Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado encerrou a semana passada em território positivo, com o Ibovespa e o ISE avançando 4,70% e 5,01%, respectivamente. O pregão de sexta-feira também fechou em alta, com o IBOV subindo 2,46%, e o ISE 2,62%.
• No Brasil, o BNDES estuda participar do projeto de uma futura planta de refino e separação de óxidos de terras raras ligada à Lynas Rare Earths e à Meteoric Resources em Minas Gerais, segundo a CNN – a participação do banco no projeto está praticamente acertada, mas o que ainda está em discussão é o formato do apoio: se será concedido um financiamento ou se o BNDES entrará por meio de uma participação acionária, passando a dividir o risco e o retorno do empreendimento com os investidores privados.
• No internacional, (i) o Reino Unido deu um passo atrás em sua agenda corporativa de sustentabilidade após a Financial Conduct Authority (FCA) anunciar que desistiu do plano de tornar obrigatória a divulgação de informações de riscos e oportunidades climáticas por empresas listadas – segundo documento da autoridade, as empresas poderão escolher se divulgam relatórios nos padrões internacionais IFRS S1 e S2; e (ii) a divisão de computação em nuvem da Amazon, a Amazon Web Services (AWS), anunciou um investimento de mais de US$ 1 bilhão ao longo dos próximos cinco anos em comunidades norte-americanas onde mantém data centers, comprometendo-se a mitigar os impactos das instalações no consumo de energia elétrica e água – em contexto, os data centers têm enfrentado forte resistência em comunidades por todo o país em meio a preocupações com a sobrecarga da demanda elétrica, encarecimento das contas de luz e outros impactos locais.
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Brasil
Empresas
“A Aura Minerals assinou um acordo para comprar uma empresa que reúne os maquinários pesados de mina, os contratos vigentes de leasing de equipamentos e a mão de obra especializada atualmente operados por prestadores terceirizados nas minas de Apoena, Almas e Borborema. Com a transação, a companhia passará a realizar diretamente a operação e a manutenção de sua frota a partir de janeiro de 2027, igualando o modelo fabril ao já adotado na mina de MSG, onde os ativos já são operados internamente. A operação foi fechada por um valor de R$ 612 milhões, sendo que até R$ 250 milhões serão desembolsados em dinheiro, enquanto a quantia remanescente engloba a assunção dos financiamentos de arrendamento de maquinários existentes e a retenção de pagamentos contingentes atrelados a metas de desempenho. O acordo prevê ainda a absorção de todos os trabalhadores dedicados à operação e à oficina da frota nas três unidades, assegurando a continuidade das atividades de lavra sem paradas técnicas.”
Fonte Valor Econômico; 02/10/2026
COP30 abriu “avenida” para empresas brasileiras na agenda global de transição
“A COP30 abriu espaço para que o setor privado brasileiro assuma um papel próprio na agenda climática global, mas, para aproveitá-lo, as empresas do país precisam abandonar uma postura defensiva, afirmou a ex-ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira, que é, atualmente, co-presidente do Painel Internacional de Recursos Naturais da ONU, membro do Conselho do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e membro do Comitê de Sustentabilidade da MBRF. “A COP30 abre uma avenida de salas novas para o empresariado brasileiro ter um novo papel nessa condução da agenda global, além do governo”, disse nesta quinta-feira (1º), em evento promovido pela ETEL, na Casa Zalszupin, antiga moradia do arquiteto e designer Jorge Zalszupin em São Paulo, para apresentar o martelo que o presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, entregará à Turquia na abertura da COP31, em Antalya. “O setor privado brasileiro tem que deixar de ser pequeno, tímido, e de se esconder atrás do desmatamento”, afirmou. Segundo ela, as empresas precisam ter ousadia para entender um novo mundo “e não achar que vão viver de instrumentos econômicos sendo usados politicamente, como tarifas”.”
