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Declaração de H2V na COP28, acordo ELET6 & BNDES e índices verdes da Bloomberg | Brunch com ESG

Nossa visão sobre as principais notícias da semana na agenda ESG

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Como avaliamos os principais acontecimentos da semana

Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado todos os domingos pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana. Considerando que informação é a melhor ferramenta para auxiliar os investidores na tomada de decisão, nosso objetivo é mantê-los atualizados com os acontecimentos mais relevantes no Brasil e no exterior da semana que passou, incluindo: (i) nossa visão sobre as principais notícias ESG; (ii) o desempenho dos principais índices ESG em diferentes países; e (iii) comparação da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial).

#1. Na COP28, Brasil adere à declaração de intenções sobre hidrogênio de baixo carbono

Na mídia: Brasil integra coalizão para certificação global do hidrogênio – Epbr, 07 de dezembro (link)

Nossa visão: As negociações em andamento na COP28 estão se desenrolando, em sua maioria, em torno de soluções de energia limpa, com sólido progresso em muitos dos acordos assinados até o momento – conforme mencionado em nosso relatório temático ‘COP28: Uma visão geral dos primeiros dias e nossas impressões até o momento‘ (acesse aqui). Em meio a essa busca por energia limpa, vemos o hidrogênio verde ou de baixo carbono ganhando destaque (link), como vimos pelo lançamento da declaração sobre hidrogênio e seus derivados, com o objetivo de avançar em procedimentos de certificação do combustível. De modo geral, consideramos o acordo como uma conquista positiva, fundamental para a construção de um mercado global e para a definição de padrões que ofereçam níveis mais altos de transparência, além de validação externa. Por um lado menos positivo, o principal desafio até o momento é a baixa adesão, com apenas 37 países dos quase 200 participantes (18%) concordando com os termos, enquanto destacamos os esforços do Brasil, Índia e dos EUA, três dos seis maiores emissores de gases de efeito estufa do mundo.

#2. ELET6 e BNDES lançam estratégia de matchfunding para a Amazônia na COP28

Na mídia: Eletrobras e BNDES fecham acordo para descarbonização e recuperação de bacias– Canal Energia, 04 de dezembro (link)

Nossa visão: O setor privado desempenha um papel importante na COP28, geralmente participando da conferência com o objetivo de: (i) demonstrar apoio à ação climática; e (ii) fechar acordos em paralelo, coexistindo com as negociações oficiais realizadas por delegações governamentais. Dessa forma, vemos com bons olhos o acordo assinado entre a ELET6 e o BNDES, utilizando um mecanismo de matchfunding que, em nossa visão, provavelmente contribuirá para destravar recursos e atrair uma base mais ampla de investidores para projetos de restauração ambiental.

#3. Bloomberg amplia oferta de índices verdes de renda fixa

Na mídia: Bloomberg expande oferta com novos Índices de Títulos Verdes de renda fixa-Bloomberg, 06 de dezembro (link)

Nossa visão: Conforme mencionado em nossa nota “Destaques da reunião com a S&P Global sobre o mercado de renda fixa sustentável” (link), o mercado de títulos verdes está em ascensão, com a Bloomberg antecipando essa tendência de crescimento e ajustando rapidamente suas ofertas de índices de renda fixa ‘verdes’ em resposta, aumentando a transparência e permitindo que os investidores aumentem exposição a iniciativas ambientais.

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.


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