IBOVESPA + 0,91% | 177.815 Pontos
CÂMBIO -0,14% | 5,00/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira em alta de 0,9%, aos 177.816 pontos, com 66 dos 79 papéis do índice fechando no campo positivo. O movimento acompanhou a melhora do apetite global por risco em meio ao aumento do otimismo com um possível acordo entre EUA e Irã, enquanto a queda dos juros futuros deu suporte adicional para as ações cíclicas.
Assaí (ASAI3, +8,1%) teve alta, beneficiada pelo fechamento da curva de juros. Na ponta negativa, Prio (PRIO3, -6,0%) foi pressionada pela queda dos preços do petróleo. Petrobras também recuou acompanhando o movimento do Brent.
Na agenda desta terça-feira, o destaque macro fica para a divulgação do índice de confiança do consumidor do Conference Board nos EUA.
Renda Fixa
Os juros recuaram em bloco nesta segunda-feira, com a curva reagindo à queda de quase 7% do petróleo e ao otimismo com relatos de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã que poderia levar à reabertura do Estreito de Ormuz. Nos EUA, as Treasuries não tiveram negociação devido ao feriado do Memorial Day. No Brasil, a curva de DIs fechou com maior alívio nos vértices intermediários e longos, com o DI jan/27 em 14,03% (-10bps), o DI jan/29 em 13,71% (-19bps) e o DI jan/31 em 13,84% (-16bps). A curva de NTN-B apresentou recuo, com a B29 em 7,95% (vs. 7,99%), a B35 em 7,78% (vs. 7,82%) e a B50 em 7,32% (vs. 7,38%).
Mercados globais
Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,7%; Nasdaq 100: +1,0%), impulsionados pela forte queda do petróleo e pelo aumento do otimismo em torno de um possível acordo entre EUA e Irã. O movimento ocorre após Donald Trump afirmar que as negociações com o Irã estão “progredindo bem”, embora tenha reforçado que uma retomada dos ataques segue sobre a mesa caso as tratativas fracassem.
Na Europa, as bolsas recuam levemente dos maiores níveis desde o início de março (Stoxx 600: -0,1%), apesar do alívio global nos preços de energia e a melhora do sentimento de mercado e da redução dos yields soberanos na Zona do Euro, refletindo expectativas de menor pressão inflacionária caso um acordo no Oriente Médio avance.
Na China, os mercados fecharam em alta (CSI 300: +0,5%; HSI: 0,0%), sustentados pela expectativa de avanço diplomático entre Washington e Teerã. No restante da Ásia, as bolsas acompanharam o movimento, com o Kospi renovando máximas históricas, encerrando em alta de 2,55%, enquanto o Nikkei japonês realizou parcialmente os ganhos após superar pela primeira vez os 65 mil pontos na sessão anterior.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a segunda-feira em alta de 0,23%, aos 3.863,87 pontos, avançando 8,78 pontos frente ao fechamento anterior. Entre os segmentos, os Fundos de Tijolo avançaram 0,26%, com Shoppings subindo 0,15% e Ativos Logísticos encerrando praticamente estáveis, com ganho de 0,03%, enquanto Lajes Corporativas se destacaram positivamente com alta de 0,30%. Os Fundos de Recebíveis registraram valorização de 0,19%, mantendo seu perfil consistente. Os Fundos Híbridos avançaram 0,15%, os Fundos de Fundos subiram 0,92% e Multiestratégia registrou alta de 0,91%. Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram VGHF11 (+3,5%), VINO11 (+3,1%) e MFII11 (+2,2%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por VGRI11 (-2,2%), URPR11 (-2,1%) e TRBL11 (-2,0%).
Economia
O preço do petróleo (Brent) recuou cerca de 7% na sessão de ontem, para aproximadamente US$ 96 por barril — o menor patamar em duas semanas —, após sinalizações de que Estados Unidos e Irã estão se aproximando de um acordo para encerrar o conflito e reabrir o Estreito de Ormuz. Segundo o portal de notícias Axios, o acordo em negociação prevê uma extensão do cessar-fogo por 60 dias, durante os quais o estreito seria reaberto sem cobrança de pedágio e o Irã poderia voltar a exportar petróleo livremente; em contrapartida, os Estados Unidos suspenderiam o bloqueio a portos iranianos.
