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Agenda verde impulsiona investimento estrangeiro no Brasil | Café com ESG, 07/07

Eletrificação de ônibus em destaque

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O pregão de segunda-feira fechou em território levemente negativo, com o IBOV e ISE caindo 0,93% e 0,94%, respectivamente. 

• No Brasil, (i) a BYD entregou mais de 50% dos novos ônibus elétricos na renovação da frota de São Paulo, com a companhia atingindo uma frota de 550 ônibus elétricos em operação na capital paulista e 700 em todo o Brasil – segundo a empresa, os elétricos têm 15 anos de vida útil (contra 7 a 8 dos a combustão) e já reduzem de 65% a 70% os custos de operação desde o primeiro dia; e (ii) o Brasil subiu para a 5ª posição no ranking global de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2025, com entrada de US$ 77 bilhões, impulsionada por projetos em energias renováveis, infraestrutura digital e recursos naturais – segundo a Unctad, o país concentrou cerca de 40% dos investimentos destinados à América Latina, reforçando sua posição como um dos principais destinos para projetos ligados à transição energética e ao desenvolvimento sustentável. 

• No internacional, o apoio do setor de transporte marítimo a fontes de energia limpa diminuiu, à medida que a maioria dos proprietários de embarcações mantém o uso de combustíveis fósseis marítimos tradicionais ou explora alternativas como a energia nuclear – dados da mais recente pesquisa anual da Câmara Internacional de Navegação (ICS) com executivos do setor mostram que a confiança na viabilidade da amônia ou do hidrogênio como combustíveis recuou este ano, com a priorização de custos e disponibilidade em detrimento do combate ao aumento das emissões de carbono. 

Gostaria de receber os relatórios ESG por e-mailClique aqui.
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Brasil

Após recorde com ônibus elétricos, BYD vai expandir produção no Brasil

“Dos 500 novos ônibus elétricos entregues pela Prefeitura de São Paulo no último mês, 265 são da BYD. O número representa um recorde para a companhia: é a maior entrega de ônibus elétricos realizada de uma única vez no Brasil. Com essa etapa da renovação da frota da capital paulista, a fabricante chinesa chega a 550 ônibus elétricos em operação em São Paulo e a 700 em circulação no Brasil. “Fizemos uma aposta anos atrás, quando ninguém ainda falava sobre ônibus elétricos. A BYD sempre acreditou muito na eletrificação do transporte coletivo no mercado brasileiro”, afirma Marcello Schneider, diretor de veículos comerciais e da linha de energia solar da BYD Brasil. Hoje, a companhia já conta com três fábricas no Brasil: desde 2015, os chassis dos ônibus elétricos são produzidos em Campinas, no interior de São Paulo; em 2019, a companhia passou a fabricar as baterias usadas em seus veículos em Manaus (AM); e no último ano, inaugurou uma unidade em Camaçari (BA), focada em carros elétricos e híbridos, no maior complexo desse tipo na América Latina, com investimentos de R$ 5,5 bilhões. “Usar inovação para produzir carros, ônibus e caminhões elétricos faz parte do nosso compromisso de diminuir a temperatura média do planeta em 1°C”, explica o diretor. “Já temos ônibus rodando de Norte a Sul. A tecnologia está consolidada no Brasil e pode ser uma realidade em todo o país. Até fevereiro deste ano, o Brasil tinha 1.471 ônibus elétricos, contra os mais de 130 mil veículos a diesel em circulação. Do total de elétricos, mais de 80% estão concentrados em uma única cidade: São Paulo. O diretor de veículos comerciais explica que a concentração também se reflete nas entregas da BYD, com 550 veículos circulando por SP. Schneider detalhou os motivos para essa concentração e como a companhia trabalha para garantir o crescimento também em outras regiões do Brasil. “São Paulo sempre foi pioneira na eletrificação da sua frota. A cidade percebeu cedo que, além de melhorar o transporte, a substituição da frota pela elétrica também contribui para reduzir a poluição sonora e a emissão de material particulado”, conta. Desde 2019, uma lei municipal proíbe que a renovação da frota inclua novos veículos a diesel. Apesar de o investimento inicial ser mais elevado, o diretor explica que os custos acabam sendo menores no longo prazo. “Os elétricos têm 15 anos de vida útil, versus 7 ou 8 dos a combustão. Desde o primeiro dia, você já tem uma redução de 65% a 70% no custo de operação, seja no abastecimento do ônibus com eletricidade ou na manutenção desses veículos”, explica.”

