A semana na Renda Fixa (17/05 a 21/05)

Acompanhe os principais movimentos da semana no mercado de renda fixa e o que esperar para a semana que se inicia.


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Resumo: A despeito da valorização de 1,56% do dólar na semana, as taxas futuras de juros, bem como as NTN-s, encerraram o período em relativa estabilidade, com queda marginal nos vencimentos intermediários, resultando em leve perda de inclinação na curva. Parte dos agentes de mercado acredita que as taxas estejam em patamares ainda elevados e aguardam direcionadores mais claros para a movimentação da curva.

Os títulos do Tesouro Direto encerraram a semana sem direção única. Por um lado, as cotações do Tesouro Selic e de títulos IPCA+ de vencimentos mais curtos apresentaram valorização, enquanto as do Tesouro Prefixado e IPCA+ longos apresentaram leve queda. Houve abertura marginal nas curvas de spreads das debêntures na semana, movimento observado nos papeis classificados com ratings “AAA”, “AA” e “A”.

Para a próxima semana, destaque para uma bateria de indicadores econômicos no Brasil, como Caged de abril, PNAD de março e IPCA-15 de abril, além da continuação de discussões no Congresso da MP da Eletrobrás, e das Reformas Administrativa e Tributária. No cenário internacional, a divulgação do indicador de inflação ao consumidor medido pelo PCE nos EUA deverá ficar em primeiro plano.

Cenário macroeconômico

Elaborado pelo time de Economia da XP

Leia tudo o que aconteceu na semana em economia.

Juros e inflação

A despeito da valorização de 1,56% do dólar na semana, as taxas futuras de juros encerraram o período em relativa estabilidade, com queda marginal nos vencimentos intermediários, resultando em leve perda de inclinação na curva. Parte dos agentes de mercado acredita que as taxas estejam em patamares ainda elevados e aguardam direcionadores mais claros para a movimentação da curva. Enquanto isso, as taxas dos títulos do Tesouro indexados à inflação (NTN-B), que representam as expectativas para o juro real, também encerraram a semana em estabilidade.

Slide 2 abaixo: O mercado espera Selic ao fim do período de 6,43% em 2021, 8,82% em 2022, 9,45% em 2023 e 9,54% em 2024. Para a inflação, a expectativa é de 6,03% em 2021, 5,21% em 2022, 5,35% em 2023 e 5,32% em 2024.

Fonte: Bloomberg. Elaboração: XP Investimentos.

Leilões do Tesouro Nacional

Para mais informações sobre o funcionamento de leilões de títulos públicos, clique aqui.

Leilão do dia 18/05 – NTN-B

No último leilão de Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-B), realizado na terça-feira (18), o Tesouro Nacional ofertou os vencimentos em agosto de 2026, 2030, e 2055. O total ofertado somou 4,8 milhões de papeis, ante 1,9 milhão no leilão da semana anterior. O Tesouro colocou integralmente a oferta no mercado, que somou R$ 19,4 bilhões.

Destaca-se o elevado volume para o ativo com vencimento em 2055, o que fez com que o leilão representasse a maior oferta de NTN-Bs da história em termos de risco (medido pelo DV01). Como consequência, as taxas futuras de juros futuros fecharam a sessão em alta.

Fonte: Tesouro Nacional. Elaboração: XP Investimentos.

Leilão do dia 20/05 – LTN, NTN-F e LFT

No leilão da última quinta-feira (20), a oferta de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e Notas do Tesouro Nacional série F (NTN-F) foram inferiores à semana anterior, enquanto que o volume de Letras Financeiras do Tesouro (LFT) foi maior.

Foi vendida toda a oferta de LTNs. O volume financeiro somou R$ 12,4 bilhões. Para NTN-Fs, o Tesouro vendeu o lote integral para 2031 e 91% do lote com vencimento em 2027. O giro financeiro foi de R$ 811,4 milhões. Da oferta inicial de LFTs, foram vendidos 961,5 mil papeis. O giro financeiro totalizou R$ 10,3 bilhões.