Fonte Valor Econômico; 02/10/2026
Preço médio dos CBios tem alta em setembro, mas volume de créditos negociados recua
“As usinas certificadas no RenovaBio já atingiram o volume necessário de emissões de créditos de descarbonização (CBios) para que a meta estipulada no ciclo vigente do programa seja cumprida. Somando os títulos aposentados neste ano, os ainda disponíveis e os 60,79 mil que saíram de circulação antecipadamente em 2025, o total chega a 52,34 milhões de CBios, o equivalente a 106,8% do objetivo. A B3, única entidade registradora do RenovaBio, encerrou a sessão de quarta-feira, 30 com 28,38 milhões de créditos em circulação, queda de 0,4% ante a posição ao final do mês anterior e de 5,5% na comparação anual. O montante também representa 57,9% da meta rateada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), de 49,01 milhões de CBios.”
Fonte: NovaCana; 02/10/2026
ANP rejeita pedido da Petrobras para flexibilizar especificações do gás da Rota 3
“A diretoria da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) rejeitou nesta sexta-feira (2/10) o pedido da Petrobras para flexibilizar as especificações do gás natural escoado pela Rota 3 e processado na UTG Itaboraí, no Complexo de Energias Boaventura (RJ). Os diretores acompanharam o entendimento das áreas técnicas de que a unidade tem condições de realizar o tratamento do gás conforme estabelecido na Resolução 982/2025. A regulação permite que operadores de unidades de processamento de gás oriundo dos reservatórios do pré-sal possam solicitar o ‘waiver‘ (perdão) quando demonstrada a impossibilidade para atendimento aos limites dos teores de metano e etano.”
Fonte: Eixos; 02/10/2026
Política
O Brasil dos minerais críticos depois do novo marco
“O Brasil acaba de dar um passo importante em uma disputa que já não é apenas mineral. O Congresso aprovou a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, e o texto foi sancionado pela Presidência da República. O novo marco cria financiamento, incentivos à transformação mineral, investimentos em pesquisa e desenvolvimento e mecanismos de controle sobre ativos estratégicos. É um avanço. Mas a pergunta mais importante começa justamente depois da aprovação da lei: o que o Brasil pretende fazer com seus minerais críticos? Possuir jazidas não significa controlar uma cadeia de valor. Entre o minério extraído e um produto de alta tecnologia existem beneficiamento, separação, refino, metalurgia, materiais e componentes. É nessas etapas que se concentram conhecimento, empregos qualificados, renda e poder tecnológico. As terras raras são um exemplo emblemático. O desafio não é apenas extraí-las, mas dominar separação e refino e avançar para óxidos de alta pureza, metais, ligas e ímãs permanentes usados em motores elétricos, geração eólica, eletrônica e defesa. Um país pode possuir grandes reservas e continuar tecnologicamente dependente.”
Fonte Valor Econômico; 05/10/2026
Brasil inicia investimento em tecnologia, mas está a bilhões de distância de China e EUA
“O Brasil vem estruturando uma rede de pesquisa e desenvolvimento em tecnologias quânticas, mas o investimentos são bastante modestos em comparação com as cifras bilionárias empregadas no setor por países como China e Estados Unidos. Segundo pesquisadores, os valores praticados no país são insuficientes para o avanço dessa tecnologia de modo a abrir caminho para aplicações na indústria. O Brasil também enfrenta dificuldade na formação de mão de obra especializada. Se os investimentos forem adequados, a computação quântica pode ter aplicações estratégicas em diversas áreas, como finanças, segurança, medicina e energia. A principal promessa do setor é resolver problemas complexos que computadores convencionais não conseguem solucionar ou demandam muito tempo para processar. No Brasil, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação afirma que a expectativa é que, entre 2026 e 2028, o próprio ministério invista R$ 214 milhões em novos projetos que o MCTI chama de estruturantes. A pasta não informou o volume total de recursos investidos no setor nos últimos anos, mas os valores destinados a pelo menos sete projetos mencionados somam R$ 186,2 milhões. O MCTI afirma que outras instituições federais, ministérios, governos estaduais e municípios também destinam recursos ao setor.”
