Desaceleração chinesa mais intensa que esperada e dados de inflação nos EUA repercutem no mercado

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IBOVESPA -0,2% | 116.181 Pontos

CÂMBIO +0,5% | 5,24/USD

O que pode impactar o mercado hoje

O Ibovespa fechou em queda de 0,19%, a 116.181 pontos, depois de uma sessão de muita volatilidade nesta terça-feira (14) sendo pressionado pela desvalorização nas bolsas de Wall Street, que retomaram trajetória de baixa depois da recuperação da véspera. Enquanto isso, o dólar comercial fechou em alta de 0,49% a R$ 5,24 na compra e a R$ 5,24 na venda. Após declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, as taxas futuras de juros apresentaram queda nos vencimentos curtos e intermediários, devolvendo parte do avanço das últimas sessões. Em evento na tarde de ontem, o presidente do BC afirmou que a instituição não irá alterar seu plano de voo a cada novo dado inflacionário de alta frequência. DI jan/22 fechou em 7,00%; DI jan/24 foi para 9,605%; DI jan/26 encerrou em 10,19%; e DI jan/28 fechou em 10,54%.

Nesta manhã, as principais Bolsas internacionais amanhecem levemente negativas (EUA -0,3% e Europa -0,2%) enquanto investidores digerem dados da inflação americana, que vieram inferiores ao esperado. Na China (-1,0%), o mercado encerra com leve queda devido a preocupações regulatórias direcionadas à indústria de casinos, Wynn Macau (-29%), Sands China (-33%) e Galaxy Entertainment (-20%) figuram entre as ações mais afetadas. O petróleo (+1,5%) continua sua apreciação ao passo que a tempestade tropical Nicholas passa pela região do Golfo do México.

Os dados de vendas no varejo e produção industrial chinesa, divulgados nessa madrugada, confirmam a desaceleração do crescimento global, impactado pela variante Delta. O crescimento das vendas no varejo desacelerou drasticamente para 2,5% em relação ao ano anterior, abaixo da estimativa de 7% em uma pesquisa da Bloomberg com economistas. A produção industrial cresceu 5,3%, ante a mediana das estimativas de 5,8%. Enquanto isso, a inflação ainda desperta cautela, apesar da surpresa baixista de ontem. O CPI americano de agosto, divulgado ontem, veio abaixo do esperado, mas ainda em patamar bastante elevado. Como esperávamos, os dados de agosto mostraram que a desinflação ocorreu nos subíndices que têm mostrado taxas anormais de aumento devido à reabertura econômica e relacionada aos choques de abastecimento causados pela pandemia. Projetamos que o CPI encerre o ano em  4,7% e núcleos em 4,1% a/a. Para o final de 2022 nossos modelos estão mostrando que ambos – a inflação cheia e o núcleo da inflação – provavelmente terminarão o ano abaixo da marca de 2% a/a mais uma vez, devido à diminuição de os choques de oferta relacionados com a pandemia, uma economia em desaceleração e uma grande lacuna de emprego. Em relação à política monetária, esperamos que o FOMC delineie o plano de tapering na reunião de novembro) e inicie o processo em dezembro. Acreditamos que o Fed anuncie uma redução de US$ 15 bilhões por mês, implicando em um processo de redução gradual de oito meses. Continuamos pensando que a elevação de juros ocorrerá apenas em 2023, provavelmente durante o segundo trimestre do ano. Ao longo da manhã, a atenção de investidores vai se voltar para dados industriais de atividade e produção dos EUA.

