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Resumo da Semana | 25/03/22: Ibovespa fecha em alta de +3,2%

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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Destaques da semana: 18/03 a 25/03

Ibovespa: +3,27% | 119.081 pontos

Na semana em que a guerra entre Rússia e Ucrânia completa um mês e não apresenta perspectivas claras de um cessar-fogo, o Ibovespa encerrou com alta de +3,3%, retornando aos 119 mil pontos. Na economia doméstica a semana foi marcada pela divulgação da ata do Copom, mostrando que o aperto monetário pode se encerrar com a taxa Selic em 12,75% no cenário mais provável, mas deu forte ênfase a riscos adicionais que levariam a novos aumentos na taxa básica. Reforçando essa perspectiva, o Banco Central publicou seu relatório trimestral de inflação, sugerindo que o ciclo de alta de juros está perto do fim. O documento mostrou que as projeções do Banco Central para 2023 e 2024 estão convergindo para a trajetória das metas, com a taxa Selic chegando a pico de 12,75% (agora está em 11,75%). Ainda sobre inflação, o IPCA-15 ficou em 0,95% em março, sendo essa alta a maior para um mês de março desde 2015.

Em uma tentativa de conter a inflação crescente, o Ministério da Economia anunciou que vai zerar a alíquota do Imposto de Importação, até dia 31 de dezembro deste ano, de seis itens da cesta de consumo dos brasileiros – escolhidos entre os que mais pesam no INPC, índice de inflação que acompanha a variação dos preços para as famílias de baixa renda – além do etanol. Além disso, também será realizada uma redução adicional de 10% na alíquota do imposto de importação de bens de capital, de informática e de telecomunicação. A primeira redução, também de 10%, ocorreu em março de 2021.

Nos EUA, seguindo o tema de aumento de taxa de juros, a semana foi marcada por discursos de diretores do Fed reforçando a posição mais dura do banco central americano. O presidente Jerome Powell disse que a inflação está muito alta e prometeu tomar “medidas necessárias” para controlar os preços se as altas se perpetuarem e pontuou que os aumentos das taxas podem passar dos movimentos tradicionais de 0,25% para aumentos mais agressivos de 50%, se necessário. Apesar do conflito na Ucrânia ainda sem resolução e discussões de juros mais altos, os índices americanos registraram a segunda semana consecutiva de ganhos e o S&P 500 mais do que recuperou as perdas desde a invasão russa na Ucrânia.

Na Zona do Euro, a confiança do consumidor apresentou em março a segunda maior queda mensal da série histórica, como reflexo de preocupações com a guerra da Ucrânia e a escalada da inflação. O indicador cedeu de -8,8 em fevereiro para -18,7 em março, resultado muito inferior ao consenso de mercado de -12,9. Além disso, o PMI (Índice de Gerentes de Compras) Composto da Zona do Euro recuou de 55,5 em fevereiro para 54,5 em março (o consenso de mercado estava em 53,8). De acordo com o relatório oficial que acompanha a publicação dos dados, os resultados ressaltam como a guerra na Ucrânia exerce impacto imediato e material sobre a economia da região, e há risco significativo de declínio da atividade no segundo trimestre.

Na parte de commodities, após muita preocupação da Europa sobre sua dependência do gás natural vindo da Rússia, que, inclusive, impossibilitou sanções maiores do continente ao setor de energia russo, foi anunciado um acordo entre EUA e Europa para aumentar o fornecimento de gás dos EUA para a Europa, reduzindo sua dependência do fornecimento russo.


Perdeu algum resultado da semana? Confira abaixo os destaques

Câmbio e juros

O Dólar fechou a semana com uma queda de -3,91% em relação ao Real, em R$ 4,74/US$. Essa queda expressiva do dólar pode ser justificada pela forte entrada de investimentos estrangeiros, atraídos pela alta exposição que a Bolsa brasileira tem no setor de commodities. Já a curva DI para o vértice de janeiro/31 apresentou queda de -52bps na semana, atingindo 11,63%.


O que esperar para semana que vem?

O foco segue a dinâmica da guerra na Ucrânia e seu impacto sobre preços de commodities. 

No calendário de dados econômicos, os destaques internacionais serão os dados de inflação de fevereiro nos EUA e dados de emprego de março (payroll). Na Zona do Euro, será divulgada a prévia da inflação ao consumidor e na China, serão publicados indicadores de atividade de março.

No cenário doméstico, seguiremos acompanhado de perto a discussão das desonerações tributárias. Entre os dados, teremos divulgações da taxa de desemprego (PNAD Contínua) de fevereiro e a inflação medida pelo IGP-M de março.

Ações

Atribuímos a alta ao resultado da empresa, divulgado nesta quinta-feira (24/03), acima do esperado pelo mercado. Adicionalmente, acreditamos que, combinado ao bom resultado de Ser Educacional (SEER3), tenha proporcionado maior tranquilidade em relação às perspectivas para o segmento de educação superior.

Sem notícias específicas sobre o papel na semana. Destacamos que, durante o call de resultados da semana passada, a companhia deu indicações positivas do primeiro trimestre de 2022. Além disso, na próxima quarta-feira, será realizado o seu primeiro Investor Day, evento que é amplamente esperado pelo mercado e no qual a diretoria da empresa deverá aprofundar sobre a estratégia e transformação da marca Hering.

Atribuímos a performance positiva das ações às notícias indicando uma possível medida provisória da Receita Federal para combater “camelódromos virtuais”, marketplaces que vendem itens importados de baixo custo, sem pagamento de impostos.

Acreditamos que a alta tenha sido produto dos fortes resultados de empresas de educação superior divulgados ao longo desta semana, proporcionando maior tranquilidade em relação às perspectivas do segmento na qual a empresa está inserida.

Sem notícias específicas.

Sem notícias específicas. Atribuímos a queda das ações à queda do câmbio no período.

Sem notícias específicas. Atribuímos a queda das ações à queda do câmbio no período.

Atribuímos a performance das ações, principalmente, à acomodação da curva estimada do dólar, uma vez que a maior parte do resultado da JBS vem das operações nos EUA. Além disso, acreditamos que a virada de ciclo nos EUA, incorrendo em menores margens para os frigoríficos, também pode ter impactado negativamente no preço das ações.

Sem notícias específicas.

Atribuímos a performance das ações, principalmente, à acomodação da curva estimada do dólar, uma vez que a maior parte do resultado da JBS vem das operações nos EUA. Além disso, acreditamos que a virada de ciclo nos EUA, incorrendo em menores margens para os frigoríficos, também pode ter impactado negativamente no preço das ações.

Fluxo de estrangeiros na Bolsa brasileira

Nessa semana, o saldo acumulado da movimentação dos investidores estrangeiros na Bolsa foi cerca de R$5,5 bilhões*.

*Até dia 23/03/2022

Performance das Bolsas mundiais na semana

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