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EUA propõe flexibilizar regras de emissões para veículos pesados | Café com ESG, 10/07

Agência de Proteção Ambiental dos EUA busca flexibilização

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O pregão de quinta-feira fechou em alta, com o IBOV e ISE avançando 1,22% e 1,96%, respectivamente. 

• No Brasil, o presidente da Câmara, Hugo Motta, não aceitou o cancelamento da reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) prevista para quarta-feira para deliberar sobre o aumento do percentual de 30% para 32% do etanol na gasolina – segundo ele, foi acertado com os ministros Bruno Moretti e Alexandre Silveira a reconvocação do conselho para a próxima terça-feira.

• No internacional, (i) empresas chinesas ampliam sua vantagem competitiva após as restrições às exportações de terras raras impostas por Pequim, fortalecendo sua posição na cadeia global de minerais críticos – a China responde por mais de 90% da capacidade mundial de produção de óxido de ítrio, insumo essencial para setores como veículos elétricos, semicondutores e materiais avançados; e (ii) a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) propôs flexibilizar as regras de emissões para caminhões pesados, permitindo que fabricantes mantenham por mais tempo modelos que não atendem aos padrões mais rigorosos adotados durante o governo Biden – a agência estima uma economia de US$ 12 bilhões para o setor, com redução de até US$ 6 mil no custo por caminhão, enquanto a medida reacende o debate sobre os impactos ambientais da flexibilização regulatória. 

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Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

Empresa brasileira aposta em satélites da Nasa para monitorar florestas em tempo recorde

“Como comprovar que uma floresta preservada está realmente sequestrando a quantidade de CO2 que um projeto promete? Essa é a pergunta que move o mercado de créditos de carbono e durante décadas, a resposta veio de equipes em campo, medindo troncos e mensurando esses números para áreas de milhares de hectares. Mas a multinacional de inteligência climática Greenline estima que esse método in loco está sujeito a margens de erro que podem chegar a 30%. Pensando nisso, a empresa brasileira aposta em uma metodologia própria: dados de satélites da Nasa e da ESA para monitorar florestas de forma remota em tempo real e recorde. Em parceria com cientistas europeus e americanos, a tecnologia levou cinco anos para ser desenvolvida e usa sensores para captar características como estrutura da vegetação, atividade fotossintética e umidade. A partir disso, levanta informações que alimentam algoritmos de inteligência artificial para estimar biomassa e sequestro de carbono com precisão. O resultado, segundo a empresa, é uma auditoria que costumava levar cerca de dois anos e agora é concluída em seis meses. Até o momento, a Greenline já monitora 1,5 milhão de hectares de floresta no Brasil, distribuídos em cerca de 100 projetos nos biomas Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado e Pampa. A área é o equivalente a dez vezes o município de São Paulo e soma um sequestro médio anual de 25 milhões de toneladas de CO2. Erick Mussi, CEO da Greenline, destaca que o método tradicional depende de amostragens in loco, o que representa apenas um recorte da floresta e não capta sua complexidade real. “Eliminamos a necessidade de extrapolações estatísticas porque os sensores dos satélites conseguem analisar a totalidade da área em tempo real”. Ainda que expressivo, o número é pequeno perto do patrimônio natural do país: 500 milhões de hectares de floresta. Segundo a empresa, uma vantagem do método é a possibilidade de reconstruir o passado. Como os satélites parceiros mantêm registros históricos em acesso aberto desde 2014, é possível provar que uma área estava preservada anos atrás, mesmo sem medições em campo na época. Isso resolve um problema comum de proprietários rurais que conservam suas terras há mais de uma década, mas não tinham como comprovar formalmente esse histórico. Um exemplo é o Projeto Cauré, em Coari (AM), onde mais de 80 mil hectares de floresta densa foram monitorados remotamente.”

Fonte: Exame; 09/07/2026

Patente verde da Marcopolo transforma resíduos industriais em insumos para produção

