IBOVESPA -1,16% | 188.786 Pontos
CÂMBIO +0,22% | 5,14/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a semana passada em queda de 0,9% em reais e alta de 0,1% em dólares, aos 188.787 pontos, registrando sua primeira queda semanal de 2026.
Entre os destaques positivos da semana esteve a Vivo (VIVT3, +6,3%), após a divulgação de seus resultados do 4T25. Na ponta negativa, Minerva (BEEF3, -9,2%) caiu após analistas da XP rebaixarem a recomendação da ação de Compra para Neutro, além de uma prévia de resultados indicando números mais fracos. Confira o resumo semanal da Bolsa aqui.
Renda Fixa
No comparativo semanal, os juros futuros dos EUA recuaram em meio ao aumento da aversão ao risco, após Donald Trump não descartar uma ação militar contra o Irã, em uma semana marcada por incertezas comerciais. Nesse contexto, a T Note de 2 anos caiu para 3,39% ( 10 bps em relação à semana anterior), a T Note de 10 anos para 3,96% ( 12 bps) e o T Bond de 30 anos para 4,63% ( 9 bps). No Brasil, os juros mais curtos e intermediários avançaram após o IPCA 15 vir significativamente acima das expectativas do mercado. A NTN B 2030 encerrou a 7,64% a.a. ( 3 bps), enquanto os DIs fecharam em 13,28% no jan/27 (+4 bps), 12,65% no jan/29 (+5 bps) e 13,04% no jan/31 ( 1 bps). Saiba mais sobre a semana na renda fixa.
Mercados globais
Nesta segunda-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em forte queda (S&P 500: -1,0%; Nasdaq 100: -1,4%) após aumento da percepção de risco geopolítico global deflagrada pelo conflito entre EUA e Israel contra o Irã, que tomou grandes proporções nesse fim de semana, especialmente após operação que matou o líder Ali Khamenei. A resposta do Irã atingiu diversos países que abrigam bases militares americanas, e também incluiu o fechamento do estreito de Ormuz, corredor de extrema importância para escoamento do petróleo produzido no Oriente Médio, em especial a Arábia Saudita. Os eventos levam a uma escalada dos preços do petróleo, que saltam cerca de 7% e ultrapassam os US$ 77 por barril.
Ao redor do mundo, o clima também é de aversão ao risco. O ouro salta 2,9%, bolsas europeias abrem negativas (Stoxx 600: -1,3%), e bolsas chinesas fecharam mistas (CSI 300: +0,4; HSI: -2,1%). Saiba os principais impactos do conflito para os seus investimentos aqui.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a sexta-feira em alta de 0,69%, impulsionado principalmente pelos Fundos de Tijolo, que registraram avanço de 0,74%. Dentro desse grupo, o destaque ficou para os Fundos de Ativos Logísticos, que subiram 0,85%, seguidos pelos Fundos de Shoppings (+0,72%) e pelos Fundos de Lajes Corporativas (+0,66%). Além disso, os Fundos de Papel também tiveram um pregão positivo, apresentando alta de 0,68%. Os Fundos de Multiestratégia e os Fundos Híbridos também registraram desempenho favorável, com avanços de 0,78% e 0,51%, respectivamente. Entre as maiores altas do dia estiveram RBFM11 (+2,3%), RBRL11 (+2,2%) e MCCI11 (+2,0%). No campo negativo, os principais destaques foram BCRI11 (-1,6%), TRBL11 (-1,4%) e BTAL11 (-1,1%). Leia o resumo semanal completo aqui.
Economia
Na agenda de indicadores desta semana, os destaques serão as estatísticas de emprego dos Estados Unidos referentes a fevereiro. Também serão divulgadas a produção industrial e as vendas no varejo de janeiro. Na Zona do Euro, a inflação ao consumidor estará no centro das atenções. No Brasil, o destaque será a divulgação do PIB do 4º trimestre e, consequentemente, de 2025 pelo IBGE. Além disso, estão na agenda as estatísticas de emprego, a produção industrial de janeiro e a balança comercial de fevereiro.
