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Construção de data centers nos EUA pode emitir 101,5 milhões de toneladas de CO₂ por ano | Café com ESG, 18/08 

Construção de data centers em destaque

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O pregão de segunda-feira fechou em leve queda, com o IBOV e o ISE recuando 0,09% e 0,32%, respectivamente.

• No Brasil, (i) a GWM concluiu recentemente a conversão de caminhões pesados de uma empresa de mineração para rodar usando eletricidade gerada a partir do hidrogênio – segundo Davi Lopes, gerente da divisão de hidrogênio da montadora chinesa, é mais barato montar uma estrutura de abastecimento de hidrogênio e converter sua frota diesel do que comprar modelos elétricos zero-quilômetro; e (ii) a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) disponibilizou, nesta segunda-feira, as versões atualizadas da RenovaCalc, ferramenta do programa RenovaBio para cálculo da intensidade de carbono dos biocombustíveis e da documentação técnica associada – as atualizações contemplam a incorporação de novas bases de dados, a revisão de fatores de emissão de gases de efeito estufa (GEE), a atualização de parâmetros energéticos e o aperfeiçoamento de procedimentos metodológicos.

• No internacional, a onda de construção de data centers pelas gigantes de tecnologia pode criar uma nova fonte de emissões de carbono, dado que a crescente demanda por eletricidade está impulsionando a criação de usinas movidas a combustíveis fósseis – uma análise do Financial Times sobre 60 dos maiores data centers planejados ou em construção nos EUA revelou que, juntos, eles poderão gerar 101,5 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano quando estiverem totalmente operacionais, volume equivalente a cerca de 7% das emissões do setor elétrico americano em 2025.

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Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

Embraer amplia esforços para uma aviação mais sustentável

“A aviação ambientalmente sustentável é o foco de um dos principais projetos de inovação na Embraer, o Proeco, que tem como objetivo gerar tecnologias que permitam projetar aeronaves mais leves e eficientes, que vão reduzir a emissão de gases de efeito estufa (GEE). O projeto ainda está em fase conceitual e os detalhes são mantidos em segredo pela companhia. Segundo Leonardo Garnica, líder de inovação corporativa da Embraer, o Proeco prevê o desenvolvimento de novos processos produtivos, com manufatura mais eficiente e o uso de materiais compósitos, mais leves e resistentes, para a produção de novas partes e peças de alta eficiência aerodinâmica e estrutural que poderão ser empregadas em todo o portfólio de aeronaves da empresa. Também há pesquisas com novos sistemas de automação que possibilitem usar rotas mais precisas durante os voos, a fim de economizar combustível e reduzir a carga de trabalho da tripulação. “A meta é obter reduções de emissão de CO2 nos nossos próximos desenvolvimentos. Nossa aeronave E2 teve redução de 25% de emissão por assento em relação à E1, da geração anterior”, diz Garnica. O setor de aviação é responsável por cerca de 2,5% das emissões mundiais de GEE. A Organização da Aviação Civil Internacional (OACI — Icao, na sigla em inglês) estabeleceu o compromisso de zerar as emissões líquidas de carbono até 2050. “O Proeco vai fortalecer a competitividade da Embraer em um mercado global com demanda crescente por aeronaves mais eficientes, automatizadas e sustentáveis”, diz Garnica. O Proeco, que conta com o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), é uma das duas iniciativas inscritas pela Embraer na pesquisa da Strategy& para o ranking Inovação Brasil 2026. A companhia obteve a 8ª colocação geral e o posto de empresa mais inovadora no setor de bens de capital. A outra iniciativa inscrita pela Embraer na pesquisa da Strategy& é um case de inovação que já gerou resultados comerciais, internamente chamado de Programa Aspen. Situada na região das Montanhas Rochosas, no Colorado (Estados Unidos), Aspen abriga algumas das principais estações de esqui americanas.”

Fonte: Valor Econômico; 18/08/2026

Líderes do setor elétrico conectam tecnologia, clima e energia

“A transição sem precedentes pela qual passa o setor elétrico combina a descentralização da oferta e consumo, impulsionada pela potencial abertura do mercado livre em 2028 e por mais de quatro milhões de prosumidores (consumidores que geram energia) de geração distribuída, a novos vetores de demanda, representados pela mobilidade elétrica e pelas robustas infraestruturas de dados. Em outra frente, a crise climática exige repensar a resiliência dos ativos e se antecipar a eventuais problemas. Diante desses desafios, o investimento em eficiência e inovação tornou-se imperativo de sobrevivência e competitividade. Uma das dez mais inovadoras do país e líder no ranking setorial, a Axia Energia tem investido na melhor gestão das suas 80 usinas de geração e mais de 70 mil quilômetros de linhas de transmissão com base em investimentos em inteligência artificial (IA) e análise de dados para aumentar sua resiliência climática e aumentar eficiência. A maior geradora e transmissora de energia elétrica do país desenvolveu um modelo de infraestrutura de computação em nuvem (neocloud), voltado para processamento de dados que exigem alto desempenho, como IA. Em parceria com o Google, criou um sistema de previsão de clima que combina o uso de IA com modelos meteorológicos tradicionais. O projeto pretende aumentar a precisão das previsões, o que é importante para as operações. “Isso permite termos mais ferramentas para melhorar a gestão e a eficiência dos ativos por todo o país”, diz Juliano Dantas, vice-presidente de inovação. A Neoenergia consolidou seu posicionamento na transição energética com um aporte de R$ 528 milhões em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) ao longo de 2025. Segundo Eduardo Capelastegui, CEO da companhia, o portfólio visa converter investimentos em eficiência operacional, descarbonização e resiliência de redes em resultados tangíveis para o negócio e a sociedade. Um exemplo dessa estratégia é o projeto Noronha Verde, que recebeu R$ 350 milhões para descarbonizar o arquipélago em Pernambuco. Em maio de 2026, a empresa concluiu a primeira fase da iniciativa com a instalação de 4.800 painéis solares e o início dos testes de injeção de energia na rede local. Quando finalizado, o complexo em Fernando de Noronha integrará mais de 30 mil módulos fotovoltaicos a sistemas avançados de armazenamento em baterias. A estrutura terá capacidade instalada de 22 MWp e armazenamento de 49 MWh, o equivalente ao consumo de nove mil residências. O empreendimento posicionará a localidade como a primeira ilha habitável da América Latina a atingir a descarbonização total. O modelo servirá como referência real de sustentabilidade e resiliência para o setor elétrico brasileiro ao isolar o uso de combustíveis fósseis na geração local.”