No campo político, os democratas americanos procuram pressionar republicanos sobre o teto da dívida ao vincular o tema ao orçamento (e potencialmente um shutdown ou paralisação do governo e outras agências públicas). No entanto, o líder republicano no Senado, Mitch McConnell, disse nesta terça-feira (14) que o partido estaria unido em sua postura contra qualquer projeto de orçamento que também aumentasse o teto da dívida. Apesar de reconhecer que o aumento “precisa ser feito”, afirmou que republicanos devem votar contra a medida para não abrir o caminho do Plano das Famílias Americanas de USD 3.5 trilhões.  Vale lembrar que, nas regras do Senado dos EUA, os mecanismos de aprovação tradicionais requerem 60 votos (ou seja, 10 republicanos). No entanto, existe um mecanismo alternativo, chamado de reconciliation, que permite aprovar medidas por maioria simples, no entanto há limites quantas vezes no ano e sobre quais temas esse pode ser utilizado. O Plano das Famílias Americanas, que não conta com apoio republicano, já está tramitando dessa maneira, ou seja, poderia enfrentar um grande revés se não há acordo bipartidário.

No Brasil, os jornais repercutem fala de Roberto Campos Neto. O presidente do BCB disse que elevará a taxa Selic ‘aonde precisar’ para o controle da inflação, mas que ‘não mudará o plano de voo da política monetária’. Boa parte do mercado interpretou a fala como uma reiteração do último Copom, que explicitamente defendeu aumento de 1 pp. na Selic na reunião da semana que vem. Nossa expectativa é de alta de 1pp na próxima reunião e encerramento do ciclo de aberto monetário com Selic a 8,5%.

A semana na política prossegue com uma temperatura mais baixa que a dos atos de Sete de Setembro, mas ainda assim com pontos remanescentes de atritos. O presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco, confirmou ontem a devolução da medida provisória das fake news, editada no auge das tensões entre Bolsonaro e os outros poderes. A decisão é resquício da crise e já era esperada. Ganhou força quando a própria PGR opinou pela devolução. O ambiente menos tenso ainda não foi capaz de produzir consenso para a questão do novo programa de transferência de renda. Ontem, estressando o cenário, Paulo Guedes disse que, sem a aprovação da proposta de reforma no imposto de renda, haverá pressão para a retomada do auxílio emergencial – o governo aposta, inclusive, que a necessidade de compensação para o programa de transferência de renda é o principal fator que pode levar à retomada da discussão sobre a reforma do imposto de renda no Senado.

Na Câmara, depois da leitura do parecer da PEC dos Precatórios na CCJ, a votação ficou marcada para amanhã. Ela deve seguir depois para a comissão especial, enquanto a solução final em termos de mérito e de caminhos possíveis é negociada entre os Poderes. Ficou também para a quinta-feira a votação da reforma administrativa na comissão especial – último passo antes da análise pelo plenário. O relator, Arthur Maia, deve acolher demandas da bancada da bala, detalhando quais forças são de Estado, com vínculo permanente, e reduzir de dez para seis anos o prazo de contratos temporários. Ainda hoje, a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara tenta analisar a proposta de extensão da política de desoneração de 17 setores da economia. Sem aval do governo, pode haver pedido de vista ao parecer, que retornaria à pauta na semana que vem.

Do lado de indicadores, a receita real do setor de serviços (PMS), divulgada ontem, cresceu 1,1% m/m em julho, em linha com a nossa expectativa e o consenso de mercado (1,0% e 1,3%, respectivamente). Mais uma vez, a forte recuperação dos serviços prestados às famílias ocupou o centro das atenções (3,8% m/m em julho e um crescimento de 38,5% desde abril), na esteira do alívio das restrições à pandemia e aumento da mobilidade. Como argumentamos, os serviços prestados às famílias devem liderar a recuperação do setor terciário (e do PIB total) no segundo semestre deste ano, em linha com a reabertura da economia, a passagem dos gastos das famílias de bens para serviços e a recuperação gradual do nível de emprego.  Na agenda doméstica hoje divulgação do IBC-BR referente a julho, proxy mensal do PIB calculado pelo BC (XP 0,3% m/m 4,9% a/a; mercado 0,35% m/m 5,0% y/y).