Fonte Valor Econômico; 05/10/2026
Plano de Transmissão 2026 estabelece implantação de baterias no Acre
“A 1ª emissão do Plano de Outorgas de Transmissão de Energia Elétrica (POTEE) de 2026 estabelece a implantação de sistema de armazenamento de energia em baterias (BESS) no Acre, com investimento estimado em R$ 249 milhões. O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) da quinta-feira (1º/10), o documento com ampliações e reforços no sistema de transmissão que devem ser implantados até 2033. Essa edição do POTEE traz 45 novas obras de expansão do sistema de transmissão, localizadas em 17 unidades da federação, nas cinco regiões do país. O objetivo da implantação do BESS é aumentar a confiabilidade do suprimento a Cruzeiro do Sul e a Feijó. A cidade de Cruzeiro do Sul só foi incluída no Sistema Interligado Nacional (SIN) em dezembro de 2024. O plano também determina a instalação de duas linhas de transmissão, com investimento total estimado em R$ 717 milhões.”
Fonte: Eixos; 02/10/2026
A energia que o Nordeste produz e o Brasil joga fora
“A disputa sobre quem paga pelos cortes de geração eólica e solar no Nordeste ganhou mais um capítulo sem desfecho. Há pouco, a 13ª Vara Federal Cível do Distrito Federal rejeitou o pedido das associações de geradores para ampliar as hipóteses de ressarcimento desses desligamentos, chamados no setor de curtailment. As entidades anunciaram que vão recorrer. Enquanto isso, as usinas seguem sendo desligadas mesmo com vento, sol e equipamentos prontos para operar, e a incerteza já afasta investimentos da região. Em um único dia deste ano, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), órgão que coordena a produção de energia no país, mandou desligar até 14.278 MW de geração renovável no Nordeste, o equivalente a toda a potência de Itaipu. A energia estava disponível, mas o sistema elétrico não tinha como absorvê-la. O episódio não foi isolado. Desde agosto de 2023, desligamentos como essepassaram a fazer parte da rotina de uma região que concentra a maior parte dos parques eólicos e solares do país. O motivo costuma ser o mesmo: o Brasil construiu usinas mais depressa do que as linhas de transmissão capazes de levar essa energia até onde ela é consumida e, em certos momentos, o sistema simplesmente não consegue aproveitar toda a energia que poderia ser gerada.”
Fonte: Eixos; 02/10/2026
BNDES pode virar sócio de refinaria de terras raras em MG
“O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) estuda participar do projeto de uma futura planta de refino e separação de óxidos de terras raras ligada à Lynas Rare Earths e à Meteoric Resources em Minas Gerais e avalia até entrar como sócio do empreendimento, segundo fontes ouvidas pela CNN. A participação do banco no projeto está praticamente acertada, de acordo com interlocutores envolvidos nas conversas. O que ainda está em discussão é o formato do apoio: se será concedido um financiamento ou se o BNDES entrará por meio de uma participação acionária, passando a dividir o risco e o retorno do empreendimento com os investidores privados. No caso de participação acionária, a entrada poderia ocorrer por meio da BNDESPar, braço de participações do BNDES. Nesse modelo, o banco passaria a deter uma fatia do empreendimento. Ainda não há definição sobre o valor do aporte ou sobre qual instrumento do banco será utilizado. “
Fonte: CNN; 02/10/2026
Internacional
Empresas
Enxurrada de ações judiciais contra a OpenAI
“Uma crise jurídica crescente ameaça envolver a OpenAI depois que seus agentes de inteligência artificial invadiram dezenas de empresas e governos em todo o mundo, com a perspectiva de uma enxurrada de processos judiciais representando o teste mais recente à liderança de seu CEO, Sam Altman. Funcionários da OpenAI, além de altos executivos das áreas jurídica, tecnológica e de políticas públicas, disseram ao Financial Times que a empresa ficou exposta a indenizações e medidas de autoridades governamentais depois que vieram à tona violações de segurança cibernética envolvendo seus agentes de IA em várias partes do mundo. Na última semana, novas ações judiciais e investigações regulatórias foram abertas quase diariamente contra a OpenAI, da Califórnia à Austrália, e outras devem surgir à medida que detalhes de outros incidentes vierem à tona. Como criadora do popular aplicativo ChatGPT, a OpenAI e seu CEO tornaram-se símbolos do boom da IA que varre o Vale do Silício e Wall Street. Mas as novas dúvidas sobre a responsabilidade jurídica decorrente desses episódios de invasão representam a mais recente de uma série de crises que vêm se sucedendo contra Altman desde o lançamento do chatbot em 2022, incluindo revoltas de funcionários, disputas judiciais com acionistas, entre eles Elon Musk, conflitos envolvendo direitos autorais e embates políticos.”