Fonte: Valor Econômico; 18/08/2026

Axia Energia acelera inovação para tornar setor elétrico mais resiliente

“Desde a capitalização em 2022, a Axia Energia, maior geradora e transmissora do setor elétrico brasileiro, reestruturou sua área de inovação para alinhar e integrar as iniciativas de pesquisa e desenvolvimento (P&D), então espalhadas em cinco empresas diferentes. A vice-presidência de tecnologia e inovação é responsável por conduzir a estratégia, centrada em um modelo que organiza as diferentes iniciativas de pesquisa e tecnologia em entregas de valor, lideradas pelas áreas de negócio. Concebidas para eliminar barreiras entre diferentes áreas, maximizar retornos e resolver “dores” de cada linha de negócio, as entregas de valor combinam capacidades em tecnologia, ciência de dados, automação, P&D e inovação aberta. No fim de 2025, eram mais de 70 projetos ativos, cujo potencial estimado de geração de valor alcança R$ 2 bilhões. “Isso faz com que a inovação esteja presente em toda a companhia e que os seus resultados fiquem transparentes”, diz o vice-presidente da área, Juliano Dantas. Os resultados práticos dessa estratégia podem ser vistos em várias áreas. As mudanças climáticas estão no centro das preocupações da Axia Energia. Chuvas mais intensas (ou menos) podem ter impacto sobre a geração das hidrelétricas; ventos extremos e queimadas podem causar danos às linhas de transmissão. Os impactos vão da operação até a área de comercialização. De olho nesse cenário, a Axia inaugurou no ano passado um centro de monitoramento de ativos e clima do Brasil em sua sede no Rio de Janeiro. A empresa estima que a iniciativa gere ganhos anuais superiores a R$ 11 milhões, decorrentes da redução de multas por desligamentos, menor ocorrência de danos a equipamentos, otimização de apólices de seguro e diminuição de penalidades por indisponibilidade.”

Fonte: Valor Econômico; 18/08/2026

Baterias Moura chega carregada de novidades para a transição energética

“O setor automotivo já parecia extremamente avançado em outros países, no fim da década de 1950, quando as primeiras montadoras se instalaram no Brasil. Edson Mororó Moura e sua esposa, Conceição Viana Moura, ambos engenheiros químicos, decidiram se tornar fornecedores daquele setor que prometia tanto. Em 1957, na cidade de Belo Jardim, interior de Pernambuco, os dois fundaram a Baterias Moura — e, duas décadas depois, a empresa liderava o mercado. Hoje, seis em cada dez veículos brasileiros ou argentinos saem de fábrica com uma bateria Moura. São cerca de 12 milhões de unidades produzidas por ano, distribuídas em mais de 20 países, com sete fábricas e mais de 6.500 colaboradores. Atualmente, no entanto, a Moura lida com um desafio comparável àquele de sete décadas atrás. Neste ano, os carros de passeio eletrificados (com motores híbridos ou elétricos, que demandam baterias mais sofisticadas em relação aos modelos a combustão) alcançam 22% das vendas — mais que o dobro do ano passado. Em dezembro, o Ministério de Minas e Energia planeja fazer os primeiros leilões de armazenamento de eletricidade, para o Sistema Interligado Nacional, que devem atrair investimentos de cerca de US$ 10 bilhões. As mudanças nos mercados de mobilidade e energia representam ótimas oportunidades para a Moura, mas também atraem novos competidores, como a americana Tesla e a chinesa BYD. O esforço para se reinventar rendeu ao grupo o sexto lugar na pesquisa do anuário Valor Inovação Brasil 2026. Nos últimos dez anos, a Moura investiu R$ 3,6 bilhões na diversificação do portfólio e na entrada em novas frentes de mercado associadas à transição energética — como o Moura BESS (Battery Energy Storage System), serviço de armazenamento de energia para atender grandes consumidores.”