Tópicos do dia

Economia

  1. Desaceleração na atividade chinesa maior que esperada

Política

  1. Política tem ambiente menos tenso, mas ainda com resquícios de atrito
  2. Avanços na agenda legislativa
  3. Democratas procuram pressionar republicanos sobre teto da dívida ao vincular o tema ao orçamento, mas republicanos resistem ideia

Empresas

  1. Bradespar (BRAP4): Aprovação de bonificação em ações e possível entrega de R$ 5,3 bilhões em ações da Vale aos acionistas
  2. WEG (WEGE3): Companhia Anuncia Aquisição da Balteau
  3. Pardini (PARD3): Juros sobre Capital Próprio
  4. Notícias Diárias do Setor Financeiro
  5. Radar Energia XP: Notícias diárias do setor de energia
  6. Entrega XP: Notícias diárias do setor de varejo nacional e internacional

Internacional

  1. Radar Global: Análises das principais empresas e tendências sob o nosso Radar | Aposta do Alibaba

ESG

  1. Café com ESG: Conteúdos diários que transformam | 15/09

Veja todos os detalhes

Economia

Desaceleração na atividade chinesa maior que esperada

  • A inflação ao consumidor nos EUA (CPI) subiu 0,27% m/m em agosto, e o núcleo teve alta de 0,1% m/m, enquanto projetávamos 0,32% m/m e 0,28% m/m, respectivamente, e mercado 0,4% m/m e 0,3% m/m respectivamente. Em termos anuais, a inflação cheia de agosto está agora mostrando um aumento de 5,20% a/a e o núcleo da inflação de 3,98%. Em ambos os casos, a taxa de variação anual caiu materialmente em agosto em comparação a julho (de 5,28% y/y para 5,20% y/y no índice cheio e de 4,23% a/a para 3,98% a/a no medica de núcleo). Como esperávamos, os dados oficiais de agosto mostraram que a desinflação ocorreu nos subíndices que têm visto taxas anormais de aumento devido à reabertura econômica e relacionada aos choques de abastecimento causados pela pandemia. Projetamos que o CPI encerre o ano em  4,7% a/a (era 4,8% a/a antes da divulgação de agosto) e núcleos em 4,1% a/a (era de 4,3% a/a). Para o final do ano de 2022 nossos modelos estão mostrando que – ambos – a inflação cheia e o núcleo da inflação provavelmente terminarão o ano abaixo da marca de 2% a/a mais uma vez, devido à diminuição de os choques de oferta relacionados com a pandemia, uma economia em desaceleração e uma grande lacuna de emprego. Em relação à política monetária, esperamos que o FOMC delineie o plano de tapering na reunião de novembro) e inicie o processo em dezembro. Acreditamos que o Fed anuncie uma redução de US$ 15 bilhões por mês, implicando em um processo de redução gradual de oito meses. Continuamos pensando que a elevação de juros ocorrerá apenas em 2023, provavelmente durante o segundo trimestre do ano. Continuamos pensando que a economia dos EUA encontrará a neutralidade em 1,75-2% e NÃO em 2,5%, como o Fed espera atualmente;
  • A economia da China enfraqueceu ainda mais em agosto, depois que o governo impôs medidas rigorosas para conter um surto generalizado de Covid-19, reduzindo os gastos dos consumidores e viagens durante o pico das férias de verão. O crescimento das vendas no varejo desacelerou drasticamente para 2,5% em relação ao ano anterior, abaixo da estimativa de 7% em uma pesquisa da Bloomberg com economistas. A produção industrial cresceu 5,3%, ante a mediana das estimativas de 5,8%. Vários economistas esperam que o Banco Popular da China corte a taxa de depósito compulsório para os bancos novamente nos próximos meses, após uma redução surpreendente em julho;
  • No Reino Unido, a taxa anual inflação ao consumidor (CPI) saltou para 3,2% em agosto, atingindo o maior patamar desde março de 2012 e ficando bem acima da meta do Banco da Inglaterra (BoE), de 2%. Por outro lado, a indústria da zona do euro teve desempenho melhor do que o esperado em julho, com alta mensal de 1,5% nas vendas ( exp 0,6% m/m). Ao longo da manhã, a atenção de investidores vai se voltar para dados industriais de atividade e produção dos EUA;
  • No Brasil, os jornais repercutem fala de Roberto Campos Neto. O presidente do BCB disse que elevará a taxa Selic ‘aonde precisar’ para o controle da inflação, mas que ‘não mudará o plano de voo da política monetária’. Boa parte do mercado interpretou a fala como uma reiteração do último Copom, que explicitamente defendeu aumento de 1 pp. na Selic na reunião da semana que vem. Nossa expectativa é de alta de 1pp na próxima reunião e encerramento do ciclo de aberto monetário com Selic a 8,5%;
  • O ministro Paulo Guedes disse que a não aprovação da reforma do IR, possível fonte de financiamento para o novo Bolsa Família, poderia significar a reedição do auxílio emergencial pelo governo. O ministro também reforçou que tem mantido diálogo com o Legislativo e o Judiciário para a solução dos precatórios no orçamento;
  • A receita real do setor de serviços (PMS), divulgada ontem, cresceu 1,1% m/m em julho, em linha com a nossa expectativa e o consenso de mercado (1,0% e 1,3%, respectivamente). Em comparação com julho de 2020, a atividade de serviços cresceu 17,8% (previsão XP: 17,7%; consenso de mercado: 18,0% a/a). Com isso, as receitas de serviço avançaram 3,1% na comparação trimestral no trimestre móvel encerrado em julho (20,7% a/a) e 5,8% desde abril (série com ajuste sazonal). Mais uma vez, a forte recuperação dos serviços prestados às famílias ocupou o centro das atenções (3,8% m/m em julho e um crescimento de 38,5% desde abril), na esteira do alívio das restrições à pandemia e aumento da mobilidade. Como argumentamos, os serviços prestados às famílias devem liderar a recuperação do setor terciário (e do PIB total) no segundo semestre deste ano, em linha com a reabertura da economia, a passagem dos gastos das famílias de bens para serviços e a recuperação gradual do nível de emprego;
  • Na agenda doméstica hoje divulgação do IBC-BR referente a julho, proxy mensal do PIB calculado pelo BC (XP 0,3% m/m 4,9% a/a).

