IBOVESPA -0,10% | 168.277 Pontos
CÂMBIO +1,92% | 5,16/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira próximo da estabilidade, com leve queda de 0,1%, aos 168.278 pontos. O mercado repercutiu a decisão e o comunicado do Copom, que foi visto como brando pela maioria dos investidores. Como resultado, os juros futuros de longo prazo abriram e o real se desvalorizou, pressionando as ações brasileiras.
Nesse cenário, empresas exportadoras, que se beneficiam da valorização do dólar, avançaram, como WEG (WEGE3, +5,0%) e Suzano (SUZB3, +3,2%). Por outro lado, Braskem (BRKM5, -10,3%) foi o principal destaque negativo da sessão após notícias de dificuldades nas negociações com credores para uma reestruturação extrajudicial da dívida.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a sessão de ontem com comportamento misto, em um movimento de inclinação da curva doméstica diante da repercussão do Copom, contrastando com o alívio observado no exterior. Nos EUA, os rendimentos das Treasuries recuaram após acordo entre EUA e Irã, com a T-note de 2 anos a 4,18% (-3bps), a de 10 anos a 4,45% (-5bps) e o T-bond de 30 anos a 4,90% (-3bps).
No Brasil, a curva de DI apresentou abertura nos vértices mais longos, refletindo maior prêmio de risco, com o DI jan/27 a 14,24% (-9bps), enquanto o DI jan/28 subiu a 14,70% (+6bps), o DI jan/29 avançou a 14,77% (+8bps) e o DI jan/31 atingiu 14,69% (+12bps). A curva NTN-B acompanhou o avanço, com a B29 em 8,63% (vs. 8,48%), a B35 em 8,15% (vs. 8,04%) e a B50 em 7,51% (vs. 7,45%).
Mercados globais
Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,3%; Nasdaq 100: -0,4%), devolvendo parte dos ganhos da semana. Até quinta-feira, o S&P 500 avançou 1,1%, enquanto o Nasdaq subiu 1,9%, impulsionados pela forte valorização das empresas de semicondutores e acordo do conflito no Oriente Médio. O movimento foi liderado por Intel (+10,6%), após o anúncio de uma parceria com a Apple para desenvolvimento de chips nos Estados Unidos, além de ganhos expressivos de Nvidia e Micron.
Na Europa, as bolsas operaram próximas da estabilidade, com o Stoxx 600 avançando 0,1%, apoiado pelos setores de energia e saúde. Na Ásia, o desempenho foi misto, com o Nikkei (Japão) avançando 0,3% e renovando máximas históricas, enquanto o Kospi (Coreia do Sul) recuou 0,1% após superar os 9.000 pontos pela primeira vez no pregão anterior. Na China, os mercados permaneceram fechados por feriado.
IFIX
O IFIX encerrou o pregão de ontem em queda de 0,30%. O movimento ocorreu em meio à disparada dos juros longos e à inclinação da curva, refletindo ruído em torno da decisão do Banco Central por uma Selic mais baixa nos próximos meses. Os Fundos de Tijolo, maior segmento do índice com 38,8% de participação, cederam 0,37% no dia, com pressão vinda de Ativos Logísticos (-0,53%) e Lajes Corporativas (-0,33%). Os Fundos de Recebíveis, segundo maior segmento com 33,5% de participação, sustentaram desempenho praticamente estável, recuando apenas 0,01%. Shoppings cederam 0,21%, Multiestratégia e Fundos de Fundos registraram quedas de 0,26%, enquanto os Fundos Híbridos aprofundaram as perdas com recuo de 0,71%. Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram BCRI11 (+2,8%), PORD11 (+1,5%) e VINO11 (+1,1%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por HSAF11 (-2,0%), TRBL11 (-1,8%) e OUJP11 (-1,8%).
Economia
O Banco da Inglaterra manteve sua taxa básica em 3,75%, mas com placar mais conservador (hawkish) do que em abril — dois membros votaram pela alta imediata para 4,0%, ante apenas um na reunião anterior — sinalizando crescente preocupação com a persistência inflacionária no Reino Unido. Enquanto isso, no Japão, a inflação ao produtor acelerou para 6,3% a/a, reforçando a necessidade da postura mais conservadora do Banco Central do Japão.
Nos Estados Unidos, os pedidos de seguro-desemprego seguem em patamar baixo e o índice industrial do Fed de Filadélfia surpreendeu positivamente em junho.
Na agenda de hoje, destaque para a divulgação de novas datas possíveis para o encontro entre os representantes dos Estados Unidos e Irã.