Fonte: Valor Econômico; 18/08/2026

Natura combina biodiversidade e tecnologia para antecipar tendências

“Há 25 anos, quando a Natura, multinacional brasileira líder em beleza e cuidados pessoais na América Latina, iniciou os primeiros estudos para desenvolvimento de cosméticos à base de bioativos da sociobiodiversidade brasileira, o conhecimento do mercado era restrito. De lá para cá, 52 bioinsumos passaram a fazer parte do portfólio e até 2030 serão 55, transformando o uso sustentável dos produtos da região amazônica no principal pilar de inovação e pesquisa da companhia. Em 2025, 13,1% das matérias-primas usadas pela Natura eram originárias da Amazônia. “A cadeia produtiva de biocomércio impacta diretamente 43 comunidades, que juntas somam mais de 11 mil famílias, e conserva 2,2 milhões de hectares de floresta”, afirma Manuel Krauss, diretor executivo de pesquisa, desenvolvimento e inovação da Natura. “Os investimentos diretos nas comunidades de fornecedores em toda a região pan-amazônica somaram R$ 62,39 milhões, 29% mais que em 2024.” A novidade fica por conta da Natura Ingredientes, startup de bioingredientes que conecta as cadeias sustentáveis e seus insumos rastreáveis ao mercado global. A iniciativa pioneira, que iniciou operação-piloto há seis meses, trabalha no modelo corporate venture building. “Alocamos ativos já consolidados nos nossos produtos para usos diversos, garantindo segurança e escala não só para a indústria de cosméticos, mas também para a produção alimentícia”, revela Krauss. No portfólio, mais de 20 espécies, entre elas óleos e manteigas de performance superior, como andiroba, tucumã, castanha-do-pará e murumuru, além de ativos olfativos raros como priprioca e ishpink. Entre as primeiras parcerias comerciais figuram a indústria britânica de cosméticos Lush e a brasileira Mahta, da área de alimentos. Com investimentos em inovação da ordem de R$ 1,4 bilhão em 2025 — o equivalente a 6,5% da receita e 40% mais que em 2024 —, fortalecendo capacidades em pesquisa e desenvolvimento, tecnologia, operações, logística e sustentabilidade, a Natura vê a inovação como estratégia do negócio e farol para o crescimento futuro. “Em um mercado em constante mutação, as empresas precisam entregar produtos cada vez mais dinâmicos e a inovação é o que garante a longevidade do negócio”, afirma o CEO João Paulo Ferreira. “Inovar nos permite antecipar tendências, responder com agilidade às mudanças de comportamento dos clientes, fortalecer nossas marcas e abrir novas oportunidades de crescimento.””

Fonte: Valor Econômico; 18/08/2026

Fragilidades atrasam bioeconomia

“Com potencial para movimentar R$ 38,5 bilhões até 2050, a bioeconomia na Amazônia esbarra na fragilidade do cooperativismo local. Um levantamento do Instituto Conexões Sustentáveis (Conexsus) em seis países da Pan-Amazônia revela que 65% das cooperativas e associações do setor locais operam em nível incipiente a básico. Somado às dificuldades logísticas, esse quadro limita o avanço dos produtos da sociobiodiversidade, achata a renda das comunidades e ameaça o uso sustentável da floresta. “É preciso dar visibilidade e dinamizar esses empreendimentos historicamente desassistidos”, diz Pedro Frizo, diretor de programas e inovação do Conexsus, à frente da plataforma Desafio Pan-Amazônia, que registra dados sobre o perfil dos negócios comunitários, marcos regulatórios e acesso a financiamento e mercados, visando subsidiar políticas e investimentos. Financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o mapeamento abrange 712 coletivos e organizações, entre as quais 187 cooperativas. A maior parte reúne agricultores familiares, extrativistas e população indígena, com faturamento anual de até US$ 60 mil. “Há demanda por soluções de infraestrutura, regulatórias e melhorias das cadeias produtivas diante de uma economia ainda incipiente em termos de agregação de valor”, diz Frizo. O amadurecimento é de longo prazo e só 1,9% das cooperativas estão em nível avançado de operações – acessam crédito com regularidade, beneficiam produtos e mantêm práticas sustentáveis. Desde 2020, a Conexsus repassou R$ 46 milhões de crédito para acelerar negócios comunitários. Segundo Frizo, a assistência técnica segue como um grande gargalo e cenário requer avanços de políticas sobretudo associadas a sistemas agroalimentares, expandindo as conexões de maior valor para além do fornecimento local e o encadeamento com outros setores. Recente estudo do Conexsus indica que só 7% dos negócios comunitários na Amazônia brasileira interagem com empresas. “O desafio está em criar condições para que investimento, mercados e desenvolvimento territorial avancem de forma mais coordenada, olhando para a sociobioeconomia em escala”, diz Gabriel Azevedo, chefe da unidade de coordenação da Amazônia no BID. O banco mobiliza US$ 5 bilhões em recursos de cooperação internacional para o setor, incluindo projetos com 3,7 mil bioempreendimentos nos países amazônicos. A necessidade de desenvolver a base produtiva na floresta tem atraído inovações em finanças, caso do Eco Invest, programa do Tesouro Nacional para atrair capital comercial dos bancos a projetos sustentáveis. Neste ano, em seu quarto leilão, foram homologados R$ 3,1 bilhões de fomento com potencial para alavancar R$ 13,2 bilhões em investimentos na bioeconomia, turismo sustentável e infraestrutura na Amazônia Legal.”