Fonte: Exame; 06/07/2026

Brasil ocupa o 5º lugar entre os maiores destinos de IED

“O Brasil foi o quinto país que mais recebeu Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2025, em meio às turbulências na economia mundial, ganhando uma posição no ranking global . É o que aponta o World Investment Report, publicado pela Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad). A entrada de IED na economia brasileira alcançou US$ 77 bilhões, ante US$ 63 bilhões em 2024, uma alta de 23%, bem acima da média global de 6%. Segundo a Unctad, o desempenho foi impulsionado por investimentos em energias renováveis e recursos naturais. O Brasil atraiu cerca de 40% de todo o fluxo destinado à América Latina e ao Caribe no ano passado. Os fluxos de IED para o México alcançaram US$ 41 bilhões (+8%), colocando o país na décima posição, enquanto a Índia recebeu US$ 39 bilhões (+44%), ocupando a décima primeira colocação. Ambos continuaram atraindo investimentos em serviços, manufatura e reconfiguração das cadeias globais de suprimentos. O total de IED para a América Latina e o Caribe, excluídos os centros financeiros offshore do Caribe, cresceu 14%, passando de US$ 165 bilhões em 2024 para cerca de US$ 188 bilhões em 2025. A expansão ocorreu principalmente na América do Sul, onde os fluxos aumentaram de US$ 110 bilhões para US$ 132 bilhões. Houve, porém, queda dos investimentos em projetos greenfield (operação totalmente nova no país de destino, em vez de compra de empresa já existente) na região, de cerca de US$ 170 bilhões em 2024 para menos de US$ 120 bilhões em 2025. Na Argentina, esses anúncios caíram de US$ 37 bilhões em 2024 para apenas US$ 1 bilhão no ano passado e diminuíram pela metade no México. Já o Brasil manteve desempenho comparativamente resiliente, apoiado por grandes projetos anunciados nas áreas de tecnologia da informação e comunicação, energias renováveis e indústria. A Unctad exemplifica que o maior investimento externo em novos projetos anunciado na América Latina e Caribe em 2025 foi o de um centro de dados e infraestrutura digital no Brasil no valor de US$ 41 bilhões da ByteDance, da China. Sozinho, esse empreendimento representou 43% do total dos investimentos greenfield anunciados na América Latina. Esse centro de dados da ByteDance, controladora do TikTok, se realiza em Pecém, perto de Fortaleza (CE).”

Fonte: Valor Econômico; 07/07/2026

BNDES aprova R$ 267,5 milhões para renovação de frota de ônibus em SC, DF e SP

“O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 267,55 milhões para a aquisição de 432 ônibus com tecnologia Euro 6 destinados ao transporte público urbano em Blumenau (SC), no Distrito Federal e na Baixada Santista (SP). Os veículos serão adquiridos por empresas do Grupo Comporte e substituirão parte da frota atualmente em circulação. Os ônibus Euro 6 atendem ao padrão mais recente de controle de emissões de poluentes para veículos movidos a diesel, reduzindo significativamente a emissão de óxidos de nitrogênio e de material particulado em relação aos modelos mais antigos. Segundo o BNDES, todos os veículos também contarão com ar-condicionado, acessibilidade e sistema de bilhetagem eletrônica. O financiamento será realizado com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), por meio do Programa BNDES Pró-Transporte, e integra a estratégia de renovação de frota prevista no Novo PAC. Do total de veículos, 60 serão destinados a Blumenau, onde a concessionária Blumob atende mais de 78 mil passageiros por dia. No Distrito Federal, a Viação Piracicabana receberá 148 ônibus, que circularão em diversas regiões administrativas e atenderão cerca de 172 mil usuários diariamente. Na Baixada Santista, serão incorporados 224 ônibus Euro 6 às operações da BR Mobilidade e da Viação Piracicabana. Os veículos atenderão linhas em Santos, Praia Grande, São Vicente, Guarujá, Itanhaém, Cubatão, Peruíbe, Bertioga e Mongaguá, beneficiando mais de 296 mil passageiros por dia. Em nota, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que a operação contribuirá para substituir a frota antiga por veículos “mais modernos e menos poluentes”, além de ampliar o conforto e a acessibilidade dos usuários do transporte coletivo. O CEO do Grupo Comporte, Joaquim Constantino, disse que a operação faz parte da estratégia de renovação contínua da frota da companhia e permitirá ampliar a qualidade do serviço, com “mais acessibilidade, segurança, conforto e menor impacto ambiental” para os passageiros.”

