IBOVESPA -1,52% | 173.885 Pontos
CÂMBIO +0,08% | 5,12/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira em queda de 1,5%, aos 173.885 pontos. O movimento acompanhou a queda das bolsas globais (Nasdaq, -1,7%; S&P 500, -1,5%), que foram pressionadas pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio e pela decisão de juros do Federal Reserve.
Ações ligadas ao petróleo acompanharam a alta do Brent: PRIO (PRIO3, +2,9%), Petrobras (PETR3, +2,4%; PETR4, +1,9%) e PetroRecôncavo (RECV3, +1,2%) avançaram.
Na ponta negativa, ações de bancos lideraram as perdas, com Itaú Unibanco (ITUB4, -2,4%) e Bradesco (BBDC4, -2,2%) entre as maiores contribuições negativas ao índice, na esteira da divulgação do balanço de Santander Brasil (SANB11, -7,4%), que reportou resultados abaixo das expectativas do mercado.
Para o pregão de quinta-feira, Vale, Ambev, ISA Energia e Multiplan irão divulgar seus resultados do 2T26.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram ontem sem direção única, em um pregão marcado pela decisão do Fed e pelo aumento das apostas de retomada do aperto monetário nos EUA após a dissidência de três membros do FOMC. Nos EUA, as Treasuries fecharam com a T-note de 2 anos a 4,24% (-4 bps), a T-note de 10 anos a 4,67% (+7 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,21% (+12 bps).
No Brasil, a curva DI acompanhou a inclinação externa, com o DI jan/27 encerrando a 13,85% (-2 bps), o DI jan/29 a 14,25% (0 bps) e o DI jan/31 a 14,52% (+5 bps). A NTN-B apresentou alta, com a B29 a 8,33% (vs. 8,30%), a B35 a 8,26% (vs. 8,20%) e a B50 a 7,78% (vs. 7,69%).
Mercados globais
Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,3%; Nasdaq 100: +0,7%), em recuperação parcial após a forte correção da véspera, enquanto seguem avaliando os balanços das gigantes de tecnologia, a decisão do Federal Reserve de manter os juros inalterados e a continuidade das tensões no Oriente Médio. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de 0,5%, sustentado por uma forte temporada de resultados. Na Ásia, o desempenho foi misto, com o Nikkei 225 (Japão) subindo 0,7%, enquanto o Kospi (Coreia do Sul) caiu 1,2% e o CSI 300 (China) recuou 1,1%.
O mercado reage aos resultados das big techs, com Microsoft avançando mais de 8% no pré-mercado após resultados sólidos impulsionados pelo crescimento da Azure e pela manutenção do guidance de investimentos em data centers, reduzindo preocupações com os gastos em inteligência artificial. Em contrapartida, Meta recua cerca de 9% após divulgar projeções de receita mais fracas e queda de 91% no fluxo de caixa livre do segundo trimestre.
No cenário macro, investidores aguardam a divulgação do PCE de junho, do PIB do segundo trimestre e dos pedidos semanais de auxílio-desemprego, além avaliarem a elevação dos rendimentos das Treasuries após o Fed manter os juros inalterados. Na Europa, o PIB da Zona do Euro surpreendeu positivamente, crescendo 0,4% no segundo trimestre, acima da expectativa de 0,2%, reforçando a resiliência da atividade econômica, enquanto a continuidade do conflito entre Estados Unidos e Irã mantém o petróleo e os riscos inflacionários no radar dos mercados.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de quarta-feira em queda de 0,26%, aos 3.797,33 pontos. O desempenho setorial foi majoritariamente negativo, com os fundos de tijolo recuando 0,22%, pressionados principalmente por lajes corporativas (-0,61%) e ativos logísticos (-0,16%), apesar do leve avanço observado no segmento de shoppings (+0,05%). Os fundos de recebíveis também encerraram a sessão em baixa (-0,19%), enquanto os fundos híbridos registraram queda de 0,50%. Já o segmento de multiestratégia/FOFs recuou 0,32%.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram DEVA11 (+2,4%), BBIG11 (+2,1%) e MCRE11 (+1,5%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por CACR11 (-3,8%), MFII11 (-2,2%) e HGRE11 (-2,0%).
Economia
Nos Estados Unidos, o Fed manteve os juros no intervalo entre 3,50% e 3,75%, mas a decisão foi marcada por dissidência hawkish inédita desde 2016, com três diretores defendendo alta de juros. O comunicado citou a incerteza elevada decorrente do conflito no Oriente Médio, e Warsh não trouxe sinalização mais clara sobre os próximos passos.
