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A semana na Renda Fixa (22/11 a 26/11)

Acompanhe os principais movimentos da semana no mercado de renda fixa e o que esperar para a semana que se inicia.

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Resumo: Houve redução dos prêmios na curva de juros futuros ao longo da semana, repercutindo sinalizações de manutenção do ritmo de alta da Selic pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e temores com a nova variante da covid-19, com potencial impacto desinflacionário.

Já as taxas dos títulos do Tesouro indexados à inflação (NTN-B), que representam as expectativas para o juro real, fecharam a semana em relativa estabilidade, com leve alta nos vencimentos mais curtos.

Os títulos do Tesouro Direto encerraram a semana em baixa, com exceção do Tesouro Selic e dos vencimentos mais curtos do Tesouro Prefixado.

Para semana que vem, os destaques serão o PIB do terceiro trimestre, IGP-M, resultado primário do governo central de outubro, produção industrial, PNAD (taxa de desemprego) e Caged.

Cenário macroeconômico

No cenário internacional, o surgimento de uma nova variante do coronavírus, batizada omicron causa stress nos mercados e reacende riscos relacionados à atividade econômica no mundo inteiro. A ata da última reunião do FOMC, a recondução de Jerome Powell a um segundo mandato como presidente do Fed e a pauta fiscal americana também foram destaques.

No Brasil, a semana contou com a divulgação do IPCA-15, balanço de pagamentos e arrecadação federal. A PEC dos Precatórios está sendo discutida no Senado.

Leia tudo o que aconteceu na semana em economia.

Juros

Houve redução dos prêmios na curva de juros futuros ao longo da semana, repercutindo sinalizações de manutenção do ritmo de alta da Selic pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e temores com a nova variante da covid-19, com potencial impacto desinflacionário.

Já as taxas dos títulos do Tesouro indexados à inflação (NTN-B), que representam as expectativas para o juro real, fecharam a semana em relativa estabilidade, com leve alta nos vencimentos mais curtos.

O mercado espera Selic de 9,46% ao fim de 2021 (ante 9,60% na última sexta-feira), 12,55% em 2022 (vs. 12,78%), 11,53% em 2023 (vs. 11,76%) e 11,50% (vs. 11,73%) em 2024. Quanto à inflação, é esperado 10,26% em 2021 (contra 10,23% na última semana), 5,46% em 2022 (vs. 5,56%), 6,37% em 2023 (vs. 6,37%) e 6,47% em 2024 (vs. 6,52%).

Fonte: Bloomberg, XP.

A curva de juros pode ser compreendida como as expectativas dos rendimentos médios de títulos públicos prefixados sem cupom (ou seja, sem pagamentos semestrais), a partir dos contratos futuros de juros (ou DI). Entenda mais aqui.

Títulos públicos

Mercado primário (leilões)

Para mais informações sobre o funcionamento de leilões de títulos públicos, clique aqui.

Leilão do dia 23/11 – NTN-B

No leilão realizado na última terça-feira (23), o Tesouro Nacional (TN) ofertou 1,45 milhão de Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-Bs), abaixo do 1,8 milhão ofertado na semana passada. A instituição colocou a oferta no mercado em sua integralidade, com giro financeiro de R$ 5,70 bilhões, ante 7,09 bilhões na semana anterior.

Fonte: Tesouro Nacional. Elaboração: XP.

Leilão do dia 25/11 – LTN, NTN-F e LFT

Já no leilão da quinta-feira (25), o TN ofertou 6,5 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTN), ante 6 milhões na última semana, 650 mil Notas do Tesouro Nacional – Série F (NTN-F), vs. 1,5 milhão no leilão anterior, e 1,25 milhão de Letras Financeiras do Tesouro (LFT), frente 1,5 milhão.

O Tesouro vendeu 6,1 milhões de LTNs, 300 mil NTN-Fs e a totalidade da oferta de LFTs. O volume financeiro somou R$ 18,8 bilhões, abaixo dos R$ 22,7 bilhões da última semana.

Fonte: Tesouro Nacional. Elaboração: XP.

As LTNs e NTN-Fs são ofertadas em lotes individuais, enquanto as LFTs são ofertadas em leilão híbrido, com vencimentos em lotes agrupados (ou seja, soma-se o volume colocado nos dois vértices ofertados de LFT). Entenda mais sobre o funcionamento dos leiloes de títulos públicos.

Mercado Secundário

O IMA-B representa a evolução, a preços de mercado, da carteira de títulos públicos indexados ao IPCA (NTN-B). O IRF-M representa a evolução, a preços de mercado, da carteira de títulos públicos prefixados (LTN e NTN-F). Ambos são calculados pela Anbima.

Do lado de NTN-Bs, destaca-se o fluxo maior de operações de inflação implícita nos vencimentos mais curtos da curva, como 2022 e 2023. Na parte mais longa, clientes institucionais seguem com perfil de alocação.

Ao passo que a curva de juros fechou, o mercado de prefixados se tornou cada vez mais vendedor, com prêmios de LTNs e NTN-Fs cada vez mais positivo.

Nas LTFs, a demanda segue alocadora no mercado, com destaque para o vencimento de setembro de 2023, o mais líquido da curva.

O feriado de Thanksgiving nos Estados Unidos na quinta-feira reduziu significativamente a liquidez no mercado local.

Fonte: Anbima. Elaboração: XP.

Tesouro Direto

O preço dos títulos sobe quando a expectativa de juro futuro cai (e vice-versa) devido à relação inversa entre os dois. Esse mecanismo que mostra o efeito dos juros sobre preços é a marcação a mercado. Entenda mais aqui.

Os títulos do Tesouro Direto encerraram a semana em baixa, com exceção do Tesouro Selic e dos vencimentos mais curtos do Tesouro Prefixado.

Fonte: Tesouro Nacional. Elaboração: XP.

Crédito Privado

Fluxo

Na última semana, o fluxo médio diário de negociações em debêntures não incentivadas foi de R$ 898 milhões (ante R$ 824 milhões na semana anterior), R$ 380 milhões em debêntures incentivadas (vs. R$ 476 milhões), R$ 138 milhões em CRAs (vs. R$ 136 milhões) e R$ 302 milhões em CRIs (vs. R$ 210 milhões).

Os papeis mais negociados por classe de ativos foram debêntures EcoRodovias e Anemus Wind Holding, CRI GE Barueri e CRA BRF.

Como não são disponibilizados a tempo da publicação do relatório, os dados desta sexta-feira não são considerados e podem alterar o apresentado. Para trazer uma aproximação do resultado em cinco dias, os dados abrangem desde a sexta-feira da semana anterior até a quinta-feira da semana corrente.

Fonte: Anbima e Cetip. Elaboração: XP.

Ações de rating

Ratings são notas atribuídas por agências classificadoras de risco de crédito que podem impactar diretamente seus investimentos em Renda Fixa. Entenda mais aqui.

Fonte: Fitch Ratings e Moody’s. Elaboração: XP.

Para os relatórios publicados durante a semana, dirija-se ao final do relatório.

O que esperar – Semana de 29/11 a 03/12

Agenda econômica

Para semana que vem, os destaques serão o PIB do terceiro trimestre, IGP-M, resultado primário do governo central de outubro, produção industrial, PNAD (taxa de desemprego) e Caged.

Acesse aqui o Boletim Focus do dia 26/11 (disponível a partir de segunda-feira)

Leilões do Tesouro Nacional

Fonte: Tesouro Nacional. Elaboração: XP.

Vencimentos de debêntures da próxima semana

Fonte: Anbima. Elaboração: XP.

Relatórios publicados na semana de 22/11 a 26/11

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