Fonte: Valor Econômico; 06/07/2026

Congresso prorroga por 60 dias prazo para analisar MP de subsídios a combustíveis

“O Congresso Nacional prorrogou, por 60 dias, a Medida Provisória (MP) 1.358/2026, que trata sobre a subvenção aos produtores e importadores de combustíveis derivados de petróleo. Com isso, o novo prazo para deliberação passa a ser 23 de setembro. A prorrogação, que é praxe, foi assinada pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União/AP), e publicada no Diário Oficial da União nesta segunda (6/7). A MP foi publicada em 13 de maio para conter os impactos dos conflitos no Oriente Médio e sequer teve instalada a comissão especial que a analisará. Na semana passada, porém, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que o governo Lula retiraria a subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel. Até então, com a disparada dos preços de petróleo no mercado internacional, o governo estava concedendo subsídio de R$ 1,12 por litro de óleo diesel; de R$ 0,44 por litro da gasolina e de R$ 11 por botijão de gás de 13 quilos.”

Fonte: Eixos; 06/07/2026

Ministro diz que reunião do CNPE sobre E32 ocorrerá nesta semana

“O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse na sexta-feira, 3, que a reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deverá ocorrer nesta semana. A expectativa é que o encontro seja realizado na quarta-feira, 8, segundo apurou a Agência iNFRA. A reunião estava prevista para 24 de junho, mas foi desmarcada. Dentre os itens previstos na pauta está o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32%, destacou Silveira em entrevista a jornalistas em Belo Horizonte.”

Fonte: NovaCana; 06/07/2026

Emissão de ‘panda bonds’ testa caminho para empresas

“A estreia do Brasil no mercado de títulos chinês, com a emissão inédita de papéis públicos em yuan, os chamados “panda bonds”, planejada para os próximos dois a três meses, ocorre em meio ao esforço do governo da China para ampliar o uso internacional do renminbi, nome oficial de sua moeda. A operação se juntará às já realizadas por Cazaquistão, Eslovênia, Hungria e Paquistão ao longo do último ano e marcará a entrada do primeiro país da América do Sul nesse mercado. Por meio da emissão, anunciada no mês passado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, o Brasil captará recursos diretamente no mercado financeiro chinês. Embora o valor seja relativamente modesto para os padrões brasileiros – de até 5 bilhões de yuans, equivalente a cerca de US$ 750 milhões -, a operação tem forte componente político e simbólico, amplia as alternativas de financiamento do Brasil em um cenário de diversificação do sistema financeiro global e abre caminho para futuras emissões de empresas brasileiras no mercado chinês. Até agora, apenas a Suzano, maior produtora mundial de celulose, realizou uma operação desse tipo. O Ministério da Fazenda afirmou que os resultados dessa emissão inaugural servirão para avaliar futuras oportunidades no mercado chinês. A pasta acrescentou que os recursos captados poderão ser trazidos ao Brasil, mas não é obrigatório. Isso dependerá da estratégia de alocação do Tesouro Nacional, no âmbito da gestão da dívida pública. Apesar de a China ser a segunda maior economia do mundo e a maior em termos de comércio, o renminbi ainda tem papel limitado nas finanças internacionais. Segundo a economista Keyu Jin, autora do livro “A Nova China”, a moeda corresponde a 4% dos pagamentos globais (ante 39% do dólar, 33% do euro e 7% da libra esterlina) e a menos de 1% dos títulos internacionais emitidos. Nos mercados de câmbio, o renminbi responde por cerca de 4,3% do volume total de negociações, em comparação a 44,2% dos EUA. A autora observa, porém, que a China vem adotando uma estratégia “cuidadosamente calibrada” para ampliar o uso internacional da moeda por meio de diferentes frentes, como acordos de swap com países pelo mundo afora, estímulo a empresas chinesas e estrangeiras a emitirem títulos denominados em renminbi e incentivo ao uso de redes alternativas de pagamento. Para o Brasil, a emissão também atende a objetivos próprios de gestão da dívida pública. A operação está alinhada à estratégia do Tesouro Nacional de ampliar gradualmente a participação da dívida externa em sua carteira, ampliando a base de investidores e diversificando indexadores, explicou o estrategista-chefe de macro e dívida pública da Warren Investimentos, Luis Felipe Vital. A operação contribui ainda para alongar o prazo médio da dívida, já que os títulos emitidos no exterior têm vencimento médio de 6,99 anos, ante 3,96 anos dos papéis colocados no mercado doméstico, disse.”