Fonte Valor Econômico; 05/10/2026
Reino Unido desiste de exigir relatório de risco climático de empresas abertas
“O Reino Unido deu um passo atrás em sua agenda corporativa de sustentabilidade, em meio ao recuo de reguladores em outros mercados, entre eles o Brasil. A Financial Conduct Authority (FCA) — equivalente britânico à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) -– anunciou na última quarta-feira (30), que desistiu do plano de tornar obrigatória a divulgação de informações de riscos e oportunidades climáticas por empresas listadas. Segundo documento da autoridade, as empresas poderão escolher se divulgam relatórios nos padrões internacionais IFRS S1 (relacionado à sustentabilidade) e S2 (relacionado ao clima). As companhias que não publicarem o reporte terão de apresentar uma justificativa pública com o motivo de não o fazerem, no modelo comply or explain (“cumpra ou explique”). A nova norma entrará em vigor para os relatórios do ano fiscal de 2027, com os primeiros publicados em 2028. O padrão atual no Reino Unido já inclui informações de riscos climáticos no modelo “cumpra ou explique”. No início de 2026, a FCA colocou em consulta pública um novo padrão britânico derivado das normas internacionais formuladas pelo International Sustainability Standards Board (ISSB), da IFRS.”
Fonte Capital Reset; 02/10/2026
“A divisão de computação em nuvem da Amazon, a Amazon Web Services (AWS) anunciou um investimento de mais de US$ 1 bilhão ao longo dos próximos cinco anos em comunidades norte-americanas onde mantém data centers, comprometendo-se a mitigar os impactos das instalações no consumo de energia elétrica e água. Os data centers, que fornecem o poder computacional necessário para treinar e rodar modelos de inteligência artificial, têm enfrentado forte resistência em comunidades por todo o país em meio a preocupações com a sobrecarga da demanda elétrica, encarecimento das contas de luz e outros impactos locais. A reação negativa representa um desafio político para os republicanos na reta final para as eleições dos Estados Unidos marcadas para 3 de novembro. A Amazon informou ter investido US$ 276 bilhões nos centros de processamento de dados entre 2011 e 2025, acumulando grandes projetos ou expansões em andamento em diversos estados, incluindo Indiana, Louisiana, Carolina do Norte, Virgínia e Mississippi.”
Fonte Valor Econômico; 02/10/2026
Volvo Car retira projeções com piora no mercado automotivo chinês
“A Volvo Car descartou sua projeção para o ano inteiro após alertar que os desafios em seus mercados-chave na China e nos Estados Unidos resultaram em vendas menores do que o esperado no terceiro trimestre e em perspectivas mais fracas. A montadora sueca — que tem a maioria de suas ações controlada pela chinesa Zhejiang Geely Holding Group — afirmou que os desdobramentos do mercado impactarão significativamente os lucros e o fluxo de caixa do terceiro trimestre, além dos ventos contrários já destacados anteriormente referentes a matérias-primas, câmbio, amortização e depreciação. “Como resultado do aumento da incerteza do mercado, a Volvo Cars também tomou a decisão de não fornecer nenhuma declaração atualizada sobre projeções de curto prazo.” A empresa esperava anteriormente que o crescimento na Europa e uma recuperação nos EUA impulsionassem vendas significativamente mais fortes no segundo semestre do ano em comparação ao primeiro. Ela também havia sinalizado um fluxo de caixa livre fortemente positivo no final do segundo semestre, o que faria o fluxo de caixa encerrar o ano integral próximo ao ponto de equilíbrio.”