No Brasil, o Caged surpreendeu positivamente em junho, com criação líquida de 145,2 mil empregos formais, acima das expectativas. O resultado interrompeu dois meses de leituras fracas, puxado pela recuperação do setor de serviços, ainda que os salários sigam em desaceleração moderada. Mantivemos nossa projeção de criação líquida de 960 mil vagas em 2026.
Na agenda de hoje, destaque para a divulgação simultânea, nos Estados Unidos, do PIB do 2º trimestre, do deflator PCE de junho e dos pedidos de seguro-desemprego. Na Zona do Euro, sai o PIB do 2º trimestre e a taxa de desemprego. No Reino Unido e no Japão, destaque para a decisão de juros pelo Banco da Inglaterra (BoE) e Banco do Japão (BoJ). No Brasil, atenções para a taxa de desemprego do trimestre encerrado em junho, a arrecadação tributária federal e o resultado do Tesouro Nacional referentes a junho e o IGP-M de julho.
Veja todos os detalhes
Economia
Fed mantém juros com dissidência hawkish inédita desde 2016; Caged surpreende positivamente em junho
- Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) manteve sua taxa de juros de referência no intervalo entre 3,50% e 3,75% pela quinta reunião consecutiva, em linha com o esperado. A decisão foi tomada por 9 votos a 3, com os três dissidentes — presidentes regionais de Cleveland, Minneapolis e Dallas — defendendo alta de 0,25 p.p., a primeira vez desde 2016 que três membros do Comitê divergem na mesma direção. O comunicado citou a incerteza elevada decorrente do conflito no Oriente Médio. Na coletiva de imprensa, o Presidente do Fed, Kevin Warsh, não trouxe sinalização mais clara sobre os próximos passos;
- No Brasil, o Caged registrou criação líquida de 145,2 mil empregos formais em junho, acima das expectativas (Consenso: 115,0 mil; XP: 110,0 mil), interrompendo dois meses de resultados abaixo do esperado. Em nossas estimativas sazonalmente ajustadas, o saldo de empregos subiu de 60 mil em maio para 90 mil em junho, embora a média móvel de 3 meses tenha recuado de 90 mil para 56 mil, e o acumulado em 12 meses tenha cedido de 981 mil para 964 mil. A recuperação foi puxada pelo setor de serviços, cuja criação líquida mais que dobrou na comparação com maio, enquanto os salários seguem em desaceleração moderada. Olhando à frente, esperamos desaceleração — não contração — do mercado de trabalho, com a criação de empregos formais arrefecendo de cerca de 110 mil por mês em 2025 para 80 mil por mês em 2026, refletindo a moderação da demanda, restrições de oferta em alguns setores e incertezas quanto à condução da política econômica a partir de 2027. Mantivemos nossa projeção de criação líquida de 960 mil empregos formais em 2026;
- Agenda internacional e doméstica bastante cheias hoje. Lá fora, destaque para a divulgação simultânea, nos Estados Unidos, do PIB do 2º trimestre (1ª leitura; expectativa de alta de 2,3% T/T anualizado, ante 2,1% no 1T), do deflator de despesas de consumo pessoal (PCE) de junho (expectativa: -0,1% M/M e 3,6% A/A no índice cheio; 0,1% M/M e 3,3% A/A no núcleo), da renda e dos gastos pessoais de junho, e dos pedidos semanais de seguro-desemprego. Na Zona do Euro, serão divulgados o PIB do 2º trimestre (leitura preliminar) e a taxa de desemprego. No Reino Unido e no Japão, atenções para as decisões de política monetária do Banco da Inglaterra (BoE) e do Banco do Japão (BoJ), em ambos os casos com expectativa de manutenção das taxas de juros vigentes (3,75% e 1,0%, respectivamente). No Brasil, destaque para a taxa de desemprego da Pnad Contínua referente ao trimestre encerrado em junho (expectativa de 5,4% ante 5,6% do trimestre anterior). Além disso, teremos a arrecadação tributária federal e o resultado do Tesouro Nacional referentes a junho e o IGP-M de julho.
