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No Brasil, Governo reforça compromisso fiscal; No exterior, mercados aguardam auxílio desemprego nos EUA e dados da China

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IBOVESPA -0,1% | 102.118 Pontos

CÂMBIO 0,92% | 5,43/USD

O que pode impactar o mercado hoje

O Ibovespa encerrou o pregão de ontem praticamente estável, fechando em 102.117,8 pontos. A curva de juros futuro teve acentuação na inclinação após baixas importantes na equipe econômica do governo, elevando a percepção de risco pelo mercado. A sessão fechou antes do pronunciamento do Presidente Jair Bolsonaro, em que reiterou compromisso com a agenda fiscal. DI jan/21 fechou em 1,87%; DI jan/23 encerrou em 3,86%; DI jan/25 subiu para 5,62%; e Di jan/27 teve alta para 6,62%.

As bolsas Europeias e os futuros dos EUA operam em leve baixa nesta manhã, com destaque para a falta de progresso nas negociações entre os democratas e a Casa Branca para a criação de um novo pacote fiscal para o país. Além disso, os mercados aguardam a divulgação da pesquisa semanal sobre o volume de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA, que se vier em linha com a expectativa de 1,1 milhão de solicitações, vai marcar uma desaceleração em relação ao levantamento anterior. Já na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta, seguindo o forte desempenho observado nas bolsas dos EUA ontem.

No campo econômico doméstico, reforçando a mensagem de um segundo trimestre menos negativo do que o inicialmente temido para a atividade econômica, o comércio varejista brasileiro apresentou expansão de 8,0% na comparação mensal de junho e de 0,5% na comparação anual. O resultado ficou acima das expectativas, mas em linha com a nossa revisão de PIB de -6,0% para -4,8% em 2020 e com o cenário de Selic a 2,00% até o final do ano.

Na noite de ontem, o presidente Jair Bolsonaro, durante um pronunciamento, reforçou a responsabilidade fiscal de seu governo. Ao lado de Paulo Guedes, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, Bolsonaro disse que lideranças do Executivo e do Legislativo respeitam o teto de gastos. Diante da pressão por mudanças no teto, Paulo Guedes e lideranças do Congresso acertaram que vão acelerar a votação da proposta que permite ao governo acionar em 2021 medidas de contenção de gastos já previstas na Constituição e criar freios para as contas públicas.

O Planalto anunciou também a substituição de seu líder na Câmara: sai Major Vitor Hugo (PSL) e entra Ricardo Barros (PP), deputado do centrão com boa interlocução política no Legislativo. E, para aliviar pressões sobre o teto, o governo quer voltar a discutir ainda esse ano propostas com gatilhos para reduções de despesas.

Na agenda de indicadores e eventos do dia, os destaques serão a divulgação dos dados do setor de serviços no Brasil no mês de junho e a participação do diretor de Política Monetária do Banco Central, Fabio Kanczuk, em evento pela manhã. No exterior, serão divulgados os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA e dados da indústria e do varejo da China.

Na esfera corporativa, a noite de ontem foi marcada pela divulgação de uma série de balanços de empresas, todos referentes ao 2T20. Do lado positivo, destacamos os resultados da Movida, que apesar de já ter reportado anteriormente a prévia de receitas e indicadores operacionais, divulgou um desempenho financeiro acima das expectativas, impulsionado por margens melhores em todos os segmentos. Temos recomendação de Compra para as ações, com preço-alvo de R$ 19,0. A Via Varejo também reportou resultados sólidos no 2T20, com aceleração do canal digital e melhora relevante da rentabilidade. A companhia mostrou um progresso importante do seu processo de digitalização, com as vendas do e-commerce tendo crescido +280% A/A. Esperamos uma reação positiva do mercado, em parte também impulsionada pelo anúncio de inclusão das ações no índice MSCI Global Standard a partir do dia 31 de agosto. Reiteramos a nossa recomendação de Compra com preço-alvo de R$ 28,0 ao final de 2020.