Veja todos os detalhes
Economia
Estados Unidos e Israel atacam Irã
- No sábado, Estados Unidos e Israel realizaram ataques conjuntos contra instalações estratégicas no Irã. A ofensiva matou o líder supremo Ali Khamenei e outros integrantes da cúpula do regime. O episódio abriu um novo estágio do conflito regional e levou Donald Trump a indicar que a campanha militar poderia durar quatro a cinco semanas, sem detalhar planos para uma eventual transição política no país;
- O Irã respondeu com ataques contra alvos no Oriente Médio, inclusive bases americanas, reforçando a percepção de que o conflito se expandiu além das fronteiras iranianas;
- Os preços do petróleo subiram de forma acentuada após os ataques. Ontem, os contratos futuros do petróleo Brent, por exemplo, subiram 10%, alcançando US$ 80 por barril. O movimento refletiu o fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde passa parcela relevante do petróleo e do gás natural liquefeito do comércio global. A elevação das cotações reacendeu preocupações inflacionárias. No Brasil, as exportações de petróleo representam cerca de 13% das vendas externas totais. Segundo nossas estimativas, uma alta de US$ 10 por barril eleva o saldo comercial em aproximadamente US$ 8,5 bilhões, reduz o déficit primário do governo central em cerca de US$ 10,7 bilhões e adiciona perto de 0,40 p.p. à inflação;
- Na agenda de indicadores desta semana, o destaque será as estatísticas de emprego dos Estados Unidos referentes a fevereiro, principalmente o Nonfarm Payroll (6ª-feira), que mede a criação de vagas de trabalho. Também serão divulgadas a produção industrial e as vendas no varejo de janeiro (ambas na 6ª-feira), além do Livro Bege do Fed (relatório sobre condições econômicas regionais do banco central, na 4ª-feira). Na Zona do Euro, a inflação ao consumidor (3ª-feira) estará no centro das atenções. Além disso, os PMIs das principais economias do mundo referentes a fevereiro serão publicados – PMIs são sondagens empresariais que buscam captar o pulso da atividade econômica. · No Brasil, o destaque será a divulgação do PIB do 4º trimestre e, consequentemente, de 2025 pelo IBGE (3ª-feira). Projetamos que a economia brasileira tenha crescido 0,1% entre o 3º e o 4º trimestre, resultando em um PIB de 2,3% em 2025. Além disso, estão na agenda as estatísticas de emprego (trazidas pelo Caged, na 3ª-feira, e a PNAD Contínua, na 5ª-feira), além da produção industrial de janeiro (6ª-feira) e a balança comercial de fevereiro (5ª-feira).
Empresas
Aura (AURA33): Respondendo às preocupações dos investidores
- Embora investidores tenham demonstrado preocupação com o guidance de capex para 2026E (especialmente em capex), vemos o conference call do 4T25 reforçando uma visão construtiva para 2026E.
- O capex de sustentação deve aumentar devido às maiores necessidades de desenvolvimento da MSG, ao sequenciamento e preparação subterrânea de Almas, e ao primeiro ano completo de sustentação de Borborema, enquanto o capex de expansão sustenta vetores claros de crescimento em Almas (subterrâneo), na expansão da prensa de filtragem de Borborema e nos trabalhos iniciais de Era Dorada.
- Management vinculou esse ciclo de capex a melhorias operacionais tangíveis à frente (incluindo normalização de produtividade em MSG e maior potencial de throughput em Borborema), somadas a atualizações de reservas que devem fortalecer a visibilidade de recursos.
- Com o turnaround em curso em MSG devendo reduzir custos e o capex sendo direcionado a projetos com retornos positivos, reiteramos nossa visão positiva para as ações da Aura.
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Principais notícias dos setores
Nestas publicações diárias, trazemos as principais notícias nacionais e internacionais dos setores: Financeiro, Varejo (e-commerce, supermercados, lojas de roupa, farmácias, etc.), Agro, Alimentos e Bebidas, Energia (óleo & gás e elétricas) e Saúde.
- Combustível XP: As principais notícias que movem o setor de Óleo & Gás
- Neste relatório, aumentamos nossos preços-alvo para a PRIO para R$ 64/PRIO3 (de R$ 60) e para a Brava Energia para R$ 22/BRAV3 (de R$ 20). O aumento é impulsionado principalmente por uma redução em nossas premissas de taxa de desconto;
- Também reduzimos o preço-alvo da PetroReconcavo para R$ 12/RECV3 (de R$ 14) e rebaixamos a ação para Neutra, uma vez que a produção estável deve limitar a geração de caixa;
- Por fim, apresentamos nossas estimativas para a próxima temporada de resultados do 4T25. O preço do petróleo sob pressão serão um tema comum em todo o setor. O Brent ficou em média em cerca de US$ 63/bbl no 4T25, impedindo o crescimento sequencial dos resultados;
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Oil prices soar and stocks slide as Middle East conflict escalates (Financial Times);
- Economistas calculam alta de 2,3% no PIB de 2025 (Valor Econômico);
- Surpresa na inflação modera expectativas para corte da Selic (Valor Econômico);
- Fitch vê curtailment como fator determinante para ratings (CanalEnergia).
