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Petróleo dispara e pressiona mercados globais

Alta do petróleo e CPI de junho nos Estados Unidos são alguns dos temas de maior destaque nesta terça-feira, 14/07/2026

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IBOVESPA -1,20% | 175.739 Pontos

CÂMBIO +0,19% | 5,11/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira em queda de 1,2%, aos 175.739 pontos, pressionado pelo aumento da aversão ao risco nos mercados globais após a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, que impulsionou os preços do petróleo.

Na ponta positiva, as petroleiras lideraram os ganhos do índice, beneficiadas pela alta do petróleo. Petrobras (PETR3; PETR4, +2,8%; +2,8%) esteve entre os principais destaques do pregão, enquanto PRIO (PRIO3, +1,7%) também avançou.

Na ponta negativa, WEG (WEGE3, -4,8%) liderou as perdas do índice após um banco de investimentos divulgar um relatório com uma perspectiva mais cautelosa para os resultados do segundo trimestre da companhia.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram ontem em forte alta, acompanhando o aumento da aversão a risco global após a piora das tensões no Oriente Médio. Nos EUA, os rendimentos das Treasuries avançaram diante da ampliação das apostas em uma política monetária mais restritiva pelo Fed, com a T-note de 2 anos encerrando a 4,27% (+6 bps), a T-note de 10 anos a 4,62% (+6 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,10% (+4 bps).

No Brasil, a curva de juros acompanhou o movimento externo, apesar de o mercado seguir precificando elevado grau de probabilidade de corte da Selic em agosto. Nesse contexto, o DI jan/27 encerrou a 13,96% (+5 bps), o DI jan/29 a 14,23% (+25 bps) e o DI jan/31 a 14,38% (+21 bps). A curva de NTN-B apresentou movimentos marginais, encerrando com a B29 a 8,35% (vs. 8,36%), a B35 a 8,05% (vs. 8,03%) e a B50 a 7,54% (vs. 7,52%).

Mercados globais

Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam próximos da estabilidade (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: +0,1%). O sentimento dos mercados foi afetado após Donald Trump anunciar a retomada do bloqueio marítimo ao Irã no Estreito de Ormuz, impulsionando o Brent em mais de 9% e pressionando os ativos de risco.

Na Europa, as bolsas recuam (Stoxx 600: -0,5%), pressionadas pela alta do petróleo e pelo receito de uma inflação mais alta. Na Ásia, Nikkei (Japão) e Kospi (Coreia do Sul) fecharam em alta de 0,7%, enquanto o CSI 300 (China) subiu 2,2%. No dia, os investidores acompanham os balanços de JPMorgan, Goldman Sachs, Citigroup e Bank of America, além da divulgação do CPI de junho e do depoimento do presidente do Fed, Kevin Warsh, no Congresso.

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de ontem em queda de 0,34%, aos 3.829,87 pontos. Dentre os segmentos, os fundos de tijolo recuaram 0,36%, pressionados principalmente pelas quedas em lajes corporativas (-0,35%), ativos logísticos (-0,33%) e shoppings (-0,32%). Os fundos de recebíveis também encerraram o dia no campo negativo (-0,24%), enquanto os fundos híbridos registraram queda de 0,42%. Já os fundos de fundos e o segmento de multiestratégia/FOFs recuaram 0,62%, figurando entre os destaques negativos da sessão.

Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram HSGL11 (+6,6%), KNHY11 (+2,0%) e KORE11 (+1,4%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por CACR11 (-5,0%), PCIP11 (-4,0%) e MCRE11 (-2,5%). Apesar da queda relevante do PCIP11, fundo que integra nossa cobertura de listados, não identificamos fatos relevantes ou eventos específicos que justifiquem o movimento observado na sessão.

Economia

No exterior, o presidente Donald Trump anunciou a retomada do bloqueio naval dos Estados Unidos ao Irã no Estreito de Ormuz e cobrança de taxa de 20% sobre toda a carga transportada pela rota. O Irã rejeitou o movimento e ameaçou retaliação militar, enquanto o petróleo (Brent) disparou cerca de 9,6%, para US$ 83,30 por barril, a maior alta diária desde maio de 2020. O choque elevou para cerca de 50% as apostas de mercado para uma alta de juros pelo Fed já em julho, após o diretor Christopher Waller sinalizar abertura para elevação dos juros.

