IBOVESPA -0,46% | 176.723 Pontos
CÂMBIO +0,33% | 5,08/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira em queda de 0,5%, aos 176.724 pontos, devolvendo parte dos ganhos da sessão anterior. O movimento foi pressionado pelo aumento da aversão ao risco nos mercados globais em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, que causou uma abertura da curva de juros, pressionando as ações brasileiras, especialmente os papéis domésticos e sensíveis a juros.
Ações de companhias ligadas ao petróleo, como Petrobras (PETR3, +1,7%), Vibra (VBBR3, +1,8%) e Ultrapar (UGPA3, +1,7%) avançaram, acompanhando a valorização dos preços do Brent. Na ponta negativa, Assaí (ASAI3, -4,5%) esteve entre as maiores quedas do índice, refletindo o movimento de aversão ao risco que pressionou as ações ligadas ao consumo doméstico.
Ontem, nomes de peso como Janet Yellen e Niall Ferguson participaram do primeiro dia da Expert XP 2026. Veja os destaques aqui. Hoje, a agenda inclui painéis com Dario Durigan, ministro da Fazenda, e Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a quinta-feira (23) em firme alta, refletindo o aumento da aversão ao risco global diante da escalada das tensões no Oriente Médio e da disparada do petróleo para US$ 100 por barril. Nos EUA, as Treasuries encerraram com a T-note de 2 anos a 4,35% (+4bps), a T-note de 10 anos a 4,70% (+4bps) e o T-bond de 30 anos a 5,17% (+2bps). No mercado doméstico, a curva de DI abriu de forma expressiva, especialmente nos vértices intermediários, acompanhando a deterioração do cenário externo e a redução das apostas de cortes adicionais da Selic após agosto, com o DI jan/27 encerrando a 14,05% (+9bps), o DI jan/29 a 14,71% (+21bps) e o DI jan/31 a 14,85% (+20bps). A NTN-B apresentou movimentos marginais, com a B29 a 8,45% (vs. 8,46%), a B35 a 8,25% (vs. 8,19%) e a B50 a 7,71% (vs. 7,64%).
Mercados globais
Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,3%; Nasdaq 100: +0,2%), buscando recuperação após a forte realização da sessão anterior. Na Europa, o Stoxx 600 ganha 0,4%, com destaque para tecnologia, enquanto telecomunicações lideram as perdas. Na Ásia, o tom foi negativo, com o Kospi recuando 5,7%, o Nikkei caindo 2,7% e, na China, o CSI 300 perdendo 1,7% e o HSI recuando 1,4%. O mercado segue monitorando a escalada das tensões no Oriente Médio após o presidente Donald Trump afirmar que avalia um ataque de grande escala contra o Irã, enquanto as forças americanas completaram a 13ª noite consecutiva de bombardeios.
Na temporada de resultados, Intel sobe no pré-mercado após divulgar números acima do esperado e projeções otimistas para o terceiro trimestre, impulsionadas pela demanda por inteligência artificial. Já Oracle avança após conquistar um contrato de até US$ 7 bilhões com o Pentágono. Na China, investidores acompanham a estreia da fabricante de chips ChangXin Memory Technologies (CXMT), que levantou US$ 8,6 bilhões em sua oferta pública inicial e pode provocar rotação de recursos no mercado local.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de ontem em queda de 0,28%, aos 3.803,93 pontos, acompanhando o movimento de abertura expressiva da curva DI, frente a deterioração do cenário externo e a redução das apostas de cortes adicionais da Selic após agosto. Dentre os segmentos, o desempenho foi amplamente negativo. Os fundos de tijolo recuaram 0,38%, pressionados principalmente pelas quedas em lajes corporativas (-0,63%), shoppings (-0,46%) e ativos logísticos (-0,25%). Os fundos de recebíveis também encerraram o dia no campo negativo (-0,24%), enquanto os fundos híbridos caíram 0,13%. Já o segmento de multiestratégia/FOFs registrou queda de 0,36%. Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram ICRI11 (+2,5%), TOPP11 (+1,7%) e TRBL11 (+0,9%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por RBRP11 (-3,5%), BBIG11 (-3,4%) e DEVA11 (-2,5%).
