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Poupança ou Tesouro Direto: qual o melhor investimento?

Entenda quais as diferenças entre Tesouro Direto e a poupança e por que os títulos do Tesouro Nacional são a melhor opção.

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Poupança ou Tesouro Direto: qual o melhor investimento?

Se você busca investimentos de renda fixa e tem dúvidas se vale a pena investir em poupança ou Tesouro Direto, saiba que essa dúvida é bastante comum entre quem está começando a investir.

Ambas as opções são conhecidas por terem baixo risco e por serem acessíveis aos investidores iniciantes. Porém, a questão é: qual delas oferece melhores vantagens?

Neste artigo, vamos explorar isso para te ajudar a fazer a melhor escolha entre poupança ou Tesouro Direto. Acompanhe a leitura.

Rentabilidade: poupança x Tesouro Direto

Quando se fala em poupança ou Tesouro Direto, um dos primeiros fatores a considerar é a rentabilidade.

A rentabilidade da poupança tende a ser inferior à do Tesouro Direto e, muitas vezes, não acompanha a inflação, o que pode comprometer o poder de compra ao longo do tempo. O rendimento da poupança funciona da seguinte maneira:

  • Se a taxa Selic for igual ou superior a 8,5% ao ano: o rendimento será de 0,5% ao mês + Taxa Referencial (TR);
  • Quando a Selic estiver abaixo de 8,5% ao ano: o rendimento cai para 70% da Selic + Taxa Referencial.

Já o Tesouro Direto oferece diferentes tipos de títulos. Os principais tipos são:

  • Atrelados à inflação: como o Tesouro IPCA+ e o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais, que combinam uma taxa fixa com o índice IPCA, protegendo o investimento da inflação;
  • Prefixados: títulos com taxa fixa, que garantem previsibilidade de retorno, interessantes em cenários de estabilidade econômica;
  • Indexados à Selic: o Tesouro Selic acompanha a taxa básica de juros do país, sendo uma opção conservadora e com liquidez diária.

Ao comparar poupança ou Tesouro Direto, a poupança tende a oferecer retornos mais limitados, mesmo no curto prazo.

No médio e longo prazo, essa diferença tende a ser ainda maior, já que os juros compostos potencializam os ganhos dos títulos públicos. Ou seja, investir em Tesouro Direto é uma estratégia eficaz para fazer seu dinheiro render com mais consistência.

Assim, se o seu objetivo é o crescimento real do patrimônio ao longo do tempo, a escolha mostra que o Tesouro Direto é a opção mais vantajosa, enquanto a poupança, apesar da simplicidade e facilidade, costuma ser menos eficiente para quem busca acumular riqueza.

Para uma visão comparativa mais realista, há simuladores disponíveis que permitem calcular o retorno esperado conforme seus objetivos e perfil.

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Poupança ou Tesouro Direto: qual o mais seguro?

Muita gente acredita que a poupança é o investimento mais seguro que existe, inclusive, segundo dados da ANBIMA, a segurança é um dos principais fatores para se optar pela poupança.

Mas essa ideia não está totalmente correta. Na comparação entre poupança e Tesouro Direto, o Tesouro Direto costuma ser considerado a opção mais segura do mercado financeiro.

Isso acontece porque o Tesouro Direto é formado por títulos públicos emitidos diretamente pelo Governo Federal. Isso significa que esses investimentos possuem a garantia soberana do Estado, ou seja, o governo é o maior devedor do país com ampla capacidade para honrar seus compromissos.

Em contrapartida, a segurança da poupança está ligada à proteção oferecida pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre até R$ 250 mil por pessoa em cada instituição financeira.

Embora essa seja uma proteção importante, ela não cobre valores maiores.

Um exemplo histórico que reforça essa diferença é o confisco ocorrido durante o governo Collor, quando os depósitos em cadernetas de poupança foram bloqueados, causando perdas para muitos investidores.

Esse tipo de situação não ocorre com o Tesouro Direto, justamente por sua natureza soberana.

Além disso, mesmo em crise econômica, é improvável que o Governo Federal deixe de honrar os títulos públicos, já que ele tem mecanismos para administrar sua dívida e garantir pagamentos.

