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Repercussão da decisão de ontem do Copom no Brasil e expectativa sobre decisão de hoje do Banco Central Europeu

Tudo o que você precisa saber sobre os mercados nacional e internacional, com análises econômicas e políticas sobre fatos que podem impactar seus investimentos.

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IBOVESPA -0,1% | 106.363 Pontos

CÂMBIO -0,5% | 5,54/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ibovespa fechou essa quarta-feira (27/10) perto da estabilidade, aos 106.363 pontos, com uma variação de -0,10% enquanto aguardava a decisão do Copom. Já a moeda norte americana seguiu na mesma direção com um pouco mais de intensidade, em queda de -0,48% valendo R$ 5,54 no fechamento do pregão. As taxas futuras de juros fecharam o dia de ontem em baixa em todos os vencimentos, principalmente nos mais longos, levando a um movimento de perda de inclinação após dias de reações negativas do mercado e apostas agressivas para  a decisão do Copom que foi divulgada ontem. Ao final da sessão, as apostas de ajuste se concentravam entre 1,5 ponto percentual (o que de fato ocorreu) e 1,75 p.p. Outro fator que estava no radar era a votação da PEC dos Precatórios, que poderia ter ocorrido ontem, mas foi adiada. DI jan/22 fechou em 8,40%; DI jan/24 foi para 11,62%; DI jan/26 encerrou em 11,63%; e DI jan/28 fechou em 11,84%.

Ainda sobre o Copom, a decisão em elevar Selic para 7,75% está em linha com nossas expectativas e parte das projeções do mercado. O comunicado que acompanhou a decisão afirmou que o aumento do ritmo de aperto foi justificado “pela deterioração do balanço de riscos e pelo aumento das projeções de inflação”. O Comitê também reconheceu que a perspectiva global “está se tornando menos favorável” para os mercados emergentes. Em nossa avaliação, a decisão é consistente com nosso cenário de uma taxa Selic terminal em 11,00%.

Bolsas internacionais amanhecem levemente positivas (EUA +0,2% e Europa +0,1%), puxadas por empresas de tecnologia (Nasdaq 100 +0,4%), ao passo que recuam as taxas de juros de 10 anos nos EUA para 1,54% e resultados das Big Tech mostram que estas empresas mantiveram um crescimento robusto. Em destaque o resultado do PIB dos EUA do terceiro trimestre que será divulgado hoje e notícias sobre as negociações do pacote fiscal de Joe Biden. Na Europa, investidores aguardam decisão do BCE (Banco Central Europeu) sobre a política monetária e se a presidente Lagarde continuará a avaliar as pressões inflacionárias como transitórias em seus comentários após a reunião. O Bitcoin (+3,9%) volta a subir após autoridades financeiras dos EUA afirmarem que reguladores estão planejando delinear a forma que bancos tradicionais poderão interagir com os criptoativos.

Na agenda ESG internacional, a Climate Bonds Initiative prevê que a emissão de títulos verdes chegará a um recorde de US$ 500 bilhões este ano (vs. US$ 297 bilhões no ano passado) e a US$ 1 trilhão pela primeira vez até o final de 2022.

Tópicos do dia

Agenda de resultados

Suzano (SUZB3): após o fechamento
CTEEP (TRPL4): após o fechamento
Vamos (VAMO3): após o fechamento
Arezzo (ARZZ3): após o fechamento
Assaí (ASAI3): após o fechamento
Ambev (ABEV3): antes da abertura
Fleury (FLRY3): após o fechamento
Vale (VALE3): após o fechamento
Grendene (GRND3): após o fechamento

Calendário do 3T21

Temporada de resultados do 3º trimestre 2021 – o que esperar?