Fonte: Valor Econômico; 18/08/2026

GWM converte caminhões para hidrogênio e abre novo mercado no Brasil

“No segmento de caminhões pesados, nem sempre trocar o usado por um modelo zero quilômetro é a melhor opção diante do custo operacional. Apesar de vantagens como a baixa manutenção, há no mercado alternativas como o retrofit. O conceito pode ser definido como uma conversão veicular, na qual empresas especializadas substituem a motorização original do veículo por outra que, pela ótica do transportador, terá um impacto financeiro menor em comparação à compra de um novo veículo. Em geral, essas operações convertem um caminhão movido a diesel para funcionar com motores a gás. Há também a possibilidade de eletrificação com o uso do hidrogênio, que ainda representa uma parcela ínfima da frota circulante de pesados no Brasil. A chinesa GWM é pioneira nesta tecnologia no país. A fabricante concluiu recentemente a conversão de caminhões de uma empresa de mineração para rodar usando eletricidade gerada a partir do hidrogênio. Nesse caso específico, o cliente fez as contas e viu que era mais barato montar uma estrutura de abastecimento de hidrogênio e converter sua frota diesel do que comprar modelos elétricos zero-quilômetro. “Além da questão do custo, que para esse cliente representou uma oportunidade de reduzir os gastos com combustível, foi considerada a possibilidade de descarbonizar a operação”, disse Davi Lopes, gerente da divisão de hidrogênio da montadora chinesa. “Na mineração, a maior parte das emissões de CO₂ é gerada pelos caminhões que transportam os minérios. Reduzir a pegada de carbono é importante não apenas para a agenda ESG das empresas, mas também para ter acesso a financiamentos com juros mais baixos no mercado financeiro”, afirmou o executivo. Mais conhecida no Brasil por sua operação de veículos leves, a GWM também busca aumentar a sua participação no mercado local de pesados com caminhões elétricos que usam o hidrogênio para gerar a energia necessária. Na China, por outro lado, a montadora avança rapidamente neste segmento. No ano passado, a empresa vendeu mais de mil veículos pesados que usam células de hidrogênio (FCEV na sigla em inglês). “Temos experiência acumulada na China o suficiente para nos posicionarmos no mercado brasileiro como especialistas em conversão de caminhões diesel. Nosso trabalho no momento é mostrar aos clientes que o retrofit representa uma opção viável em vários aspectos”, afirmou Lopes. A GWM não divulgou qual é a mineradora em questão e nem a quantidade de veículos envolvidos nessa primeira entrega. “Cada caso é um caso, não há um preço de tabela porque depende muito da aplicação”, disse o gerente da divisão de hidrogênio da montadora. A empresa revelou que houve a troca do motor diesel por um conjunto formado por motores elétricos, bateria e tanques de hidrogênio, todos fornecidos pela montadora. “Outra vantagem é a de que o abastecimento do hidrogênio é mais rápido do que o abastecimento de um veículo puramente elétrico. E esse tempo, no caso da mineradora, é crucial para o negócio”, afirmou Lopes. A conversão de caminhões a diesel pode ser considerada novidade no Brasil, mas há outras empresas no mercado brasileiro prestando este tipo de serviço em projetos envolvendo motores movidos a gás. Neste ano, a fabricante de motores MWM, hoje controlada pela Tupy, realizou a conversão de 35 caminhões cegonha do Grupo Sada para rodarem usando biometano e gás natural. A empresa também realizou o mesmo serviço na frota da Vamos, subsidiária do Grupo Simpar, em projeto que envolveu 100 caminhões e investimento de R$ 150 milhões. Segundo dados do Ineavar (Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores Rodoviários) publicados pelos ministérios dos Transportes e do Meio Ambiente e Mudança Climática, o transporte rodoviário brasileiro emitiu cerca de 270 milhões de toneladas de CO₂ pelo escapamento em 2025. Os caminhões responderam por 40% desse total, ou aproximadamente 108 milhões de toneladas de CO₂.”

Fonte: Folha de São Paulo; 17/08/2026

Conselho da CSN Mineração aprova recondução da diretoria por mais dois anos

“O conselho de administração da CSN Mineração aprovou, em reunião realizada na última quarta-feira (12), a recondução de toda a diretoria executiva da companhia por um novo mandato de dois anos, até agosto de 2028.De acordo com ata da reunião do colegiado divulgada nesta segunda-feira (17), Carlos Rodrigues de Campos Mello Júnior permanece como diretor-superintendente, e Pedro Barros Mercadante Oliva, como diretor financeiro e de relações com investidores. Yuji Hoshino, diretor de planejamento estratégico, Otto Alexandre Levy Reis, diretor de investimentos, e Claudio Musso Velloso, diretor de produção, também foram reconduzidos.”

