DEB Concessão Metroviária RJ – DEZ/2031

DEB Concessão Metroviária RJ – DEZ/2031

  • Vencimento 15/12/2031
  • Rentab. IPC-A + 6,00%
  • Liquidez No Vencimento
  • Juros Semestral
  • Rating AA-(bra)
  • Risco (0 - 100) 46 Risco Alto

    A nova pontuação de risco leva em consideração critérios de risco, mercado e liquidez. Para saber mais, clique aqui.

  • Preço Unitário R$ 1.000,00

Análise do Emissor

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Destaques positivos

  • Reajustes tarifários anuais (IGP-M).
  • Tratativas para mudança de controle.
  • Reperfilamento da dívida com a 9ª emissão.

Pontos de atenção

  • Covid-19: Isolamento social é negativo para a empresa. Necessário acompanhar evolução de casos e medidas.
  • Demanda vinculada ao crescimento populacional e ao tráfego no RJ (quanto maior, melhor).
  • Competição com outros modais, que podem ter tarifas menores.
  • Risco de mudanças regulatórias.

Quem é o MetrôRio?

O metrô da cidade do Rio de Janeiro foi inaugurado em 1979, com 5 estações e cerca de 4,3 km de trilhos. Posteriormente, em 1997, o Governo do Estado do RJ promoveu licitação para venda do metrô para a iniciativa privada, tendo como vencedor o Consórcio Opportrans (que mais tarde viria a se chamar MetrôRio), que passaria a ter o direito de exploração do metrô carioca de 1998 a 2018.

Em 2007, foi assinado o 6º Termo Aditivo ao Contrato de Concessão, prorrogando a concessão do metrô por mais 20 anos em relação ao contrato original, ou seja, até 2038, em troca de investimentos de R$ 1,2 bilhão pela concessionária destinados à modernização do sistema metroviário e ao aumento da oferta de lugares. Em 2009, o MetrôRio passou a fazer parte do Grupo Invepar.

O MetrôRio administra, mantém e opera as Linhas 1 e 2 do sistema metroviário da cidade do Rio de Janeiro (RJ) e presta serviços de operação, manutenção do material rodante, sistemas e infraestrutura da Linha 4. Ao todo, as linhas juntas somam 58 km de extensão, 41 estações e 64 trens. Em 2019 as Linhas 1, 2 e 4 do metrô transportaram mais de 252 milhões de passageiros (média de 700 mil PAX por dia).

Fonte: MetrôRio

Destaques operacionais e financeiros

Em 2020, o volume de passageiros foi fortemente afetado pela pandemia da covid-19, como pode ser visto abaixo, uma vez que a circulação ficou restrita durante diversos períodos. Como consequência, a receita líquida caiu quase 50% em relação a 2019, o que afetou a geração de caixa e, consequentemente, a capacidade de pagamento de suas dívidas.

Em virtude do cenário que se apresentou, a empresa aderiu ao standstill (postergação do pagamento de juros e amortização) do BNDES e pediu waiver (“perdão” para não pagamento) dos debenturistas da 8ª emissão (R$ 550 milhões) para postergação de 12 meses de pagamento de amortização e juros.

É necessário continuar monitorando a evolução de casos e eventuais novas medidas de isolamento social, que seriam o principal ponto de atenção para a demanda dos serviços da companhia atualmente.

Confira abaixo os principais indicadores financeiros referentes aos anos de 2019 e 2020 da empresa (R$ milhões – consolidado).

R$ milhões20192020
Receita líquida810,8418,4
EBITDA260,0-99,9
Caixa e equivalentes de caixa222,972
Dívida líquida830,3982,9
Fonte: MetrôRio. Elaboração: XP.

9ª emissão de debêntures

Os valores acima não contemplam a 9ª emissão de debêntures da companhia no montante de R$ 1,2 bilhão, realizada em fevereiro de 2021. Os recursos tinham como destinação, segundo a escritura, “reembolso de gastos, despesas ou pagamento de dívidas relacionadas ao Projeto”. O prepagamento das dívidas prévias com estes recursos já foi realizado.

O contrato de concessão do MetrôRio prevê reajustes tarifários anuais com base no IGP-M acumulado nos últimos 12 meses e a debênture paga remuneração atrelada ao IPCA.

Abaixo, apresentamos o cronograma de amortização desta última emissão. Observa-se que o primeiro pagamento será apenas em 2023, reduzindo pressões sobre a companhia nos próximos dois anos e possibilitando recuperação dos impactos negativos da covid-19.

Covenants: A partir de 31 de dezembro de 2023, a companhia precisará cumprir com índice de cobertura do serviço da dívida (ICSD) igual ou maior do que 1,2x. A distribuição de dividendos será permitida apenas a partir de 2023 e se ICSD for igual ou superior a 1,3x.

ICSD (segundo apresentado na escritura da 9ª emissão pela companhia) = (“𝐸𝐵𝐼𝑇𝐷𝐴 𝐴𝑗𝑢𝑠𝑡𝑎𝑑𝑜” − “𝐼𝑚𝑝𝑜𝑠𝑡𝑜𝑠 𝑃𝑎𝑔𝑜𝑠” − “𝑉𝑎𝑟𝑖𝑎çã𝑜 𝑑𝑒 𝑁𝑒𝑐𝑒𝑠𝑠𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑒 𝐶𝑎𝑝𝑖𝑡𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝐺𝑖𝑟𝑜” − “𝐶𝐴𝑃𝐸𝑋” )/”𝑆𝑒𝑟𝑣𝑖ç𝑜 𝑑𝑎 𝐷í𝑣𝑖𝑑𝑎”

Garantias: Cessão Fiduciária dos recebíveis; Cessão Fiduciária da Conta Reserva; Direitos emergentes da concessão.