Fonte: Valor Econômico; 07/07/2026

Internacional

Micron e Ford assinam acordo de fornecimento de semicondutores para veículos

“A Micron Technology e a Ford Motor assinaram nesta segunda-feira (06) um acordo de longo prazo para garantir o fornecimento de plataformas de memória e armazenamento utilizadas na produção de veículos de próxima geração da montadora. Isso ocorre dias depois de a Micron ter firmado um acordo semelhante com a General Motors, como parte dos investimentos contínuos da fabricante de chips para expandir a produção nos EUA para clientes do setor automotivo, incluindo a expansão da produção de DRAM avançada na Virgínia. A DRAM, ou memória dinâmica de acesso aleatório, é um componente crítico para servidores que alimentam computação em nuvem, bancos de dados e cargas de trabalho de IA. Os preços da DRAM subiram cerca de 70% desde dezembro, de acordo com um relatório da S&P Global Mobility, em meio à alta demanda por chips de memória devido aos crescentes investimentos em data centers com inteligência artificial. Os chips de memória também se tornaram uma parte crucial da produção de veículos, com sistemas avançados de assistência ao condutor e sistemas de infoentretenimento que consomem muita energia, aumentando a competição entre as montadoras por um fornecimento cada vez mais restrito desses chips. “À medida que os veículos se tornam mais inteligentes e dependem cada vez mais de dados, a importância da memória e do armazenamento avançados continua a crescer, tornando a colaboração e o fornecimento a longo prazo cada vez mais importantes”, disse Sanjay Mehrotra, presidente-executivo da Micron Technology. Os contratos de fornecimento da Micron com a Ford e a GM estão entre os 16 anunciados pela fabricante de chips durante o terceiro trimestre.”

Fonte: Valor Econômico; 06/07/2026

Navios recorrem a combustíveis fósseis poluentes e à energia nuclear à medida que as esperanças de sustentabilidade se afastam

