IBOVESPA +0,23% | 138.136 Pontos
CÂMBIO +0,52% | 5,67/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
Na segunda-feira (26), o Ibovespa fechou em leve alta (+0,23%), aos 138.136 pontos, em dia de baixa liquidez devido ao feriado do Memorial Day nos EUA. O câmbio avançou 0,52%, para R$ 5,6757, enquanto a curva de juros encerrou com quedas por toda a curva.
O principal destaque positivo do pregão foi Braskem (BRKM5, +4,2%), ainda repercutindo a comunicação do fato relevante na qual confirmou o recebimento de proposta não vinculante do empresário Nelson Tanure para aquisição de fatia da empresa. Já o principal destaque negativo foi Raízen (RAIZ4, -7,9%), devolvendo parte da alta de 25,2% da semana passada que foi propulsionada por notícias sobre a possibilidade de venda de ativos.
Para o pregão desta terça-feira (27), teremos o IPCA-15 de maio.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de segunda-feira (26) com fechamento ao longo da curva. Em um dia de baixa liquidez devido ao feriado do Memorial Day nos EUA, a curva brasileira reagiu às expectativas dos investidores em relação a um IPCA com menor aceleração. No mercado local, as mudanças no IOF levaram parte dos agentes a revisar suas projeções para a Selic, aumentando as posições que esperam a manutenção da taxa básica em 14,75% até o fim de 2025 (vs. as projeções de 15%). Com isso, o DI janeiro/26 encerrou em 14,71% (-3,4 bps em relação ao pregão anterior); o DI janeiro/27 em 13,95% (-3,4 bps); o DI janeiro/29 em 13,57% (-3,9 bps); e o DI janeiro/31 em 13,77% (-5,6 bps).
Mercados globais
Nesta terça-feira, os futuros nos EUA sobem com força (S&P 500: +1,6%; Nasdaq 100: +1,8%), após o presidente Donald Trump anunciar o adiamento da tarifa de 50% sobre importações da União Europeia para 9 de julho. A medida representa um alívio imediato para os mercados após a tensão da última sexta-feira, quando Trump ameaçou aplicar a tarifa já a partir de junho e incluiu a Apple no centro da disputa comercial. Os futuros do Dow Jones avançam mais de 400 pontos nesta manhã.
As taxas dos Treasuries recuam levemente após as fortes oscilações recentes (dois anos: -1 bp; 10 anos: -2 bps; 30 anos: -3 bps).
Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,6%), com alívio nos mercados de renda fixa. Investidores ajustam suas expectativas diante da percepção de que as ameaças de Trump são negociáveis e que não se traduzem automaticamente em ação.
Na China, os mercados fecharam mistos (CSI 300: -0,5%; HSI: +0,4%). Apesar da trégua nos EUA, os dados de lucros industriais na China cresceram apenas 1,4% em abril, abaixo do necessário para sustentar uma recuperação mais robusta. O dólar mantém estabilidade frente ao iene, enquanto o petróleo Brent sobe e opera próximo de US$ 63,80.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) iniciou a semana em queda de 0,12%, mas ainda acumula valorização de 0,69% no mês. Os FIIs de Papel registraram desempenho ligeiramente negativo na sessão, com desvalorização média de 0,02%, enquanto os Fundos de Tijolos apresentaram desvalorização média de 0,15%. Entre os destaques positivos estão BROF11 (+2,0%), CYCR11 (+1,4%) e KORE11 (+1,0%). Já entre os destaques negativos figuram RBFF11 (-1,5%), TVRI11 (-1,4%) e PVBI11 (-1,4%).
Economia
No Brasil, o resultado da conta corrente registrou déficit de US$ 1,3 bilhão em abril de 2025, aproximadamente em linha com nossa projeção e abaixo das expectativas do mercado (XP: US$ -1,5 bilhão; consenso: US$ -1,9 bilhão). No resultado acumulado em 12 meses até abril, o déficit atingiu US$ 68,5 bilhões (3,22% do PIB), levemente abaixo dos US$ 68,9 bilhões (3,23% do PIB) registrados em março. Ademais, o Boletim Focus mostrou alta da mediana das projeções para o PIB em 2025, saindo de 2,02% para 2,14%.
