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Resumo da Semana | 01/04/2022: Ibovespa fecha em alta de +2,1%

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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Destaques da semana: 28/3/2022 a 1/4/2022

Ibovespa: +2,09% | 121.570 pontos

Em mais uma semana de boa performance, o Ibovespa encerrou em alta de +2,1% e superou os 121 mil pontos pela primeira vez em quase oito meses. A semana também foi marcada pelo fim de março, na qual o índice subiu +6,1%, acumulando ganhos de +15% no primeiro trimestre de 2022 em reais e impressionantes +35% em dólares.

Nesses últimos dias, na parte política brasileira, a semana foi marcada por mais uma mudança no comando da Petrobras feita pelo presidente Jair Bolsonaro. O até então presidente da companhia, o general Joaquim Silva e Luna não foi reconduzido ao cargo de CEO, sendo nomeado para tanto o consultor Adriano Pires, especialista em energia. Além disso, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, pediu demissão, em uma decisão tomada diante das suspeitas de que Ribeiro teria favorecido pastores evangélicos na distribuição de recursos da pasta. Já na parte econômica, a taxa de desemprego ficou em 11,2% nos três meses até fevereiro, o menor nível para o período em seis anos em meio a uma queda no número de pessoas procurando emprego. Apesar da recuperação do emprego, o salário médio efetivo real continua a encolher e está cerca de 8,5% abaixo dos níveis observados pouco antes do surto de COVID-19.

Nos EUA, o governo Biden apresentou um orçamento de US$5,8 trilhões para ano fiscal de 2023, que prevê aumento relevante em gastos para defesa, visa reduzir o déficit do país em US$1 trilhão em 10 anos, e aumentar impostos para os mais ricos e grandes empresas. No entanto, vale lembrar que, segundo as regras orçamentarias dos EUA, a proposta do governo é um ponto de partida para discussões e o Congresso têm maior peso na decisão. Na parte econômica, destaque para o deflator do PCE, medida de inflação preferida pelo Federal Reserve, que atingiu 6,4% em março, o maior valor desde 1982, enquanto seu núcleo (excluindo alimentos e energia) chegou a 5,4%, o que pode dar suporte a uma alta maior da taxa de juros básica na reunião de maio do banco central americano. A taxa de desemprego caiu para 3,6% em março, abaixo dos 3,7% esperados pelo mercado e o menor nível desde fevereiro de 2020, porém a criação de postos de trabalho foi de 431 mil novos empregos, muito aquém dos 490 mil da expectativa do mercado. Os principais índices americanos terminaram a semana mistos, depois de fecharem o trimestre em território negativo pela primeira vez em dois anos, em meio a discussão de retirada de estímulos monetários, a guerra na Ucrânia, e sinalizações de uma recessão econômica por vir.

A China segue sofrendo com o aumento de casos de coronavírus no país e a política de “tolerância zero”. Surtos de Covid-19 em muitas cidades chinesas têm levado a restrições rígidas de mobilidade e interrupções no setor manufatureiro no período recente, aumentando ainda mais as preocupações com as cadeias de suprimentos globais e a inflação. Por outro lado, o mercado reagiu positivamente a uma notícia de que a China estaria compartilhando informações-chave com auditores americanos sobre empresas negociadas nas Bolsas dos EUA.

Em commodities, destaque para o anúncio de que os EUA irá liberar 180 milhões de barris de reserva estratégicas de petróleo do país para ajudar a reduzi os preços de combustíveis. Além disso, ele pediu para membros da OPEP+ acelerarem o aumento da produção, que, por sua vez, decidiu continuar a seguir seu plano previsto de aumento gradual na produção de petróleo, desconsiderando o impacto da guerra na Ucrânia na procura e preços da matéria-prima. Com isso, o preço do petróleo caiu durante a semana, com o WTI fechando abaixo dos US$100.

Na parte de commodities, após muita preocupação da Europa sobre sua dependência do gás natural vindo da Rússia, que, inclusive, impossibilitou sanções maiores do continente ao setor de energia russo, foi anunciado um acordo entre EUA e Europa para aumentar o fornecimento de gás dos EUA para a Europa, reduzindo sua dependência do fornecimento russo.


Perdeu algum resultado da semana? Confira abaixo os destaques

Câmbio e juros

O Dólar fechou a semana com uma queda de -0,60% em relação ao Real, em R$ 4,66/US$. Essa queda expressiva do dólar pode ser justificada pela forte entrada de investimentos estrangeiros, atraídos pela alta exposição que a Bolsa brasileira tem no setor de commodities. Já a curva DI para o vértice de janeiro/31 apresentou queda de -48bps na semana, atingindo 11,20%.


O que esperar para semana que vem?

Para semana que vem, o destaque no cenário internacional será a divulgação da inflação ao produtor na Zona do Euro, que deverá refletir os efeitos da guerra na Ucrânia. Dirigentes do Fed também irão discursar, o que pode interferir nas curvas de juros americanas.

No cenário doméstico, destaque para a publicação da inflação ao consumidor (IPCA) de março. Na semana também serão divulgados o resultado primário do setor público consolidado e dados do setor externo referentes a fevereiro.

Ações

Sem notícias específicas.

SABESP

Sem notícias específicas.

Atribuímos a perfomance positiva das ações à aprovação, pelo Banco Central, da transferência do controle societário do Grupo Acesso, conhecido como Bankly, para a Méliuz.

Atribuímos a performance positiva das ações ao arrefecimento marginal das curvas de juros futuros, e sinalizações positivas dadas pelo CEO em entrevistas veiculadas na mídia.

BRF

Atribuímos à performance positiva das ações principalmente devido à definição do novo conselho da BRF, o qual foi proposto pela Marfrig. A aprovação do novo conselho ocorreu após definição de um impasse entre o novo controlador e a Previ e define novos rumos à gestão da BRF. Também consideramos o novo conselho positivo para a BRF, alimentando ainda mais a possibilidade de uma fusão entre as companhias, o que consideramos positivo conforme divulgamos no relatório Marfrig + BRF: mesma história, novo final? Possível fusão volta à tona

Atribuímos o desempenho negativo das ações novamente à queda do câmbio no período, mesmo com a alta dos preços de celulose na China (+US$ 16,3 na semana), chegando a US$ 737 por tonelada.

Atribuímos a performance negativa do papel aos resultados divulgados pela companhia nesta terça-feira (29/03), os quais foram abaixo do esperado por parte do mercado.

Atribuímos o desempenho negativo das ações novamente à queda do câmbio no período, mesmo com a alta dos preços de celulose na China (+US$ 16,3 na semana), chegando a US$ 737 por tonelada.

Sem notícias específicas.

A empresa encontra-se restrita por determinação da área de compliance

Fluxo de estrangeiros na Bolsa brasileira

Nessa semana, o saldo acumulado da movimentação dos investidores estrangeiros na Bolsa foi cerca de R$3,1 bilhões*.

*Até dia 30/03/2022

Performance das Bolsas mundiais na semana

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