“O apoio do setor de transporte marítimo a fontes de energia limpa diminuiu, à medida que a maioria dos proprietários de embarcações mantém o uso de combustíveis fósseis marítimos tradicionais (altamente poluentes) ou explora alternativas como a energia nuclear. Dados da mais recente pesquisa anual da Câmara Internacional de Navegação (ICS) com executivos do setor mostram que a confiança na viabilidade da amônia ou do hidrogênio como combustíveis despencou este ano, com os executivos priorizando custos e disponibilidade em detrimento do combate ao aumento das emissões de carbono. A convicção de que a amônia se tornará uma realidade comercial na próxima década caiu de 31% entre os executivos do setor no ano passado para 12% este ano. A confiança deles no hidrogênio caiu de 18% para 10%. Em contrapartida, a confiança nos óleos combustíveis tradicionais como a opção mais viável subiu de 41% no ano passado para 50% — apesar das perturbações globais nas cadeias de suprimentos causadas pelo conflito envolvendo o Irã. Os dados revelam uma divisão do setor em diferentes grupos que apoiam tecnologias e combustíveis distintos, em meio a uma queda na disposição dos proprietários de cargas em pagar um “prêmio verde” por um transporte marítimo mais limpo, segundo um relatório do Boston Consulting Group. O transporte marítimo é responsável por cerca de 3% de todas as emissões globais e por 11% das emissões provenientes do setor de transportes. “Todo mundo quer ser ‘verde’, mas ninguém quer pagar por isso”, afirmou Alexander Saverys, CEO da CMB Tech, uma das maiores empresas de navegação de capital aberto. Embora os 176 países-membros da Organização Marítima Internacional (IMO) tenham concordado anteriormente em buscar a meta de reduzir as emissões do setor a “zero líquido” (net zero) até 2050, a proposta praticamente fracassou este ano. As negociações que abririam caminho para a primeira iniciativa global de precificação de carbono enfrentaram táticas agressivas de obstrução lideradas pelos EUA. A IMO, órgão da ONU que estabelece normas globais para o transporte marítimo, analisa agora quatro propostas, na esperança de alcançar um consenso entre seus membros, que estão profundamente divididos. “Precisamos estar cientes de que o transporte marítimo não consegue se descarbonizar sozinho. Precisamos que todos os setores nos ajudem, inclusive o setor de energia”, disse Arsenio Dominguez, secretário-geral da IMO, em uma conferência recente do Financial Times. Ele acrescentou que discussões futuras poderiam ocorrer em um “cenário geopolítico mais favorável”. No entanto, executivos do setor afirmam que a estrutura para atingir o “zero líquido” só será viável se os combustíveis mais limpos se tornarem mais baratos e mais amplamente disponíveis. Semiramis Paliou, CEO da empresa de transporte de granéis sólidos Diana Shipping, disse que os combustíveis alternativos ficaram “em segundo plano. Mas acredito que isso seja apenas temporário”.”

Fonte: Financial Times; 06/07/2026

Genesis Minerals faz proposta de US$ 3,9 bilhões pela Vault Minerals

“A Genesis Minerals apresentou uma proposta rival pela Vault Minerals, que avalia a mineradora australiana de ouro em US$ 3,9 bilhões, superando a fusão já acordada com a Regis Resources. Pela oferta da Genesis, os acionistas da Vault receberiam 0,7629 nova ação da Genesis, além de 47,5 centavos de dólar australiano em dinheiro, equivalentes a US$ 0,33, por cada ação da Vault detida. A oferta avalia a Vault em 5,6 bilhões de dólares australianos, ou aproximadamente 5,27 dólares australianos por ação, informaram as empresas nesta segunda-feira em comunicados separados. A Vault informou que seu conselho de administração concluiu por unanimidade que a proposta é superior ao acordo de fusão realizado exclusivamente por troca de ações com a Regis, anunciado em maio e que avaliava a Vault em cerca de 4,61 dólares australianos por ação. A fusão planejada entre Regis e Vault tem como objetivo transformar as duas empresas em uma das maiores companhias de ouro listadas da Austrália, ampliando sua escala e relevância nos mercados globais. A Regis tem cinco dias úteis para igualar ou superar a oferta da Genesis, caso decida fazê-lo, informou a Vault. A Regis reconheceu a proposta da Genesis e afirmou que “está avaliando sua posição e seus direitos”. As ações da Vault fecharam em alta de 11% em Sydney, enquanto as da Genesis recuaram 4,1%. Os papéis da Regis avançaram 1%. O setor de ouro tem registrado uma intensa atividade de fusões e aquisições, à medida que as mineradoras buscam repor reservas em processo de esgotamento. A própria Vault foi criada a partir da fusão, em 2024, entre a Red 5 e a Silver Lake Resources. As mineradoras estão gerando um elevado volume de caixa para investir em crescimento após a forte alta do preço do ouro, que atingiu um recorde histórico no início deste ano e atualmente é negociado por quase o dobro do nível registrado há dois anos. A Genesis afirmou que a combinação de seus ativos com os da Vault criaria uma empresa de ouro com “o perfil, a equipe de gestão, a escala, a liquidez e a qualidade dos fluxos de caixa buscados por investidores globais”. Ambas as empresas afirmaram que a combinação dos negócios poderá gerar benefícios operacionais e administrativos. A Genesis estima sinergias superiores a 2 bilhões de dólares australianos, em grande parte decorrentes do compartilhamento de infraestrutura entre suas operações vizinhas. Pela proposta, os acionistas da Genesis passariam a deter cerca de 60% da empresa combinada, enquanto os investidores da Vault ficariam com a participação restante. A Genesis afirmou que pretende oferecer aos acionistas da Vault uma opção que lhes permitirá escolher uma combinação diferente entre dinheiro e ações, dentro de determinados limites.”

