XP Expert

Preços de energia limpa nos EUA devem subir; Montadoras chinesas continuam ganhando mercado na Europa | Brunch com ESG

Nossa visão sobre as principais notícias da semana na agenda ESG

Compartilhar:

  • Compartilhar no Facebook
  • Compartilhar no X
  • Compartilhar no Whatsapp
  • Compartilhar no LinkedIn
  • Compartilhar via E-mail
MY Banner Intratexto2semestreMid Year 2026 Hellobar mobile

Como avaliamos os principais acontecimentos da semana

Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana. Considerando que informação é a melhor ferramenta para auxiliar os investidores na tomada de decisão, nosso objetivo é mantê-los atualizados com os acontecimentos mais relevantes no Brasil e no exterior da semana que passou, incluindo: (i) nossa visão sobre as principais notícias ESG; (ii) o desempenho dos principais índices ESG em diferentes países; e (iii) comparação da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial).

#1. Preço de energia limpa nos EUA deve subir com fim dos incentivos do IRA e aumento da demanda relacionada à IA

Na mídia. Preços de energia limpa nos EUA devem disparar com demanda de IA coincidindo com corte de subsídios – Financial Times, 4 de julho (link)

Nossa visão. Nesta semana, participantes de mercado destacaram que a retirada gradual dos créditos fiscais para energia renovável sob a administração Trump pode elevar significativamente o custo dos contratos de compra de energia (PPAs) nos Estados Unidos. Segundo levantamento da LevelTen Energy, os preços de PPAs solares e eólicos podem subir entre 40% e 120% após o vencimento dos incentivos fiscais criados pelo Inflation Reduction Act (IRA). Ao mesmo tempo, a demanda por eletricidade segue acelerando, impulsionada principalmente pela rápida expansão de data centers voltados à inteligência artificial. Como discutimos em nossa recente rodada de reuniões com investidores institucionais (acesse aqui), enxergamos essa demanda por energia estruturalmente mais alta como um reforço à tese de que a transição energética exigirá uma alocação de capital mais equilibrada entre a infraestrutura energética existente – incluindo combustíveis fósseis – e as fontes renováveis e outras tecnologias de baixo carbono. Mais do que uma substituição linear das fontes convencionais, atender à demanda futura por energia exigirá a expansão simultânea da capacidade de geração, das redes de transmissão e da flexibilidade do sistema elétrico, além de melhorias contínuas em eficiência e disciplina na alocação de capital. De forma mais ampla, continuamos vendo a transição energética global evoluir para uma abordagem mais pragmática, na qual segurança energética, acessibilidade de preços e confiabilidade ganham peso cada vez maior ao lado das metas de descarbonização.

#2. Montadoras chinesas continuam ganhando mercado na Europa mesmo com elevação das tarifas

Na mídia. Tarifas da UE não freiam avanço de carros chineses na Europa – Valor Econômico, 6 de junho (link)

Nossa visão. Um ano após a UE impor tarifas sobre veículos elétricos a bateria (BEVs) importados da China, dados recentes mostram que as medidas tiveram impacto apenas limitado sobre a expansão das montadoras chinesas na região. Segundo a Schmidt Auto Research, mais de 273 mil veículos de marcas chinesas foram emplacados na Europa no 1T26, elevando sua participação de mercado em 3,9 p.p. na comparação anual, para 8,7%. Embora as tarifas – que variam de 7,8% a 35,3%, somadas à tarifa de importação já existente de 10% – tenham encarecido os elétricos chineses importados, as fabricantes se adaptaram por meio de três frentes principais: (i) ampliação do portfólio de produtos em direção aos híbridos plug-in (PHEV)¹; (ii) manutenção de uma vantagem de preço significativa sobre as concorrentes europeias tradicionais; e (iii) aceleração dos investimentos em produção local dentro da Europa. De forma geral, entendemos que esses movimentos reforçam a competitividade estrutural das montadoras chinesas para além da vantagem de custo. Ainda que as barreiras comerciais possam desacelerar temporariamente o crescimento das importações, elas parecem insuficientes para reverter a dinâmica competitiva de longo prazo do setor, especialmente à medida que as montadoras chinesas seguem se beneficiando de escala, cadeias de suprimento verticalmente integradas e ciclos rápidos de desenvolvimento de produtos – tema que aprofundamos em nossa nota sobre a reunião recente com Fabio Franco, diretor do Grupo Itavema (acesse aqui).

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.



Ainda não tem conta na XP? Clique aqui e abra a sua!

XP Expert

Avaliação

O quão foi útil este conteúdo pra você?


A XP Investimentos CCTVM S/A, inscrita sob o CNPJ: 02.332.886/0001-04, é uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Toda comunicação através de rede mundial de computadores está sujeita a interrupções ou atrasos, podendo impedir ou prejudicar o envio de ordens ou a recepção de informações atualizadas. A XP Investimentos exime-se de responsabilidade por danos sofridos por seus clientes, por força de falha de serviços disponibilizados por terceiros. A XP Investimentos CCTVM S/A é instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.


Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com a nossa Política de Cookies e a nossa Política de Privacidade.