No Brasil, o Boletim Focus trouxe redução na mediana das projeções para o IPCA de 2026, de 5,30% para 5,16%, enquanto as estimativas para Selic, câmbio e PIB permaneceram estáveis.

Na agenda de hoje, destaque para o CPI de junho nos Estados Unidos e a divulgação, à noite, do pacote de dados de atividade do 2º trimestre chinês, incluindo o PIB.

Veja todos os detalhes

Economia

Trump anuncia retomada do bloqueio ao Irã no Estreito de Ormuz; petróleo dispara e pressiona mercados globais

  • Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump anunciou ontem que os EUA retomarão o bloqueio naval ao Irã no Estreito de Ormuz, com início previsto para as 17h (horário de Brasília) de hoje, e passarão a cobrar uma taxa de 20% sobre toda a carga transportada pela rota. O Irã rejeitou o controle americano sobre o estreito e ameaçou retaliação militar; a tarde foi marcada ainda por relatos de ataques mútuos entre Iêmen e Arábia Saudita. Com isso, o petróleo (Brent) saltou cerca de 9,6%, para US$ 83,30 por barril, a maior alta diária desde maio de 2020, enquanto o WTI avançou 9,4%, para US$ 78,14;
  • Ainda nos Estados Unidos, o choque no petróleo elevou as apostas de mercado para uma alta de juros pelo Fed (banco central americano) já em julho, hoje precificada em cerca de 50%, após o diretor Christopher Waller afirmar que a autoridade monetária pode precisar elevar os juros para conter pressões inflacionárias;
  • No Brasil, o Boletim Focus, divulgado ontem pelo Banco Central, trouxe redução na mediana das projeções para o IPCA de 2026, de 5,30% para 5,16%, enquanto a estimativa para 2027 foi revisada para cima. As projeções para a taxa Selic permaneceram estáveis, em 14% ao final deste ano, 12% em 2027, 10,50% em 2028 e 10% em 2029. O câmbio e o PIB também ficaram praticamente inalterados, com o mercado projetando crescimento de 1,99% para a economia brasileira em 2026;
  • Na agenda de hoje, destaque para a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos referente a junho, às 9h30 (horário de Brasília). O mercado espera recuo de 0,1% no índice cheio na comparação mensal, levando a taxa anual de 4,2% para cerca de 3,9%, refletindo a queda dos preços da gasolina em junho. Já o núcleo da inflação deve mostrar alta de 0,2% no mês e permanecer perto de 2,9% em 12 meses. À noite (23h), a China divulgará o pacote de dados de atividade do 2º trimestre, incluindo PIB, produção industrial, vendas no varejo e investimento em ativos fixos referentes a junho; a mediana de mercado projeta expansão de 4,5% para o PIB na comparação anual (ante 5,0% no 1T26), equivalente a crescimento de 0,9% na margem (ante 1,3% no trimestre anterior).

Commodities

Aço Brasil: Momentum construtivo se formando

  • Estamos atualizando nossas estimativas para o setor de Aço Brasileiro e vemos um pano de fundo geral mais construtivo, à medida que o antidumping já vem dando suporte à precificação de aço plano no Brasil, enquanto a América do Norte continua sustentando a rentabilidade da Gerdau;
  • Embora esse momentum operacional relativamente melhor e o impulso positivo de lucros favoreçam a Usiminas, ainda preferimos Gerdau, dada sua maior visibilidade de FCF e níveis implícitos de valuation;
  • Nesse sentido, esperamos que a Gerdau se beneficie da expansão de margens no Brasil (principalmente com o ramp-up de Miguel Burnier) e do forte momentum das operações nos EUA;
  • Sustentando um FCF yield de ~9% em 2027E, já assumindo uma normalização parcial de margens (ou >12% em um cenário no qual os EUA permaneçam tão fortes quanto atualmente);
  • Para Usiminas, os fundamentos estão melhorando (margens saindo de ~4% no 4T25 para dois dígitos em 2026–27E), com USIM5 apresentando uma performance volátil (+40% YTD em antecipação aos aumentos de preços no Brasil, mas recentemente -24% diante de preocupações quanto à materialização dessa recuperação de lucros)
  • Em termos de valuation, estimamos FCF yield de ~5% em 2027–28E, com a melhora do EBITDA compensada por um novo ciclo de capex nos próximos anos;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Papel e Celulose: Tendência de queda dos preços de celulose se materializa; verticalização continua na China