Fonte: Valor Econômico; 06/07/2026

Segurança econômica influencia mais o investimento externo direto

“O investimento estrangeiro direto (IED) mostrou resiliência em 2025, com alta de 6%, atingindo US$ 1,6 trilhão, apesar das tensões geopolíticas, das turbulências nas políticas comerciais e dos elevados custos de financiamento, segundo o relatório World Investment Report, da Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad). As perspectivas para o IED neste ano são altamente incertas, com riscos significativos de queda. O crescimento global mais lento, a persistência das incertezas comerciais, as tensões geopolíticas e os conflitos provavelmente pesarão sobre as decisões de investimento, levando empresas a cancelar, suspender ou adiar projetos, segundo as projeções da agência da ONU. Embora os elevados lucros das maiores empresas multinacionais possam sustentar alguns projetos, a atividade de investimento produtivo deverá permanecer moderada e desigual. Os balanços patrimoniais sólidos das principais empresas podem apoiar investimentos em setores de alto valor agregado, mas também correm o risco de concentrar ainda mais o IED em um conjunto restrito de setores e localidades. Para a Unctad, as evidências são de que o mundo entrou em um período de profunda turbulência, refletida em mudanças radicais no cenário global de investimentos. O IED mundial está sendo remodelado por fissuras na cooperação internacional e por crescentes preocupações com a segurança econômica Os governos estão se tornando cada vez mais ativos na definição dos fluxos de investimento, com novas medidas de política de investimento atingindo um recorde em 2025. Entre essas medidas estão o forte apoio a setores estratégicos, a modernização industrial, a transformação digital e a transição verde. Como resultado, os investimentos em setores estratégicos passaram a representar 40% do valor dos projetos greenfield, ante 16% em 2020. A atividade de investimento está cada vez mais concentrada em setores intensivos em capital e tecnologia. O crescimento do valor dos projetos de IED foi impulsionado principalmente pelos investimentos em centros de dados, seguidos pelos setores de petróleo e gás e de semicondutores. O investimento externo na maioria dos demais setores registrou quedas significativas, incluindo energia renovável, infraestrutura (excluindo centros de dados) e indústria manufatureira. Os valores das fusões e aquisições transfronteiriças diminuíram 7%, apesar do forte crescimento das operações domésticas. O segmento permaneceu sensível às condições de financiamento, às avaliações de ativos e ao escrutínio regulatório, concentrando-se em um número limitado de setores, como energia, tecnologia e minerais críticos. O valor dos projetos greenfield anunciados permaneceu próximo ao elevado nível registrado em 2024, mas foi sustentado principalmente por megaprojetos em economias desenvolvidas e em um conjunto restrito de setores intensivos em capital e tecnologia. As grandes empresas multinacionais continuam registrando lucros robustos, o que indica que mantêm capacidade financeira substancial para investir. Os lucros podem ter ficado próximo de US$ 4 trilhões, com rentabilidade média de quase 9%. No entanto, um grande número de empresas registra queda das taxas gerais de retorno do IED, significando que tiveram incentivos mais fracos ao investimento. Essa divergência sugere uma crescente concentração da produção internacional, com a criação de valor e a lucratividade tornando-se cada vez mais restritas a um pequeno grupo de atores dominantes em setores estratégicos. Ao lado das empresas multinacionais (EMNs) tradicionais, as multinacionais estatais e os investidores de private equity vêm desempenhando papéis mais relevantes no IED.”

Fonte: Valor Econômico; 07/07/2026

Adnoc, dos Emirados Árabes Unidos, fecha acordo de US$ 1 bilhão pelo negócio de combustíveis da Shell na África do Sul.

