ativos de banda larga fixa da Ligga por um EV implícito de ~R$ 1,78 bi (R$ 495 mi de equity + assunção de ~R$ 1,28 bi em dívida líquida), em uma operação que a consolida como um dos principais consolidadores de FTTH no Brasil.
    • O ativo adquirido envolve ~344 mil acessos, receita líquida anualizada de R$ 628 mi e EBITDA de R$ 315 mi (margem de ~50%), implicando múltiplos de ~2,8x EV/Receita, ~5,6x EV/EBITDA e ~R$ 5,2 mil por cliente.
    • Após o fechamento, a Brasil TecPar passa a ter ~1,69 mi de acessos de banda larga fixa, tornando-se a 4ª maior operadora do país em base de assinantes (e 3ª no PR, com ~385 mil clientes).
    • Do lado setorial, vemos (i) mais uma evidência do gap de valuation entre M&As privados e ISPs listadas na bolsa; e (ii) a consolidação da Brasil TecPar como um player estruturalmente relevante, com escala para disputar ativos maiores e extrair sinergias operacionais mais significativas, apoiada por forte firepower do controlador.
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

  • Radar Energia XP: Notícias diárias do setor de energia
  • Axia e Energisa podem se destacar
    • Para a temporada de resultados do 4T25, esperamos números fortes para Axia e Energisa, resultados mistos para outras geradoras (GenCos) e resultados saudáveis para Orizon;
    • As GenCos provavelmente terão resultados mistos porque: i) o nível de curtailment ainda é elevado e impacta as renováveis;
    • ii) o GSF baixo e os preços spot altos resultam em um trimestre sazonalmente fraco para hidrelétricas (enquanto algumas companhias, como a CPLE, podem mostrar efeitos positivos de hedge de portfólio, reduzindo custos de compra de energia);
    • Para as distribuidoras listadas (EQTL e ENGI), esperamos que se mantenha a dinâmica de volumes e margens saudáveis, com custos controlados;
    • No saneamento, a Sabesp deve continuar entregando uma tendência de resultados saudáveis, apoiada por um crescimento modesto de volumes;
    • A ORVR deve manter tendência operacional semelhante à do 3T25, com margens sólidas e aumento de gate fees;
    • Também aproveitamos para atualizar nosso preço-alvo para o final de 2026 de ENGI11 para R$ 84,9/ação, após o dividendo em ações declarado no ano passado, mantendo inalterados nossa recomendação e nossas estimativas;
    • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Renda fixa

De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa

  • Governo eleva tarifas de importação de mais de 1.200 produtos, incluindo computadores, celulares e componentes eletrônicos (O Globo);
  • Para estancar a crise, Cosan quer abrir capital da Compass na B3 (Valor Econômico);
  • Ministério da Agricultura assina acordos de cooperação com a Coreia do Sul (Canal Rural);
  • Donald Trump’s global tariff takes effect at 10% (Financial Times).
  • Clique aqui para acessar o clipping.

Estratégia

XP Short Scout: Monitor de short selling no Brasil – 23/02/2026

  • O short interest (SI) mediano do Ibovespa caiu para 6,2%, enquanto as posições em aberto aumentaram para R$ 154,9 bilhões desde nosso último relatório.
  • A taxa de aluguel de Raízen (RAIZ4) avançou para 74,4%, uma alta de 36,3 p.p. em relação a 6 de fevereiro. O short interest registrou um leve aumento de 1,2 p.p., alcançando 33,0% do free float. Os Days to Cover caíram para 8,1 dias de ADTV, uma redução de 26,9% em relação ao nível observado duas semanas antes.
  • Também destacamos aumentos na taxa de aluguel de Magazine Luíza (MGLU3) e Assaí (ASAI3), para 22,9% e 7,1%, um avanço de 7,2 p.p. e 5,5 p.p., respectivamente. O short interest de Magazine Luíza está em linha com seu nível médio de um ano, enquanto o de Assaí está mais elevado em +1,7 desvio‑padrão.
  • Outras ações para ficar de olho: AUAU3, AZZA3, BBAS3, BBSE3, BHIA3, BRKM5, INTB3, PCAR3, SOJA3, VIVA3
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Alocação & Fundos

