IBOVESPA +0,47% | 205.083 Pontos
CÂMBIO -0,90% | 4,99/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a semana em queda de 0,2% em reais e alta de 0,7% em dólares, por conta da apreciação de 1,6% do real, aos 205.083 pontos.
MRV (MRVE3, +14,0%) foi o destaque positivo da semana, em meio ao fechamento da curva de juros observado em parte do período, que favoreceu construtoras e outros nomes domésticos sensíveis às taxas.
Por outro lado, WEG (WEGE3, -11,0%) foi o destaque negativo, com a reação do 3T26 refletindo expectativas mais elevadas para as margens e o valuation da companhia frente aos pares globais, que passaram por um re-rating recente em meio a preocupações com a demanda relacionada à inteligência artificial.
Renda Fixa
A semana foi marcada pelo fechamento da curva de juros, especialmente nos vértices longos, em meio ao recuo dos Treasuries diante da redução das apostas de uma nova alta de juros pelo Federal Reserve (banco central americano) na próxima reunião e a melhora da percepção fiscal doméstica frente às expectativas para o segundo turno das eleições. A T-note de dois anos encerrou a semana em 4,69% (-2 bps vs. semana anterior), a T-note de 10 anos em 5,0% (-8 bps) e o T-bond de 30 anos em 5,33% (-10 bps). Já a curva de juros doméstica encerrou com o DI jan/27 a 13,47% (-1 bp vs. semana anterior), o DI jan/29 a 12,60% (-9 bps) e o DI jan/31 a 12,58% (-15 bps). A NTN-B encerrou com a B29 a 6,77% (vs. 6,86%), a B35 a 6,74% (vs. 6,93%) e a B50 a 6,57% (vs. 6,85%).
Mercados globais
Nesta segunda-feira (26), os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,4%; Nasdaq 100: +0,4%), após duas semanas consecutivas de perdas dos principais índices, em meio às dúvidas sobre o retorno dos pesados investimentos em inteligência artificial. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de 0,5%, impulsionado principalmente pelo setor bancário, com BNP Paribas e UniCredit entre os destaques. Na Ásia, os mercados fecharam mistos: o Kospi (Coreia) recuou 1,5%, com cautela antes dos resultados de SK Hynix e Samsung, o Nikkei 225 (Japão) avançou 0,4%, enquanto na China o CSI 300 permaneceu estável (0,0%) e o Hang Seng (Hong Kong) avançou 0,5%, sustentado pelas petroleiras.
O mercado acompanha a semana de bancos centrais: o Fed decide os juros na quarta-feira, com o mercado já precificando cerca de 70% de chance de elevação em dezembro, colocando a entrevista de Kevin Warsh no centro das atenções, e com o Treasury de 10 anos perto de 5%. O petróleo opera em queda, com o Brent recuando cerca de 1,4%, para perto de US$ 115/barril, depois de subir mais de 6% na semana passada com os ataques dos Houthis à infraestrutura saudita, enquanto persistem os temores de novos ataques americanos ao Irã. Os investidores também direcionam o foco para a temporada de resultados, com divulgações esperadas de Alphabet, Microsoft e Amazon ao longo da semana.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão de sexta-feira com alta de 0,43%, aos 3.990,00 pontos, renovando sua máxima de 52 semanas. Em uma semana marcada pela proximidade do segundo turno das eleições, o índice de fundos imobiliários (IFIX) avançou 1,29%, elevando o ganho acumulado no mês para 6,27%. Entre as principais subclasses, o destaque ficou com os fundos de tijolo (1,65%), impulsionados sobretudo pelo desempenho das lajes corporativas (+4,05%), seguidos pelos FOFs/multiestratégia (+2,05%). Os fundos de recebíveis também encerraram a semana em alta, embora com valorização mais moderada (+0,72%).
A sessão de sexta-feira foi marcada por ganhos nos principais segmentos do mercado. Os fundos de recebíveis avançaram 0,16%, enquanto os FIIs de tijolo registraram alta de 0,68%. Entre os segmentos de tijolo, as lajes corporativas lideraram o movimento, com valorização de 1,39%, seguidas pelos ativos logísticos (+0,75%) e pelos fundos de shoppings (+0,14%). Já os fundos híbridos e a categoria multiestratégia/FOF avançaram 0,12% e 0,89%, respectivamente.
Entre os destaques positivos do pregão de sexta-feira, sobressaíram JSAF11 (+3,8%), RCRB11 (+3,7%) e JSRE11 (+3,3%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por URPR11 (-2,1%), GZIT11 (-1,8%) e HCTR11 (-1,3%).
Economia
O preço do petróleo (tipo Brent) superou US$ 116 por barril na última sessão, o maior patamar em seis meses, e recua para perto de US$ 110 por barril nesta manhã. Nos Estados Unidos, os PMIs de outubro mostraram atividade ainda forte, mas com preços de venda no ritmo mais intenso desde agosto de 2022. As expectativas de inflação dos consumidores também subiram.