“A empresa estatal de energia dos Emirados Árabes Unidos concordou em comprar o negócio de abastecimento de combustíveis da Shell na África do Sul, garantindo a Abu Dhabi uma presença significativa na maior economia do continente e marcando mais um passo em sua estratégia de expansão internacional. A Adnoc Distribution, subsidiária de capital aberto da Abu Dhabi National Oil Company, informou que a transação de US$ 1 bilhão para adquirir 580 postos de serviço e outras operações deve ser concluída no próximo ano. O acordo encerra um processo de quase dois anos, durante o qual a gigante britânica de petróleo e gás trabalhou na alienação do negócio Para a Shell, a venda encerra uma presença de mais de um século no setor de abastecimento de combustíveis na África do Sul, à medida que o grupo de energia britânico tenta otimizar seu portfólio e concentrar-se em negócios de maior retorno. A Shell anunciou em 2024 que alienaria sua participação majoritária na Shell Downstream South Africa após uma revisão de suas operações em diversas regiões. A aquisição é também o exemplo mais recente de como empresas de energia do Oriente Médio apoiadas pelo Estado estão utilizando sua força financeira para construir negócios globais fora de seus mercados domésticos, abrangendo petróleo, gás, produtos químicos e varejo. As empresas de energia do Golfo, muitas delas com grande disponibilidade de caixa, tornaram-se compradoras mais ativas de ativos no exterior, à medida que as grandes empresas ocidentais vendem negócios maduros ou com menor potencial de crescimento. “Os investimentos da África do Sul em infraestrutura crítica de transporte, juntamente com uma população crescente em idade de dirigir, reforçam o potencial de crescimento do consumo de combustível”, afirmou a Adnoc Distribution. O CEO da Adnoc Distribution, Bader Saeed Al Lamki, disse que o negócio reflete a confiança do grupo no mercado de varejo de combustíveis da África do Sul, caracterizado por seu “alto potencial e boa regulamentação”. A transação abrange uma rede de 580 postos — alguns de propriedade da empresa e outros operados por revendedores —, bem como negócios de lubrificantes, combustíveis comerciais, aviação e setor marítimo, informou a Adnoc Distribution. A marca movimentava um volume de aproximadamente 3,5 bilhões de litros de combustível e operava 360 lojas de conveniência em 2025. A Adnoc Distribution, listada na bolsa de valores do emirado, afirmou que a aquisição dos ativos aumentaria seu lucro por ação em 6% no primeiro ano completo após a conclusão do negócio. A África do Sul é o quarto país onde a Adnoc Distribution estabelece presença, após a aquisição de uma participação de 50% na TotalEnergies Marketing Egypt em 2023 e o lançamento de seus postos de combustíveis na Arábia Saudita em 2018. Segundo um comunicado, a Adnoc Distribution venderá uma participação de 28% na entidade a um parceiro local de empoderamento e a um plano de opção de compra de ações para funcionários após a conclusão da transação. A empresa planeja manter a marca Shell para os postos de serviço e para os negócios de lubrificantes.”

Fonte: Financial Times; 07/07/2026

Ministros do Reino Unido mudaram de posição sobre biocombustíveis após viagem de autoridades aos EUA para atividades de lobby