Na agenda doméstica, temos a divulgação do IPCA-15, que esperamos que venha em 0,47%, enquanto o consenso de mercado é de 0,45%.
Veja todos os detalhes
Economia
Divulgação do IPCA-15 é o destaque do dia
- O Índice de Confiança do Consumidor na zona do euro subiu 1,4 ponto, para -15,2 em maio, em linha com as estimativas, em consequência da diminuição do pessimismo econômico e das tensões da guerra comercial.
- No Brasil, o resultado da conta corrente registrou déficit de US$ 1,3 bilhão em abril de 2025, aproximadamente em linha com nossa projeção e abaixo das expectativas do mercado (XP: US$ -1,5 bilhão; consenso: US$ -1,9 bilhão). No resultado acumulado em 12 meses até abril, o déficit atingiu US$ 68,5 bilhões (3,22% do PIB), levemente abaixo dos US$ 68,9 bilhões (3,23% do PIB) registrados em março. Em suma, embora as exportações possam oferecer algum suporte à frente (dada a safra recorde de grãos neste ano), a resiliência da demanda por importações continua pressionando a conta corrente. Projetamos déficit de US$ 73,4 bilhões para a conta corrente em 2025. Com o IDP projetado em US$ 70,0 bilhões, é provável que o déficit da conta corrente ultrapasse as entradas líquidas de investimento direto neste ano. Ainda assim, a posição externa do Brasil permanece sólida, com reservas internacionais robustas e baixo nível de dívida em moeda estrangeira. Para 2026, esperamos uma reacomodação gradual, impulsionada por um crescimento econômico mais lento.
- Segundo o boletim Focus, a mediana das projeções para o PIB em 2025 foram de 2,02% para 2,14%. Esse aumento de projeção provavelmente reflete a expectativa de forte desempenho do PIB no primeiro trimestre de 2025 (os dados oficiais serão divulgados na sexta-feira) e medidas governamentais de estímulo anunciadas recentemente. Ademais, o câmbio para o fim de ano cedeu de R$/US$ 5,82 para R$/US$ 5,80;
- Na agenda doméstica, temos a divulgação do IPCA–15, em que esperamos 0,47% (consenso: 0,45%), com destaque para energia, em consequência da ativação da bandeira amarela. Quanto a bens industriais e alimentos, esperamos que os números venham moderados.
Empresas
Lojas Renner (LREN3): dividir para conquistar
- Nova estrutura organizacional anunciada:
- Nesta noite, a Lojas Renner anunciou a implementação de uma nova estrutura organizacional: as unidades de negócios (BUs) do varejo serão agora divididas em duas vice-presidências (VPs), sendo uma dedicada à Renner e a outra às demais marcas (Youcom, Camicado, Ashua e Repassa), enquanto ambas reportarão diretamente ao Sr. Fábio Barbosa (CEO);
- Segundo a empresa, o objetivo é adicionar agilidade à tomada de decisões, ao mesmo tempo em que impulsiona o crescimento e ganhos de eficiência;
- Além disso, a LREN ressaltou que a mudança não implicará em aumentos na remuneração da gestão;
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Principais notícias dos setores
Nestas publicações diárias, trazemos as principais notícias nacionais e internacionais dos setores: Financeiro, Varejo (e-commerce, supermercados, lojas de roupa, farmácias, etc.), Agro, Alimentos e Bebidas, Energia (óleo & gás e elétricas) e Saúde.
- Radar Energia XP: Notícias diárias do setor de energia
- Os principais temas abordados neste relatório são:
- O consumo de energia apresentou um perfil misto em todo o país, com o crescimento médio semanal do SIN atualmente em +0,6% A/A semanal em maio de 2025;
- Os reservatórios do SIN permaneceram estáveis em aproximadamente 69%;
- A Energia Natural Afluente (ENA) apresentou uma queda em seus níveis atuais nos subsistemas na última semana;
- Os preços de energia de curto prazo aumentaram em todos os subsistemas durante a semana, mas caíram novamente no fim de semana;
- Os preços de energia de longo prazo apresentaram permaneceram estáveis em comparação com a semana anterior;
- Um resumo dos eventos mais relevantes da semana passada;
- A agenda semanal da Aneel que, entre vários assuntos, inclui o Reajuste Tarifário Anual da Light Serviços de Eletricidade S.A., com vigência a partir de 15 de março de 2025; e
- Valuation atraente para empresas de utilities, com uma TIR real implícita média de aproximadamente 10,3% para o setor.