Fonte: Valor Econômico; 17/08/2026

Elétricas se preparam para o ‘Super El Niño’ já de olho em ações no longo prazo contra o clima extremo

“Já está claro que as mudanças climáticas deixaram de ser pauta apenas de quem atua na área ambiental, para entrar na agenda de governos e empresas. E nunca antes se debateu tanto os efeitos do clima extremo no setor de energia elétrica. Com a possível chegada de um “Super El Niño”, incidência mais forte do fenômeno caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, as empresas de energia não só iniciaram preparações para os impactos como querem tornar essa operação mais resiliente, desde a decisão de investimentos. O El Niño causa secas severas no Norte e Nordeste, enchentes no Sul e altas temperaturas no Sudeste e Centro-Oeste. Institutos de meteorologia preveem a incidência do fenômeno já a partir de agosto, com efeitos mais perceptíveis na primavera e no verão. Isso significa, segundo as previsões, que o El Niño pode se estender até o fim do primeiro trimestre de 2027, entrando pelo período úmido, como ocorreu nos anos de 2001, 2014, 2015 e 2021. São anos simbólicos: em 2001, o país viveu o último e maior racionamento de energia elétrica da história. Entre 2014 e 2015, a crise hídrica causou alta nas tarifas de energia, desequilíbrio financeiro de geradoras hidrelétricas e elevado uso de térmicas com alto custo de combustível. Em 2021, o governo contratou térmicas em regime emergencial, que custaram dezenas de bilhões de reais aos consumidores de energia. Sobre o setor de energia, os reflexos do El Niño são vários. O aumento da temperatura eleva o consumo de energia elétrica, o que expõe as redes a sobrecargas e desligamentos, em casos extremos. Também há riscos de desligamentos por causa de queimadas sob linhas de transmissão, agravadas pelo tempo seco. As secas também impactam as hidrelétricas localizadas no Norte e no Nordeste, especialmente usinas a fio d’água, aquelas cujos reservatórios não têm capacidade de acumular água por longos períodos, como Belo Monte, Santo Antônio e Jirau. Além disso, exige uma operação que preserve os reservatórios das usinas, como Paulo Afonso e Sobradinho, antiga Chesf, atual Axia Energia. No Sul, o risco é de enchentes que obrigam as hidrelétricas a abrirem vertedouros, para evitar danos às barragens. Além disso, onde há chuvas fortes também incidem ventos que têm registrado com frequência velocidades cada vez mais elevadas, acima de 120 quilômetros por hora, derrubando torres de transmissão e deixando milhares de pessoas sem energia elétrica. O diretor de operações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Valter Cardeal, diz que o país está vivendo um cenário que não se verificava antes, com frequência cada vez maior de tornados e ciclones extratropicais, eventos meteorológicos marcados por ventos com velocidades muito elevadas, além das enchentes.”

Fonte: Valor Econômico; 17/08/2026

Após descoberta na Foz do Amazonas, Petrobras reforça necessidade de seguir com exploração

“Nas falas iniciais após o anúncio na sexta (14/8) dos primeiros indícios de hidrocarbonetos em águas profundas na Bacia da Foz do Amazonas na costa do Amapá pela Petrobras, a presidente da estatal, Magda Chambriard, reforçou que é necessário seguir com a campanha exploratória na região para delimitar o tamanho da reserva e elaborar um plano de desenvolvimento. Em entrevista à Globonews, a executiva disse que será possível identificar o potencial petrolífero com pelo menos mais três poços e indicou que o estado pode estar produzindo em até sete anos: “Essa descoberta do Amapá representa a manutenção do Brasil como um polo geopoliticamente importante no mundo do petróleo na próxima década”, ressaltou. Afirmou, ainda, que não está claro se a descoberta é comercialmente viável: “Nós temos uma descoberta, o que não quer dizer ainda uma descoberta comercial. Precisamos continuar a perfuração até o fundo e depois precisamos perfurar outros poços de delimitação para que a gente saiba a quantidade de petróleo real”, disse à CNN Brasil. Chambriard minimizou também o receio de novas dificuldades para obter licenças para as próximas perfurações: “Não vejo razão para negar a licença”, afirmou ao jornal O Globo. A Petrobras identificou a presença de hidrocarbonetos no poço Morpho (1-BRSA-1405-APS), no bloco FZA-M-59, localizado a cerca de 175 km da costa do estado do Amapá, em lâmina d’água de 2.886 metros. A expectativa é concluir a perfuração entre o final de agosto e o início de setembro. A companhia já solicitou ao Ibama o aval para novas campanhas, mas ainda não obteve as licenças. Para os novos poços, a estatal deve substituir a sonda ODN-II (NS-42) pelo Amarelina Star (NS-43) . Em participação no energy talks da agência eixos no ano passado, Chambriard já havia destacado que seria necessário ter cerca de seis ou sete perfurações na região. A Bacia da Foz do Amazonas é a grande aposta para a continuidade da produção brasileira após o declínio do pré-sal, na próxima década. A exploração na região começou após um controverso processo de licenciamento. A área ambiental do governo é contra a abertura de novas fronteiras exploratórias no país, em meio aos esforços globais para a transição energética. O presidente Lula (PT), no entanto, é a favor da atividade. Essa primeira perfuração foi marcada por um incidente em janeiro que resultou na interrupção da atividade por mais de um mês, após o vazamento de 18.440 litros de fluido de perfuração. Com isso, a perfuração vai levar mais do que o dobro dos cinco meses previstos inicialmente. O anúncio da primeira descoberta ocorreu justamente no final de semana que marca o início da campanha eleitoral no país. Entre as reações iniciais, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD/MG), afirmou que a descoberta é resultado da “defesa da soberania energética” e que pode ”reposicionar o Brasil na geopolítica global”. Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União/AP), disse que o anúncio é um “sonho que se torna realidade” e que o cenário poderá “trazer frutos, desenvolvimento e progresso para o povo do Amapá” . Vale lembrar que a exploração de petróleo na região é uma das bandeiras do senador e que o anúncio ocorre justamente num momento de reaproximação com o presidente Lula.”