Empresas
AmBev (ABEV3) | Revisão dos resultados do 2T26: comps entregues: volume de Cerveja Brasil +5% (= XPe)
- O resultado da Ambev veio abaixo do consenso e também das nossas estimativas, refletindo uma combinação de desempenho mais fraco fora de Cerveja Brasil e expectativas de mercado que haviam se tornado mais otimistas ao longo do trimestre;
- Ainda assim, vale destacar que acertamos o principal número: volume de Cerveja Brasil veio +5% A/A, em linha com nossa projeção. A principal frustração ficou por conta da expectativa do mercado de que os efeitos climáticos impulsionariam volumes para algo mais próximo de 7%, além de uma dinâmica mais fraca nas outras linhas de negócios;
- No geral, o resultado abaixo do consenso deve levar a uma reação negativa das ações hoje, à medida que o otimismo foi gradualmente se acumulando ao longo do trimestre. Dito isso, o T2 se beneficiou de uma base de comparação fácil, visão que permanece válida para o T3, enquanto o clima deve se tornar o principal tema para a tese no S2;
- Confira o relatório aqui.
Utilities: Prévia dos resultados do 2º trimestre de 2026
- A temporada de resultados do 2T26 deve se mostrar desafiadora para o setor de Utilities;
- Embora distribuidoras como EQTL e ENGI já tenham divulgado prévias operacionais positivas, sustentadas por crescimento saudável ao longo de suas concessões, a manutenção dos parâmetros de qualidade também vem pressionando custos na comparação anual, compensando parte desses KPIs favoráveis;
- No segmento de renováveis, a combinação de baixa incidência de recurso eólico com curtailment elevado também pressiona os resultados;
- Já nas hidrelétricas, apesar do GSF melhor na comparação anual e de spreads de modulação mais elevados A/A, os preços spot médios ficaram abaixo do esperado, limitando um desempenho mais positivo para players com energia descontratada, como a AXIA;
- A SBSP também deve enfrentar dinâmica de custos mais desafiadora, enquanto a ORVR terá um trimestre fraco devido a um ramp-up mais lento em Biometano (o que enxergamos como um evento não recorrente);
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Intelbras (INTB3): Forte execução, mas o debate sobre margens se desloca para o 2S
- A Intelbras entregou mais um trimestre sólido, com a rentabilidade novamente superando as expectativas, à medida que a companhia reportou EBITDA e lucro líquido acima das nossas estimativas;
- A receita líquida atingiu R$ 1,15 bilhão (-7,8% YoY; +3,5% QoQ), 1,2% acima da XPe, enquanto o EBITDA totalizou R$ 169 milhões (+9,4% YoY; +8,1% QoQ), 9,7% acima das nossas projeções;
- O lucro líquido alcançou R$ 158 milhões (+16,1% YoY; +3,4% QoQ), 5,2% acima da XPe;
- A receita de Segurança permaneceu praticamente estável em relação ao 1T26 (-2,0% vs. XPe) e segue como um dos principais drivers estruturais de rentabilidade para os próximos anos;
- O ROIC atingiu 18,8% (+1,1 p.p. QoQ), um dos indicadores mais importantes da tese em nossa visão;
- Com forte execução e negociando a um múltiplo atrativo (P/L de 7x), seguimos compradores;
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Distribuição de Combustíveis | Prévia do 2T26: Mantendo a liderança – Elevamos os preços-alvo
- Neste relatório, atualizamos nossos preços-alvo para Vibra Energia (R$ 39/VBBR3) e Ultrapar (R$ 34/UGPA3). Mantemos nossa recomendação de Compra para a Vibra, com base em retornos atrativos de FCFE (19,0% em 2026 e 12,0% em 2027). Continuamos preferindo a Vibra à Ultrapar (recomendação Neutra), em função dos retornos de FCFE ligeiramente menores da Ultrapar (16,6% em 2026 e 11,0% em 2027);
- Também apresentamos nossas estimativas para os resultados do 2T26. Projetamos margens EBITDA de R$ 445/m³ para a Vibra (ante R$ 258/m³ no 1T26) e de R$ 453/m³ para a Ipiranga (ante R$ 276/m³ no 1T26), representando resultados fortes para ambas as companhias;
- Em nossa visão, o desconto significativo entre os preços domésticos na porta da refinaria e a paridade internacional favorece os fornecedores estruturais do mercado, isto é, as grandes distribuidoras de combustíveis, e reduz o apetite de participantes oportunistas;
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Embraer (EMBJ3): O que mudou na tese de investimento?