Economia

  1. O destaque hoje é a decisão de juros do BCE. O mercado acompanhará de perto a avaliação da presidente Christine Lagarde sobre as atuais pressões inflacionárias. No Brasil, o Copom elevou a taxa Selic em 1,50 pp, em resposta ao aumento dos custos de produção e à piora do risco fiscal doméstico

Política

  1. Biden deve anunciar novo marco do Plano das Famílias Americanas/Build Back Better Act

Empresas

  1. WEG (WEGE3) – 3T21: Fortes Resultados, Seguindo uma Melhora Contínua na Receita
  2. AmBev (ABEV3): no 3T21, forte crescimento de receita, mas margens seguem espremidas
  3. Multiplan (MULT3) – 3T21: Reabertura continua acelerando
  4. PPC – 3T21 (JBSS3): forte crescimento em vendas, mas em linha com as expectativas
  5. Varejo: Escaneando nosso carrinho de compras; Revendo nossas recomendações e Preços-Alvo frente ao novo cenário macro
  6. Tupy (TUPY3): Principais Mensagens de Nosso NDR com o CFO
  7. Rede D’Or (RDOR3): Aquisição do Hospital Santa Isabel
  8. B3 (B3SA3): B3 recebe auto de infração da Receita Federal por ágio de fusão
  9. Alliar (AALR3): Conselho rejeita oferta para adquirir o controle
  10. LOG CP (LOGG3) – 3T21: Dados Operacionais Sólidos como Esperado
  11. Principais notícias dos setores

Mercados

  1. Mudança no regime fiscal: Como o Macro afeta o Micro
  2. Radar Global: Análises das principais empresas e tendências sob o nosso Radar | Coca-Cola e GM divulgam seus números

ESG

  1. Café com ESG: Conteúdos diários que transformam | 28/10

Veja todos os detalhes

Economia

O destaque hoje é a decisão de juros do BCE. O mercado acompanhará de perto a avaliação da presidente Christine Lagarde sobre as atuais pressões inflacionárias. No Brasil, o Copom elevou a taxa Selic em 1,50 pp, em resposta ao aumento dos custos de produção e à piora do risco fiscal doméstico

  • A reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) acontece hoje. Mais importante do que a taxa básica de juros, que certamente permanecerá próxima de zero, os participantes do mercado monitorarão se a presidente Lagarde continuará a avaliar as pressões inflacionárias como transitórias em seus comentários após a reunião;
  • O PIB dos EUA no 3T também será destaque hoje. A média dos analistas de mercado prevê um crescimento de 2,6% no trimestre, desacelerando em relação aos 6,7% no segundo trimestre. A maior parte da desaceleração está ligada a restrições de oferta, especialmente no setor industrial. Os pedidos iniciais de seguro-desemprego também serão importantes;
  • No Brasil, o Copom elevou a taxa Selic em 150 bps esta noite, em linha com nossas expectativas e parte das projeções do mercado. O comunicado que acompanhou a decisão afirmou que o aumento do ritmo de aperto foi justificado “pela deterioração do balanço de riscos e pelo aumento das projeções de inflação”. O Comitê também reconheceu que a perspectiva global “está se tornando menos favorável” para os mercados emergentes. Em nossa avaliação, a decisão é consistente com nosso cenário de uma taxa Selic terminal em 11,00%;
  • Conforme divulgado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE, a taxa de desemprego no Brasil atingiu 13,2% no trimestre móvel encerrado em agosto (de 13,7% na leitura anterior), abaixo da nossa estimativa e do consenso de rua (ambos em 13,4%). Em termos dessazonalizados, calculamos que a taxa de desemprego recuou de 13,5% em julho para 13,1% em agosto. Projetamos a taxa de desemprego brasileira atingindo 12,6% ao final de 2021 e 12,2% ao final de 2022 (série com ajuste sazonal). A taxa média anual de desemprego deve ficar em 13,7% neste ano e 12,4% no próximo.

Política

Biden deve anunciar novo marco do Plano das Famílias Americanas/Build Back Better Act

  • Após semanas de embate, o noticiário destaca que Joe Biden deve anunciar novo marco do Plano das Famílias Americanas/Build Back Better Act na manhã desta quinta-feira (28), sobre qual espera que democratas consigam se unir. A expectativa é que o plano fique em torno de USD 1,75 – 1,9 trilhão;
  • A viagem para Europa do presidente americano, marcada para a manhã desta quinta-feira (28), havia sido colocada como prazo simbólico para um acordo sobre a segunda parte da agenda. No entanto, até a noite de quarta-feira ainda havia um série de divergências entre as alas do partido;
  • Antes de fazer o anúncio, Biden deve ir a Câmara hoje às 9:00 EST (10:00 BZT) em tentativa de convencer a ala mais à esquerda do partido de apoiar a proposta e parar de bloquear o andamento do projeto de infraestrutura de USD 1,2 trilhão na Casa. Vale lembrar que o grupo vincula o andamento do projeto ao Plano das Famílias Americanas/Build Back Better Act.

