Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado encerrou a semana passada em território misto, com o Ibovespa recuando 0,02% e o ISE avançando 0,02%. O pregão de sexta-feira fechou em leve alta, com o IBOV subindo 0,47% e o ISE 0,68%.
• No Brasil, (i) o Ministério de Minas e Energia (MME) abriu uma consulta pública para mapear os obstáculos à expansão da infraestrutura de recarga e os impactos do crescimento da frota de veículos elétricos e híbridos sobre as redes elétricas – a iniciativa ocorre diante da falta de um diagnóstico nacional sobre a disponibilidade de carregadores, as dificuldades de conexão e a capacidade das distribuidoras de acompanhar o avanço da eletromobilidade; e (ii) o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) credenciou o primeiro sistema de armazenamento de energia em baterias que atende às exigências de conteúdo local do leilão de reserva de capacidade (LRCap), previsto para 2 de dezembro – a solução é da brasileira You.On, com equipamemto de 7 MW de potência e capacidade de armazenamento de 25 MWh que utiliza baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP), conversores de potência e sistema de gerenciamento de energia (EMS).
• Ainda no país, a BYD deu início aos pedidos de licenças para dobrar a capacidade anual de produção de sua fábrica brasileira para 600 mil veículos, ao mesmo tempo em que entra na fase final de obras e testes de seus galpões de estamparia, soldagem e pintura – a unidade da BYD no Brasil deve iniciar 2027 ultrapassando o mínimo exigido de 50% de nacionalização de componentes, o que atenderá às exigências regulatórias e ajudará a empresa a iniciar as exportações regionais, afirmou o vice-presidente sênior Alexandre Baldy em entrevista.
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Brasil
Empresas
Não existe futuro econômico sem resiliência climática
“A mudança climática já é uma variável crítica no balanço das companhias, afetando fluxos de caixa, operações e valuation. Segundo estudo da S&P Global Sustainable, o custo total do risco físico climático para as maiores empresas do mundo, que compõem o índice S&P Global 1200, deverá atingir US$ 1,2 trilhão anualmente até 2050. Como resposta inevitável a essa nova realidade, a nossa missão nas organizações passa a ser integrar o rigor fiduciário à gestão dos impactos socioambientais, tendo a resiliência climática como eixo central da estratégia financeira. Por isso, a adoção voluntária dos padrões IFRS S1 e S2 do International Sustainability Standards Board (ISSB) para o reporte de Informações Contábeis Consolidadas Relacionadas à Sustentabilidade, mesmo diante da decisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de postergar sua obrigatoriedade, deve ser uma agenda estratégica. Aderir ao IFRS precocemente, como fizeram a Natura e outras empresas de capital aberto, acelera o aprendizado a menor custo e fortalece a governança e o acesso ao capital. Afinal, a transparência corporativa é o que sustenta a confiança do mercado e a visão de longo prazo.”
Fonte: Valor Econômico; 26/10/2026
Eneva vai propor reorganização societária para incorporar ativos de geração térmica da Parnaíba II
“A Eneva convocou seus acionistas para uma assembleia no próximo dia 13 de novembro para deliberar sobre uma cisão parcial da subsidiária Eneva Participações III e a posterior incorporação integral da Parnaíba II Geração de Energia. O objetivo da reestruturação é conferir à companhia a titularidade direta e integral dos ativos de geração térmica da Parnaíba II, simplificando a sua estrutura corporativa e reduzindo custos operacionais, administrativos e tributários. A Parnaíba II reúne 845,5 megawatts (MW) de potência instalada no Maranhão e respondeu por uma receita líquida de R$ 1,23 bilhão e lucro líquido de R$ 334,5 milhões em 2025, destaca a Eneva. A efetivação da operação está sujeita à aprovação pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para a transferência das outorgas de autorização das usinas termelétricas UTE Maranhão III, UTE MC2 Nova Venécia 2 e UTE Parnaíba IV.”