Fonte: Valor Econômico; 17/08/2026

Transporte público é um dos caminhos mais fáceis para ancorar investimentos em biometano no Brasil, diz Faveret

“O transporte público é um dos caminhos mais fáceis para ancorar investimentos na produção de biometano no Brasil, na avaliação dos sócios do Faveret Tepedino Londres Fraga Advogados, José Roberto Faveret. Em entrevista ao estúdio eixos durante o 13º Fórum do Biogás, em São Paulo, ele destacou que o biometano já é competitivo em relação ao diesel e, por sua potencial de produção descentralizada territorialmente, dialoga bem com a pulverização do setor de transportes. Para destravar esse potencial, segundo ele, é preciso rever os contratos de concessão, para que as empresas de transporte público possam receber compensações para substituir a frota de ônibus a diesel por uma frota de ônibus a biometano.”

Fonte: Eixos; 17/08/2026

O crescimento dos data centers e a necessidade de novos arranjos no setor elétrico

“A expansão dos data centers deixou de ser um tema restrito à infraestrutura digital e passou a integrar, de forma cada vez mais direta, a agenda do setor elétrico. O crescimento da inteligência artificial, da computação em nuvem, da digitalização da economia e da eletrificação de diferentes atividades econômicas amplia a demanda por capacidade de processamento e armazenamento de dados, criando novas pressões sobre a infraestrutura energética. No caso dos data centers, o impacto sobre o setor elétrico não decorre apenas do acréscimo de consumo. Trata-se de uma nova classe de carga, caracterizada por elevada potência, operação contínua, forte exigência de confiabilidade e, muitas vezes, concentração geográfica. Esses elementos exigem soluções regulatórias e contratuais capazes de compatibilizar a expansão da economia digital com a segurança e a eficiência do sistema elétrico. O desafio central, portanto, não está apenas em assegurar energia disponível. A implantação de data centers em larga escala demanda mecanismos capazes de acomodar cargas de grande porte, contínuas e intensivas em confiabilidade, com reflexos sobre planejamento da expansão, acesso à rede, modelos de contratação de energia e coordenação entre os diversos agentes envolvidos. Nesse contexto, a evolução do marco regulatório passa a desempenhar papel relevante para viabilizar a expansão da infraestrutura digital no país. A reforma do setor elétrico, consubstanciada na lei nº 15.269/2025, reforça a tendência de ampliação do mercado livre e pode favorecer estruturas contratuais de longo prazo entre grandes consumidores e geradores, inclusive em projetos associados a fontes renováveis. Em paralelo, iniciativas legislativas mais diretamente voltadas à infraestrutura digital, como o PL nº 3.018/2024 (marco regulatório dos data centers) e o PL nº 278/2026 (Redata), indicam uma preocupação crescente com temas relacionados à regulação dos data centers, à eficiência energética, à sustentabilidade e aos incentivos para atração de investimentos.”

Fonte: Eixos; 17/08/2026

EPE vê produção de biometano suficiente para atender expansão da demanda até 2036

“A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estima que o Brasil dispõe de potencial produtivo suficiente para atender à expansão esperada da demanda por biometano até 2036. Essa é uma das conclusões da Análise de Conjuntura dos Biocombustíveis, recém-publicada pela estatal do planejamento energético. Em entrevista ao estúdio eixos durante o 13º Fórum do Biogás, em São Paulo, o superintendente adjunto de Petróleo e Gás Natural da EPE, Marcelo Alfradique, conta que houve um aumento significativo do consumo de biometano no país nos últimos anos. Ele cita o potencial do biometano para a redução de emissões, em especial no setor de transportes. “Porque o uso dele em veículos pesados, você deslocando o diesel fóssil, você já tem um ganho ambiental significativo”, disse. Alfradique destaca ainda a aproximação da EPE junto aos agentes do setor, para redução de assimetrias de informações sobre a indústria do biometano. “Então é o primeiro passo que a gente está dando, para ter esse diálogo com os agentes, para tentar fortalecer ainda mais a comunicação e a participação da EPE nesse mercado de biometano que vem crescendo cada vez mais””

Fonte: Eixos; 17/08/2026

ANP abre participação social para as novas versões da RenovaCalc

“A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) disponibilizou nesta segunda-feira, 17, para participação social até 16 de dezembro, as novas versões da RenovaCalc, ferramenta do programa RenovaBio para cálculo da intensidade de carbono dos biocombustíveis e da documentação técnica associada. As versões foram elaboradas por integrantes do Grupo Técnico RenovaBio em decorrência da publicação da Resolução ANP nº 984/2025 e da revisão das premissas metodológicas utilizadas no cálculo da Nota de Eficiência Energético-Ambiental (NEEA). As atualizações contemplam a incorporação de novas bases de dados, a revisão de fatores de emissão de gases de efeito estufa (GEE), a atualização de parâmetros energéticos e o aperfeiçoamento de procedimentos metodológicos. Segundo a ANP, as mudanças buscam ampliar a representatividade das condições produtivas observadas nas diferentes cadeias de biocombustíveis e aumentar a robustez dos cálculos empregados no âmbito do RenovaBio. “Com o objetivo de promover ampla participação social e assegurar a transparência do processo de atualização metodológica, a ANP disponibiliza essas novas versões da ferramenta para análise da sociedade, do setor regulado, da comunidade acadêmica e de demais interessados”, disse a ANP, em nota. Ainda de acordo com a agência, as versões atualizadas, a documentação técnica correspondente e as orientações para envio de contribuições estão disponíveis na página da ferramenta. Os prazos e procedimentos para manifestação também podem ser consultados no mesmo endereço.”