Já a Ultrapar divulgou resultados fracos no 2T20, abaixo das nossas expectativas e do consenso de mercado. Esperamos uma reação negativa para as ações e mantemos recomendação Neutra por não termos visibilidade em uma melhora estrutural dos resultados do grupo. Além dos resultados mencionados, outras empresas como Marfrig, BRF, MRV e Locaweb também divulgaram seus balanços.

Tópicos do dia

Agenda de resultados

Azul (AZUL4): Antes da abertura
CCR (CCRO3): Após o fechamento
B3 (B3SA3): Após o fechamento
brMalls (BRML3): Após o fechamento
Equatorial (EQTL3): Após o fechamento
Copel (CPLE6): Após o fechamento
JBS (JBSS3): Após o fechamento
Lojas Americanas (LAME4): Após o fechamento
B2W (BTOW3): Após o fechamento
Positivo (POSI3): Após o fechamento
Suzano (SUZB3): Após o fechamento
Sabesp (SBSP3): Após o fechamento
Unidas (LCAM3): Após o fechamento
Temporada de resultados do 2º trimestre – o que esperar?
Calendário da temporada de resultados 2° tri 2020

Coronavírus

O caso para se comprar Brasil: Rumo aos 110 mil
Medidas econômicas para combater o coronavirus no Brasil

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Internacional

Empresas

  1. Via Varejo (VVAR3): E-commerce é destaque positivo no 2T; Reiteramos Compra
  2. Locaweb (LWSA3): Crescimento sólido no 2T20, com forte aceleração em E-commerce; Compra
  3. BRF (BRFS3): resultados sólidos no 2T20, mas mais fracos do que o esperado
  4. Ultrapar (UGPA3): Resultado fraco no 2T20, com incertezas para o futuro; Mantemos recomendação Neutra
  5. Marfrig (MRFG3): resultado recorde tanto na América do Sul quanto nos EUA; reiteramos Compra
  6. MRV Engenharia (MRVE3): Mais uma vez, segmento econômico mostra sua resiliência
  7. Movida (MOVI3) 2T20: Resultados acima das expectativas, impulsionados por margens melhores
  8. TAESA (TAEE11): Resultados do 2T20: Acima das nossas expectativas, com dividend yield de 2,86% no trimestre
  9. Banrisul (BRSR6): Deterioração na qualidade dos ativos | Revisão do 2T20


Veja todos os detalhes

Empresas

Via Varejo (VVAR3): E-commerce é destaque positivo no 2T; Reiteramos Compra

  • Os resultados referentes ao segundo trimestre de 2020 (2T20) da Via Varejo mostraram um progresso importante do processo de digitalização da companhia. Em especial, destacamos (i) a forte aceleração da operação de e-commerce, com um crescimento de +280% A/A das vendas online, e (ii) a melhora substancial da rentabilidade, com expansão de 3,4 p.p da margem bruta na comparação anual, apesar da maior participação do canal digital;
  • Com isso, as vendas online da companhia alcançaram 70% do total (vs. 18.5% no 2T19), tendo compensado a queda do varejo físico. As vendas totais (GMV) da Via Varejo no trimestre, considerando todos os canais, permaneceram estáveis em relação ao mesmo período do ano anterior, mesmo com a operação ainda ainda afetada pelos fechamentos temporários de loja em meio à pandemia;
  • Esperamos uma reação positiva do mercado. No trimestre observamos um progresso contínuo em relação ao plano de reestruturação da empresa, com avanço significativo da infraestrutura digital e multicanal da companhia. Além disso, a melhora relevante da rentabilidade foi acima daquela estimada pelo consenso de mercado (ainda que abaixo da nossa expectativa). Logo, acreditamos que exista espaço para revisões positivas de estimativa. Reiteramos a nossa recomendação de Compra com preço-alvo de R$ 28,0 ao final de 2020.
  • Clique aqui para conferir o conteúdo completo.