  • Na semana passada, publicamos nosso Pulp Outlook de Jul’26, destacando que a tendência de queda dos preços de celulose está começando a se materializar na China, com ofertas de celulose de fibra curta recuando para ~US$580/t líquidos e de celulose de fibra longa para ~US$640–650/t
  • Em meio à demanda fraca no downstream, estoques elevados e menores custos domésticos de cavacos de madeira, enquanto os mercados ocidentais permaneceram comparativamente mais firmes;
  • Com o custo marginal estimado de produtores integrados utilizando madeira doméstica recuando para ~US$500/t, vemos riscos contínuos de baixa para os preços de celulose na China;
  • Além disso, a Sun Paper anunciou recentemente um projeto integrado de RMB 5 bilhões em Guangxi, adicionando 500 ktpa de capacidade de celulose química não branqueada e 600 ktpa de capacidade de papéis especiais
  • Com início de operação esperado para o 4T27, reforçando as tendências de verticalização na China (veja nosso Feedback da Viagem à China para mais detalhes sobre o tema);
  • Em relação aos dados recentes do setor, observamos que os preços líquidos de celulose de fibra curta na China estão atualmente em US$585/t, com os futuros de celulose de fibra curta em US$593/t para Ago’26 (-1% S/S), enquanto a celulose de fibra longa está em US$619/t;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Empresas

Copasa (CSMG3) & Equatorial (EQTL3) | Dilema de alocação de capital da EQTL: criação de valor vs. complexidade

Atualizando Nossas Estimativas para CSMG e EQTL e Rolando Nossos Preços-Alvo para o final do ano de 2027

  • Estamos atualizando nossas estimativas para CSMG e EQTL;
  • Mantemos recomendação de Compra para ambos os nomes e estabelecemos novos preços-alvo para o final de 2027 de R$88,3/ação e R$61,7/ação, respectivamente;
  • Agora vemos a CSMG negociando a uma TIR real ainda atrativa de 12,1%, combinada com um potencial CAGR de lucro por ação de 26% entre 2026-30e e DY médio de 13% no período;
  • Trata-se de uma tese de equity simples, que combina valuation atrativo, crescimento de resultados e dividendos saudáveis;
  • A Equatorial traz simplicidade e clareza para a tese de investimento de CSMG, que agora passa a ser um de nossos nomes preferidos;
  • Por outro lado, vemos a EQTL negociando a um desconto historicamente elevado, com sua TIR implícita real em 12,7%;
  • Acreditamos que essa TIR reflete cada vez mais a complexidade de valorar o vasto portfólio da EQTL, bem como a crescente dificuldade de definir o que realmente importa para que a tese da companhia continue funcionando;
  • Após mais de 20 anos de talvez a história de investimento mais bem-sucedida do mercado acionário brasileiro, a complexidade pode estar cobrando seu preço na precificação adequada da EQTL;
  • Vemos a TIR implícita da EQTL ex-SBSP e CSMG em impressionantes 14%;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

JBS (JBSS32) | Desafiador no curto prazo; tese estrutural permanece intacta

  • Estamos atualizando nosso modelo e reduzindo nosso TP para R$ 89,0/ação, ante R$ 112,2/ação. Os principais fatores são:
    • um cenário ainda desafiador para a carne bovina nos EUA, com a retenção de matrizes avançando lentamente e um ponto de inflexão ainda distante e pouco claro;
    • um setor de frango enfrentando crescimento da oferta nos EUA e no Brasil, embora ainda beneficiado por um contexto favorável de grãos; e
    • uma perspectiva de médio prazo mais incerta para os produtores brasileiros, refletindo um ambiente doméstico mais fraco, parcialmente compensado por um cenário de exportações favorável.
  • Continuamos vendo a companhia melhor posicionada que seus pares, sustentada por sua diversificação geográfica e excelência operacional. No entanto, a alavancagem pode ultrapassar o patamar de 3,0x ND/EBITDA no curto prazo, e a empresa já anunciou ajustes em seu Capex;
  • Clique aqui para acessar o relatório.