Fonte: Valor Econômico; 23/10/2026
BNDES credencia primeira bateria para leilão com conteúdo nacional
“O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) credenciou o primeiro sistema de armazenamento de energia em baterias (SAE) que atende às exigências de conteúdo local do leilão de reserva de capacidade (LRCap) previsto para 2 de dezembro. A solução é da brasileira You.On, primeira empresa a concluir o processo de análise de um equipamento completo e obter o código Finame para o certame. O equipamento aprovado é o You.On MOD A 7MW, com potência de 7 MW e capacidade de armazenamento de 25 megawatts-hora (MWh). Segundo a descrição apresentada ao BNDES, a solução utiliza baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP), conversores de potência e sistema de gerenciamento de energia (EMS), além de contar com tecnologia grid-forming, exigida para os equipamentos do leilão. O credenciamento é feito pelo Sistema de Credenciamento de Fornecedores Informatizado (CFI), plataforma do BNDES utilizada para cadastrar fornecedores e produtos submetidos às regras do Finame. O banco analisa separadamente a empresa e o equipamento: primeiro verifica se a companhia atende aos requisitos para atuar como fabricante ou empresa de engenharia e, depois, se o sistema cumpre as regras de nacionalização.”
Fonte: MegaWhat; 23/10/2026
Toyota e parceiros miram novo negócio de biogás no mercado brasileiro
“A Toyota Tsusho Corporation, a Toho Gas, o Mizuho Bank e a brasileira Cótica Energia e Participações submeteram à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a criação de uma joint venture para desenvolver tecnologia de produção de biogás a partir de resíduos de cana-de-açúcar.”
Fonte: MegaWhat; 23/10/2026
Porto de Santos inicia abastecimento regular de navios a etanol
“O Porto de Santos (SP) passará a ter operações regulares de abastecimento de navios com etanol, uma iniciativa que busca posicionar o terminal como um centros de abastecimento de combustíveis de baixo carbono. O início das operações regulares foi anunciado nesta sexta (23/10) pela parceria entre o grupo de transporte marítimo CMA CGM, Copersucar (açúcar e etanol), Bunker One (comercialização de combustíveis marítimos) e Autoridade Portuária de Santos (APS). No dia 19 de outubro, o navio porta-contêineres CMA CGM IRON deu a largada no projeto de abastecimento com o biocombustível. A embarcação de 13.000 TEU é equipada com o primeiro motor tricombustível do mundo certificado para operar com etanol. Até o final deste ano, estão previstos novos abastecimentos de navios da CMA CGM com etanol fornecido pela Copersucar.”
Fonte: Eixos; 23/10/2026
Emissões da agropecuária ficam estáveis em 2025, aponta Imaflora
“As emissões brutas de gases de efeito estufa da agropecuária brasileira ficaram praticamente estáveis em 2025, pelo segundo ano consecutivo. O setor emitiu 626,3 milhões de toneladas de CO2 equivalente (MtCO2e) em comparação com as 626,7 milhões de toneladas em 2024, uma queda de apenas 0,07%. Os dados são do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora). O resultado foi influenciado por movimentos opostos entre as atividades do setor. Enquanto as emissões da pecuária recuaram 1,68%, para 494,1 MtCO2e, as da agricultura avançaram 6,45%, chegando a 132,1 MtCO2e. Segundo o Imaflora, o aumento das emissões agrícolas está associado à expansão da produção e da área cultivada. Já na pecuária, o recorde de abate de bovinos contribuiu para reduzir as emissões por meio da diminuição dos níveis de fermentação entérica, processo digestivo dos ruminantes que libera metano na atmosfera. O gado de corte permaneceu como a principal fonte de emissões da agropecuária brasileira, com 410,7 MtCO2e, o equivalente a 65,6% do total do setor. A bovinocultura leiteira respondeu por outros 48,6 MtCO2e. As emissões dessas duas atividades caíram 1,7% e 2,9%, respectivamente.”
Fonte: NovaCana; 23/10/2026
Bioo anuncia primeiro contrato de venda de certificado de biometano do país
“A Bioo, produtora de biometano a partir de resíduos agroindustriais, assinou o primeiro contrato publicamente divulgado de compra e venda de Certificados de Garantia de Origem de Biometano (CGOBs) no Brasil. O comprador é um grande grupo europeu, cuja identidade não foi revelada devido a cláusulas de confidencialidade. A companhia também não informou o valor do contrato nem o volume de certificados negociados. A operação é vinculante, mas a entrega dos CGOBs, prevista para o fim deste ano, depende da conclusão de procedimentos regulatórios conduzidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A Bioo tem entre seus acionistas a gestora de investimentos Flying Rivers, a Sebigas Cótica e a BNDESPAR, braço de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Ser protagonista da primeira comercialização divulgada de CGOBs reforça o papel da Bioo na construção desse mercado. A operação demonstra que o interesse pelo atributo ambiental do biometano brasileiro é real e internacional”, afirma o fundador da empresa, Maurício Cótica, em nota. Para os produtores, a comercialização de CGOBs representa a possibilidade de obter uma receita adicional à venda física do biometano. Criados pela Lei do Combustível do Futuro, de 2024, os CGOBs certificam a origem renovável do biometano e permitem comercializar seu atributo ambiental separadamente do combustível.”