Locaweb (LWSA3): Crescimento sólido no 2T20, com forte aceleração em E-commerce; Compra

  • A Locaweb reportou fortes resultados referentes ao segundo trimestre de 2020 (2T20), acima das nossas estimativas e do consenso de mercado. O destaque positivo foi a operação de Commerce (45% do EBITDA), que mostrou a maior expansão trimestral de novas lojas virtuais da história da companhia, tendo inclusive acelerado em julho (+347% vs. a média do 4T19). Por outro lado, a rentabilidade da operação de Be Online / SaaS foi negativamente afetada por despesas pontuais;
  • A receita líquida de R$ 117 milhões veio 5% acima da nossa estimativa e apresentou um robusto crescimento de 24,8% na comparação anual. Destacamos a forte expansão do segmento de Commerce (+69% A/A), com as vendas online (GMV) dos clientes da companhia tendo crescido +105% A/A no 2T20;
  • O EBITDA ajustado atingiu R$ 32 milhões, apenas levemente acima das nossas estimativas, e apresentou um sólido crescimento de 23,6% A/A, impulsionado pelo crescimento de 85% A/A na categoria Commerce. Com isso, a margem EBITDA alcançou 27,3% (XPIe 27,8%), tendo apresentado uma leve queda de -0,3 p.p na comparação anual, com a pressão concentrada apenas no segmento Be Online / SaaS. Por fim, o lucro líquido ajustado de R$ 12,0 milhões veio 20% acima da nossa expectativa de R$ 10,0 milhões, apresentando um crescimento de +150% na comparação anual.Nossa visão: Esperamos uma reação positivamantemos nossa recomendação de Compra com preço-alvo de R$ 55,00 ao final de 2020. Apesar da pressão na rentabilidade no segmento Be Online / Saas, os números reportados vieram acima das nossas estimativas e do consenso de mercado. Acreditamos que o foco dos investidores permanecerá na forte aceleração da operação de Commerce.

BRF (BRFS3): resultados sólidos no 2T20, mas mais fracos do que o esperado

  • A BRF reportou resultados sólidos, mas mais fracos do que o esperado no 2T20, com um EBITDA ajustado de R $ 1 bilhão 7,7% abaixo do nosso e 3,5% abaixo do consenso. A margem EBITDA consolidada de 11,3% também ficou abaixo da nossa estimativa de 12,2% e abaixo dos 14,6% do 2T19. Isso aconteceu, em grande parte, porque os custos continuam pressionados – o CPV cresceu +14% A/A. Clique aqui para conferir o relatório completo da BRF no 2T20;
  • A empresa destacou que este foi um trimestre marcado pelo Covid-19, que demandou investimentos em suas operações da ordem de R$ 218 milhões no 2T20. Caso os desconsiderássemos, a margem EBITDA ultrapassaria 14%, em linha com o 1T20, mas ainda 330 pontos base abaixo do 2T19 (margem de 14,6%);
  • Do lado positivo, as mudanças nos hábitos de consumo em função da pandemia ajudaram as vendas de alimentos processados ​​no mercado interno, aumentando as margens e levando a receita líquida para R$ 9,1 bilhões (+ 9% A/A). Em resumo, embora um pouco mais cautelosos, mantemos nossa classificação de Compra, visto que vemos as ações da BRF sendo transacionadas a um patamar ainda atrativo de 8,5x EV / EBITDA 2021.

Ultrapar (UGPA3): Resultado fraco no 2T20, com incertezas para o futuro; Mantemos recomendação Neutra