A companhia constituirá Conta Pagamento e Conta Reserva:

  • A Conta Pagamento acumula diariamente o fluxo da Conta Centralizadora que não passa para a Conta Movimento até que se atinja no mês 1/18 (até o fim da carência de juros e amortização; entre 15/6/22 e 15/12/23) ou 1/6 (depois do fim da carência) da próxima PMT, de tal forma que possua saldo igual ao próximo serviço da dívida no seu vencimento.
  • A Conta Reserva recebe o excedente da Conta Pagamento. Até o fim da carência, deve acumular o mesmo valor da Conta Pagamento e depois do fim da carência, deverá ter o equivalente a 100% da próxima PMT. Sendo assim, terá sempre saldo equivalente ao próximo serviço da dívida, de tal forma que, no vencimento de cada parcela, a companhia terá acumulado o dobro de caixa necessário para realizar o pagamento (Conta Pagamento + Conta Reserva).
Fonte: MetrôRio. Elaboração: XP.

Reajuste tarifário

No dia 10 de maio de 2021, a companhia recebeu o reajuste tarifário anual referente ao período. A tarifa subiu de R$ 5,00 para R$ 5,80, sendo a mais alta tarifa metroviária do país, segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

Em março, a Agetransp tinha autorizado uma passagem unitária de até R$ 6,30, em linha com o IGP-M acumulado do período, a partir de 2 de abril, mas o reajuste acabou adiado. Posteriormente, após quase dois meses de negociações, a MetrôRio aceitou um reajuste inferior ao previsto em contrato em troca do encerramento de processos judiciais contra ela, que se referiam a supostos passivos regulatórios no contrato de concessão, de quase R$ 200 milhões, que foram questionados pela MetrôRio e por isso foram judicializados.

Se, por um lado, a elevação da tarifa tem o potencial de maior geração de receita para a companhia, por outro, pode afastar os usuários do modal, que sofre concorrência de ônibus e automóveis, além de, em alguns trechos, haver a disponibilidade de trem da Supervia e do VLT.

Reequilíbrio econômico-financeiro

Assim como outras concessionárias, a MetrôRio foi impactada pela queda brusca de demanda de passageiros durante a pandemia. Devido a isso, as empresas poderiam entrar com pedidos de reequilíbrio econômico-financeiro das concessões, uma vez que, na ocasião da licitação, as condições previstas de demanda para definição de tarifas eram outras.

Ressalta-se, no entanto, que no momento esta é apenas uma possibilidade, sem definição de prazo, formato ou de aprovação por parte do regulador. Portanto, seria um possível upside ao crédito caso o tema venha a evoluir, que no momento não deve ser considerado.

Quem são seus acionistas?

A Invepar controla 100% da estrutura acionária do MetrôRio. A Invepar atua nos segmentos de Aeroportos, Mobilidade Urbana e Rodovias com um portfólio de 10 concessões, sendo cinco empresas controladas e cinco joint ventures.

Fonte: Invepar. Elaboração: XP.

A história da Invepar começa em 2000, quando o Grupo foi criado e assumiu duas importantes concessões, a LAMSA – Linha Amarela S.A., no Rio de Janeiro, e a CLN – Concessionária Litoral Norte, na Bahia.

No segmento aeroportos, o grupo é o acionista majoritário da GRU Airport, que controla o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, o maior da América do Sul em passageiros.

No segmento de Mobilidade Urbana, a Invepar é responsável pela concessão do MetrôRio e acionista do VLT Carioca, ambos no Rio de Janeiro. O grupo possui também a empresa Metrôbarra S.A, que realiza a aquisição e disponibilização dos materiais rodantes e sistemas utilizados na Linha 4 do MetrôRio.

Troca de controle

Atualmente, os fundos Mubadala e Farallon têm tratativas de trocar as dívidas na Invepar pelo controle do MetrôRio e da Linha Amarela. A eventual mudança de controle já está prevista na escritura da 9ª emissão de debêntures da companhia e não caracterizaria evento de aceleração das dívidas. Ainda não há previsão para conclusão das tratativas.

A Mubadala Investment Company é detida pelo governo de Abu Dhabi, um dos emirados que formam os Emirados Árabes Unidos. Possui investimentos em uma ampla gama de setores, incluindo infraestrutura, energia, serviços públicos, imóveis, aeroespacial, metais e mineração, óleo e gás, petroquímicos, semicondutores e um portfólio global de holdings financeiras. Em 2020, administrava US$ 232,2 bilhões em ativos.

A Farallon é uma gestora de investimentos institucionais globais fundada em 1986. Gerencia aproximadamente $20 bilhões em capital para instituições, incluindo dotações para faculdades, fundações de caridade, planos de pensão e fundos soberanos de riqueza, e para indivíduos com alto patrimônio líquido. A gestora está presente no Brasil desde 2011.

Fonte

MetrôRio
Invepar
Valor Econômico

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