Empresas

WEG (WEGE3) – 3T21: Fortes Resultados, Seguindo uma Melhora Contínua na Receita

  • A WEG reportou números sólidos no 3T21, com lucro de ~R$813 milhões ~9% acima das estimativas XP e +4% acima do consenso, mostrando um aumento de 26% A/A;
    • No desempenho de vendas, vemos receita líquida de ~R$6,2 bilhões refletindo um desempenho positivo tanto do mercado interno (+41% A/A) quanto externo (+20% A/A ou + 23% A/A em dólares), com um destaque positivo para o segmento GTD (+40% A/A);
    • Sobre a rentabilidade, a margem EBITDA em ~18,5% apresentou leve contração de 1p.p. A/A, refletindo a pressão de custo de matérias-primas já esperada, com ROIC permanecendo em um nível forte de 31,3% (vs. 32,2% no 2T21 e 23,3% no 3T20).
  • Reiteramos nossa recomendação de Compra para a WEG, reforçando seu perfil defensivo em meio a riscos domésticos no Brasil;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

AmBev (ABEV3): no 3T21, forte crescimento de receita, mas margens seguem espremidas

  • A AmBev entregou outro trimestre com forte crescimento de receita, embora câmbio e preços altos das commodities ainda pressionem as margens, como esperado;
  • Fomos surpreendidos por um crescimento de 7,7% A/A nos volumes consolidados (+11% vs. XPe), principalmente devido a um desempenho melhor do que o esperado na unidade Cerveja Brasil (+9% A/A e +19% vs. XPe), o que consideramos positivo dada a base de comparação mais difícil. Oito dos dez principais mercados da AmBev já estão crescendo acima do 3T19;
  • As pressões de custos, no entanto, permanecem presentes e as margens caíram para o segundo menor nível já registrado (margem EBITDA Ajustada de 29,6%);
  • Reiteramos nossa recomendação de compra com preço-alvo de R$20/ação para o fim de 2021 pois acreditamos que a empresa está superando seus concorrentes e está melhor posicionada para uma recuperação do setor;
  • Clique aqui para ler o relatório completo.

Multiplan (MULT3) – 3T21: Reabertura continua acelerando

  • Multiplan publicou resultado forte no 3T21. Do lado operacional, o portfólio da MULT operou cerca de 98,7% do horário regular no 3T21, aumentando a receita de aluguel (+19,7% vs. níveis do 3T19) e as vendas de inquilinos para (-1,7% vs. níveis do 3T19). Dito isso, a taxa líquida de inadimplência foi positivamente afetada, atingindo 3,9% no 3T21 vs. 5,7% no 2T21. As taxas de ocupação aumentaram significativamente para 95,2% (+66bps q/q e flat A/A), com volume de negócios recorde (2,3% no 3T21 vs. 1,7% no 2T21) devido à forte demanda dos inquilinos que buscam solução omnichannel;
  • O custo de ocupação atingiu 13,6% no trimestre (contra 11,8% no 3T20). Além disso, a alugueis mesmas lojas e vendas mesmas lojas subiram +28,4% e +1,5%, respectivamente, em relação aos números de 2019. Por fim, as vendas dos lojistas nos primeiros 25 dias de outubro/21 superaram os níveis de 2019 em 10%. Reiteramos nossa recomendação de compra e TP de R$29,5/ação;
  • Receita líquida foi de R$322 milhões, acima de nossas estimativas (+11% em relação à nossa previsão). O Ebitda também ficou acima das nossas estimativas (+10% em relação à nossa previsão). Como resultado, o lucro líquido e o FFO ficaram acima das nossas estimativas (22% e 31% em relação à nossa previsão), respectivamente. No balanço, apesar da maior alavancagem financeira (dívida líquida/Ebitda) ter atingido 3,36x no 3T21 contra 1,99x no 2T21 (prejudicada pelo Ebitda mais fraco, excluindo a venda da Diamond Tower), a Multiplan registrou geração de caixa operacional de R$ 177 milhões, com dívida líquida atingindo R$ 2,265 bilhões no 3T21.