Fonte: NovaCana; 23/10/2026
BYD quer dobrar capacidade de fábrica no Brasil para 600 mil carros
“A fabricante chinesa de carros elétricos BYD deu início aos pedidos de licenças para dobrar a capacidade anual de produção de sua fábrica brasileira para 600 mil veículos, ao mesmo tempo em que entra na fase final de obras e testes de seus galpões de estamparia, soldagem e pintura, disse à Reuters o principal executivo da empresa no país. A unidade da BYD no Brasil deve iniciar 2027 ultrapassando o mínimo exigido de 50% de nacionalização de componentes, o que atenderá às exigências regulatórias e ajudará a empresa a iniciar as exportações regionais, afirmou o vice-presidente sênior Alexandre Baldy em entrevista.”
Fonte: Folha de São Paulo; 23/10/2026
BNDES e Instituto Clima e Sociedade firmam parceria com foco na restauração dos biomas brasileiros
“O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Instituto Clima e Sociedade (iCS) firmaram Acordo de Cooperação para desenvolver ações conjuntas voltadas à recuperação e à conservação dos biomas brasileiros. A primeira iniciativa concreta no âmbito da parceria será o ProFloresta+ 2, estruturado pelo BNDES para ampliar a restauração ecológica no país por meio da geração e compra de créditos de carbono de alta integridade. O ProFloresta+ 2 foi lançado pelo BNDES em julho desse ano, com um chamamento para que empresas interessadas em adquirir créditos de carbono manifestassem interesse em participar da iniciativa. A iniciativa busca reunir compradores de diferentes setores da economia e amplia para todos os biomas brasileiros o modelo desenvolvido inicialmente para a Amazônia por meio da primeira edição do ProFloresta. A expectativa é que até 60 mil hectares sejam restaurados. A iniciativa também deve contribuir com a captura de aproximadamente 19 milhões de toneladas de CO₂ e com a mobilização de até R$ 6 bilhões na compra de créditos de carbono.”
Fonte: Um Só Planeta; 23/10/2026
Política
Minerais críticos: a lei é só o começo
“A Lei nº 15.506/2026, sancionada sem vetos em 16 de setembro, merece ser lida para além da manchete sobre “terras raras”. Mais que uma política mineral, ela reorganiza o modo como o Estado pretende intervir em cadeias centrais para a transição energética, a defesa e a competição tecnológica. O foco vai além do acesso à jazida e alcança financiamento, industrialização, inovação, rastreabilidade e controle de operações estratégicas. A lei distingue minerais críticos de minerais estratégicos. Os primeiros são definidos pelo risco de abastecimento e pelo impacto de sua escassez sobre setores-chave. Os segundos decorrem da relevância das reservas brasileiras para a balança comercial, a tecnologia, o desenvolvimento regional ou a descarbonização. Ambas as classificações são dinâmicas e poderão mudar conforme a evolução tecnológica, a dependência externa e as prioridades do país. A primeira transformação é institucional. A lei não substitui o modelo centrado na outorga, regulação e fiscalização pela Agência Nacional de Mineração (ANM), mas acrescenta-lhe uma camada de coordenação estratégica e de política industrial vinculada à Presidência da República. O Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), já estruturado pelo Decreto nº 13.118/2026, habilita projetos, formula o plano nacional e define prioridades. Mais sensível é a triagem de operações envolvendo mudança de controle societário, participação estrangeira relevante, certos contratos internacionais e alienação ou oneração de títulos minerários.”
Fonte: Valor Econômico; 26/10/2026
Governo estima R$ 10 bi para reduzir custo da geração de energia na Amazônia
“O Ministério de Minas e Energia (MME) propôs reduzir em 60,1% o custo de geração de energia elétrica nos Sistemas Isolados da Amazônia Legal até 2035, em comparação com 2022. A medida integra uma proposta de metas para o Programa Energias da Amazônia, que também prevê diminuir em 75,9% as emissões de gases de efeito estufa e em 73,3% o consumo de combustíveis fósseis utilizados na geração de eletricidade nessas localidades. A proposta foi submetida à consulta pública nesta sexta-feira, 23 de outubro. Os interessados terão 20 dias para apresentar contribuições, antes do encaminhamento das metas para deliberação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Segundo nota técnica que fundamenta a iniciativa, a implementação do cenário escolhido como referência para o programa exigirá investimentos estimados em R$ 10,11 bilhões até 2030. O Programa Energias da Amazônia foi instituído em 2023 para reduzir a dependência de combustíveis fósseis, especialmente óleo diesel e gás natural, utilizados na geração de eletricidade em localidades não conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN).”