No Brasil, Lula foi reeleito ontem para o quarto mandato, com 51,8% dos votos válidos. O discurso da vitória não trouxe sinalizações sobre ajuste fiscal. O dólar subiu cerca de 10% no mercado futuro de Chicago, para o equivalente a R$ 5,52 por dólar. O IPCA-15 de outubro avançou 0,32%, abaixo da expectativa de 0,44%, mas com composição pior, já que as medidas de núcleo e de serviços aceleraram. Mantemos nossas projeções de 5,1% para o IPCA de 2026 e de 4,4% para 2027.
Na agenda da semana, destaque para as decisões de política monetária nos Estados Unidos, no Japão e na Zona do Euro, com expectativa de manutenção dos juros, e para o índice PCE de setembro nos Estados Unidos. No Brasil, serão divulgados o Caged e a PNAD Contínua de setembro, além das notas estatísticas do Banco Central e do IGP-M de outubro.
Veja todos os detalhes
Economia
Reeleição de Lula coloca a política fiscal no centro das atenções
- Os houthis, grupo do Iêmen alinhado ao Irã, afirmaram hoje ter atacado estações de bombeamento do oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita e o aeroporto de Riad, segundo a Reuters. No fim de semana, o grupo já havia reivindicado ataques ao mesmo oleoduto, a uma instalação da Aramco em Yanbu e à refinaria de Rabigh. Não houve confirmação imediata por parte do governo saudita. O oleoduto é a principal rota que permite às exportações sauditas contornar o Estreito de Ormuz. Paralelamente, autoridades da Arábia Saudita, da Turquia e do Paquistão se reúnem hoje com representantes do Irã em Teerã. É o primeiro contato de alto nível entre as partes desde a escalada dos ataques houthis contra o território saudita. O preço do petróleo (tipo Brent) superou US$ 116 por barril na última sessão, o maior patamar em seis meses, e recua nesta manhã, com Estados Unidos e Irã mantendo a retórica das últimas semanas;
- Nos Estados Unidos, a leitura preliminar do PMI composto da S&P Global recuou de 58,4 em setembro para 57,6 em outubro, ainda a segunda maior leitura desde março de 2022. O PMI é uma sondagem com empresas que busca medir o pulso da atividade econômica. O PMI industrial subiu para 56,0, o maior nível em 53 meses, enquanto o de serviços cedeu para 57,9. Por outro lado, os preços de venda avançaram no ritmo mais intenso desde agosto de 2022, em meio à nova alta do petróleo. Ainda nos Estados Unidos, a leitura final do índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan recuou de 48,1 para 48,0 pontos em outubro, o menor patamar em cinco meses. As expectativas de inflação para 12 meses subiram de 4,6% para 4,7%, e as de longo prazo, de 3,4% para 3,5%, ambas as maiores leituras desde maio. Segundo pesquisa da Reuters, a ampla maioria dos economistas espera que o Federal Reserve mantenha os juros no intervalo entre 3,75% e 4,00% nesta semana, e a totalidade prevê nova alta em dezembro;
- No Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito ontem para o quarto mandato presidencial, com 51,8% dos votos válidos, contra 48,2% do senador Flávio Bolsonaro (PL), que havia liderado o primeiro turno. No discurso da vitória, o presidente não mencionou ajuste fiscal nem medidas para conter o crescimento da dívida pública, cuja razão em relação ao PIB atingiu 82,9% em agosto. As referências à economia se limitaram a investimentos em economia digital, verde e criativa e à atração de data centers. Segundo a Reuters, investidores aguardam um compromisso claro com a disciplina fiscal e um caminho crível para estabilizar a dívida. Isso exigirá articulação com um Congresso de perfil mais oposicionista. A definição da equipe econômica também segue em aberto;
- A taxa de câmbio deve refletir o resultado eleitoral. No mercado futuro de Chicago, o dólar subiu cerca de 10%, para o equivalente a R$ 5,52 por dólar, segundo a Bloomberg. Na última sessão, o dólar à vista havia encerrado em R$ 4,99 por dólar. O movimento representa a reversão das apostas em mudança de governo acumuladas desde o primeiro turno, período em que o real se apreciou quase 5% frente ao dólar, segundo a Reuters. Paralelamente, Flávio Bolsonaro afirmou que não reconhece o resultado e que pedirá a anulação da eleição. Ele questiona a decisão do STF que estendeu o horário de votação até as 19h;
- O IPCA-15 de outubro avançou 0,32% em relação a setembro, abaixo da expectativa de 0,44%. No acumulado em 12 meses, a inflação subiu de 4,47% para 4,62%. A surpresa baixista foi quase integralmente explicada pela queda das passagens aéreas, item de comportamento volátil. A composição, no entanto, foi pior do que o resultado cheio sugere. As medidas de núcleo, que excluem itens com preços voláteis, aceleraram tanto na margem quanto no acumulado em 12 meses. O mesmo ocorreu com o núcleo de serviços e com os serviços intensivos em trabalho, métrica acompanhada de perto pelo Banco Central. Em nossa visão, a demanda doméstica resiliente e o mercado de trabalho ainda apertado continuam a pressionar os componentes mais inerciais da inflação. Por outro lado, os bens industriais representaram o único destaque favorável. Mantemos nossa projeção de 5,1% para o IPCA de 2026 e de 4,4% para 2027. Esperamos que o Banco Central continue a cortar juros, à medida que a atividade econômica perde força. Para mais detalhes, leia “IPCA-15 de outubro: surpresa baixista, mas composição piora”;
- No cenário internacional, destaque para decisões de política monetária nos Estados Unidos, Japão e Zona do Euro, para as quais o mercado espera manutenção nas taxas de juros. Do lado da inflação, o índice PCE de setembro será divulgado nos Estados Unidos. No Brasil, os principais indicadores de mercado de trabalho de setembro — Caged e PNAD Contínua — serão divulgados. Além disso, o Banco Central publicará as notas estatísticas sobre crédito, setor fiscal e setor externo. Por fim, a Fundação Getúlio Vargas publicará o IGP-M de outubro.