Política

Política tem ambiente menos tenso, mas ainda com resquícios de atrito

  • A semana na política prossegue com uma temperatura mais baixa que a dos atos de Sete de Setembro, mas ainda assim com pontos remanescentes de atritos. O presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco, confirmou ontem a devolução da medida provisória das fake news, editada no auge das tensões entre Bolsonaro e os outros poderes. A decisão é resquício da crise e já era esperada. Ganhou força quando a própria PGR opinou pela devolução. O ambiente menos tenso ainda não foi capaz de produzir consenso para a questão do novo programa de transferência de renda. Ontem, estressando o cenário, Paulo Guedes disse que, sem a aprovação da proposta de reforma no imposto de renda, haverá pressão para a retomada do auxílio emergencial – o governo aposta, inclusive, que a necessidade de compensação para o programa de transferência de renda é o principal fator que pode levar à retomada da discussão sobre a reforma do imposto de renda no Senado.

Avanços na agenda legislativa

  • Na Câmara, depois da leitura do parecer da PEC dos Precatórios na CCJ, a votação ficou marcada para amanhã. Ela deve seguir depois para a comissão especial, enquanto a solução final em termos de mérito e de caminhos possíveis é negociada entre os Poderes. Ficou também para a quinta-feira a votação da reforma administrativa na comissão especial – último passo antes da análise pelo plenário. O relator, Arthur Maia, deve acolher demandas da bancada da bala, detalhando quais forças são de Estado, com vínculo permanente, e reduzir de dez para seis anos o prazo de contratos temporários. Ainda hoje, a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara tenta analisar a proposta de extensão da política de desoneração de 17 setores da economia. Sem aval do governo, pode haver pedido de vista ao parecer, que retornaria à pauta na semana que vem.