Fonte: MegaWhat; 23/10/2026
Com 381 mil novos veículos elétricos, governo avalia impactos na rede
“Com 381,6 mil veículos leves eletrificados emplacados no Brasil entre janeiro e setembro de 2026, volume 70% superior ao registrado em todo o ano passado, o Ministério de Minas e Energia (MME) abriu uma consulta pública para mapear os obstáculos à expansão da infraestrutura de recarga e os impactos do crescimento da frota sobre as redes elétricas. A iniciativa ocorre diante da falta de um diagnóstico nacional sobre a disponibilidade de carregadores, as dificuldades de conexão e a capacidade das distribuidoras de acompanhar o avanço da eletromobilidade. Dos veículos emplacados neste ano, 303,5 mil são totalmente elétricos ou híbridos plug-in, que dependem de recarga externa. A consulta foi aberta nesta sexta-feira, 23 de outubro, e receberá contribuições até 22 de novembro. Segundo nota técnica que fundamenta a iniciativa, o país ainda não dispõe de informações sistematizadas sobre a cobertura territorial dos pontos de recarga, os obstáculos enfrentados por consumidores e operadores ou as condições de conexão dos equipamentos às redes elétricas.”
Fonte: MegaWhat; 23/10/2026
ONS e EPE ampliam opções de modelos para leilão de baterias
“O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) ampliaram as opções de programas que poderão ser utilizados pelos empreendedores para apresentar os modelos matemáticos dos sistemas de armazenamento em baterias. A mudança consta de uma revisão da nota técnica com os requisitos mínimos de conexão dos projetos que participarão dos leilões de reserva de capacidade de armazenamento, publicada nesta quinta-feira, 22 de outubro. Com a atualização, os agentes poderão fornecer os modelos de transitórios eletromecânicos nos formatos Organon ou Anatem, à escolha do proponente. As duas ferramentas são utilizadas para simular o comportamento de equipamentos e avaliar a estabilidade do sistema elétrico diante de perturbações, como curtos-circuitos e desligamentos de linhas de transmissão. Até então, o documento previa apenas o Anatem.”
Fonte: MegaWhat; 23/10/2026
Governo propõe metas de descarbonização para sistemas isolados na Amazônia
“O Ministério de Minas e Energia (MME) abriu uma consulta pública sobre as metas de descarbonização do programa Energias da Amazônia, que tem como objetivo reduzir o uso de diesel na produção de energia na região amazônica. A iniciativa busca promover a substituição gradual dessa matriz por soluções baseadas em fontes renováveis, sistemas híbridos de geração, armazenamento de energia e ampliação das interligações ao Sistema Interligado Nacional (SIN). A abertura da consulta pública foi divulgada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (23/10). As metas incluem a redução da emissão de gases de efeito estufa (GEE) associadas à geração de energia elétrica em sistemas isolados em 65,7% até 2030, e 75,9% até 2035. Já o consumo de combustíveis fósseis na geração deve reduzir 70,22% até 2030, e 73,3% até 2035. Por sua vez, a meta para o custo total de geração de energia é cair 55,5% até 2030, e 60,1% até 2035.”
Fonte: Eixos; 23/10/2026
Internacional
Empresas
Fabricante chinesa de turbinas eólicas constrói barreira de proteção na Europa a partir de Pequim
“Um dos maiores fabricantes de turbinas eólicas da China busca responder a preocupações de segurança nacional na Europa, mantendo dados fora do alcance da legislação chinesa, após o Reino Unido ter impedido o uso de suas turbinas em parques eólicos offshore britânicos. A Ming Yang Smart Energy informou que estabeleceu entidades jurídicas europeias distintas, com governança e sistemas de TI independentes, para convencer governos e clientes de que seus equipamentos não podem ser utilizados por Pequim para coletar informações sensíveis ou, até mesmo, interromper o fornecimento de energia elétrica. A empresa chinesa seguiu orientações jurídicas do escritório de advocacia DLA Piper para criar estruturas que ajudem a proteger seus clientes europeus do alcance da Lei de Inteligência Nacional da China, a qual exige que empresas cooperem com agências de inteligência estatais. A medida ocorre após uma declaração do governo britânico, em março, de que não apoiaria o uso de turbinas da Ming Yang em parques eólicos offshore no Reino Unido, decisão tomada após uma avaliação de segurança nacional. Tal medida interrompeu os planos da empresa chinesa de construir uma fábrica de 1,5 bilhão de libras na Escócia, projeto que teria gerado até 1.500 empregos.”