AmBev (ABEV3) | Base de comparação fácil, e não ventos favoráveis

  • Trimestre sólido, mas sem os ventos favoráveis esperados: esperamos um 2T26 positivo, sustentado principalmente por comps mais fáceis em Cerveja Brasil e pela execução operacional da companhia, enquanto fatores como clima e consumo ficaram aquém do esperado;
  • Cerveja Brasil deve impulsionar os resultados: projetamos crescimento de 5% A/A em volumes, beneficiado por uma base comparável mais fraca, estratégia de sell-in mais agressiva e dinâmica competitiva favorável, embora abaixo do consenso do mercado (~7%);
  • Outras geografias continuam sendo um contraponto: Canadá e LAS seguem enfrentando um ambiente de consumo desafiador, enquanto NAB Brasil deve ter benefícios mais concentrados no 2S26; por outro lado, CAC continua apresentando boa execução operacional;
  • Clique aqui para acessar o relatório.

Renda fixa

De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa

  • Vale terá disputa acirrada por vagas no conselho (Valor Econômico);
  • Shell vê balanço e dívida aceitáveis para Raízen em 2027 (Valor Econômico);
  • Atlântica D’Or recebe ativos imobiliários da Rede D’Or para construção de hospital no Rio (Valor Econômico);
  • Possível cobrança de 20% no Estreito de Ormuz deve acelerar compras de fertilizantes (Canal Rural).
  • Clique aqui para acessar o clipping.

Alocação & Fundos

Principais notícias

  • Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
    • CACR11 e PCIP11 recuam; IFIX fecha em queda de 0,34% (Suno Notícias);
    • Centro do Rio registra queda de vacância em escritórios (FIIs);
    • Como investidores private investem no mercado imobiliário (ClubeFII News);
    • Clique aqui para acessar o relatório..
  • ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
    • Apostas alavancadas em chips saem pela culatra na Coreia: o maior ETF do tipo (SK Hynix Single Stock Leverage, US$ 3,4 bi) cai ~45% desde a estreia; o DRAM (Roundhill Memory) despenca com SK Hynix -15% e Samsung -10%. (Bloomberg / Invezz)
    • JPMorgan: memória e chips atraíram US$ 21 bi em ETFs na semana — maior fluxo já registrado (Investing.com)
    • Listagem recorde da SK Hynix nos EUA impulsiona onda de ETFs alavancados — e o alerta de volatilidade (Invezz)
    • Os piores ETFs de 2026: cripto domina o fundo do ranking, com Ethereum, XRP e Sui em queda de aproximadamente 40% (ETF.com)
    • Investo lança o primeiro ETF brasileiro focado exclusivamente em bancos (Valor)
    • Clique aqui para acessar o relatório.

ESG

Google reforça foco em renováveis e adquire grande projeto de energia solar nos EUA | Café com ESG, 14/07

  • O pregão de segunda-feira fechou em queda, com o IBOV e ISE caindo 1,2% e 1,91%, respectivamente. 
  • No Brasil, do lado das empresas, a assembleia de acionistas da Vale na próxima quarta-feira, que vai eleger um conselheiro e um novo presidente do colegiado, tende a ser disputada – um dos sinais vem dos relatórios das empresas de indicação de voto, a Institutional Shareholder Services (ISS) e a Glass Lewis, que embora não determinantes, representam fatia expressiva dos votos, e fizeram recomendações diferentes para chairman.
  • No internacional, (i) os bancos multilaterais de desenvolvimento (BMDs) comprometeram um valor recorde de US$ 162,5 bilhões em financiamento climático no ano passado, segundo um relatório divulgado pela instituição financeira da UE – da quantia total, aproximadamente US$ 103 bilhões foram direcionados para economias em desenvolvimento; e (ii) o Google concordou em comprar a produção de um enorme projeto de energia solar para compensar suas emissões provenientes de combustíveis fósseis, demonstrando a demanda contínua por energia renovável – o projeto é o maior a iniciar obras nos EUA e fornecerá, inicialmente, 1,6 gigawatt de energia solar e 2 gigawatts-hora de armazenamento em baterias, quantidade suficiente para abastecer mais de 315.000 residências por ano.
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

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