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Resumo da Semana: Ibovespa fecha em queda de -1,4%

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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Destaques da semana: 23/04 a 30/04

Ibovespa: -1,4% | 118.894 pontos

O Ibovespa fechou a semana com queda de -1,4%, encerrando mês de abril com ganhos de +1,9%. Em meio à redução de riscos fiscais, o dólar registrou o primeiro recuo mensal do ano em -3,6%, levando a Bolsa brasileira a uma alta de +6,9% em dólares no mês, superando o desempenho de várias das principais Bolsas globais.

Os mercados americanos encerraram a sexta-feira sem uma direção única depois de uma semana movimentada. O presidente Joe Biden fez um discurso frente ao Congresso e deu mais detalhes sobre um o pacote de estímulos de US$ 1,8 trilhões focado em saúde e educação, que irá ser parcialmente compensado por um aumento de impostos. Outro destaque foi a publicação do PIB do primeiro trimestre, que indicou que economia americana viu um forte crescimento de 6,4% anualizado no período. E essa recuperação das atividades foi reforçada pelos resultados divulgados pelas empresas na semana, a mais importante da temporada em que quase 50% do índice S&P 500 reportou, incluindo as gigantes de tecnologia FAANGs (Facebook, Apple, Amazon, Microsoft e Google) que surpreenderam expectativas.

Ainda nos EUA, houve a decisão de política monetária pelo Federal Reserve. Como esperado, o banco central americano manteve as taxas de juros inalteradas entre 0% e 0,25% e a recompra de títulos em US$ 120 bilhões por mês. No comunicado, o banco central reconheceu o andamento da recuperação econômica, porém disse que a pandemia continua a representar um risco. Sobre a subida da inflação, indicaram que veem como um reflexo de fatores transitórios. Esperamos que os estímulos monetários sejam retirados gradualmente a partir do 3T de 2022, com o primeiro aumento da taxa de juros no início de 2024.

Já a China e a Europa fecharam a semana em território negativo. Os mercados europeus encerraram a sexta-feira em -0,3% com dados do crescimento do PIB do primeiro trimestre que veio fraco em -0,6%. E na China, a queda no mercado foi puxada por ações de tecnologia depois do anúncio de novas exigências das autoridades chinesas para regular serviços financeiros.

Por aqui, o destaque da semana foi o retorno das discussões da reforma tributária que finalmente ganha tração. Na política, mudanças na equipe econômica foram anunciadas após um desgaste entre o ministério e o Congresso na negociação do orçamento. E por último, o Senado instalou o CPI da Pandemia que deve dar um tom menos favorável ao Planalto nos próximos meses.


Confira abaixo os destaques e o nossa prévia de resultados do 1º trimestre de 2021


Gráfico da semana:

O Brasil está barato

Clique aqui para ver mais detalhes sobre o gráfico da semana.


Câmbio e juros

O Dólar fechou a semana com alta de +0,75% em relação ao Real, em R$ 5,43/USD. Já a curva DI para o vértice de janeiro/31 apresentou queda, fechando 8 bps na semana, atingindo 8,98%.


O que esperar

No Brasil, o início dos depoimentos da CPI da Pandemia devem dominar as atenções no cenário político. Na seara de indicadores, a semana contará com a divulgação da produção industrial e das vendas do comércio varejista em março; no entanto, o principal destaque fica para a reunião de política monetária do Banco Central. Esperamos uma alta de 0,75p.p. na Selic, elevando a taxa básica de juros para 3,50% ao ano.

No cenário internacional, os EUA contarão com mais uma bateria de indicadores que deverão reforçar a retomada da atividade no país, com PMIs de abril e taxa de desemprego de março. Na Zona do Euro, também haverá divulgação de PMIs, além de vendas no varejo referentes a março.


Ações


Atribuímos a alta das ações à combinação de negócios (fusão) anunciada na segunda-feira (26) entre a companhia e o Grupo Soma (SOMA3). Para mais detalhes, acesse nosso relatório sobre a transação aqui.

Acreditamos que a notícia relativa a participação (5,29%) do BTG no Pão de Açúcar levou a rápida subida nas ações.

atribuímos a alta das ações às notícias veiculadas na última sexta-feira (23) após o fechamento do mercado (i) sobre a aquisição pela CVC de 100% de participação nas empresas argentinas Biblos e Avantrip (link), e (ii) sobre a aprovação em assembleia geral extraordinária de acionistas da abertura de uma ação contra os ex-diretores da empresa por denúncias de envolvimento em manipulações contábeis (link).


Atribuímos a alta das ações à divulgação de pagamento de dividendos na última quarta-feira (28), de aproximadamente R$ 583 milhões ou R$ 2,2/ação, o que implica em um dividend yield de 6%.

Acreditamos que a performance das ações reflete a oferta vencedora da empresa no leilão da rodovia BR-153/GO/TO, realizado na última quinta-feira e vista positivamente pelo mercado em geral.

Semana de realização em todo o setor de proteína animal principalmente em função da queda na taxa de câmbio. Além disso, no caso do setor de frango e suíno, frente a constante alta nos preços dos grãos (milho e soja), a perspectiva é de contração nas margens no 1o trimestre e desafios à frente. No médio prazo, entretanto, seguimos construtivos com a empresa.

A empresa encontra-se restrita por determinação da nossa área de compliance.

Empresa fora da cobertura.

Sem notícias específicas.

A empresa encontra-se restrita por determinação da nossa área de compliance.

Fluxo de estrangeiros na Bolsa brasileira

Nessa semana, o saldo acumulado da movimentação dos investidores estrangeiros na Bolsa foi de +R$ 1 bilhão*.

*Até dia 28/03/2021

Performance das Bolsas mundiais (Acum. da semana)

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