Fonte: Financial Times; 26/10/2026
Singapura toma medidas contra empresas por causa de névoa tóxica
“Cingapura está tentando responsabilizar empresas enquanto enfrenta a pior poluição do ar da última década; no entanto, a cidade-estado, sufocada pela névoa, esbarra nos limites da aplicação de leis ambientais que transcendem fronteiras. Nos últimos dias, o governo ameaçou tomar medidas legais contra 10 empresas, várias delas com fortes laços com Cingapura, que, segundo as autoridades, estão por trás dos incêndios florestais na vizinha Indonésia, responsáveis pela névoa que cobre o país. O governo também levantou dúvidas sobre o possível envolvimento de outras companhias listadas na bolsa local, ameaçando atingir seus lucros, o acesso a financiamento e a sua reputação perante os investidores. “Cingapura — que deseja continuar sendo um centro financeiro internacional — mantém muitos negócios com essas empresas”, afirmou Ivan Png, da Universidade Nacional de Cingapura, que tem defendido a criação de uma legislação contra a poluição por fumaça. Ele acrescentou que essas empresas “dependem de Cingapura para obter capital e financiamento — seria de se esperar que isso as levasse a prestar atenção ao que o governo diz”.”
Fonte: Financial Times; 23/10/2026
Política
UE avalia seguir os passos de Donald Trump na garantia de minerais críticos
“Legisladores da União Europeia querem que Bruxelas adote uma estratégia semelhante à de Donald Trump, passando a deter participações em projetos de matérias-primas críticas — um movimento que espelha as iniciativas dos EUA e do Japão para garantir o suprimento de minerais essenciais para a defesa e para tecnologias limpas. Na semana passada, membros do Parlamento Europeu votaram pela criação de uma agência com poderes para adquirir participações em empresas do setor de matérias-primas, sempre que necessário, “para salvaguardar a segurança do abastecimento da União”, formar estoques estratégicos e monitorar o fornecimento em todo o bloco. Segundo Mohammed Chahim, o legislador holandês social-democrata que lidera a proposta, a medida ajudaria a Europa a reduzir sua dependência de minerais chineses — fundamentais para tecnologias como baterias e soluções sustentáveis — e a diminuir sua vulnerabilidade a oscilações nos preços desses insumos críticos. “Projetos europeus são muito sensíveis às dinâmicas de mercado e aos preços globais, os quais podem ser manipulados por atores internacionais”, afirmou. Ele ressaltou que os EUA e o Japão, que investiram na garantia do suprimento desses minerais, “são muito menos vulneráveis”.”
Fonte: Financial Times; 26/10/2026
Onda de calor no verão associada a 50 mil mortes na Europa
“Neste verão, a Europa registrou cerca de 50 mil mortes relacionadas ao calor, à medida que temperaturas elevadas castigaram o continente, tornando esta a temporada com o maior número de óbitos por calor nos registros modernos, segundo uma nova pesquisa. A Europa é o continente que mais rapidamente aquece no mundo, e este verão foi o mais quente já registrado na região, com novos recordes de temperatura sendo estabelecidos em diversos países em meio a uma sucessão de ondas de calor. O número de mortes em excesso causadas pelo calor neste ano foi o mais alto deste século, superando com folga o recorde anterior de 29 mil óbitos relacionados ao calor no verão de 2022, de acordo com dois estudos publicados — um deles neste mês e o outro já aceito para publicação — na revista Nature Health. Itália, França, Espanha, Alemanha e Reino Unido apresentaram o maior número de mortes em excesso neste verão devido às altas temperaturas, segundo estimativas elaboradas por uma equipe de cientistas do Imperial College London e da London School of Hygiene and Tropical Medicine, além das universidades de Copenhague, Veneza e Berna.”
Fonte: Financial Times; 23/10/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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