Isso torna o Tesouro Direto uma opção que alia segurança com rentabilidade superior, especialmente quando o objetivo é proteger o patrimônio no médio e longo prazo.

Portanto, quem prioriza maximizar a segurança e ainda obter melhores retornos costuma optar pelo Tesouro Direto, que reúne respaldo governamental e maior estabilidade para o investidor.

Tesouro Direto. Difícil entender? Os experts explicam.

Liquidez na poupança x Tesouro Direto

A liquidez indica com que facilidade e rapidez é possível resgatar o dinheiro aplicado e seus rendimentos;

Na comparação entre poupança ou Tesouro Direto, o Tesouro Direto costuma oferecer uma liquidez bastante interessante para a maioria dos investidores. Por exemplo, nos títulos públicos, o resgate solicitado é pago no dia útil seguinte ao pedido — ou seja, liquidez D+1.

Já a poupança permite o saque do valor a qualquer momento, o que pode parecer uma vantagem. No entanto, essa facilidade vem com uma limitação importante: os rendimentos da caderneta são creditados somente no aniversário mensal do depósito. Isso significa que, se você resgatar o dinheiro antes de completar um mês, perderá os juros daquele período.

Já as taxas e preços dos títulos variam diariamente até a data de vencimento e isso pode acontecer por diferentes motivos. Essas variações (ganhos ou perdas) causadas por um mecanismo chamado “marcação a mercado” só são colocadas em prática caso o investidor decida resgatar (vender) o ativo antes do prazo final. Caso contrário, receberá a remuneração que foi acordada no momento da aplicação e, por isso, não importará a oscilação ao longo do período.

Portanto, ao decidir entre poupança ou Tesouro Direto, é importante avaliar que, embora a poupança permita retiradas imediatas, o Tesouro Direto também oferece liquidez rápida.

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Aplicação mínima na poupança x Tesouro Direto

Tanto a poupança quanto o Tesouro Direto foram desenvolvidos pensando em facilitar o acesso dos pequenos investidores ao mercado financeiro, possuindo valores iniciais baixos para começar a investir.

Na poupança, é possível começar a partir de R$ 1, o que torna essa opção bastante acessível para qualquer pessoa. O Tesouro Direto eliminou o valor mínimo para investimento, permitindo que qualquer pessoa comece a investir com frações de títulos, o que torna essa modalidade tão acessível quanto a poupança — e com a vantagem da rentabilidade superior.

Prazo de vencimento da poupança x Tesouro Direto

Outro ponto importante na hora de escolher entre poupança ou Tesouro Direto é entender o prazo de vencimento de cada investimento.

Os títulos do Tesouro Direto são oferecidos em prazos variados que podem ir de poucos anos até três décadas, permitindo que o investidor escolha aquele que melhor se encaixa nos seus objetivos financeiros.

Essa flexibilidade possibilita uma previsão clara sobre quando você receberá o capital e os rendimentos investidos, auxiliando no planejamento financeiro de médio e longo prazos.

Por outro lado, a poupança não possui uma data de vencimento definida, funcionando como uma aplicação contínua e com liquidez imediata.

Embora essa característica ofereça a vantagem de poder ser acessada a qualquer momento, ela pode tornar o processo de disciplina para alcançar objetivos financeiros mais difíceis, já que não há um compromisso fixo de prazo para manter o dinheiro investido.

Além disso, o Tesouro Direto costuma pagar melhores taxas quando o investidor assume compromissos por prazos mais longos, como uma forma de recompensa pela permanência no investimento.

Essa característica beneficia quem deseja planejar metas robustas, como aposentadoria ou a formação de uma reserva financeira consistente.

Assim, ao avaliar poupança ou Tesouro Direto, considerar o prazo de vencimento é fundamental para alinhar seu investimento aos seus objetivos pessoais, contribuindo para uma estratégia financeira mais eficiente e disciplinada.

Impostos que incidem sobre poupança ou Tesouro Direto

Ao escolher entre poupança ou Tesouro Direto, a questão da tributação também merece atenção, pois impacta diretamente no rendimento líquido dos investimentos.