No Brasil, o Boletim Focus mostrou nova alta nas projeções de inflação, com a mediana do IPCA de 2026 subindo de 4,92% para 5,04% — a 11ª alta consecutiva. Trata-se de uma elevação mais expressiva do que o observado nas semanas anteriores, refletindo a persistência do choque global de energia. No campo político, o relator da PEC que extingue a escala 6×1 apresentou o parecer à comissão especial da Câmara dos Deputados. O texto propõe a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso e sem corte salarial. A transição ocorreria em duas etapas: 60 dias após a promulgação da PEC, a jornada de trabalho passaria de 44 para 42 horas; as duas horas restantes seriam retiradas em até 12 meses.
Hoje, o Banco Central do Brasil divulgará as estatísticas do balanço de pagamentos de abril, que devem mostrar aumento expressivo na balança comercial em meio aos termos de troca mais favoráveis (particularmente o salto nas exportações de petróleo).
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Economia
Aproximação de acordo EUA-Irã derruba preço do petróleo e anima mercados
- O preço do petróleo (Brent) recuou cerca de 7% na sessão de ontem, para aproximadamente US$ 96 por barril — o menor patamar em duas semanas —, após sinalizações de que Estados Unidos e Irã estão se aproximando de um acordo para encerrar o conflito e reabrir o Estreito de Ormuz. Segundo o portal de notícias Axios, o acordo em negociação prevê uma extensão do cessar-fogo por 60 dias, durante os quais o estreito seria reaberto sem cobrança de pedágio e o Irã poderia voltar a exportar petróleo livremente; em contrapartida, os Estados Unidos suspenderiam o bloqueio a portos iranianos. As negociações sobre desenvolvimento de energia nuclear no Irã ficariam para uma fase posterior. A CNN reportou que ambos os lados falam em um “memorando de entendimento” como primeiro passo, mas pontos de discórdia relevantes persistem — entre eles o timing do alívio de sanções e o controle da hidrovia. Em resposta às sinalizações positivas, os futuros do S&P 500 subiram 1% e os do Nasdaq 100 avançaram quase 1,5%, em pregão com mercados americanos fechados pelo feriado de Memorial Day. O tráfego de navios pelo estreito segue em cerca de 5% do volume pré-conflito, e analistas alertam que, mesmo com acordo, a normalização plena da oferta global de petróleo levaria meses;
- No Brasil, o Boletim Focus da segunda-feira mostrou nova alta nas projeções de inflação, com a mediana do IPCA de 2026 subindo de 4,92% para 5,04% — a 11ª alta consecutiva. Há quatro semanas, a estimativa era de 4,86%. Trata-se de uma elevação mais expressiva do que o observado nas semanas anteriores, refletindo a persistência do choque de energia oriundo da guerra no Oriente Médio. Para 2027, houve alta marginal de 4,00% para 4,01%. A projeção para o PIB de 2026 foi revisada levemente para cima, de 1,85% para 1,89%. A taxa Selic de final de ano permaneceu em 13,25%, enquanto a expectativa para a taxa de câmbio ao fim de 2026 cedeu de R$/US$ 5,20 para R$/US$ 5,17;
- A FGV divulgou o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de maio, que recuou 0,3 ponto (para 88,8 pontos), interrompendo dois meses consecutivos de elevação. O resultado reflete dinâmicas opostas entre os componentes: o Índice de Situação Atual (ISA) avançou 0,8 ponto, para 86,1 — maior nível desde dezembro de 2014 —, enquanto o Índice de Expectativas (IE) recuou 1,0 ponto, para 91,3, com consumidores de renda até R$ 4.800 sinalizando maior cautela em relação aos próximos meses;
- No campo político, o relator da PEC que extingue a escala 6×1, Deputado Leo Prates, apresentou ontem o parecer à comissão especial da Câmara dos Deputados, após reunião do Presidente da Câmara, Hugo Motta, com o Presidente Lula e o Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, para fechar os últimos pontos em aberto. O texto propõe a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso e sem corte salarial. A transição ocorreria em duas etapas: 60 dias após a promulgação da PEC, a jornada de trabalho passaria imediatamente de 44 para 42 horas; as duas horas restantes seriam retiradas em até 12 meses. A proposta é tratada como prioridade eleitoral pelo governo e conta com apoio popular, mas enfrenta resistência do setor produtivo, que cobra incentivos compensatórios e prazos mais longos de adaptação. A votação na comissão está prevista para amanhã e, se aprovado, o texto pode ir a plenário ainda nesta semana;
- Hoje, na agenda internacional, destaque para a divulgação do índice de confiança do consumidor do Conference Board (Estados Unidos) referente a maio. No Brasil, o Banco Central publica as estatísticas do balanço de pagamentos de abril, que devem mostrar aumento expressivo na balança comercial em meio aos termos de troca mais favoráveis (sobretudo o salto nas exportações de petróleo).