- Realizamos um exercício olhando para a última década para entender o que mudou na tese de investimento da Embraer, analisando a evolução das expectativas de mercado e as revisões das nossas próprias estimativas;
- Vemos a Embraer operando hoje a partir de uma base estruturalmente mais elevada de resultados, apoiada por melhores entregas em aviação executiva, uma divisão de defesa mais relevante e mais rentável, e margens mais elevadas em todas as divisões;
- Olhando à frente, acreditamos que a execução permanece como o principal risco até 2030E, enquanto enxergamos upside adicional para as estimativas de 2030-35E vindo de fatores como a lucratividade da Aviação Comercial, Serviços e outras opcionalidades;
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3Tentos (TTEN3) | Prévia do 2T26: Industrial pressionado deve levar a revisões de resultados
- Esperamos que a 3Tentos reporte um 2T fraco, o que deve levar a revisões para baixo das estimativas, especialmente no segmento Industrial, embora projetemos receita líquida de BRL 4,55 bi (+28% A/A), sustentada por mais um trimestre forte nas unidades de Insumos e Grãos;
- Apesar do crescimento, estimamos EBITDA Ajustado pressionado de BRL 106 mi (-32% A/A), implicando margem EBITDA de 2,3% (-202bps A/A). O segmento Industrial deve ser o principal destaque negativo do trimestre, uma vez que preços mais fracos de biodiesel, combinados com preços da soja praticamente estáveis, devem ter comprimido as margens de esmagamento;
- Enquanto isso, a operação de etanol de milho deve contribuir apenas marginalmente neste trimestre. Devido aos atrasos na obtenção das licenças operacionais da ANP, passamos a estimar cerca de 600 mil toneladas de milho processadas em 2026, abaixo da expectativa original da companhia de 700 mil toneladas;
- No geral, apesar de esperarmos um resultado fraco, não antecipamos uma reação relevante das ações no dia da divulgação, uma vez que os investidores já parecem ter precificado o desempenho operacional mais fraco nas últimas semanas;
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Agro, Alimentos e Bebidas – Data Expert | Demanda global mais forte apertando os balanços de oferta e demanda do Brasil em todas as frentes
- Milho. A produção da safrinha foi revisada significativamente para cima neste mês, com Mato Grosso sozinho ficando 1,8 milhão de toneladas acima da nossa estimativa anterior, após o avanço expressivo da colheita ao longo de julho. A maior oferta coincide com um ambiente de demanda global mais forte para o milho, impulsionado pelo aumento das importações na Europa e por uma provável maior participação da China no mercado. O Brasil deve capturar parte dessa demanda adicional, embora Argentina e EUA continuem bastante competitivos, em média, devido à ampla disponibilidade de oferta. Ainda assim, a reorganização em curso dos fluxos globais de comércio deve sustentar as exportações brasileiras próximas de 40 milhões de toneladas (+1 milhão de toneladas vs. XPe Jun). A demanda doméstica permanece robusta e amplamente em linha com nossas expectativas. O consumo de milho para etanol segue crescendo de forma consistente desde o início da safra, em março, enquanto a demanda para ração, com base em nossas conversas com o setor, continua sólida;
- Soja. O balanço de oferta e demanda da soja se apertou desde nosso último relatório, passando de uma pequena acumulação de estoques para uma leve redução. Revisamos nossa projeção de exportações para cima em 1 milhão de toneladas, refletindo duas dinâmicas principais. Primeiro, embora a demanda chinesa deva perder algum fôlego após o acordo comercial entre China e EUA, o nível absoluto das compras chinesas deve continuar elevado. Segundo, e mais importante, estamos observando uma clara transferência de participação de mercado dos EUA para o Brasil nos mercados fora da China, movimento mais do que suficiente para compensar qualquer moderação das compras chinesas. A combinação de volumes ainda fortes destinados à China e demanda robusta em mercados ex-China, impulsionada pela competitividade e disponibilidade do produto brasileiro, reforça nossa visão mais construtiva para as exportações. No mercado doméstico, o ritmo de esmagamento continua elevado, com os dados de maio confirmando a forte atividade observada desde o início do ano, sustentando a demanda da indústria processadora;
- Farelo e Óleo de Soja. A demanda por farelo tem sido excepcionalmente forte, especialmente no mercado de exportação. A demanda global permanece robusta e sustenta um viés altista para nossa projeção de exportações. Nos EUA, o consumo doméstico de farelo continua relativamente forte, o que deve resultar em perda de participação do país no mercado global de exportação. Como consequência, Brasil e Argentina estão bem posicionados para continuar ganhando espaço nos próximos meses. A dinâmica do esmagamento parece ter migrado de uma lógica de produção voltada ao óleo para uma lógica mais voltada ao farelo, mudança reforçada pelo adiamento da confirmação do mandato B16 para o biodiesel. Seguimos monitorando essa questão de perto, mas vale destacar que o óleo de soja deve continuar mantendo uma participação elevada como matéria-prima para biodiesel, com menor sazonalidade ao longo do segundo semestre;
- Algodão. O mercado de exportação segue muito forte, e continuamos esperando uma queda da oferta em relação ao ano passado, o que sustenta uma visão de balanço de oferta e demanda mais apertado. Além disso, o mercado exportador ficou mais atrativo após o movimento de preços desencadeado pelo conflito entre EUA e Irã. Embora parte da valorização seja explicada pelos fundamentos de oferta e demanda e parte pelo prêmio geopolítico, a principal conclusão é que os preços se tornaram estruturalmente mais atrativos para os produtores. Isso cria um ambiente favorável para redução dos estoques, que potencialmente podem retornar a níveis mais baixos. A crescente competitividade do algodão frente às fibras sintéticas continua sustentando uma demanda global forte, mantendo nosso viés de aperto para o balanço de oferta e demanda brasileiro à frente;
- Clique aqui para acessar o relatório.