A caderneta de poupança é isenta de Imposto de Renda e IOF, o que significa que o rendimento bruto é igual ao líquido, uma vantagem em termos de simplicidade.

No entanto, isso não significa que a poupança seja a melhor opção em termos de retorno financeiro.

No caso do Tesouro Direto, a tributação ocorre por meio do Imposto de Renda (IR) e, eventualmente, do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

O IOF incide apenas se o resgate for feito em menos de 30 dias da aplicação, com alíquotas que diminuem progressivamente até o trigésimo dia, quando deixa de ser cobrado.

O Imposto de Renda segue uma tabela regressiva conforme o tempo que o dinheiro permanece investido no Tesouro Direto, favorecendo aplicações de médio e longo prazo.

As alíquotas* são:

  • 22,5% para aplicações de até 180 dias;
  • 20% para aplicações entre 181 e 360 dias;
  • 17,5% para aplicações entre 361 e 720 dias;
  • 15% para aplicações acima de 720 dias.

*Valores de 2025

Vale destacar que, a partir de 2026, o governo federal planeja unificar o IR em uma alíquota fixa de 17,5%, independentemente do prazo, reforçando a importância do planejamento financeiro neste momento de transição.

O imposto é cobrado somente sobre os rendimentos, ou seja, sobre o lucro da aplicação, sendo retido automaticamente na fonte no momento do resgate ou vencimento do título, dispensando qualquer ação extra por parte do investidor.

Assim, apesar da tributação ser uma desvantagem aparente em comparação com a poupança, o Tesouro Direto costuma oferecer uma rentabilidade líquida superior, compensando o imposto pago e tornando-se a escolha mais vantajosa para quem busca crescimento financeiro consistente.

Portanto, na decisão entre poupança ou Tesouro Direto, é fundamental considerar não apenas a carga tributária, mas também o potencial de ganhos a longo prazo e a forma prática como os tributos são recolhidos nesse tipo de investimento.

Como investir no Tesouro Direto

Agora que você já entendeu que, na comparação entre poupança ou Tesouro Direto, os títulos públicos costumam ser mais vantajosos, veja como começar a investir no Tesouro Direto de forma simples e prática.

Passo 1: Escolha uma instituição financeira e abra sua conta

Para investir no Tesouro Direto, é preciso ter uma conta em uma instituição financeira autorizada, como bancos digitais, corretoras ou plataformas especializadas.

Evite investir diretamente nos bancos tradicionais, pois normalmente eles cobram taxas maiores e oferecem menos opções.

Na XP você encontra ótimas condições, facilidade de uso e segurança para todas as suas aplicações.

Passo 2: Faça seu cadastro e abra sua conta

Abrir uma conta na XP é fácil: basta informar seus dados pessoais e criar um login e senha. O processo é rápido e feito totalmente online.

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Passo 3: Transfira o dinheiro para sua conta XP

Com a conta aberta, transfira o valor que deseja investir do seu banco para a conta da corretora, normalmente via TED ou PIX.

Certifique-se de que as contas sejam de mesma titularidade para garantir agilidade na transferência.

Passo 4: Escolha o título ideal no Tesouro Direto

No aplicativo ou site, selecione a opção “Tesouro Direto”.

Você poderá visualizar os diferentes tipos de títulos públicos disponíveis: prefixados, indexados ao IPCA (inflação) ou à taxa Selic. Avalie qual deles está mais alinhado com seus objetivos financeiros e horizonte de investimento.

Passo 5: Realize a compra

Informe o valor que deseja investir e confirme a compra com sua assinatura eletrônica ou senha. Caso o mercado esteja fechado, você pode agendar a operação para o próximo dia útil.

Pronto: você acaba de investir em títulos públicos, com segurança e rentabilidade superiores às da poupança.

[h2] Conclusão

Considerando segurança, liquidez, rentabilidade e facilidade de acesso, a escolha entre poupança ou Tesouro Direto demonstra que os títulos públicos são uma opção mais vantajosa.

Abra sua conta agora mesmo na XP e dê o primeiro passo para alcançar seus objetivos financeiros com mais segurança e melhores retornos!

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