Fonte Valor Econômico; 02/10/2026
Transição climática: a velocidade como vantagem competitiva
“Climate Week de Nova York reuniu mais de mil eventos e cerca de 100 mil pessoas. Da remoção de carbono aos combustíveis sustentáveis, da proteção de florestas à demanda de energia da inteligência artificial, a agenda expôs a amplitude das oportunidades econômicas da transição. Mas a principal mudança estava no foco dos debates. À medida que cresce a convergência sobre o que fazer e por que agir, a discussão avança para o como. Parte dessa convergência vem de fora da agenda climática. A crise no Estreito de Ormuz e a alta dos combustíveis levaram a eletrificação para o centro do debate sobre segurança energética e gestão de custos. Setores que não se moviam pelo argumento climático reagiram ao risco de abastecimento. Nesse contexto, a presidência turca da COP31 propôs elevar de cerca de 23% para 35% a participação da eletricidade no consumo final de energia do mundo até 2035. Ainda não é uma meta acordada, mas sinaliza a escala da transformação em curso. Consolidar mercados para tecnologias emergentes exige duas capacidades complementares. A primeira é criar repetibilidade, reduzindo as fricções que tornam cada novo investimento lento e caro. A segunda é antecipar os gargalos da infraestrutura de mercado, para que o avanço em uma etapa não se transforme em frustração na seguinte. Nenhuma delas está ao alcance de um ator isolado. A velocidade de coordenação entre empresas, instituições financeiras e governos definirá a competitividade de países e companhias nas cadeias emergentes.”
Fonte Valor Econômico; 02/10/2026
“Enquanto comunidades rurais nos Estados Unidos travam batalhas cada vez mais intensas para manter centros de dados de computação de IA longe de seus quintais, algumas gigantes da tecnologia estão considerando métodos que poderiam contornar esse ressentimento local — enviando as instalações para o espaço. Não há garantias de que a tecnologia funcionará, nem está claro se enviar centros de dados para a órbita da Terra fará sentido economicamente. Mas o Google está testando o terreno. A empresa está prestes a lançar seu primeiro satélite de teste para o Projeto Suncatcher, sua iniciativa de centro de dados orbital. O protótipo decolou a bordo de um foguete Falcon 9 da SpaceX em uma missão de lançamento compartilhado chamada Transporter-18, na quinta-feira, da Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia.”
Fonte: CNN; 02/10/2026
Banco Central das Filipinas se prepara para o El Niño “Godzilla”
“O Banco Central das Filipinas alertou que um possível fenômeno climático El Niño do tipo “Godzilla” ameaça intensificar as pressões inflacionárias em uma economia já abalada pelos preços elevados do petróleo. O El Niño — um fenômeno natural que provoca o aumento das temperaturas no Oceano Pacífico e agrava eventos climáticos extremos — apresenta-se como o mais intenso já registrado em algumas regiões. Ele pode agravar secas e prejudicar a produção agrícola em todo o Hemisfério Sul. “Existe a possibilidade de que este seja um El Niño ‘Godzilla’ capaz de afetar a região, e o pico do fenômeno ainda está por vir”, afirmou Zeno Ronald Abenoja, vice-presidente do Bangko Sentral ng Pilipinas, ao Financial Times em uma entrevista em vídeo.”
Fonte: Financial Times; 02/10/2026
Política
O “cartão-postal do futuro” da Austrália em grandes baterias
“No segundo trimestre deste ano, algo notável aconteceu no principal mercado de energia da Austrália. O preço médio spot no atacado do Mercado Nacional de Eletricidade (NEM) — que abrange nove décimos da população do país — foi 47% menor do que um ano antes. Um fator determinante foi a queda de quase um terço na geração a gás (de custo elevado), em grande parte devido a um crescimento explosivo na frota de baterias de armazenamento de energia do país. Em relação ao tamanho da população, a Austrália detém agora a maior penetração nacional de baterias de grande porte — tecnologia de energia que mais cresce no mundo, segundo a Agência Internacional de Energia. A queda nos preços de energia na Austrália demonstra como baterias em escala de rede podem ajudar a reduzir tanto os custos da eletricidade quanto as emissões de carbono, ao armazenar energia eólica e solar de baixíssimo custo durante períodos de geração abundante e liberá-la posteriormente.”
Fonte: Financial Times; 02/10/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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