  • A Ultrapar divulgou os resultados do 2T20 em 12 de agosto, após o fechamento do mercado. O Lucro Líquido de R$41,1 milhões veio significativamente abaixo da nossa estimativa de R$143,1 milhões e do consenso de mercado compilado pela Bloomberg de R$85,8 milhões;
  • O EBITDA ajustado de R$598 milhões ficou abaixo da nossa estimativa de R$676,8 milhões (-11,6%) e do consenso de mercado de R$684,2 milhões (-12,5%), refletindo uma combinação de (1) significativa deterioração nos resultados da Ipiranga no 2T20 devido aos impactos da pandemia do COVID-19, (2) resultados acima do esperado na Oxiteno e Ultragaz e (3) resultados em linha com o esperado na Ultracargo e Extrafarma;
  • Esperamos uma reação negativa do mercado aos resultados do 2T20 da Ultrapar, tendo em vista que o EBITDA Ajustado e Lucro Líquido registrados no período ficaram abaixo das nossas estimativas e do consenso de mercado. Embora não tivéssemos grandes expectativas para os resultados do 2T20 tendo em vista os impactos esperados da pandemia da COVID-19, continuamos com uma visão mais conservadora sobre a Ultrapar dada a ainda baixa visibilidade para os resultados da empresa no futuro próximo. Mantemos nossa recomendação Neutra nas ações Ultrapar, com um preço alvo de R$18/ação. Clique aqui para acessar o relatório completo.

Marfrig (MRFG3): resultado recorde tanto na América do Sul quanto nos EUA; reiteramos Compra

  • A Marfrig apresentou excelentes resultados no 2T20, superando as expectativas do mercado em todos os principais indicadores. O EBITDA ajustado veio 21% acima das nossas expectativas, atingindo R$ 4 bilhões (+233% A/A), com a América do Norte sendo o principal destaque positivo (o EBITDA ajustado do segmento veio 24% acima da nossa previsão). Clique aqui para acessar o relatório completo do resultado da Marfrig do 2T20;
  • A margem EBITDA ajustada de 21,5% ficou acima da nossa previsão de 18,6% e aumentou significativamente versus a margem de 9,1% registrada tanto no 2T19 e no 1T20. Esse aumento ocorreu principalmente devido a: (i) menores volumes de abate e menores preços de gado; (ii) aumento gradual das exportações para a China; (iii) demanda resiliente no mercado doméstico; (iv) depreciação cambial;
  • A receita líquida consolidada da Marfrig foi de R$ 18,8 bilhões, 5% acima da nossa expectativa e 54% acima do mesmo trimestre no ano anterior (+40% T/T). O mercado esperava bons resultados para a operação na América do Norte e eles de fato vieram fortes. A receita líquida cresceu 19,2% A/A, principalmente devido a spreads recordes entre o preço do gado e o preço da carne;
  • Os resultados também foram impulsionados pelo segmento da América do Sul, cuja receita líquida cresceu 27,7% A/A. Houve um aumento de 67,8% nas exportações em relação ao 2T19, aproveitando a demanda crescente da China. Vale lembrar que a Marfrig é o frigorífico brasileiro que detém o maior número de plantas habilitadas para exportar para a China.

MRV Engenharia (MRVE3): Mais uma vez, segmento econômico mostra sua resiliência

  • Ontem, a MRV Engenharia (MRVE3) reportou fortes resultados referente ao 2T20, impulsionados pela linha de receita maior do que esperado devido ao melhor desempenho de vendas durante o período. Entretanto, a concessão de descontos e despesas comerciais, gerais e administrativas mais altas do que o esperado resultaram em uma recuperação mais fraca do lucro líquido, que atingiu R$124 milhões;
  • No balanço patrimonial, a companhia reportou geração de caixa de R$213,9 milhões, que melhorou seu covenant de dívida e levou a companhia para uma relação dívida líquida/patrimônio líquido de 19,3%, que consideramos saudável para a MRV;
  • Na frente ESG (Ambiental, Social e de Governança), a MRV reiterou seu compromisso de inclusão social por meio de moradias de qualidade para as famílias de menor renda e também seu compromisso de combate aos impactos do COVID-19, após ter doado R$7,5 milhões para a causa no trimestre. Adicionalmente, a MRV vem melhorando seu processo construtivo, visando melhor gerência do uso de energia, água, resíduos e emissões de gases;
  • Apesar do resultado sólido, mantemos nossa recomendação neutra e preço-alvo de R$23,00/ação, dado que vemos os resultados operacionais e financeiros positivos já precificados. Para mais detalhes, acesso o relatório completo.