Fonte: Valor Econômico; 17/08/2026

Minerais críticos são oportunidade para redefinir o desenvolvimento das Amazônias

“No centro de uma disputa global por minerais críticos e terras raras, a Amazônia volta a ocupar posição estratégica no debate sobre o futuro da economia de baixo carbono. Esses minerais mobilizam uma competição entre potências como China, Estados Unidos e União Europeia pelo acesso aos recursos e pelo controle das cadeias de tecnologia que eles sustentam. A região concentra 30% das reservas brasileiras, segundo o Instituto Igarapé, com 4,4% em terras indígenas e 14,9% em unidades de conservação. Para o país, o desafio é conciliar segurança energética e competitividade industrial com desenvolvimento territorial e conservação ambiental. Para os territórios, os recursos minerais são a face mais visível dessa disputa, mas o que está em jogo é a posição do país na nova economia de baixo carbono. Hoje, já há cerca de 5 mil pedidos de mineração feitos por 807 empresas à Agência Nacional de Mineração (ANM). Esses requerimentos correspondem a 26 milhões de hectares no bioma, destinados à exploração de minerais como cobre, níquel, manganês, nióbio, lítio, cobalto e terras raras, usados em baterias, veículos elétricos, painéis solares, data centers e outras infraestruturas essenciais à descarbonização. O tamanho da oportunidade é proporcional à necessidade de discutir critérios e salvaguardas para os territórios. Dos cerca de 5 mil requerimentos, 1.205 são para áreas com impacto em terras indígenas e 1.207 estão sobrepostos a 107 unidades de conservação. A pergunta a ter em mente é: a transição energética será um processo justo? As populações amazônicas conhecem bem os custos dos grandes projetos nacionais implantados sem a devida escuta dos territórios. O aprofundamento de conflitos territoriais, a fragilização de direitos e a exclusão de povos indígenas e comunidades tradicionais da tomada de decisões, com consequências diretas sobre seus modos de vida e sua relação com a floresta, são apenas alguns. Experiências como a Transamazônica, a hidrelétrica de Belo Monte e os debates em torno da Ferrogrão mostram a importância do planejamento, do diálogo com as populações locais e de mecanismos capazes de distribuir de forma mais equilibrada os benefícios e os impactos desses empreendimentos. A agenda dos minerais críticos oferece a oportunidade de construir um modelo diferente. O Brasil já conta com exemplos de mineração de baixo carbono na própria Amazônia. O complexo S11D, em Carajás-PA, substituiu os caminhões por correias transportadoras e processa o minério a seco, sem barragem de rejeitos. Com isso, reduziu cerca de 40‑50% das emissões, 93% da água e 70% do diesel.”

Fonte: Exame; 17/08/2026

Internacional

Empresas europeias contabilizam os custos e ganhos do calor extremo

“O número de empresas europeias que apontam o impacto de condições climáticas extremas em seus negócios disparou, à medida que uma série de ondas de calor intensas impulsiona a demanda por certos produtos, mas interrompe outras atividades comerciais. Termos relacionados a calor extremo, seca e incêndios florestais foram mencionados em uma proporção recorde de teleconferências de resultados nas últimas semanas — uma em cada dez — por empresas europeias com valor de mercado superior a US$ 1 bilhão, segundo dados da AlphaSense. Vários fabricantes afirmaram que as ondas de calor aumentaram a demanda por seus produtos, incluindo não apenas piscinas, aparelhos de ar-condicionado e protetores solares, mas também bombas de captação de água subterrânea e geradores de energia. O diretor financeiro da fabricante de eletrodomésticos Groupe SEB informou que a empresa vendeu 30% mais ventiladores na Europa em junho, em comparação com o ano anterior. Junho registrou o maior volume de vendas de produtos de proteção solar na história da multinacional alemã de cuidados com a pele e higiene pessoal Beiersdorf, segundo seu CEO declarou ao Financial Times. O diretor de sustentabilidade da Fluidra, fabricante espanhola de piscinas, afirmou que seus produtos representam um “refúgio climático… o que constitui uma oportunidade de longo prazo para a empresa”. Executivos da Beijer Ref, empresa sediada na Suécia que fornece equipamentos de refrigeração e ar-condicionado, observaram que o maior aumento na demanda vinha de mercados mais recentes na Europa Central, no Reino Unido e na França. Várias empresas também relataram já ter realizado ou planejado mudanças em seus negócios para se adaptar a verões mais quentes — seja por meio de novos produtos ou novas práticas de trabalho —, reconhecendo os efeitos das mudanças climáticas. Roisin Currie, CEO da rede de alimentação Greggs — que no verão passado emitiu um alerta sobre lucros após as altas temperaturas no Reino Unido afetarem as vendas —, disse que sua nova linha de bebidas geladas ajudou a empresa a enfrentar um segundo ano de calor intenso. O chefe do grupo holandês de engenharia Koninklijke Heijmans afirmou que não descartava substituir sua política de licença por frio extremo por uma política voltada para o calor extremo, uma vez que temperaturas de 35°C forçaram as equipes a interromper o trabalho.”