PPC – 3T21 (JBSS3): forte crescimento em vendas, mas em linha com as expectativas

  • A Pilgrim’s Pride, pertencente à JBS e 100% focada em carne de frango, reportou forte crescimento no 3T21, com Receita Líquida de US$ 3.827mi (+24,5% A/A e +4% vs. XPe) e margem bruta de US$ 372mi (+18% A/A e -1% vs. XPe), principalmente devido à recuperação da demanda nos EUA e pela boa performance do setor de food service;
  • Houve melhora nas vendas em todas as geografias, entretanto, devido à sazonalidade e também à pressão de custos, as operações do México e da Europa/UK apresentaram margens menores;
  • No consolidado, a PPC entregou um EBITDA de US$ 347mi, com forte crescimento anual (+14% A/A), mas ligeiramente abaixo da nossa expectativa (-5% vs. XPe);
  • A JBS divulgará o resultado referente ao 3T21 no dia 10/nov, após o fechamento do mercado.

Varejo: Escaneando nosso carrinho de compras; Revendo nossas recomendações e Preços-Alvo frente ao novo cenário macro

  • Estamos revisando nossas recomendações e preços-alvo para refletir uma perspectiva macroeconômica mais desafiadora à frente, bem como uma maior volatilidade política. Como resultado, adotamos uma abordagem mais defensiva em nossa cobertura, com foco em segmentos mais resilientes e nomes de alta qualidade, uma vez que o ano de 2022 deve ser desafiador para o setor de consumo enquanto as eleições brasileiras devem trazer volatilidade para o mercado;
  • Acreditamos que os investidores devem focar em teses de investimento com risco/retorno mais balanceados frente ao aumento de incerteza e, portanto, estamos rebaixando C&A (CEAB3), d1000 (DMVF3), Enjoei (ENJU3) e Americanas (AMER3/LAME4) para recomendação Neutra, e aumentamos RD (RADL3) e Lojas Renner (LREN3) para recomendações de Compra. Além disso, mantemos visão positiva com Assaí e companhias expostas à alta renda;
  • Clique aqui para ver o relatório completo.

Tupy (TUPY3): Principais Mensagens de Nosso NDR com o CFO

  • Na segunda-feira (25 de outubro), realizamos um NDR (rodadas de reuniões com investidores) com o CFO da Tupy, Thiago Struminski, e o chefe de RI, Hugo Zierth, e pudemos responder a algumas das preocupações de vários investidores locais;
  • Destacamos:
    1. Fortes indícios de demanda pelos principais produtos da Tupy; parcialmente compensado por
    2. Diversos gargalos de produção de curto prazo devido à escassez de semicondutores (especialmente picapes nos EUA);
    3. Melhora da rentabilidade esperada para o 3T21; e
    4. Iniciativas encorajadoras de longo prazo na agenda de descarbonização.
  • Reiteramos nossa recomendação de Compra para a Tupy como uma alternativa defensiva a riscos domésticos (diversificação por meio do mercado externo);
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Rede D’Or (RDOR3): Aquisição do Hospital Santa Isabel

  • Ontem (27), a Rede D’Or divulgou via fato relevante a aquisição do Hospital Santa Isabel, hospital geral na cidade de São Paulo (SP), por R$280M (aproximadamente 0,23% do valor de mercado da RDOR);
  • O Hospital Santa Isabel possui 119 leitos, com capacidade para expansão, sendo o múltiplo EV/Leito pago de R$2,4M, semelhante às últimas aquisições;
  • O EBITDA esperado para os próximos 12 meses é de R$30M (já considerando uma parte das sinergias), implicando em um múltiplo EV/EBITDA de 9,3x (vs. a média de aquisições de 2021 de 8,2x; vs. o múltiplo de RDOR para 2022 de 18,9x);
  • Vemos a notícia como positiva, pois fortalece o movimento de consolidação em SP, maior mercado em termos de beneficiários e gastos com saúde. Com esse movimento, a empresa totaliza 2.194 leitos adquiridos desde outubro de 2020 (vs. guidance de 1.000/ano). Reiteramos nossa recomendação de Compra e preço alvo de R$88/ação para RDOR3.