“A Marcopolo, fabricante de carrocerias para ônibus, acaba de obter a sua primeira patente verde. Trata do desenvolvimento da Massa Hefesto, uma tecnologia aplicada como material de vedação na fabricação de ônibus. A solução substitui insumos convencionais por uma composição que reaproveita resíduos industriais e incorpora sílica extraída da casca de arroz, um resíduo agrícola utilizado como matéria-prima renovável. A tecnologia foi desenvolvida entre 2024 e 2025 em parceria com o Instituto Senai de Inovação em Polímeros (ISI Polímeros) e a Ciaflex, companhia de borracha, com apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). Segundo a companhia, o projeto buscou criar uma alternativa para reduzir o desperdício de materiais, ampliar a circularidade dos insumos utilizados na produção e diminuir a dependência de matérias-primas de origem fóssil. De acordo com Felipe Biondo, coordenador de Confiabilidade do Produto da Marcopolo, a iniciativa surgiu da necessidade de encontrar uma destinação para resíduos gerados na própria operação da empresa. Conseguimos transformar esse desafio em uma solução inovadora, que combina reaproveitamento de materiais, uso de matéria-prima renovável e desempenho técnico”, conta. A Massa Hefesto nasceu da busca por uma destinação mais sustentável para resíduos gerados em nosso processo produtivo. Bionde afirma que a conquista da primeira patente verde da Marcopolo representa um importante reconhecimento do trabalho e da estratégia de inovação sustentável da fabricante. Durante o desenvolvimento da tecnologia, a empresa realizou estudos que apontaram redução superior a 50% nas emissões de gases de efeito estufa associadas ao material. Segundo os dados divulgados, as emissões passaram de cerca de 1,7 tonelada para aproximadamente 831 quilos de dióxido de carbono equivalente (CO₂e). A companhia também afirma que houve redução superior a 50% no consumo de recursos fósseis empregados na composição do produto.

Fonte: Exame; 09/07/2026

Presidente da Câmara “reconvoca” reunião do CNPE que foi cancelada

“O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos/PB), não aceitou o cancelamento da reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) prevista para quarta-feira (8/7) e acertou com os ministros Bruno Moretti e Alexandre Silveira a reconvocação do conselho para a próxima terça-feira (14/7). “Em contato com os ministros do Planejamento, Bruno Moretti, e de Minas e Energia, Alexandre Silveira, acertamos que o CNPE irá se reunir na próxima terça-feira (14) para deliberar sobre o aumento do percentual de 30% para 32% do etanol na gasolina”, disse Motta, em publicações nas redes sociais. “Com relação ao PLP dos combustíveis [PLP 114/2026], o Governo Federal segue comprometido em retirar o subsídio que está sendo dado para a gasolina, necessitando apenas de mais um tempo para aguardar a estabilização do preço decorrente do conflito no Irã”, completou. Conforme apuração do eixos pro, o governo cancelou o CNPE para ter mais força nas barganhas com o agronegócio, que esperava a aprovação do aumento na mistura de etanol à gasolina para 32% (E32). Diante das múltiplas frentes de demanda do setor, o governo preferiu cancelar a reunião que estava prevista para esta semana e negociar contrapartidas.”

Fonte: Eixos; 09/07/2026

Internacional

Executivos veem economia global dependente de combustíveis fósseis por pelo menos mais uma década, indica pesquisa

“A maioria dos executivos acredita que o mundo atingirá o pico da demanda por óleo em 2035 ou depois, indicou uma pesquisa da Bain & Company que entrevistou mais de 800 pessoas que trabalham nos setores de óleo e gás, infraestrutura, químicos, minerais e agronegócio entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. Apesar de a maioria acreditar que a dependência dos combustíveis fósseis seguirá por pelo menos mais uma década, a perspectiva varia de acordo com a região dos executivos. Enquanto metade dos profissionais de óleo e gás europeus considera que o pico pode ser antes de 2035, 41% dos executivos norte-americanos consideram que o pico não acontecerá antes de 2050. O relatório aponta também uma mudança na expectativa de quando serão atingidas as emissões líquidas zero. Em 2023, 45% dos executivos acreditavam que o prazo seria 2050 ou antes; já em 2026, 44% acredita que o mundo só deve atingir esse objetivo em 2070 ou depois. O cenário reforça a percepção de que a transição energética tende a ocorrer de forma progressiva, combinando diferentes tecnologias e ritmos de adoção conforme as condições econômicas e regionais, indica o estudo. O relatório mostra, ainda, diferentes investimentos na transição. Mais de 50% das empresas europeias destinam mais de 20% de seu capital para investimentos ligados à transição energética, enquanto, na América do Norte e na maioria das outras regiões, apenas cerca de 25% das empresas fazem alocações nesse nível. O estudo destaca também o interesse de empresas em investir na transição energética na América Latina, mas aponta perda de atratividade por causa de regulações mais instáveis. “Isso significa que países como o Chile não competem mais apenas por recursos naturais, mas também por sua capacidade de oferecer segurança, marcos regulatórios consistentes e modelos de financiamento que permitam a viabilidade de projetos em um ambiente global mais seletivo”, disse o sócio e líder da prática de Energia & Recursos Naturais da Bain para a América do Sul, Diego García, em nota.”