Minerva (BEEF3) | Prévia de resultados do 2T26: um trimestre sólido
- A Minerva deve entregar um trimestre forte sequencialmente, sustentado por volumes robustos de exportação para a China a partir das operações brasileiras e para os EUA, especialmente via Argentina, beneficiada pela cota adicional de exportação do país. Apesar disso, não acreditamos que os resultados devam servir como um catalisador relevante para revisões de estimativas ou para a ação;
- A visibilidade de resultados continua limitada, e os preços mais elevados do gado, combinados a uma dinâmica de exportação mais desafiadora, devem pressionar as margens no Q3. Uma aceleração mais significativa dos volumes vendidos deve ocorrer apenas no Q4, sustentada pela sazonalidade e pela retomada dos embarques para a China;
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX fecha em queda e recua para 3.797,33 pontos (Suno Notícias);
- Preço pedido por escritórios bate recorde em SP e vacância atinge mínima histórica (InfoMoney);
- Aportes impulsionam biocombustíveis e reforçam cenário para Fiagros (Suno Notícias);
- Clique aqui para acessar o relatório.
- ETF Brief: ETFs dobram de patrimônio e se aproximam de 1 milhão de investidores no Brasil enquanto saídas em Bitcoin ETFs e novas restrições na Coreia expõem seletividade crescente no exterior
- ETFs dobram de patrimônio em um ano e se aproximam de 1 milhão de investidores no Brasil (Valor Investe)
- Bitcoin sobe para US\$ 64 mil antes do Fed, mas ETFs seguem com saídas (Valor)
- Korean Stocks Decline After Samsung Results, New ETF Curbs (Bloomberg)
- AI’s Biggest Winners Are Selling and ETFs Are Behaving Strangely (ETF.com)
- Clique aqui para acessar o relatório.
ESG
Pela primeira vez, carvão corresponde por menos de 50% da matriz elétrica da China | Café com ESG, 30/07
- O pregão de quarta-feira fechou em território negativo, com o IBOV e o ISE caindo 1,52% e 2,22%, respectivamente;
- No Brasil, as providências a serem tomadas em relação ao El Niño, fenômeno climático que aumenta a temperatura no Oceano Pacífico e provoca alterações no clima de todo o país, foram anunciadas pela ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, nesta quarta-feira – segundo ela, o total de investimentos previstos para o segundo semestre vai chegar a R$ 1,3 bilhão;
- No internacional, (i) a China, maior consumidora de carvão do mundo, gerou menos de 50% de sua eletricidade a partir desse combustível fóssil no primeiro semestre do ano – segundo o vice-diretor-geral do escritório de desenvolvimento e planejamento da administração de energia, a participação do carvão na matriz elétrica foi de 49,7%, enquanto a participação das energias renováveis subiu para 41,2%; e (ii) os fabricantes europeus de turbinas eólicas estão avaliando se unir para ganhar escala de mercado e enfrentar a concorrência chinesa na corrida para abastecer a indústria global de energia eólica – segundo os europeus, os fabricantes chineses estão ganhando vantagem na Europa, e em regiões de rápido crescimento, como América Latina e Oriente Médio;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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