Empresas
São Martinho (SMTO3) | Revisão dos resultados do 4T26: alfa operacional, beta estrutural
- A São Martinho reportou um fechamento da safra 25/26 abaixo do esperado, com desempenho inferior às estimativas na maioria das linhas, o que deve se sobrepor ao sólido crescimento A/A — o FCF de BRL 796,9 mi também ficou abaixo da nossa estimativa de ~BRL 1 bi;
- A decisão de postergar as vendas de etanol para o T4 (volume +37,6% A/A), permitindo à companhia capturar preços mais altos (+4,0% A/A), foi acretiva; no entanto, dado o forte ritmo da safra no 1T27 e a queda subsequente de preços, esse não deve ser o principal foco do mercado na sessão de amanhã;
- As vendas de açúcar também foram fortes (+32,3% A/A), ajudando a compensar os preços mais baixos (-11,8% A/A), e a companhia aproveitou o breve movimento de alta para elevar o hedge para ~40% da nossa estimativa de vendas de açúcar para 26/27 (USD 16,11 c/lb);
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Mills (MILS3): Tudo que vai, volta
- Os acionistas controladores da Mills anunciaram a venda de sua participação de controle (~50%) para a Loxam (maior plataforma de locação de equipamentos da Europa);
- Acreditamos que a transação reflete:
- A intenção da família fundadora de preservar o legado da Mills;
- Uma alternativa de saída para o Southern Cross (~16% de participação);
- Em nossa visão, um posicionamento mais robusto para enfrentar o aumento da competição, especialmente de players chineses;
- Avaliamos a transação como positiva para os acionistas minoritários, considerando:
- Um prêmio relevante em relação ao último fechamento (22%; +18% vs. nosso VPL base);
- Os direitos de tag along assegurados, com a Loxam comprometendo‑se a lançar uma OPA obrigatória para as ações remanescentes no mesmo preço pago aos vendedores;
- O fechamento ainda depende de condições precedentes usuais, incluindo aprovação do CADE;
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LOG CP (LOGG3): Tornando-se mais leve em capital e capturando um cenário de demanda forte
- A LOG realizou seu Investor Day 2026, com os principais destaques sendo: (i) a demanda continua forte, com migração para ativos de maior qualidade impulsionando novos projetos; (ii) o plano LOG 2 milhões representa a estratégia da companhia de entregar 2 milhões de m² de galpões até 2030 (financiado via reciclagem), com potencial de superar esse nível dependendo do ritmo atual;
- (iii) a companhia vê o melhor cenário de demanda de sua história, sustentado pela baixa penetração do e-commerce e por regiões subatendidas como o Nordeste; e (iv) a criação da Log Capital e novos fundos deve permitir aceleração do crescimento com uma estrutura mais leve em capital;
- A gestão também reforçou disciplina de preços, mecanismos de repasse de custos e a ausência de gargalos relevantes de execução;
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JHSF (JHSF3): Catarina se consolida como o principal hub premium de aviação executiva do Brasil
- O Catarina Aviation Show trouxe evidências adicionais de um cenário construtivo para a aviação executiva no Brasil, com sinais de mudança na dinâmica de demanda e maior relevância de infraestrutura dedicada;
- Em nossa visão, os principais pontos foram: (i) indicações de migração gradual da aviação executiva para fora de Congonhas, à medida que operações comerciais ganham prioridade; (ii) fortalecimento do posicionamento do Catarina como ativo premium, suportado por infraestrutura dedicada e capacidade internacional; (iii) percepção de diferenciação em níveis de serviço e eficiência operacional; e (iv) expansão do papel do ativo como plataforma de relacionamento e geração de negócios entre clientes de alta renda;
- De forma geral, acreditamos que essas dinâmicas sustentam uma visão construtiva para a JHSF;
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- A valorização dos CRAs da FS após a entrada da Amaggi (The AgriBiz);
- Privatização da Copasa recebe proposta da Equatorial e de consórcio de sócios da Aegea, dizem fontes (Valor Econômico);
- Governo do DF aciona STF para que União dê aval a empréstimo ao BRB (Valor Econômico);
- Dexco encerra planta de cerâmica em Santa Catarina para acelerar desalavancagem (Bloomberg Línea).