Fonte: Eixos; 09/07/2026

Japão lança protótipo de foguete reutilizável para competir com a SpaceX

“A Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (Jaxa) lançará no sábado (11) o protótipo de um foguete reutilizável. O projeto visa reduzir custos e servir como uma resposta à tecnologia da SpaceX. O voo de teste do RV-X (Reusable Vehicle Experiment) será realizado no Centro de Testes de Foguetes de Noshiro, na província de Akita. O lançamento estava previsto originalmente para março deste ano, mas acabou adiado devido ao mau tempo e a falhas em equipamentos. A Jaxa desenvolve o protótipo desde 2016 e, até o ano passado, realizou múltiplos testes de combustão do motor. O objetivo é colocar um veículo reutilizável e mais barato em uso prático no início da década de 2030, substituindo o H3 como o principal foguete da agência. O RV-X é projetado com dois estágios: o primeiro, reutilizável, impulsiona o segundo, que carrega a carga útil. Após a separação, o segundo estágio entra em órbita, enquanto o primeiro retorna à Terra para ser recuperado. O teste marcado para sábado busca demonstrar as tecnologias de orientação e pouso do veículo. Na operação, apenas o primeiro estágio decolará até uma altitude de cerca de 10 metros, deslocando-se lateralmente por aproximadamente 15 metros antes de pousar. Como a estrutura e o motor recuperados serão expostos a temperaturas extremamente altas, os pesquisadores vão avaliar quais ligas metálicas são mais adequadas e qual o nível de manutenção necessário pós-lançamento antes de uma nova utilização. A americana SpaceX lidera o setor de foguetes reutilizáveis desde 2017. Seu modelo principal, o Falcon 9, já foi reaproveitado com sucesso 35 vezes até este ano. Essa abordagem reduz o tempo de fabricação de novas unidades e diminui o consumo de matéria-prima. Ainda neste ano fiscal (até março de 2027), a Jaxa também planeja lançar o foguete reutilizável Callisto, desenvolvido em parceria com a Alemanha e a França. O veículo está mais próximo de uma aplicação prática, mas utiliza o mesmo tipo de motor do RV-X e compartilha diversos componentes com ele, servindo para que a agência continue testando a tecnologia.”

Fonte: Valor Econômico; 10/07/2026

Empresas chinesas aproveitam restrição a terras raras para pressionar rivais estrangeiras

“Fabricantes chineses que utilizam terras raras estão aproveitando uma oportunidade “histórica” ​​para ascender na cadeia de valor industrial e pressionar seus rivais estrangeiros, à medida que os controles de exportação de Pequim sobre minerais críticos afetam suas contrapartes japonesas. A China restringiu as exportações de terras raras para dezenas de empresas japonesas este ano, depois que a primeira-ministra Sanae Takaichi fez comentários sobre o papel de Tóquio em um hipotético conflito envolvendo Taiwan, ampliando restrições que já estavam em vigor. Os controles pressionaram os fabricantes japoneses. As terras raras são aditivos indispensáveis ​​em materiais avançados e na produção de alta tecnologia, sendo utilizadas na fabricação de tudo, desde ímãs para carros elétricos até cerâmicas para a produção de chips. Anteriormente, fornecedores japoneses importavam terras raras da China para fabricar materiais e componentes, que eram então vendidos a empresas chinesas para a produção de produtos finais. Essas empresas agora estão recorrendo a fornecedores domésticos, que aproveitaram o momento para ganhar vantagem competitiva. Isso ficou mais evidente no processamento de ítrio, um dos elementos de terras raras incluídos na lista de controle de exportação de Pequim no ano passado. A China responde por mais de 90% da capacidade global de produção de óxido de ítrio. Entre suas principais aplicações está a estabilização da zircônia, necessária para fabricar diversos produtos, incluindo eletrônicos e cerâmicas industriais. Rao Xinwei, analista do grupo de dados de commodities Mysteel, sediado em Xangai, afirmou que a indústria chinesa de zircônia era forte nos segmentos de mercado de médio e baixo padrão, mas enfrentava dificuldades para competir com a França e o Japão no segmento de alto padrão. Empresas japonesas, lideradas por Tosoh, Daiichi Kigenso Kagaku e Shin-Etsu, são líderes mundiais na purificação e no processamento de zircônia e materiais à base de ítrio de alta qualidade. “Os controles de exportação sobre o óxido de ítrio criaram uma oportunidade histórica para as empresas chinesas”, disse Rao. Os produtores chineses estão agora acelerando os esforços para garantir encomendas internacionais, disse ele, “aproveitando essa janela de oportunidade” para aprimorar suas capacidades tecnológicas e ampliar sua participação no mercado global.”

