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COP28: Uma visão geral dos primeiros dias e nossas impressões até o momento

Ao longo deste relatório, abordamos os principais destaques dos primeiros dias e nossas percepções até o momento da COP28!

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Bons avanços até agora, embora diferentes visões entre as nações possam ofuscar o resultado final

A COP28, a mais importante conferência anual do clima, começou oficialmente na última quinta-feira (30/nov) em Dubai, dando início à duas semanas de negociações em um ano com potencial para ser um divisor de águas para a ação climática. Com todos os olhos (e ouvidos) voltados para a Expo City Dubai, neste relatório, o 2° de uma série relacionada à COP28 (link), aproveitamos a oportunidade para apontar três principais destaques dos primeiros dias – (i) mais definições sobre o Fundo de Perdas e Danos; (ii) petroleiras assinam compromisso para acelerar ação climática; e (iii) uma meta de triplicar a capacidade global de renováveis até 2030 –, além de destacarmos a nossa visão até o momento e o que vemos como importante de se monitorar adiante à medida que a conferência avança.


Todos os olhos (e ouvidos) em Dubai; líderes globais em destaque. Em sua 28ª edição, a Conferência das Partes, com duração de duas semanas (30/nov-12/dez), começou oficialmente em Dubai. No discurso de abertura, Sultan Al-Jaber, nomeado presidente da conferência pelo país anfitrião, pediu que as nações intensifiquem suas ações climáticas, assumindo metas mais ambiciosas. Entre os principais participantes, destacamos: Chanceler da Alemanha; Presidente da França; Presidente do Brasil; Primeiro Ministro do Reino Unido; e o Assessor Especial dos EUA para o Clima. Entre os que não compareceram à cúpula, destacamos os presidentes dos EUA e da China, os maiores emissores de carbono do mundo.

#1. Mais definições sobre o Fundo de Perdas e Danos. A COP27 terminou com um acordo para a criação de um fundo de perdas e danos (link) para os países desenvolvidos ajudarem o mundo em desenvolvimento a lidar com os efeitos das mudanças climáticas, embora muitas definições tenham ficado para depois. Esse ano, na COP28, as negociações foram além, dando um passo adiante e estabelecendo diretrizes de como o fundo será administrado, com as primeiras contribuições sendo anunciadas – com o maior montante oriundo dos Emirados Árabes Unidos e da Alemanha, no valor de US$100 milhões cada.

#2. Petroleiras assinam compromisso para acelerar ação climática. Lançada durante a COP28, a Carta de Descarbonização do Petróleo e Gás (OGDC, na sigla em inglês) tem como objetivo ‘colocar no papel’ os compromissos climáticos assumidos pelas 50 empresas do setor que aderiram à carta. Representando mais de 40% da produção global de petróleo, essas companhias concordaram em zerar suas emissões líquidas de carbono até 2050 (escopos 1 e 2) e reduzir as de metano a quase zero até 2030.

#3. Uma meta de triplicar a capacidade global de renováveis até 2030. 123 países (até o momento) endossaram a meta de triplicar a capacidade global em renováveis para pelo menos 11.000 GW até 2030, com base em estimativas da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA). Dos cinco maiores emissores de gases de efeito estufa do mundo, apenas dois estão dentro do acordo (EUA e Japão), enquanto os outros três (Rússia, China e Índia) optaram por não participar.

Nossa visão até o momento (…) De modo geral, observamos um bom progresso via os acordos assinados até o momento, ao mesmo tempo em que sentimos falta de uma maior clareza sobre o estágio de progresso daqueles que já estão em vigor. Em relação ao setor de petróleo e gás, apesar de saudarmos sua atuação e empenho acima do já visto anteriormente, vemos que as expectativas ainda não foram totalmente atendidas. Por fim, notamos que a delegação do Brasil está demonstrando um engajamento ativo, fechando prontamente acordos bilaterais e multilaterais, correspondendo assim à generalizada alta expectativa antes da cúpula.

(…) e o que esperar adiante? Com o desenrolar da conferência, esperamos ver principalmente: (i) que as visões divergentes sobre a redução gradual do uso de combustíveis fósseis siga intensa; (ii) avanços no texto preliminar do relatório de ‘Avaliação Global’, criado sob o Acordo de Paris; e (iii) esforços dos líderes para avançar na agenda do mercado de crédito de carbono, dado que as delegações continuam à procura de soluções alternativas para o atingimento de emissões líquidas zero adiante.

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