Economia
A escalada dos riscos no Oriente Médio manteve pressionadas as principais rotas de transporte de petróleo, levando o preço da commodity ao maior patamar desde maio. Ao mesmo tempo, os PMIs Flash indicaram retomada da atividade na Zona do Euro e no Reino Unido em julho, enquanto a desaceleração das pressões de custos pode aliviar parte das preocupações inflacionárias na Europa.
Na Zona do Euro, a recuperação da atividade reforçou os sinais de maior dinamismo no segundo semestre, embora os riscos geopolíticos permaneçam elevados. O Banco Central Europeu manteve os juros inalterados e preservou um viés contracionista diante das incertezas relacionadas ao choque de energia.
Na agenda, destaque para os preços ao produtor (PPI) do Canadá e para a divulgação do PMI Flash dos Estados Unidos. No Brasil, não há indicadores econômicos relevantes previstos para o dia.
Veja todos os detalhes
Economia
Preço do petróleo alcança maior nível desde maio enquanto atividade europeia retoma expansão
- As tensões no Oriente Médio continuaram pressionando o mercado de petróleo. Apesar de dois superpetroleiros fretados pela Sinopec terem conseguido atravessar o estreito de Bab el-Mandeb transportando cerca de 4 milhões de barris de petróleo saudita para a China, o fluxo marítimo permaneceu reduzido tanto no Mar Vermelho quanto no Estreito de Ormuz, enquanto novos ataques dos houthis contra embarcações sauditas reforçaram as preocupações com a segurança das principais rotas de exportação da região. No campo diplomático, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, condicionou a implementação do acordo de cooperação nuclear civil com a Arábia Saudita à adesão do país aos Acordos de Abraão e à normalização das relações com Israel, adicionando um novo elemento de incerteza ao cenário regional. Nesse contexto, o petróleo encerrou o dia cotado a 101 dólares por barril, o maior nível desde maio;
- A atividade econômica europeia apresentou sinais de recuperação em julho. Na zona do euro, o PMI Composto Flash subiu para 51,9, ante 50,0 em junho, marcando a primeira expansão em quatro meses (dado acima dos 50 pontos), impulsionada pela retomada dos novos pedidos. A Alemanha retornou ao crescimento, a França registrou contração marginal e o restante do bloco apresentou sua expansão mais forte em oito meses, com avanços tanto na manufatura quanto nos serviços. A inflação de custos de entrada recuou ao menor nível desde fevereiro e os preços de produção desaceleraram, reduzindo parte das pressões sobre o Banco Central Europeu. O ritmo atual é compatível com crescimento do PIB próximo de 0,3% no trimestre, sugerindo ganho de momentum no segundo semestre, embora os riscos geopolíticos permaneçam elevados. No Reino Unido, o PMI Composto avançou para 52,1, ante 49,3 em junho, registrando a primeira expansão em três meses, favorecida pela breve trégua no conflito com o Irã, pelo clima quente e pelo turismo doméstico. A inflação de custos também atingiu o menor patamar desde fevereiro, enquanto a confiança do consumidor alcançou o nível mais elevado desde janeiro, reforçando as expectativas de recuperação da economia britânica;
- O Banco Central Europeu manteve a taxa de juros em 2,25%, conforme esperado, mas reiterou que continuará monitorando os impactos da alta dos preços de energia sobre a inflação. Embora tenha mantido os juros inalterados, a autoridade monetária preservou um viés contracionista e indicou que o cenário com novas altas ainda é provável caso o choque energético gere efeitos secundários sobre os preços. A melhora da atividade e a desaceleração dos custos observadas nos PMIs tornam o cenário mais equilibrado, mas o mercado continua precificando elevada probabilidade de novos aumentos de juros ainda este ano, com a reunião de setembro sendo amplamente vista como o próximo momento possível para um ajuste monetário;
- A Expert XP chega ao segundo dia reunindo autoridades econômicas, lideranças internacionais e nomes de destaque da cultura global. Entre os convidados estão Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, Dario Durigan, ministro da Fazenda, Mike Pompeo, ex-secretário de Estado dos Estados Unidos, e o ator e produtor Will Smith. A programação deverá ampliar os debates sobre política monetária, cenário fiscal, geopolítica e perspectivas para a economia global;
- Na agenda, o principal destaque internacional será a divulgação dos preços ao produtor (PPI) do Canadá, importante para acompanhar a evolução das pressões de custos na economia, e do PMI Flash dos Estados Unidos, que fornecerá uma leitura atualizada do ritmo da atividade industrial e de serviços. No Brasil, não estão previstas divulgações de indicadores econômicos relevantes.
