Tudo sobre Renda Fixa em agosto (e o que esperar)

Leia aqui sobre os principais indicadores macroeconômicos e como impactam os produtos de renda fixa, além do desempenho de títulos públicos e o que esperar para os próximos meses.


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Renda Fixa: um panorama.

Em agosto, os preços dos títulos públicos apresentaram queda, uma vez que os investidores estão mais cautelosos com o cenário econômico no longo prazo. Essa cautela leva as expectativas de juros de longo prazo a subirem, o que pressiona os preços dos títulos. Apesar da queda, a rentabilidade dos últimos 12 meses foi muito positiva. Além disso, emissões de crédito privado passaram a vir a mercado a taxas mais altas, o que pode indicar a tendência para as emissões que virão nos próximos meses.

Para setembro, tensões externas podem trazer volatilidade, enquanto que as tensões na política brasileira também podem pressionar os mercados no curto prazo. Isso pode levar os juros futuros a subir novamente. Entretanto, com um viés de médio prazo, vemos avanço da agenda de reformas e uma contínua diminuição da percepção de risco. Neste contexto, a alta da expectativa de juros e consequente queda dos preços dos títulos no curto prazo podem ser vistos como uma oportunidade.

No Radar

O mercado de Renda Fixa

Captação líquida

Poupança

Nos primeiros meses de 2019, a captação líquida da Poupança ficou negativa em R$14,8 bilhões. Ao compararmos com o fechamento do ano de 2018, a queda foi de 139% em oito meses, reversão importante em relação aos últimos dois anos.

Os motivos por trás desses saques líquidos podem variar. No entanto, considerando a queda na taxa Selic para 6,0% e o rendimento da Poupança de 70% dessa taxa, essa aplicação fica cada vez menos atraente.

Portanto, é razoável presumir que o fluxo de retiradas esteja sendo destinado a outras classes de ativos. Por exemplo, o Tesouro Direto.

Tesouro Direto

No caso do Tesouro Direto, o primeiro semestre de 2019 também foi marcado por captação líquida negativa. Lembramos que houve vencimento de cerca de R$9 bilhões de um dos títulos, o Tesouro IPCA+ 2019, em maio. Parte pode ter sido reinvestida em outros títulos do Tesouro e parte pode ter sido destinada a outros investimentos.

Em julho, foi possível observar reversão da queda, com captação líquida de R$440 milhões. Desses, quase 50% foram destinados ao Tesouro Selic, o qual consideramos a melhor alternativa à Poupança para a reserva de emergência. Assim como em meses anteriores, quase 65% das aplicações foram de até R$1 mil, o que mostra a boa acessibilidade do Tesouro Direto.



Estoque

Emissões Bancárias

Comparando os meses de agosto e julho, o estoque de emissões bancárias apresentou redução e foi afetado principalmente pela queda no estoque de CDBs.

O fenômeno pode ser explicado pela queda na taxa básica de juros, tornando as emissões indexadas ao CDI menos atraentes para investimentos em Renda Fixa. Os estoques dos outros ativos permaneceram praticamente inalterados.

Crédito Privado

Em agosto de 2019, o estoque de crédito privado permaneceu praticamente inalterado em relação ao mês anterior. Porém, cresceu 10% sobre o fechamento do ano de 2018.

O aumento ao longo do ano foi resultado principalmente de maiores emissões de debêntures e CRAs, compensando a queda de 8% no estoque de CRIs. Esse movimento sinaliza mercado agrícola aquecido e reflete o mercado imobiliário ainda em recuperação.

Especificamente no mercado de debêntures, houve crescimento de 22% no volume emitido nos primeiros oito meses de 2019 em relação ao mesmo ano de 2018. Esse resultado evidencia o bom momento do mercado, corroborado pela extensão do prazo médio da dívida emitida.

Conforme citado no início do relatório, a curva de NTN-Bs abriu no último mês. Isso significa que novas emissões indexadas à inflação devem remunerar mais o investidor.

Um exemplo desse tipo de emissão são as debêntures incentivadas, com foco em financiamento à infraestrutura e isentas de imposto de renda.

O volume emitido desses títulos vem crescendo e a tendência deve continuar, em linha com expectativa de crescimento econômico e investimento do governo em novos projetos.

Renda Fixa: Análise do mês

Apresentamos aqui uma breve análise de um emissor que está indicado no Guia de Investimentos. Lembramos que a decisão de investimento deve ser adequado ao perfil de investidor.

Alocação recomendada

Ativos de renda fixa são recomendados para todos os perfis de investidor. O que muda é o tipo de ativo, de indexador e o percentual alocado.

Para o mês de setembro, a alocação recomendada em renda fixa para cada perfil de investidor em nosso Guia de Investimentos é a seguinte:

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