B3 (B3SA3): B3 recebe auto de infração da Receita Federal por ágio de fusão

  • Ontem, a B3 informou ao mercado que recebeu um auto de infração da Receita Federal questionando a amortização, para fins fiscais em 2017, do ágio (no valor total de R$ 204 mi) gerado pela fusão com a Bovespa em maio de 2008;
  • Segundo a B3, o lançamento fiscal compreendeu apenas o valor acima mencionado pois a B3 apresentou saldos de prejuízo fiscal no ano de 2017. Com isso, diferentemente do que ocorreu nos demais anos sobre os quais houve autuações, o valor da parcela do ágio questionado relativa a 2017 (aprox. R$ 1,6 bilhão) foi integralmente abatida deste saldo de prejuízo fiscal;
  • Por fim, a B3 reportou que apresentará impugnação ao referido auto de infração e reafirmou seu entendimento de que o ágio foi constituído regularmente.

Alliar (AALR3): Conselho rejeita oferta para adquirir o controle

  • A companhia anunciou nesta quarta-feira (27) que foi rejeitada a oferta feita pela MAM Asset para adquirir 24M de ações da companhia;
  • De acordo com o anúncio, o conselho acredita que a venda da participação não estaria alinhada com os objetivos de longo prazo da empresa;
  • Além disso, o acordo de acionistas da empresa foi alterado para incluir mais acionistas, o que faz com que o acordo cubra 52,8% das ações da empresa;
  • Em nossa opinião, a recente movimentação de preço da ação foi impulsionada principalmente pelo interesse de terceiros em adquirir o controle acionário da empresa, e pode haver uma perda de momentum devido à rejeição da oferta;
  • Portanto, mantemos nossa visão cautelosa sobre as ações da companhia e reiteramos nossa recomendação neutra e preço alvo de R$10,0 por ação.

LOG CP (LOGG3) – 3T21: Dados Operacionais Sólidos como Esperado

  • Log CP reportou resultados sólidos no 3T21. Do lado operacional, a LOG entregou 4 projetos em 3 estados, atingindo 114,2 mil m² de GLA (85% dos ativos pré-locados). No 9M21, a Log já assinou 5 contratos (BTS) com os principais players de e-commerce, alcançando 313,5 mil m² de ABL, refletindo o momento comercial único da Companhia. A empresa registrou alta absorção bruta (665,2 mil m² em GLA), com 85% fora do RJ/SP, taxa de ocupação robusta de 97,3% no 3T21, e taxa líquida de inadimplência sob controle (0,6% no 3T21 vs. 0,4 no 2T21). Reiteramos nossa classificação neutra e TP de R$40,4/ação;
  • Do lado financeiro, a receita líquida foi de R$37 milhões, levemente abaixo das nossas estimativas (-8% em relação à nossa previsão). O Ebitda ficou levemente abaixo da nossa estimativa -8% e o FFO  acima das nossas estimativas (+23% em relação à nossa previsão), respectivamente. No balanço, apesar da maior alavancagem financeira (dívida líquida/Ebitda) ter atingido 3,36x no 3T21 contra 1,99x no 2T21 (prejudicada pelo Ebitda mais fraco, excluindo a venda da Diamond Tower), a Multiplan registrou geração de caixa operacional de R$ 177 milhões, com dívida líquida atingindo R$ 2,265 bilhões no 3T21.

Principais notícias dos setores

Nestas publicações diárias, trazemos as principais notícias nacionais e internacionais dos setores: Financeiro, Varejo (e-commerce, supermercados, lojas de roupa, farmácias, etc.), Agro, Alimentos e Bebidas e Energia (óleo & gás e elétricas).