Democratas procuram pressionar republicanos sobre teto da dívida ao vincular o tema ao orçamento, mas republicanos resistem à ideia

  • Democratas procuram pressionar republicanos sobre teto da dívida ao vincular o tema ao orçamento (e potencialmente um shutdown ou paralisação do governo e outras agências públicas);
  • No entanto, o líder republicano no Senado, Mitch McConnell, disse nesta terça-feira (15) que o partido estaria unido em sua postura contra qualquer projeto de orçamento que também aumentasse o teto da dívida. Apesar de reconhecer que o aumento “precisa ser feito”, afirmou que republicanos devem votar contra a medida para não abrir o caminho do Plano das Famílias Americanas de USD 3.5 trilhões;
  • Vale lembrar que, nas regras do Senado dos EUA, os mecanismos de aprovacão tradicionais requerem 60 votos (ou seja, 10 republicanos). No entanto, existe um mecanismo alternativo, chamado de reconciliation, que permite aprovar medidas por maioria simples, no entanto há limites a quantas vezes no ano e sobre quais temas esse pode ser utilizado. O Plano das Famílias Americanas, que não conta com apoio republicano, já está tramitando dessa maneira, ou seja, poderia enfrentar um grande revés se não há acordo bipartidário;
  • E, segundo relatos, o presidente chinês Xi Jinping teria rejeitado convite do presidente americano Joe Biden para uma reunião presencial, citando restrições de Covid019. O presidente não sai do território chinês a cerca de 600 dias.

Empresas

Bradespar (BRAP4): Aprovação de bonificação em ações e possível entrega de R$ 5,3 bilhões em ações da Vale aos acionistas

  • Em fato relevante publicado ontem (14), a Bradespar anunciou a aprovação de um programa de bonificação em ações, por meio da capitalização de reserva de lucros, aumentando o capital social de  R$ 4,1 bilhões para R$ 5,76 bilhões (aumento de R$ 1,660 bilhão). Segundo a companhia, a operação de bonificação tem o objetivo de aumentar a liquidez das ações por meio de uma quantidade maior de ações em circulação e de ajustar a cotação das ações, tornando-as mais atrativas e acessíveis a um maior número de investidores;
  • Além disso, a Bradespar também anunciou a convocação de uma assembleia geral extraordinária (AGE) para votar uma redução do seu capital, marcada para o dia 15 de outubro. A proposta consiste na redução do capital social dos R$ 5,76 bilhões para R$ 500,124 milhões (redução de R$ 5,26 bilhões), sem o cancelamento de ações. Se aprovada, a redução será concretizada com a entrega de ações ordinárias da Vale aos acionistas da Bradespar;
  • Segundo dados da Quantum, a Bradespar possui uma fatia de 5,73% na Vale, avaliada em R$ 27,6 bilhões (dados do fechamento de 14 de setembro). Com a aprovação da redução de capital, a Bradespar estima que a participação na mineradora cairá para cerca de 3,23%. Além disso, a companhia informou que, se fossem consideradas as demonstrações financeiras de 30 de junho, a proporção estimada seria de 0,31390978 ação da Vale para cada ação de emissão da Bradespar;
  • Vemos a notícia como positiva para Bradespar (BRAP4), pois existe espaço para um fechamento adicional do desconto de holding, que está atualmente em torno de 20%.

WEG (WEGE3): Companhia Anuncia Aquisição da Balteau

  • A WEG anunciou a aquisição de 100% do capital social da empresa Balteau, companhia especializada em transformadores para instrumentos e conjuntos de medição;
  • Vemos essa aquisição em linha com a estratégia da companhia em relação à complementaridade de produtos ainda não oferecidos em seu portfólio, aumentando seu mercado endereçável no segmento de transformadores.
    • No ano de 2020, a Balteau reportou receita líquida de ~R$122 milhões, o que corresponde a aproximadamente 0.6% da nossa expectativa para a receita consolidada da WEG para o ano de 2021, sendo que o valor da transação não foi divulgado.
  • Reiteramos nossa visão positiva para a WEG, vendo sua alta exposição internacional como um contraponto a eventuais riscos políticos no âmbito doméstico, e sólido histórico de aquisições também agindo como um vetor de crescimento para a companhia (sustentado pelo anúncio de hoje);
  • Para mais informações sobre a companhia, acesse aqui nosso relatório de início de cobertura.