Fonte: Financial Times; 10/07/2026

Agência ambiental dos EUA propõe flexibilizar regra sobre emissões de caminhões

“A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês) propôs nesta quinta-feira (9) a flexibilização das regulamentações sobre emissões de caminhões pesados adotadas no governo do presidente Joe Biden em 2023, de forma a permitir a venda de alguns modelos que não atendam normas mais rígidas. A proposta envolve assegurar um tempo maior de adaptação antes que as exigências de vida útil mais longa entrem em vigor. A agência observa que os programas de desenvolvimento, para 2027, de motores para veículos de serviço com médio ou grande porte enfrentaram dificuldades técnicas. Dessa forma, a EPA propõe permitir aos fabricantes que continuem a vender os modelos atuais até que seja concluído o desenvolvimento exigido pela norma para 2027. A agência diz que mesmo com o ajuste proposto, a queda na formação de fumaça de óxidos de nitrogênio ainda corresponderá a quase 90% das reduções previstas pelos padrões de emissão exigidos na regulamentação de Biden. Lee Zeldin, diretor da EPA, disse que as exigências eram inviáveis, e que elevariam custos e reduziriam as opções de escolha dos compradores — o que deve resultar em uma economia de US$ 12 bilhões, com redução de até US$ 6.000 por caminhão.”

Fonte: Valor Econômico; 09/07/2026

Junho de 2026 foi o segundo mais quente da história no planeta, aponta Copernicus

“Junho de 2026 foi o segundo mês de junho mais quente já registrado no planeta e o mais quente da série histórica na Europa Ocidental, segundo dados divulgados pelo Copernicus Climate Change Service (C3S), serviço de monitoramento climático da União Europeia. O levantamento também aponta que a temperatura da superfície dos oceanos atingiu um novo recorde para o mês. A temperatura média global do ar na superfície foi de 16,54°C, 0,56°C acima da média registrada entre 1991 e 2020 para junho. O valor ficou atrás apenas de junho de 2024 e corresponde a 1,39°C acima da estimativa da média do período pré-industrial, entre 1850 e 1900. Na Europa, a temperatura média sobre o continente alcançou 19,14°C, o segundo maior valor já observado para junho. A Europa Ocidental concentrou os extremos climáticos e registrou seu junho mais quente da história, com temperatura média de 20,74°C, 3,05°C acima da média do período de referência de 1991 a 2020, superando o recorde estabelecido em junho de 2025. Segundo o Copernicus, uma intensa onda de calor atingiu grande parte da Europa Ocidental e Central na segunda metade de junho. Diversos países quebraram recordes mensais e, em alguns casos, recordes absolutos de temperatura máxima diária. O episódio ocorreu poucas semanas após uma onda de calor registrada em maio e foi seguido por um novo evento no início de julho. O relatório afirma que a sequência desses episódios evidencia o aumento da frequência e da intensidade das ondas de calor, que já provocaram impactos à saúde, incluindo mortes relacionadas às altas temperaturas. Os oceanos também permaneceram em níveis excepcionais de aquecimento. A temperatura média da superfície dos mares na faixa entre 60° Sul e 60° Norte atingiu 20,86°C, o maior valor já registrado para junho, superando em 0,01°C o recorde anterior, estabelecido em 2024. O Copernicus atribui parte desse comportamento às condições de El Niño no Pacífico Equatorial, cuja intensificação é prevista para os próximos meses.”

Fonte: Exame; 09/07/2026

Incêndio florestal deixa 12 mortos no sul da Espanha

“Ao menos 12 pessoas morreram em um incêndio florestal que atingiu o município de Los Gallardos, na província de Almería, no sul da Espanha, informou o jornal espanhol El País, com base em dados do governo regional da Andaluzia. Cerca de mil moradores foram evacuados por precaução. Segundo as autoridades, algumas vítimas foram encontradas dentro de veículos incendiados. O número de mortos, no entanto, ainda é considerado provisório. Testemunhas relataram aos serviços de emergência que um cabo de energia elétrica caiu próximo a uma rodovia, provocando o incêndio, que se espalhou rapidamente pela vegetação na quinta-feira (9). A causa, porém, ainda não foi oficialmente confirmada. O ministro da Presidência, Saúde e Emergências da Andaluzia, Antonio Sanz, classificou o episódio como “o incêndio mais devastador da história da região” e uma “tragédia sem precedentes”. O presidente do governo regional, Juan Manuel Moreno, e o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, manifestaram solidariedade às famílias das vítimas e aos moradores afetados. As autoridades mobilizaram centenas de bombeiros, militares, brigadas florestais, aeronaves e equipes médicas para combater as chamas. O plano regional de emergência foi elevado ao nível operacional 2, devido ao elevado risco de propagação do fogo. Além do incêndio em Almería, outros focos foram registrados nas províncias de Málaga e Córdoba. Em Málaga, moradores de uma área residencial precisaram ser retirados de suas casas, enquanto, em Córdoba, um incêndio provocou a interrupção temporária da circulação de trens de alta velocidade entre Madri e a Andaluzia. As autoridades recomendaram que a população evite as áreas atingidas e siga as orientações das equipes de emergência.”

Fonte: Valor Econômico; 10/07/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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