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Estratégia
Raio-XP – O rali histórico da Bolsa brasileira continua
- Em fevereiro, a rotação global para fora dos EUA continuou, com o aumento das preocupações sobre possíveis disrupções da IA pressionando vários setores, enquanto o rali em emergentes seguiu forte. O Brasil permanece como um dos principais beneficiados desse movimento: o EWZ subiu 6,5% em fevereiro e 21,9% no em 2026 até o momento, acima do MSCI EM (+14,7%) e do MSCI ACWI (+4,1%);
- O fluxo estrangeiro segue como o principal motor do rali, chegando a R$ 45 bi em 2026 (US$8,7 bi) e R$ 15,3 bi (US$2,9 bi) em fevereiro;
- Neste Raio-XP, olhamos mais a fundo a divergência entre as large caps, que se beneficiaram de fluxos passivos para o índice, e o resto do mercado. Também atualizamos o desempenho histórico em ciclos de queda de juros;
- Atualizamos nosso valor justo do IBOV no cenário-base para 196 mil pontos e o cenário otimista para 242 mil pontos;
- Também atualizamos nossas carteiras da XP: Top Ações, Dividendos e Small Caps;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX fecha em alta de 0,69% e acumula ganho de 1,09% na semana (FIIs);
- FIIs e Fiagros aceleram base de investidores na semana; veja destaques (FIIs);
- Rio vive nova corrida por lajes corporativas (O Globo);
- Clique aqui para acessar o relatório.
- ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
- Ataques dos EUA ao Irã: o que esperar do mercado financeiro hoje e depois?: Após o ataque dos EUA e Israel ao Irã, o mercado global deve abrir a semana em forte aversão ao risco, com petróleo disparando, bolsas pressionadas, dólar e ouro se fortalecendo, e analistas alertando que o choque pode ter efeitos mais profundos e duradouros do que outros conflitos recentes devido ao risco de interrupção no Estreito de Ormuz e ao impacto sistêmico na economia da energia. (Valor Investe);
- Treasury Takes Aim at Booming ETF Move That’s Slashing Tax Bills: The U.S. Treasury is targeting a fast‑growing ETF tax strategy that lets fund managers use in‑kind redemptions to minimize capital‑gains distributions, a mechanism that has sharply reduced tax bills for investors and fueled explosive growth in the ETF industry. (Bloomberg);
- Do ouro à inteligência artificial: descubra os ETFs recomendados pela XP para 2026: No relatório Bússola de ETFs, a XP destaca ouro, renda fixa internacional e ações globais como pilares da alocação para 2026, defendendo carteiras diversificadas que combinem proteção, geração de renda e temas estruturais, como inteligência artificial, em um cenário de tensões geopolíticas, juros elevados e rotação de fluxos para fora dos EUA. (Estadão);
- Global equity fund inflows cool to a five‑week low on AI concerns: Global equity fund inflows fell to $19.75 billion, the lowest in five weeks, as investors turned cautious over the rising costs, slowing growth signals, and competitive risks surrounding artificial intelligence — a shift underscored by a sharp drop in Nvidia shares and growing recommendations from strategists to increase selectivity and diversify portfolios. (Reuters).
- Acesse o relatório completo aqui
ESG
Huawei e Aggreko vão desenvolver na Amazônia maior sistema de armazenamento de energia do Brasil | Café com ESG, 02/03
- O mercado fechou a semana passada em território negativo, com o IBOV recuando 0,92% e o ISE 0,58%. No pregão de sexta-feira, o Ibovespa e o ISE registraram quedas de 1,16% e 1,50%, respectivamente;
- No Brasil, (i) a chinesa Huawei e a britânica Aggreko se aliaram em um projeto para instalar na Amazônia usinas solares associadas a baterias, em um esforço para reduzir a geração termelétrica poluente em regiões isoladas – segundo as empresas, o projeto representará a maior operação no Brasil de sistemas de armazenamento de energia; e (ii) a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou, na reunião desta sexta-feira, dois itens da agenda de regulamentação do biometano: a individualização das metas anuais para produtores e importadores de gás natural e o Certificado de Garantia de Origem de Biometano (CGOB), ambos sob a relatoria do diretor Pietro Mendes;
- No internacional, a GKN Powder Metallurgy abandonou os planos de produzir ímãs permanentes de terras raras na Europa, dada a dificuldade da região em criar uma indústria doméstica capaz de competir com a China – em contexto, a China controla 90% da produção de terras raras processadas e 70% da produção de mineração;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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