  • Notícias Diárias do Setor Financeiro
    • Em primeiro balanço separada do Santander, Getnet registra lucro de R$ 94 milhões no 3º tri. Companhia informou que sua receita líquida gerencial subiu 24%, para R$ 544 milhões. (Valor);
    • Nubank escolhe NYSE para fazer IPO nos EUA. O banco digital Nubank escolheu a Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) para fazer sua abertura de capital (IPO, na sigla em inglês), de acordo com fontes. (Estadão);
    • Clique aqui para acessar o relatório.
  • Entrega XP: Notícias diárias do setor de varejo
    • Banco Central eleva Selic pela sexta vez seguida, e taxa básica de juros vai a 7,75% (Estadão);
    • Varejo de moda registra recuo de 7% na inadimplência. (Super Varejo);
    • Amazon já é o 3º maior serviço de entregas nos EUA, à frente do FedEx. (Ecommerce);
    • Clique aqui para acessar o relatório.
  • Agro, Alimentos & Bebidas: confira as principais notícias
    • BrasilAgro aprova R$ 260 milhões em dividendos e elege novo conselho (Valor);
    • EXCLUSIVE U.S. sees spike in contaminated Australian meat shipments (Reuters); 
    • Vai um chope com porção de calabresa? BRF entra no marketplace da Ambev (Pipeline);
  • Radar Energia XP: Notícias diárias do setor de energia
    • Clima traz urgência a mudanças na matriz de energia, diz Klabin. (Valor Econômico);
    • Alta dos combustíveis veio para ficar. (Valor Econômico);
    • Clique aqui para acessar o relatório.

Mercados

Mudança no regime fiscal: Como o Macro afeta o Micro

  • Uma mudança no regime fiscal levou a novas projeções macro. Nos últimos dias, o cenário para o quadro fiscal no Brasil se enfraqueceu, após as mudanças propostas para alterar o teto de gastos para 2022. Com isso, as taxas de juros de longo prazo no Brasil aumentaram consideravelmente, chegando a mais de 12% ao ano para taxas nominais de 10 anos , + 500bps acumulado em 2021. Nesse cenário, nossa equipe Macro revisou suas projeções: para 2022, reduzindo o crescimento do PIB para +0,8% (de +1,3%), taxa Selic para 11,0% (de 9,25%) e inflação do IPC para 5,2% (de 3,9%). Eles também revisaram para cima a projeção do câmbio para R$5,70 (de R$5,10);
  • Como o Macro impacta o Micro. Diante da mudança do arcabouço fiscal e das novas projeções macroeconômicas, buscamos, nesta peça, estimar seus impactos nas empresas sob nossa cobertura. Observamos três variáveis ​​em nossos modelos: (i) dívida atrelada ao CDI; (ii) impacto no “valor justo” da ação devido ao maior custo de capital (ke); e (iii) exposição da receita ao dólar;
  • Dívida atrelada ao CDI: Os setores mais diretamente afetados pelo aumento das taxas de juros brasileiras, considerando suas dívidas atreladas ao CDI, são Telecom, Mídia e Tec. (TMT), Imobiliário, Small Caps, Varejo e Transporte;
  • Sensibilidade às taxas de juros: Com taxas de juros de longo prazo mais altas, há um impacto negativo direto no valor justo dos preços das ações. Vemos que os setores de Transportes, Telecom, Mídia e Tec. (TMT), Saúde e Varejo têm um impacto relevante de mais de -15% na sua valorização com estas taxas mais elevadas. Mineração e Siderurgia e Elétricas têm menor sensibilidade em comparação com outros setores;
  • Alta alavancagem e exposição à dívida de curto prazo: As empresas que possuem o endividamento mais alto são as mais impactadas pelas altas taxas de juros. Além disso, as empresas que precisam emitir uma nova dívida terão que pagar taxas muito mais altas daqui para frente. HBSA3, KLBN11 e KRSA3 são as empresas sob nossa cobertura com maior Dívida Líquida/EBITDA. MELK3, SOJA3 e AERI3 são as empresas com maior percentual de endividamento de curto prazo;
  • Clique aqui para ler o relatório completo.