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- VGHF11 e VINO11 sobem; IFIX avança 0,23% na segunda-feira (FIIs);
- IFIX cai em maio e testa mínima do ano (B³ Bora Investir);
- Chácara Santo Antônio e a nova dinâmica de absorção (Buildings);
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- ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
- ETFs de empresas de exploração de ouro e tecnologia de defesa chegam à bolsa: A Global X listou na B3 dois BDRs de ETFs com foco em ouro (GOEX39, em 25/05) e tecnologia de defesa (SHLD39, a partir de 27/05), permitindo exposição internacional sem conta no exterior. (Valor Investe);
- ETFs de bitcoin registram seis dias consecutivos de perdas: ETFs de bitcoin à vista nos EUA acumularam US$ 1,55 bilhão em saídas desde 14 de maio, com IBIT (BlackRock) e FBTC (Fidelity) liderando os resgates na sexta-feira (22).
(Exame); - Daily ETF Flows: LQD Inflows Nearly $1B: LQD (iShares iBoxx $ Investment Grade Corporate Bond ETF) pulled in nearly $1B (~$993M) on May 21, 2026, alongside strong inflows into SPY ($2.2B) and IVV ($1.1B), while QQQ led redemptions with ~$2B in outflows. (etf.com);
- VT Markets adiciona 39 ações e ETFs dos EUA nos setores de IA, espacial e energia: A VT Markets ampliou seu portfólio com 39 novas ações e ETFs americanos nos setores de IA, espacial e energia, atendendo à demanda por oportunidades temáticas e macro-direcionadas , totalizando mais de 500 ativos listados nos EUA na plataforma. (Estadao).
- Acesse o relatório completo aqui
ESG
5º leilão do programa Eco Invest pode mobilizar R$ 200 bilhões, diz Fazenda | Café com ESG, 26/05
- O mercado encerrou o pregão de segunda-feira em alta, com o IBOV e o ISE subindo 0,91% e 1,74%, respectivamente;
- Na política, (i) a reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para discutir o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina, de 30% para 32%, deve ocorrer na primeira quinzena de junho, afirmou o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa – segundo ele, a aprovação do E32 tende a ser mera formalidade, já que há consenso em torno da medida, em um momento em que o governo busca mitigar os efeitos da alta do petróleo; e (ii) o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o 5º leilão do programa Eco Invest, lançado ontem, pode elevar o montante mobilizado para perto de R$200 bilhões – nesta quinta edição, serão ofertados seis fundos de financiamento em áreas que vão de baterias a minerais críticos, além de produtos cuja relevância aumenta no contexto de guerra e crise no mercado de petróleo, como biocombustíveis e biofertilizantes;
- No lado das empresas, a Casa dos Ventos comprou da Voltalia os direitos de acesso à rede elétrica em Pecém (CE) para produção de hidrogênio verde e instalação de data centers – as empresas notificaram o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que ainda precisa aprovar a operação;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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