Empresas
Embraer (EMBJ3): novo recorde de backlog, reduzindo ainda mais os riscos para o crescimento
- A Embraer reportou números operacionais positivos no 3T26, com um novo recorde de backlog de US$35,7 bilhões (+3% T/T; +14% A/A), continuando a oferecer visibilidade de receita até o fim da década;
- O backlog cresceu em todas as divisões, e o book-to-bill dos UDM permaneceu acima de 1,0x em todo o portfólio;
- A Aviação Comercial se destacou com 36 pedidos firmes de aeronaves da família E2, dos quais 28 foram anunciados no Farnborough e agora estão refletidos no backlog;
- A entrada de pedidos permaneceu resiliente apesar da volatilidade dos preços dos combustíveis, o que interpretamos como uma possível priorização, pelas companhias aéreas, da eficiência de longo prazo e do melhor dimensionamento das frotas;
- A Aviação Executiva e Serviços & Suporte registraram backlogs recordes, com altas de +12% e +14% A/A, respectivamente;
- Com as seleções do KC-390 pela Eslováquia e pela Lituânia (6 aeronaves) ainda a serem incorporadas, continuamos vendo o backlog da Embraer como um fator importante para reduzir os riscos dos resultados futuros e do crescimento dos lucros, reiterando nossa recomendação de Compra;
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Braskem e credores convergem para plano que obriga aporte de capital este ano, dizem fontes (Valor Econômico);
- ‘Taxa da seca’ em hidrovias do Norte gera embate entre grupos de navegação e Antaq (Valor Econômico);
- Bradesco BBI já distribuiu R$ 1,7 bi em CPRs com fiança bancária (The Agribiz);
- Próximo governo terá 41 cargos a preencher em agências reguladoras, BC, CVM e Cade (O Globo).
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- Do Mercado Livre à GM e Ford: veja quem mais ocupou e esvaziou galpões logísticos no trimestre (SiiLA);
- Allos negocia sete shoppings com a Kinea em operação de até R$ 1 bilhão (Buildings);
- Fundos imobiliários se tornaram atrativa porta de entrada para investidores (Metrópoles);
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ESG
MME abre consulta pública para mapear expansão de carregamento de veículos elétricos | Café com ESG, 26/10
- O mercado encerrou a semana passada em território misto, com o Ibovespa recuando 0,02% e o ISE avançando 0,02%. O pregão de sexta-feira fechou em leve alta, com o IBOV subindo 0,47% e o ISE 0,68%.
- No Brasil, (i) o Ministério de Minas e Energia (MME) abriu uma consulta pública para mapear os obstáculos à expansão da infraestrutura de recarga e os impactos do crescimento da frota de veículos elétricos e híbridos sobre as redes elétricas – a iniciativa ocorre diante da falta de um diagnóstico nacional sobre a disponibilidade de carregadores, as dificuldades de conexão e a capacidade das distribuidoras de acompanhar o avanço da eletromobilidade; e (ii) o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) credenciou o primeiro sistema de armazenamento de energia em baterias que atende às exigências de conteúdo local do leilão de reserva de capacidade (LRCap), previsto para 2 de dezembro – a solução é da brasileira You.On, com equipamemto de 7 MW de potência e capacidade de armazenamento de 25 MWh que utiliza baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP), conversores de potência e sistema de gerenciamento de energia (EMS).
- Ainda no país, a BYD deu início aos pedidos de licenças para dobrar a capacidade anual de produção de sua fábrica brasileira para 600 mil veículos, ao mesmo tempo em que entra na fase final de obras e testes de seus galpões de estamparia, soldagem e pintura – a unidade da BYD no Brasil deve iniciar 2027 ultrapassando o mínimo exigido de 50% de nacionalização de componentes, o que atenderá às exigências regulatórias e ajudará a empresa a iniciar as exportações regionais, afirmou o vice-presidente sênior Alexandre Baldy em entrevista.
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