Radar Global: Análises das principais empresas e tendências sob o nosso Radar | Coca-Cola e GM divulgam seus números

  • Coca-Cola divulgou resultados e precisou aumentar seu preço para conter custos elevados;
  • Spotify supera expectativas e atinge 172 milhões de assinantes premium;
  • General Motors é afetada pela escassez de chips e Ford revisa para cima suas projeções;
  • Boeing menciona custos bilionários por falhas de qualidade em seus 787 Dreamliners;
  • Acesse aqui o relatório internacional.

ESG

Café com ESG: Conteúdos diários que transformam | 28/10

  • Ontem o mercado amenizou as perdas e fechou em território neutro, com o Ibov e o ISE em leve queda de -0,05% e -0,08%, respectivamente;
  • No Brasil, (i) na política, Jair Bolsonaro afirmou ontem em entrevista à TV A Crítica que não deve participar da COP-26, que começa no domingo em Glasgow, na Escócia. “A princípio eu não vou, não. É uma estratégia nossa, o nosso ministro do Meio Ambiente [Joaquim Leite] vai. E é um local que nós já assumimos compromisso, estamos cumprindo”, afirmou o presidente; e (ii) do lado das empresas, a SulAmérica emitiu R$1,5 bilhão em debêntures com compromisso ESG, tendo como objetivo promover o acesso à saúde emocional e meta de alcançar 30 mil e 150 mil pessoas até fim de 2024 e 2026, respectivamente – os investidores, contudo, questionam o quanto o indicador e a meta são de fato relevantes no contexto da seguradora;
  • No internacional, a Climate Bonds Initiative prevê que a emissão de títulos verdes chegará a um recorde de US$ 500 bilhões este ano (vs. US$ 297 bilhões no ano passado) e a US$ 1 trilhão pela primeira vez até o final de 2022. Clique aqui para acessar o relatório e começar o dia bem informado com as principais notícias ao redor do Brasil e do mundo quando o tema é ESG.
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O agente autônomo de investimento não pode realizar consultoria, administração ou gestão de patrimônio de clientes, devendo atuar como intermediário e solicitar autorização prévia do cliente para a realização de qualquer operação no mercado de capitais. Os produtos apresentados neste relatório podem não ser adequados para todos os tipos de cliente. Antes de qualquer decisão, os clientes deverão realizar o processo de suitability e confirmar se os produtos apresentados são indicados para o seu perfil de investidor. Este material não sugere qualquer alteração de carteira, mas somente orientação sobre produtos adequados a determinado perfil de investidor. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço ou valor pode aumentar ou diminuir num curto espaço de tempo. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos. As informações presentes neste material são baseadas em simulações e os resultados reais poderão ser significativamente diferentes. Este relatório é destinado à circulação exclusiva para a rede de relacionamento da XP Investimentos, incluindo agentes autônomos da XP e clientes da XP, podendo também ser divulgado no site da XP. Fica proibida sua reprodução ou redistribuição para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento expresso da XP Investimentos. SAC. 0800 77 20202. A Ouvidoria da XP Investimentos tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800 722 3710. O custo da operação e a política de cobrança estão definidos nas tabelas de custos operacionais disponibilizadas no site da XP Investimentos: www.xpi.com.br. A XP Investimentos se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou seu conteúdo. A Avaliação Técnica e a Avaliação de Fundamentos seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é executada seguindo conceitos como tendência, suporte, resistência, candles, volumes, médias móveis entre outros. Já a Análise Fundamentalista utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. Desta forma, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas, que buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor, podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas. O investimento em ações é indicado para investidores de perfil moderado e agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto. O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. O investimento em termos é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. São contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem. O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos, e por isso é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento.

A XP Investimentos CCTVM S/A, inscrita sob o CNPJ: 02.332.886/0001-04, é uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Toda comunicação através de rede mundial de computadores está sujeita a interrupções ou atrasos, podendo impedir ou prejudicar o envio de ordens ou a recepção de informações atualizadas. A XP Investimentos exime-se de responsabilidade por danos sofridos por seus clientes, por força de falha de serviços disponibilizados por terceiros. A XP Investimentos CCTVM S/A é instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.


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