Commodities
Mineração e Siderurgia: Ambiente de preços mais fraco em meio à demanda moderada em Jun’26
- O sentimento para o setor de aço no Brasil se tornou mais complexo, com a demanda fraca compensando parte do suporte vindo da menor competição de importados e de uma proteção comercial mais rígida;
- Aço plano continua se beneficiando de um ambiente de preços mais favorável, particularmente para CRC e produtos revestidos, enquanto o HRC segue pressionado por elevada disponibilidade e demanda mais fraca;
- Embora uma potencial medida antidumping possa oferecer algum suporte aos preços domésticos;
- Em contraste, os aumentos de preços em aço longo foram apenas parcialmente implementados, com rebates, estoques elevados e sell-out fraco limitando sua efetivação;
- No geral, upside adicional para preços deve depender de normalização de estoques, disciplina de oferta e/ou melhora da demanda;
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Tarifaço: Arroz, mel e etanol serão taxados pelos EUA por trabalho forçado (CNN Agro);
- Simpar vende terminais de porto na Bahia para a ICTSI em operação avaliada em R$ 1,8 bilhões (Valor Econômico);
- Zen-Noh compra 30% do grupo bilionário goiano Cereal (Agribiz);
- Rede D’Or e HC descredenciam Geap por falta de pagamentos (Pipeline Valor).
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- Radar de Fundos Cetipados (Research XP);
- FII BRCO11 recebe aviso de rescisão do GPA em locação de imóvel; veja o impacto (InfoMoney);
- Cartesia promete pagar dividendos do CACR11 após derrota entre cotistas; dúvidas persistem (Valor Investe);
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ESG
Relatório anual da Agência Internacional de Energia confirma expansão de fontes renováveis no sistema elétrico global | Café com ESG, 24/07
- O pregão de quinta-feira fechou em leve queda, com o IBOV e o ISE recuando 0,46% e 1,04%, respectivamente.
- No Brasil, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) passou a aceitar certificados, como o I-REC (Certificados Internacionais de Energia Renovável), para comprovação da origem renovável da energia elétrica utilizada para nota de eficiência dos produtores de biocombustíveis no RenovaBio – essa medida amplia as alternativas disponíveis aos agentes regulados para demonstrar o consumo de eletricidade proveniente de fontes renováveis no processo de certificação do programa.
- No internacional, (i) a Agência Internacional de Energia (AIE) publicou, na quinta-feira, seu relatório anual sobre o consumo global de eletricidade, confirmando o crescimento das fontes renováveis e a menor participação do carvão – apesar do contexto desafiador, reflexo do conflito no Oriente Médio, a demanda global por eletricidade deve acelerar e passar de um crescimento de 3% em 2025 para 3,6% em 2026 e 3,8% em 2027; e (ii) segundo dados do Trade & Climate Tracker e International Institute for Sustainable Development, dos mais de 70 acordos comerciais e de cooperação econômica assinados desde 1º de janeiro de 2025, pelo menos 63% trataram de matérias-primas críticas, essenciais para tecnologias da transição energética, inteligência artificial e defesa – o monitor mostra que energia e clima são temas predominantes nas parcerias mais recentes, com 58% dos acordos mencionando explicitamente cooperação climática e 67% incluindo algum tipo de cooperação na área de energia, em temas como eficiência, infraestrutura elétrica e redes de transmissão.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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