Fonte: Tesouro Nacional. Elaboração: XP Investimentos.

Ressalta-se que as LTNs e NTN-Fs são ofertadas em lotes individuais, enquanto as LFTs são ofertadas em leilão híbrido, com vencimentos em lotes agrupados (ou seja, soma-se o volume colocado nos dois vértices ofertados de LFT). Entenda mais sobre o funcionamento dos leiloes de títulos públicos.

Tesouro Direto

Os títulos do Tesouro Direto encerraram a semana sem direção única. Por um lado, as cotações do Tesouro Selic e de títulos IPCA+ de vencimentos mais curtos apresentaram valorização, enquanto as do Tesouro Prefixado e IPCA+ mais longos apresentaram leve queda.

O preço dos títulos sobe quando a expectativa de juro futuro cai (e vice-versa) devido à relação inversa entre os dois. Esse mecanismo que mostra o efeito dos juros sobre preços é a marcação a mercado. Entenda mais aqui.

Fonte: Tesouro Nacional. Elaboração: XP Investimentos.

Crédito Privado

Fluxo

Na última semana, o fluxo médio diário de negociações em debêntures foi de R$ 1,2 bilhão (vs. R$ 1,7 bilhão na semana anterior), R$ 122 milhões em CRAs (vs. R$ 132 milhões) e R$ 265 em CRIs (vs. R$ 98 milhões). Os papeis mais negociados por classe de ativos foram debêntures MetrôRio, CRI Rede D’Or e CRA JBS.

Vale lembrar que, como não são disponibilizados a tempo da publicação do relatório, os dados da sexta-feira não são considerados e podem alterar o apresentado.

Fonte: Anbima e Cetip. Elaboração: XP Investimentos.

Spreads de crédito

Houve abertura marginal nas curvas de spreads das debêntures na semana, movimento observado nos papeis classificados com ratings “AAA”, “AA” e “A”.

Assim como nos dados de fluxo, os números da sexta-feira para os spreads de crédito também não são considerados e podem alterar o apresentado.

As curvas são extraídas a partir de debêntures precificadas diariamente pela ANBIMA (DI Percentual, DI+spread e IPCA+spread) e refletem estruturas de spread zero-cupom sobre a curva soberana para diferentes níveis de risco.

Fonte: Anbima. Elaboração: XP Investimentos.

Ações de rating

Fonte: Fitch Ratings e Moody’s. Elaboração: XP Investimentos.

Para os relatórios publicados durante a semana, dirija-se ao final do relatório.

O que esperar – Semana de 24/05 a 28/05

Agenda econômica

No cenário internacional, destaque para a divulgação do indicador de inflação ao consumidor medido pelo PCE nos EUA – que deve ganhar atenção redobrada diante dos últimos resultados de inflação acima do esperado e da discussão de política monetária no país. A semana contará também com discursos de dirigentes do FED e vendas de novas casas nos EUA, além do indicador de clima de negócios de maio e da leitura final do PIB na Alemanha.

No Brasil, a semana será marcada por uma bateria de indicadores macroeconômicos, além da continuação de discussões no Congresso da MP da Eletrobrás, e das Reformas Administrativa e Tributária. Na seara de dados, teremos a divulgação de dados de mercado de trabalho (com Caged de abril e PNAD de março), além de inflação medida pelo IPCA-15 referente a maio, além do saldo das contas externas e do resultado primário do governo central referentes a abril.

Acesse aqui o Boletim Focus do dia 21/05 (disponível a partir de segunda-feira)

Leilões do Tesouro Nacional

Fonte: Tesouro Nacional. Elaboração: XP Investimentos.

Vencimentos de debêntures da próxima semana

Fonte: Anbima. Elaboração: XP Investimentos.

Relatórios publicados na semana de 17/05 a 21/05

Renda Fixa

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