Pardini (PARD3): Juros sobre Capital Próprio

  • Ontem (14), o Pardini anunciou a distribuição de juros sobre capital próprio de R$9,2M (R$0,07/ação), a ser pago no dia 30 de setembro de 2021;
  • As ações serão negociadas excluindo a distribuição a partir de 21 de setembro. O pagamento representa 0,3% do valor de mercado da companhia;
  • Nós reiteramos a nossa recomendação Neutra e preço-alvo de R$21/ação para PARD3.

Notícias Diárias do Setor Financeiro

  • Acesse este relatório com notícias do setor financeiro que complementam nossos comentários publicados no Morning Call, mas que não consideramos relevantes o suficiente para serem analisadas. Aqui você encontra o título com o link para a fonte original da notícia, além de uma breve descrição do conteúdo;
  • Clique aqui para acessar o relatório.

Radar Energia XP: Notícias diárias do setor de energia

  • Nesta nota diária, compilamos as principais notícias do setor de energia (óleo & gás e elétricas) nacional e internacional, complementando nossa visão sobre os principais acontecimentos do dia. Além disso, no relatório você encontra o link para nossos últimos relatórios publicados dos setores.
  • Clique aqui para acessar o relatório.  

Entrega XP: Notícias diárias do setor de varejo nacional e internacional

  • Nesta publicação diária, trazemos as principais notícias do setor de varejo (e-commerce, supermercados, lojas de roupa, farmácias, etc.) nacional e internacional, complementando nossa visão sobre as tendências e acontecimentos mais importantes do dia. Além disso, o relatório contém um resumo dos múltiplos e recomendações para as empresas de nossa cobertura;
  • Clique aqui para acessar o relatório.

Internacional

Radar Global: Análises das principais empresas e tendências sob o nosso Radar | Aposta do Alibaba

  • O Alibaba liderou uma rodada de investimentos superior a US$ 300mi em uma startup focada no desenvolvimento de tecnologia para veículos autônomos;
  • Após o Facebook, a Xiaomi também irá lançar seus óculos inteligentes;
  • Baidu realiza testes com seu táxi autônomo, Apollo Go robotaxi, em Shanghai;
  • Pressões regulatórias chinesas causam perdas de aproximadamente US$ 1tri no setor de tecnologia desde fevereiro;
  • Acesse aqui o relatório internacional.

ESG

Café com ESG: Conteúdos diários que transformam | 15/09

  • Após começar a semana em território positivo, o mercado encerrou o pregão de terça-feira levemente em queda, com o Ibov e ISE recuando -0,19% e -0,11%, respectivamente.
  • No Brasil, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) lançou ontem um estudo com reflexões sobre a governança de um mercado de carbono regulado no Brasil, que precisa ser planejado com uma estrutura de governança adequada para que seja viável e atrativo a investimentos.
  • No internacional, (i) John Kerry, o enviado presidencial para o clima dos EUA, rejeitou os apelos para adiar a conferência climática COP26, apesar das objeções dos maiores grupos verdes do mundo, que alegam que seria muito difícil para os países em desenvolvimento serem representados de forma justa na cúpula devido às restrições de viagens da Covid-19; e (ii) a UE se comprometeu a aumentar o apoio financeiro para ajudar os países mais pobres no combate às mudanças climáticas e adaptação aos seus impactos, e apelou aos EUA para fazer o mesmo. Clique aqui para acessar o relatório e começar o dia bem informado com as principais notícias ao redor do Brasil e do mundo quando o tema é ESG.
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