Principais notícias

  • Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
    • IFIX fecha segunda em leve queda e começa a semana em baixa (FIIs);
    • Para onde vai o aluguel de escritórios em São Paulo? (Buildings);
    • Hotelaria supera níveis pré-pandemia e reforça tese para FIIs do setor (InfoMoney);
    • Clique aqui para acessar o relatório.
  • ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
    • Bitcoin cai e chegou a operar a US$ 64 mil na madrugada em meio a tarifas dos EUA: O bitcoin despencou até US$ 64 mil na madrugada desta segunda, pressionado pelo temor de um ataque dos EUA ao Irã e pelo aumento das tarifas americanas de 10% para 15%, deteriorando o ambiente macro e ampliando a aversão a risco nos mercados. (Valor Econômico);
    • Emerging Market ETFs Rise for 18th Week in $50.6 Billion Streak: Investors continued pouring money into emerging‑market equity and bond ETFs for the 18th consecutive week, extending a strong inflow streak that highlights renewed global appetite for risk assets. (Bloomberg);
    • A indústria norte‑americana de ETFs inicia o ano com entradas recordes: A indústria de ETFs nos Estados Unidos começou 2026 com força histórica, registrando US$ 166,65 bilhões em entradas líquidas apenas em janeiro, impulsionada sobretudo pela forte demanda por ETFs de renda variável e pelo crescimento expressivo dos ETFs ativos, de renda fixa e de commodities. (Funds Society);
    • Este ETF rendeu o mesmo que a Selic, mas em apenas um mês: O ETF NUCL11, que replica o índice global de energia nuclear MVIS Global Uranium & Nuclear Energy, valorizou 15,03% em janeiro, entregando em um mês o equivalente ao rendimento anual da Selic, impulsionado pelo avanço mundial das tecnologias ligadas à energia nuclear. (Valor Investe).

ESG

Engie avalia instalar baterias e data center em maior parque solar do mundo no Brasil | Café com ESG, 24/02

  • O mercado fechou o pregão de segunda-feira em território levemente negativo, com IBOV e o ISE recuando 0,88% e 0,87%, respectivamente;
  • No Brasil, (i) a Engie está considerando instalar baterias ou data centers para mineração de bitcoin em seu complexo solar no Brasil, que se tornou o maior de todo o portfólio global da empresa francesa, disse um executivo da companhia – o complexo Assú Sol, localizado no Rio Grande do Norte, soma 753 megawatts de capacidade instalada e entrou totalmente em operação comercial neste mês; e (ii) o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) vai destinar R$ 1,3 bilhão ao setor automotivo pelo Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover) até 2029 – o programa é a atual política industrial brasileira para desenvolvimento tecnológico e descarbonização da cadeia automotiva;
  • No internacional, a gigante chinesa BYD registrou um aumento de quase três vezes nas vendas na Europa no mês passado em relação a janeiro de 2025, marcando um forte início de ano, e reforçando a alta demanda no continente por seus veículos elétricos e híbridos – os registros de carros novos da BYD saltaram para 18.242 unidades no mês passado (vs. 6.884 em janeiro de 2025);
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

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  • A XP Investimentos se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou seu conteúdo.
  • A Avaliação Técnica e a Avaliação de Fundamentos seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é executada seguindo conceitos como tendência, suporte, resistência, candles, volumes, médias móveis entre outros. Já a Análise Fundamentalista utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. Desta forma, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas, que buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor, podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas.
  • Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto.
  • O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto.
  • O investimento em termos são contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem.
  • O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento.
  • ESTA INSTITUIÇÃO É ADERENTE AO CÓDIGO ANBIMA DE DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS DE INVESTIMENTO.
  • A XP Investimentos CCTVM S/A, inscrita sob o CNPJ: 02.332.886/0001-04, é uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Toda comunicação através de rede mundial de computadores está sujeita a interrupções ou atrasos, podendo impedir ou prejudicar o envio de ordens ou a recepção de informações atualizadas. A XP Investimentos exime-se de responsabilidade por danos sofridos por seus clientes, por força de falha de serviços disponibilizados por terceiros. A XP Investimentos CCTVM S/A é instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.


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