“Ministros decidiram reavaliar a proibição de biocombustíveis para aeronaves semanas depois de funcionários públicos do Reino Unido, responsáveis ​​pela política, terem participado de uma viagem de lobby pelo “Cinturão do Milho” dos EUA, segundo documentos obtidos por meio de leis de acesso à informação. A revelação levanta preocupações de que a pressão comercial dos EUA possa enfraquecer os esforços do Reino Unido para reduzir as emissões de carbono, ao mesmo tempo em que beneficia os agricultores americanos em detrimento dos produtores de combustíveis britânicos. Em 2024, o Reino Unido decidiu excluir biocombustíveis — combustíveis derivados de culturas agrícolas — de suas cotas para combustível de aviação sustentável, devido a preocupações com a quantidade de terra necessária para sua produção e o impacto no deslocamento da produção de alimentos. No entanto, em dezembro de 2025, o governo reabriu a discussão, lançando uma consulta pública para avaliar se combustíveis derivados de culturas agrícolas deveriam ser elegíveis no âmbito do programa. Documentos analisados ​​pelo Financial Times (FT) mostram que funcionários públicos britânicos viajaram aos EUA no final de outubro de 2025 para visitar grandes produtores de biocombustíveis. A viagem incluiu regiões produtoras de milho e soja em Illinois e Iowa, onde as autoridades visitaram usinas de etanol e instalações de processamento de grãos no Nebraska, com paradas nas produtoras de etanol POET, KAAPA e Elite Octane, bem como em duas das maiores empresas de comercialização agrícola do mundo: Archer Daniels Midland e Cargill. Críticos afirmam que alterar as regras do Reino Unido comprometeria uma política originalmente concebida para apoiar combustíveis derivados de resíduos — como óleo de cozinha usado — e e-fuels (combustíveis sintéticos). Caso o Reino Unido incluísse combustíveis derivados de culturas agrícolas em suas cotas de combustível de aviação sustentável (SAF), os produtores dos EUA provavelmente estariam entre os principais beneficiários. “Permitir a inclusão de combustíveis derivados de culturas agrícolas no mandato de SAF abriria as portas para importações baratas e poluentes dos EUA, que prejudicariam a competitividade dos combustíveis avançados e e-fuels do Reino Unido”, afirmou Anna Krajinska, diretora para o Reino Unido da Transport & Environment, uma organização de defesa de políticas ambientais. “Tendo acabado de investir 219 milhões de libras na criação de uma indústria nacional de combustíveis avançados, faz pouco sentido adotar uma política que a enfraquecerá”, acrescentou ela. A delegação britânica aos EUA incluía autoridades do Departamento de Transportes e do Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais (Defra) — que trabalhavam no mandato de SAF e na política de combustíveis de baixo carbono —, juntamente com representantes da embaixada britânica em Washington e do grupo de lobby Airlines UK.”

Fonte: Financial Times; 06/07/2026

China, Coreia do Sul, Brasil e Índia lideram nova geografia do financiamento climático

“China, Coreia do Sul, Brasil e Índia contribuíram, em uma década, com 72% do total estimado dos fluxos globais de financiamento voluntário da transição energética e adaptação, ajudando outros países em desenvolvimento em suas ambições climáticas. É o que mostra uma análise do World Resources Institute (WRI) sobre 14 maiores economias fora dos países que desde 2020 precisam cumprir metas de financiamento climático. O estudo calcula uma mobilização voluntária de cerca de US$ 102 bilhões entre 2013 e 2023, com os mercados emergentes e as economias em desenvolvimento (MEEDs) respondendo por US$ 86,2 bilhões desses fluxos — uma média de US$ 7,8 bilhões por ano. A maior parte (quase 80% em 2023) é oriunda de financiamento público multilateral, fornecido principalmente por bancos multilaterais de desenvolvimento, mas também por fundos climáticos. Os dados chegam em um momento crítico: eventos climáticos extremos estão cada vez mais intensos e frequentes, com consequências como as mortes por causa de ondas de calor registradas na Europa na última semana. Enquanto isso, empresas, governos e setor financeiro parecem avançar em direção ao caos, lançando dúvidas sobre a capacidade de alcançar a nova meta quantificada coletiva para o financiamento climático (NCQG, em inglês) acordada em 2025 na COP29, de US$ 1,3 trilhão anualmente até 2035. Nas reuniões preparatórias para a COP31, em Bonn, há algumas semanas, ficou claro que o financiamento ainda é um entrave, tanto para quem depende dele quanto para quem está em posição de concedê-lo. Mas o papel que os emergentes já desempenham tem potencial para ajudar a mudar esse jogo, indica a análise do WRI — se eles estiverem dispostos. Segundo o levantamento, o financiamento disponibilizado nos 14 mercados analisados aumentou rapidamente desde 2020. Em 2023, os fluxos totalizaram US$ 17,1 bilhões, mais do que o triplo do valor de 2013. “Os US$ 102 bilhões identificados em nossa análise mostram que os provedores não tradicionais não são apenas uma fonte potencial futura para a meta de financiamento climático de US$ 1,3 trilhão. Eles são pilares ativos e consolidados da ação climática global hoje”, defendem os analistas..”

Fonte: Eixoss; 06/07/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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