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- China Turns to Consumers to Boost Growth, but Households Are Wary (WSJ);
- Entidades do setor privado assinam manifesto pedindo anulação do aumento de IOF (Valor Econômico);
- Aneel aprova novas regras para renovação de concessões por 30 anos (CNN);
- Fitch Eleva Rating da Casan para ‘A(bra)’; Perspectiva Positiva (Fitch Ratings);
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- Da burocracia brasileira às rodovias guatemaltecas: os bastidores da logística da PepsiCo na América;
- Fiagros e CRAs renovam saldo positivo e mantém tendência dos últimos dois anos;
- Com alta de 1,08%, preços de locação comercial voltam a acelerar;
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Estratégia
Revisitando o valuation da Bolsa americana
- Neste relatório, analisamos a relação entre o múltiplo Preço/Lucro (P/L) e os retornos futuros do S&P 500, principal índice de ações dos EUA, desde 1990. Nossas principais conclusões são:
- O P/L demonstra poder preditivo em relação aos retornos futuros do índice; no entanto, esse efeito se torna mais forte em horizontes mais longos. No geral, quanto maior o P/L, menores são os retornos esperados para os próximos 10 anos;
- Essa relação tem se enfraquecido nos últimos anos, principalmente devido à expansão de múltiplos no mercado americano;
- Dados o valuation mais atrativo e melhores retornos ajustados ao risco em outras regiões, os investidores devem considerar exposição fora dos EUA. As incertezas econômicas e políticas limitam o potencial de valorização no curto prazo, enquanto múltiplos recordes apontam para uma possível a reversão à média.
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ESG
Distribuição de combustíveis | Dados de volume de abril da ANP
- A ANP publicou dados atualizados de volume de distribuição de combustíveis com novas informações para abril. A demanda total para o mês ficou praticamente estável -1% a/a, devido a uma queda nos volumes de diesel de -4% a/a, mas parcialmente compensada por um aumento no ciclo otto (+3% a/a);
- A Vibra foi a única das principais distribuidoras que ganhou share de forma significativa em abril (+1,0 p.p. m/m), enquanto a Ipiranga permaneceu praticamente estável (+0,1 p.p. m/m) e a Raízen registrou um leve declínio m/m (-0,3 p.p. m/m). As distribuidoras bandeira branca e regionais perderam share em abril, impulsionado por ambos os segmentos de Varejo e B2B;
- Por fim, a Vibra foi a única que ganhou share, enquanto no B2B, a Vibra e a Ipiranga cresceram. Já a Raízen perdeu share nos dois segmentos (Varejo e B2B);
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Carros elétricos, data centers e hidrogênio verde podem consumir até 16% da energia no Brasil até 2060 | Café com ESG, 27/05
- O mercado fechou o pregão de segunda-feira em território positivo, com o IBOV e o ISE avançando 0,2% e 0,7%, respectivamente;
- No Brasil, segundo um estudo da Aurora Energy Research, veículos elétricos, data centers e produção de hidrogênio a partir da eletrólise devem pressionar a demanda por energia elétrica até 2060 e chegar a representar até 16% do consumo no país (vs. 2% atualmente) – de acordo com o estudo, o Brasil enfrenta uma transformação da demanda elétrica impulsionada por tecnologias em rápida evolução;
- No internacional, (i) a Dinamarca, que assumirá a presidência rotativa do Conselho da União Europeia em julho, rejeitou o pedido da Alemanha e da França para que o bloco se desfizesse de uma lei que exige que as empresas monitorem e mitiguem o impacto ambiental em suas cadeias de suprimentos – em contexto, a Dinamarca é um dos países mais ambiciosos do bloco no que diz respeito à adoção de legislação verde; e (ii) o Japão deve melhorar as condições de financiamento para as construtoras interessadas no leilão do parque eólico offshore diante da queda global de projetos, afetada por custos crescentes e atrasos – com isso, o governo mantém a meta de ter 45 gigawatts de capacidade eólica offshore até 2040;
- Clique aqui para acessar o relatório e começar o dia bem informado com as principais notícias ao redor do Brasil e do mundo quando o tema é ESG.

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