Fonte: Financial Times; 17/08/2026

Boom de data centers das Big Tech deve elevar as emissões de carbono

“A onda de construção de data centers pelas gigantes de tecnologia (Big Tech) pode criar uma enorme nova fonte de emissões de carbono, à medida que a crescente demanda por eletricidade impulsiona a criação de usinas movidas a combustíveis fósseis, apesar dos compromissos climáticos dessas empresas. Uma análise do Financial Times (FT) sobre 60 dos maiores data centers planejados ou em construção nos EUA por Amazon, Microsoft, Google e Meta revelou que, juntos, eles poderiam gerar 101,5 milhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono por ano quando estiverem totalmente operacionais — com base no panorama mais recente da geração de energia nos EUA. Isso equivaleria a cerca de 7% das emissões do setor elétrico americano em 2025 — o equivalente às emissões anuais de 27 usinas a carvão ou de 24 milhões de carros movidos a gasolina. “Essa é uma estimativa aproximada razoável”, disse Jonathan Koomey, pesquisador da área de energia que estuda eficiência energética e soluções climáticas. “É uma fração relativamente pequena do total, mas ainda representa um grande aumento em relação ao que as empresas de data centers diziam que fariam há cinco anos, já que todas elas tinham planos de redução de emissões.” O boom dos data centers também está estimulando a construção de novas usinas movidas a combustíveis fósseis. Três quartos das concessionárias de energia que atendem a esses 60 projetos estão planejando ou construindo nova capacidade de geração a gás, segundo a análise do FT, baseada em documentos das concessionárias, dados da S&P e informações da empresa de análise DC Byte. Um terço daquelas que operam usinas a carvão também está adiando o descomissionamento dessas instalações. As estimativas do FT ressaltam como a expansão da infraestrutura de IA ameaça comprometer anos de progresso na redução de emissões da geração de eletricidade nos EUA, mesmo com as empresas de tecnologia prometendo bilhões de dólares para energia limpa. A rede elétrica dos EUA tem incorporado mais energia limpa desde 2023. No entanto, muitas concessionárias que atendem a esses data centers, ao mesmo tempo em que investem em energia limpa, também estão reforçando a aposta em combustíveis fósseis para dar conta da crescente demanda por eletricidade.”

Fonte: Financial Times; 17/08/2026

China lidera onda de desperdício de energia limpa à medida que redes elétricas ao redor do mundo atingem seus limites

“A onda de construção de data centers pelas gigantes de tecnologia (Big Tech) pode criar uma enorme nova fonte de emissões de carbono, à medida que a crescente demanda por eletricidade impulsiona a criação de usinas movidas a combustíveis fósseis, apesar dos compromissos climáticos dessas empresas. Uma análise do Financial Times (FT) sobre 60 dos maiores data centers planejados ou em construção nos EUA por Amazon, Microsoft, Google e Meta revelou que, juntos, eles poderiam gerar 101,5 milhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono por ano quando estiverem totalmente operacionais — com base no panorama mais recente da geração de energia nos EUA. Isso equivaleria a cerca de 7% das emissões do setor elétrico americano em 2025 — o equivalente às emissões anuais de 27 usinas a carvão ou de 24 milhões de carros movidos a gasolina. “Essa é uma estimativa aproximada razoável”, disse Jonathan Koomey, pesquisador da área de energia que estuda eficiência energética e soluções climáticas. “É uma fração relativamente pequena do total, mas ainda representa um grande aumento em relação ao que as empresas de data centers diziam que fariam há cinco anos, já que todas elas tinham planos de redução de emissões.” O boom dos data centers também está estimulando a construção de novas usinas movidas a combustíveis fósseis. Três quartos das concessionárias de energia que atendem a esses 60 projetos estão planejando ou construindo nova capacidade de geração a gás, segundo a análise do FT, baseada em documentos das concessionárias, dados da S&P e informações da empresa de análise DC Byte. Um terço daquelas que operam usinas a carvão também está adiando o descomissionamento dessas instalações. As estimativas do FT ressaltam como a expansão da infraestrutura de IA ameaça comprometer anos de progresso na redução de emissões da geração de eletricidade nos EUA, mesmo com as empresas de tecnologia prometendo bilhões de dólares para energia limpa. A rede elétrica dos EUA tem incorporado mais energia limpa desde 2023. No entanto, muitas concessionárias que atendem a esses data centers, ao mesmo tempo em que investem em energia limpa, também estão reforçando a aposta em combustíveis fósseis para dar conta da crescente demanda por eletricidade. “Sempre que se aumenta a demanda na rede, é muito provável que se observe um aumento nas emissões”, afirmou Aaron Bergman, pesquisador da organização Resources for the Future. Dezessete por cento das concessionárias que atendem a esses 60 data centers informaram explicitamente aos órgãos reguladores que novas usinas a gás estão sendo construídas para suprir a demanda de eletricidade de um data center de hiperescala específico. “Quando a demanda dispara, as concessionárias de energia recorrem à sua solução mais fácil, que sempre foi adicionar nova geração a gás”, disse Taylor McNair, vice-diretor da GridLab, uma consultoria de energia limpa. “Durante alguns anos, houve um grande progresso na implementação de novas fontes renováveis. Esse novo fenômeno de crescimento da carga que estamos vivenciando, sem dúvida, complicou o cenário.””

Fonte: Financial Times; 17/08/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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