Você sabia que Renda Fixa também tem risco?

Entenda aqui sobre os principais riscos de investir em renda fixa.

access_time 09/10/2019 - 11:18
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Muito se fala sobre a segurança de investir em renda fixa e no perfil conservador desse tipo de investimentos.

Apesar dessas características serem encontradas em muitos ativos, a renda fixa também apresenta riscos que o investidor deve conhecer e ficar atento.

Saiba mais sobre eles!

Risco de crédito

Relacionado à saúde financeira do emissor dos títulos.

Está atrelado à possibilidade de perdas resultantes da incapacidade do devedor de cumprir com suas obrigações ou a algum outro evento que venha a deteriorar o crédito da empresa durante o prazo de duração do papel.

Um dos riscos relacionados ao de crédito privado é o risco de descumprimento dos índices obrigatórios (covenants).

O descumprimento pode levar ao vencimento antecipado da debênture e a uma possível perda de rentabilidade se:

  1. O investidor tiver entrado no mercado secundário abaixo da curva na qual o papel terá vencido; ou
  2. No caso da impossibilidade de aplicar novamente o dinheiro a uma mesma taxa com risco similar.

Risco de mercado

É o risco de ocorrência de perdas resultantes da flutuação nos índices de preço, câmbio e taxas de juros.

Está atrelado a variações no cenário macroeconômico, mais especificamente a mudanças conjunturais, na política monetária e fiscal.

O risco atrelado ao de mercado é o risco de prazo. Quanto menor o prazo médio ponderado (duration) do ativo, menor tende a ser a volatilidade atrelada ao título.

Risco de liquidez

Caso o investidor necessite vender no mercado secundário, poderá ter uma perda devido à indisponibilidade de um comprador ou de uma contraparte que esteja disposta a pagar o preço na taxa do investidor ou abaixo desta.

Seguem os principais fatores que afetam a liquidez do ativo:

  1. Diferença entre preço de compra e preço de venda (bid/offer):
    • Normalmente há uma diferença entre o preço que o comprador está disposto a pagar pelo ativo e o preço pelo qual o vendedor está disposto a vender o ativo.
    • Esta diferença deve se ajustar entre os dois preços para que o negócio seja fechado, levando a uma perda relativa ao valor inicial esperado de compra/venda por ambas as partes.
  2. Preço unitário (PU): quanto menor for o PU da debênture, maior tende a ser a pulverização do ativo no mercado, o que mitiga o risco de liquidez.
  3. Tamanho da emissão: quanto maior o tamanho da emissão, maior tende a ser a pulverização do ativo no mercado, o que mitiga o risco de liquidez.
  4. Oferta pública (ICVM 400): não há restrição quanto ao número de clientes que podem adquirir ou subscrever a debênture. O investidor não precisa necessariamente ser qualificado para investir no ativo, a não ser que haja exigência da emissão.
  5. Oferta pública com esforços restritos (ICVM 476): o risco de liquidez tende a ser maior.

Risco de reinvestimento

O risco de reinvestimento se refere àquele risco de o investidor não conseguir reinvestir o dinheiro em uma aplicação com condições iguais ou melhores que a aplicação inicial em caso de resgate, vencimento, venda ou pagamento de juros daquele ativo.

Esse risco aumenta conforme o prazo de vencimento, uma vez que o cenário econômico pode mudar muito ao longo do tempo. Por exemplo, um investidor que adquirir hoje um título indexado ao IPCA vencendo daqui a 30 anos pode encontrar condições muito diferentes neste índice no momento de vencimento do ativo.

O mesmo risco está presente no caso de pagamento de juros periódicos e amortizações de principal dos ativos. Mudanças nas condições de mercado podem tornar difícil o reinvestimento desses recursos em condições semelhantes às originais.

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