Movida (MOVI3) 2T20: Resultados acima das expectativas, impulsionados por margens melhores

  • Os números reportados pela Movida no 2T20 vieram acima das expectativas, apesar de todos os desafios impostos pelo surto da Covid-19. O EBITDA consolidado ficou em R$ 151 milhões, ~30% acima da nossa estimativa e mais de 40% acima do consenso, enquanto o lucro líquido foi de R$ 2,6 milhões (o que se compara com prejuízo líquido esperado de R$ 15 milhões). A diferença em relação aos nossos números foi resultado de margens melhores em todos os segmentos, o que por sua vez reflete o sólido controle de custos realizado no trimestre, aliado ao impacto positivo do impairment realizado no 1T20 sobre a operação Seminovos. Para mais detalhes sobre os resultados, acesse o relatório completo;
  • Apesar de a empresa já ter divulgado anteriormente uma prévia das receitas por segmento, acreditamos que o mercado reagirá positivamente aos resultados. Reconhecemos que a visibilidade sobre a trajetória de recuperação da demanda permanece limitada, apesar disso, (i) a prévia operacional de julho aponta para indicadores sequencialmente melhores e (ii) acreditamos que a Movida esteja bem preparada em termos de posicionamento de mercado e balanço para atravessar o cenário desafiador. Temos recomendação de Compra para as ações, com preço-alvo de R$ 19,0/ação, e vemos os papéis sendo negociados a 20,6x P/L 2021.

TAESA (TAEE11): Resultados do 2T20: Acima das nossas expectativas, com dividend yield de 2,86% no trimestre

  • Em 12 de agosto, após o fechamento do mercado, a Taesa reportou um Ebitda Ajustado (incluindo resultado de participações por equivalência patrimonial) de R$ 374,4 milhões, acima da nossa estimativa de R$ 352,8 milhões. Além disso, a Taesa reportou Lucro Líquido de R$ 257,6 milhões, acima da nossa expectativa de R$206,5 milhões devido à combinação de um resultado operacional melhor do que o esperado e menores despesas financeiras líquidas do que o esperado;
  • A empresa anunciou uma distribuição total de dividendos e juros sobre o capital próprio de R$279,3 milhões (R$0,81/unit ou um dividend yield de 2,86%). O pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio será em 26 de agosto de 2020, com base na posição acionária em 17 de agosto de 2020;
  • Temos uma avaliação positiva dos resultados do 2T20 da Taesa, dado que o EBITDA ajustado da companhia veio acima das nossas projeções. Destacamos como positivo que a empresa manteve sua prática de distribuição de proventos nos patamares elevados, refletindo o forte potencial de geração de caixa da companhia e o menor perfil de risco do setor de transmissão de energia – e também notamos que a TAESA faz parte da nossa carteira de dividendos. Apesar de destacarmos que empresas de transmissão de energia são uma alternativa a investidores em tempo de volatilidade, acreditamos que tal fator está refletido na melhor performance relativa das ações comparadas ao IBOV no acumulado do ano. Temos uma recomendação Neutra para a TAESA, com um preço-alvo de R$30 / unit.

Banrisul (BRSR6): Deterioração na qualidade dos ativos | Revisão do 2T20

  • O Banrisul apresentou resultados negativos, com lucro líquido 20% abaixo da nossa estimativa e 28% abaixo do mercado em R$ 120 milhões, implicando um ROE de 6% (vs. 13% no 1T20 e 16% no 2T19).
  • O resultado foi impulsionado principalmente por maiores provisões, que vieram 30% acima de nossas expectativas em R$ 484 milhões (já considerávamos uma provisão elevada, pois o banco postergou provisões no 1T). No entanto, a qualidade dos ativos não melhorou e o índice de inadimplência acima de 90 dias aumentou 17bps no trimestre para 3,54%, ao passo que os concorrentes apresentaram melhor no índice de inadimplência devido ao período de carência. Como resultado, o índice de cobertura do banco permaneceu estável em 234%.
  • Entretanto, reiteramos nossa recomendação de compra e preço-alvo de R$ 19,00 por acreditarmos que o banco está defendido e com múltiplos atrativos. Clique aqui para acessar o relatório completo.
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