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Economia em Destaque: Alta do petróleo pressiona combustíveis no mundo

Seu resumo semanal de economia no Brasil e no Mundo

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Resumo

No cenário internacional, a guerra entre Rússia e Ucrânia continua como o principal determinante para o comportamento dos mercados, à medida que impacta cadeias de produção e preços de commodities. Na seara de dados econômicos internacionais, foram divulgados dados de inflação ao consumidor nos EUA e o Banco Central Europeu decidiu pela antecipação da redução do programa de compra de ativos.

No Brasil, os destaques foram relacionados à alta dos combustíveis: a Petrobras fez o maior reajuste em 20 anos e o Congresso aprovou projeto para desonerar PIS/Cofins e colocar alíquota única de ICMS sobre diesel, GLP e querosene de aviões. A inflação de fevereiro acelerou e dados de atividade indicam início do ano melhor.

Cenário Internacional

Mais uma semana de volatilidade nos mercados devido ao conflito entre Rússia e Ucrânia

Esta foi mais uma semana de grande volatilidade nos mercados globais em meio às notícias da guerra na Ucrânia. A semana iniciou com mais uma forte alta do petróleo brent, que chegou a atingir 139 dólares por barril com a notícia de que os EUA deixariam de comprar petróleo russo. Ao longo da semana os preços cederam para perto de 110 dólares, patamar ainda cerca de 30% acima do final do ano passado.

Petróleo em alta pressiona preços de combustíveis no mundo. Somado a alta forte de outras commodities, como grãos e ferro, o movimento reforça o risco de estagflação global.

Inflação nos EUA

Nos EUA, o CPI (inflação ao consumidor) de fevereiro veio em linha com as expectativas, com alta de 0,8% no mês e de 7,9% em 12 meses. Só a gasolina subiu 6,6% no mês. A alta foi impulsionada também por alimentação, eletricidade e passagem aérea. Esperamos que a inflação americana atinja seu pico em 12 meses em abril, especialmente considerando as pressões inflacionárias geraras pela guerra na Ucrânia. 

Em resposta, o banco central americano deve começar a subir suas taxas de juros nas semana que vem.

Expectativa de alta de juros também na Europa

O Banco Central Europeu anunciou redução no seu programa de compra de ativos antes do esperado, considerado o primeiro passo na direção da redução dos estímulos monetários. O próximo passo tende a ser alta de juros, que o mercado espera para o final do ano. O movimento vem em resposta a elevação da inflação, que atingiu recordes na região.

Mercados antecipam juros mais altos no mundo

Com a alta da inflação global e aumento das expectativas de aumento de juros, as curvas de juros reagem com aumento expressivo das taxas de juros dos títulos de 5 anos dos EUA e dos juros futuros de 2025 no Brasil.

Enquanto isso, no Brasil…

Petrobrás anuncia alta significativa da gasolina e diesel, Câmara aprova alíquota única de ICMS sobre combustíveis

Após a alta expressiva do preço do petróleo, a defasagem da gasolina e do diesel em relação ao preço internacional chegou a 55%. Assim, nesta semana a Petrobras anunciou um reajuste expressivo de preços para as refinarias em 20 anos, de 18,7% para a gasolina e de 24,9% para o diesel.

Não mudamos nossa projeção de inflação para o ano, que segue em 6,2%, porque o número já contemplava uma alta desta magnitude. Mas anúncio foi mais concentrado do que esperávamos. Desta forma, elevamos nossas projeções do IPCA para os próximos meses.

A Câmara aprovou projeto que institui alíquota única de ICMS para cada tipo de combustível, tentando reduzir o impacto da alta sobre o bolso do consumidor e desonera o diesel, com retirada do PIS/Cofins.

Brasil Macro Mensal

Nesta semana, publicamos o relatório Brasil Macro Mensal do mês de março, no qual revisamos as nossas projeções para o câmbio (para baixo), inflação (para cima) e Selic (para cima). Consideramos no novo cenário alta dos preços de commodities e impactos da Guerra na Ucrânia, além de pressões sobre combustíveis no Brasil.

Inflação de fevereiro acelera

A inflação ao consumidor (IPCA) de fevereiro acelerou para 1,01% contra 0,54% em janeiro (XP: 0,94%; consenso: 0,95%), chegando a atingir 10,54% em 12 meses. O desvio para cima foi motivado especialmente por preços de alimentação no domicílio e itens pessoais.

Confira aqui mais detalhes sobre a divulgação no IPCA.

Indicadores de atividade trazem sinais positivos para o início do ano

Nesta semana, forma divulgadas as pesquisas da indústria e do comércio pelo IBGE (PIM e PMC, respectivamente), assim como o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), todos referentes a janeiro. Os dados indicaram bom início de ano para o mercado de trabalho, com criação de 155,2 mil ocupações formais em janeiro. As vendas no varejo vieram melhores que a expetativa, apesar da queda no mês, os resultados desagregados não são animadores, uma vez que foi observada queda em 7 dentre 10 categorias da pesquisa. Por sua vez, a produção industrial teve queda forte em janeiro, devolvendo boa parte da melhora observada no final de 2021, a retração foi disseminada entre as categorias do indicador.

O que esperar para semana que vem?

No cenário internacional, o conflito na Ucrânia segue em destaque. Os mercados ficam atentos aos impactos sobre o comércio global, preços de commodities e ativos financeiros.

Também será destaque a decisão de juros do banco central dos Estados Unidos e  os dados de produção industrial e vendas no varejo de fevereiro na China.

No Brasil, atenções voltadas para a decisão de juros na reunião do Copom. Entre indicadores, teremos indicadores de atividade como volume de serviços (PMS), a proxy do PIB do Banco Central (IBC-Br) e a taxa de desemprego (PNAD Contínua). No campo político, foco em possíveis novas medidas voltadas para a redução dos preços de combustíveis.

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