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Economia
Encontro entre Estados Unidos e Irã cancelado
- O cancelamento inesperado da nova rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã elevou as dúvidas sobre a durabilidade do cessar-fogo recente e mostrou que a distensão no Oriente Médio segue frágil. Embora isso não signifique, por si só, o colapso do acordo, o episódio reforça que o risco geopolítico ainda está longe de resolvido, mantendo no radar a possibilidade de nova pressão sobre o petróleo, inflação global mais alta e maior volatilidade nos mercados. Em depoimentos, o líder supremo iraniano Mojtaba Khamenei afirmou que ainda há ressalvas sobre o acordo estabelecido, que, apesar da assinatura, ainda haverão “negociações presenciais” e a formalização “não significa aceitar o ponto de vista inimigo”. Ainda não foram divulgadas novas datas para o encontro, reforçando a incerteza e a possibilidade de maiores aumentos do preço do petróleo tipo Brent para hoje;
- No Reino Unido, o Banco da Inglaterra (BoE) manteve a taxa básica de juros em 3,75%, mas com placar mais duro (hawkish) do que em abril: 7 votos a favor da manutenção e 2 a favor de alta imediata para 4,0%. Em abril, apenas um membro havia votado pela alta. O Comitê avaliou que a recente queda nos preços do petróleo é “encorajadora”, mas alertou que a inflação advinda dos custos mais altos de combustíveis pode ainda se propagar para salários e preços mais amplos caso o choque persista. Atualmente, a inflação ao consumidor britânica está em 2,8%, acima da meta de 2%;
- Nos Estados Unidos, os pedidos iniciais de seguro-desemprego recuaram 4 mil na semana encerrada em 13 de junho, para 226 mil — em linha com a expectativa de 225 mil. Paralelamente, o índice de atividade industrial do Fed de Filadélfia subiu de -0,4 em maio para 10,3 em junho, acima da estimativa de mercado (10,0), indicando expansão da atividade manufatureira na região. O componente de preços pagos avançou de forma acentuada, sinalizando renovação de pressões inflacionárias no setor — um dado que reforça a postura de juros altos por mais tempo do banco central dos Estados Unidos;
- No Japão, o núcleo da inflação ao consumidor (CPI), medida que exclui bens com preços mais voláteis, ficou em 1,4% a/a em maio, estável em relação a abril e abaixo da meta de 2% do BoJ pelo quarto mês consecutivo, refletindo em parte o efeito dos subsídios aos combustíveis. Ainda assim, a leitura mais benigna do índice não elimina a pressão subjacente: a inflação ao produtor acelerou para 6,3% a/a, máxima em três anos, sugerindo repasse de custos mais forte à frente. Em conjunto, o dado reforça a leitura de que, apesar do alívio temporário vindo da energia, a inflação ao consumidor pode reacelerar nos próximos meses, levando ao BoJ (banco central japonês) a manter a postura cautelosa na condução da política monetária, em linha com a alta de juros desta semana;
- Na agenda de hoje, é esperada a divulgação de novas data para o encontro entre Estados Unidos e Irã em busca de uma resolução e acertos entre as nações sobre o acordo assinado pelos líderes dos países. No Brasil, nenhum indicador econômico relevante será publicado.
Empresas
O setor de saúde em alta: Momentum favorável pela frente
- Iniciamos a cobertura do setor de saúde brasileiro com uma visão construtiva, esperando que 2026 seja um ano particularmente favorável para a maioria dos players;
- O setor atualmente negocia com um desconto atrativo de ~40% em relação ao seu P/L histórico (com base nas estimativas de 2027), apesar de resultados fortes, que refletem, em parte, um ciclo favorável para as operadoras de planos de saúde;
- Destacamos Rede D’Or e BradSaúde como nossas principais escolhas, dada a presença de catalisadores operacionais de curto prazo, a disciplina no provisionamento (IBNR) para absorver potencial volatilidade e estratégias robustas de crescimento de longo prazo;
- Os principais riscos para o setor incluem: (i) aumento do desemprego; (ii) intensificação da concorrência de preços, levando a maior compressão de margens; e (iii) regulação mais rigorosa dos planos de saúde corporativos;
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Coruripe levanta R$ 1,5 bi com precatórios e quita dívidas (The AgriBiz);
- Braskem: Elliott e SVP compram dívida da empresa no mercado secundário, dizem fontes (Bloomberg Linea);
- Oncoclínicas deve protocolar pedido de recuperação extrajudicial em 2 semanas, dizem fontes (Valor Econômico);
- Área técnica do TCU recomenda arquivar processo sobre empréstimo do governo do DF ao BRB (Valor Econômico).
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- BCRI11 e PORD11 sobem, CCME11 e BLMG11 caem; IFIX recua 0,3% (Suno Notícias);
- FIIs superam a marca de 3,2 milhões de investidores, veja o perfil dos cotistas (InfoMoney);
- Novo corte da Selic destaca oportunidades em FIIs (ClubeFII News);
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- ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
- XP lança UCITS ETFs e amplia acesso a investimentos internacionais; veja os detalhes (InfoMoney)
- XP diz que volume sob custódia internacional dobrou em 2026 frente a 2025 (Valor)
- Billions in SpaceX Trades Jolt ETFs, Including Cathie Wood’s ARKK (Bloomberg)
- After DRAM, Investors Want a Photonics ETF (ETF.com)
- Ações tokenizadas devem ultrapassar títulos públicos e liderar mercado digital até 2030 (Valor Investe)
- Global markets flows graphic (Reuters)
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ESG
Atlas Lithium avança na construção de planta de lítio no Brasil; Eco Invest Brasil abre hoje 5o leilão | Café com ESG, 19/06
- O pregão encerrou quinta-feira em território levemente negativo, com o IBOV e o ISE recuando 0,10% e 0,15%, respectivamente.
- Do lado das empresas, (i) a Atlas Lithium Corporation fez avanços na implantação da planta industrial de processamento de lítio no Brasil – a expectativa é que a planta comece a operar entre o terceiro e o quarto trimestres de 2027; e (ii) segundo novo relatório do Fórum Econômico Mundial publicado nesta quinta, apesar de o investimento em energias renováveis e tecnologias de baixo carbono ter alcançado recorde em 2025, a transição global está ficando cada vez mais fragmentada e orientada pela segurança – o estudo revela que tensões geopolíticas, interrupções no fornecimento e aumento da demanda estão impulsionando a fragmentação e retardando o progresso no cenário energético global.
- Na política, o governo federal deve abrir hoje as inscrições para o quinto leilão do Eco Invest Brasil, programa do Ministério da Fazenda criado para mobilizar capital privado para projetos ligados à transição sustentável – a expectativa é que a nova rodada movimente entre R$ 50 bilhões e R$ 55 bilhões em investimentos, tornando-se a maior já realizada desde a criação da iniciativa.
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