Dividendos: reinvestir ou resgatar? Saiba a melhor estratégia para você

Quer saber como usar melhor o dinheiro dos dividendos pagos pelas empresas que você investe? Confira as nossas dicas sobre o tema

access_time 25/11/2019 - 17:57
format_align_left 6 minutos de leitura

Com o possível aumento de investidores na Bolsa, a partir do ciclo de queda da taxa Selic, é comum que algumas dúvidas fiquem cada vez mais evidentes. Aqui, separamos um assunto muito demandado pelos nossos leitores: os dividendos. Eles são, basicamente, aqueles pedacinhos do lucro das empresas repassados aos acionistas.

Especificamente, vamos abordar um dos principais questionamentos sobre o tema. Afinal, vale mais a pena reinvestir ou resgatar os dividendos ?

Os dividendos são parcelas do lucro das empresas que são repassadas aos acionistas

Reinvestir ou resgatar dividendos?

Como tudo o que envolve o mundo dos investimentos, essa pergunta depende muito do seu perfil e objetivo.

A primeira coisa que você precisa fazer é se questionar. “Eu quero aumentar cada vez mais meu patrimônio a longo prazo? Ou prefiro resgatar os dividendos de forma periódica para ter o dinheiro na mão e usar como quiser?”

Faça essa reflexão e entenda qual é o seu momento. Feito isso, é hora de entender cada estratégia e como cada uma se encaixa para você.

O poder dos juros compostos ao reinvestir

A lógica dos juros compostos é um conceito básico e importante para qualquer investidor. Esse conceito significa que você estará recebendo juros sobre juros, potencializando os seus ganhos.

Portanto, esses juros serão sempre acrescidos no montante total acumulado com os juros passados. É uma ferramenta extremamente interessante para acumular patrimônio. E os dividendos entram na jogada justamente quando você tem a oportunidade de reinvesti-los.

Para quem procura ganhos a longo prazo e está disposto a esperar, reinvestir os dividendos pode ser um bom caminho, considerando a lógica dos juros compostos.

Exemplo simples: entenda a lógica de reinvestir dividendos

Vamos a uma situação hipotética para entender na prática. Pense que você já tem uma ação preferida e quer investir a longo prazo nesse papel porque acredita em sua valorização. Digamos, por exemplo, que você tenha um dinheiro extra apenas para investir na Bolsa, arriscando um pouco mais na diversificação de sua carteira.

Você, então, investe R$ 5.000, comprando 5 lotes-padrão, com 100 ações, e cada uma valendo o preço de R$ 10. Vamos supor que a empresa da qual você se tornou acionista anuncie que pagará dividendos todos os meses e que, baseado em um preço predeterminado pela companhia, isso resultaria, na média, num total de cerca de 8% no ano, isto é, aproximadamente 0,6% ao mês.

Nesse cenário, reinvestindo os 0,6% em novas ações dessa empresa, a cada mês o valor dos dividendos aumentaria porque a quantidade de ações total seria maior. Essa mesma porcentagem seria, então, sobre uma base maior a cada mês, o que tornaria o reinvestimento algo bastante vantajoso.

Mas não para por aí. Além do acúmulo dos dividendos, se a ação acabar se valorizando durante esse período você poderá ter um ganho ainda maior.

E fica ainda mais benéfico considerando que os dividendos são isentos de Imposto de Renda. Então, é uma combinação de fatores que podem, a longo prazo, ser ótimos aliados do seu bolso.

Mas tenha atenção…

Estamos aqui considerando um cenário hipotético muito positivo, com dividendos recorrentes, pagando acima da taxa Selic e com a companhia em questão crescendo e se valorizando.

No entanto, saiba se o seu perfil de investidor é compatível com esse tipo de risco e avalie a oportunidade. Outra coisa muito importante ao reinvestir os dividendos é olhar a cobrança da corretagem, que é o valor pago para cada ordem enviada à corretora na Bolsa.

ATENÇÃO:
É importante ter em mente que essa não é uma prática tão simples. Para diminuir os riscos da volatilidade é preciso diversificar e estudar muito bem cada empresa.

#Dica: Aportes mensais podem maximizar ainda mais os ganhos

Se você julga que a empresa que você escolheu é uma boa oportunidade a longo prazo, talvez possa fazer aportes periódicos, somados à possível valorização da ação e ao pagamento de dividendos. Essa equação, caso esses três pontos consigam desempenhar bem, pode ser a chave para o acúmulo de patrimônio a longo prazo.

Contudo, é preciso avaliar muito bem antes de decidir fazer os aportes mensais. Se a empresa ou o setor em que ela está inserida caírem muito de rendimento, os aportes mensais podem não ser eficientes e virar, assim, uma verdadeira dor de cabeça.

E quando resgatar os dividendos?

Voltando àquela pergunta principal do começo do texto. E, então, você prefere ter o dinheiro na mão para fazer outras coisas? Resgatar, nesse caso, certamente é a melhor opção. Depende muito do seu momento de vida também.

Como os dividendos são uma divisão dos lucros para todos os acionistas, essa parcela não é muito relevante se o montante de dinheiro que você tiver naquela determinada ação for baixo. Portanto, resgatar pode não fazer tanta diferença nesse caso.

É preciso muita maturação na Bolsa de valores e um bom volume de recursos em ações para obter dividendos que fazem você largar o emprego. Como já dissemos, demanda tempo e paciência. Por isso, o regate de dividendos talvez valha mais a pena quando já há um patrimônio expressivo.

Como reinvestir ou resgatar?

Os dividendos são pagos de acordo com a estratégia de cada empresa. Assim que as companhias definirem, elas informarão o mercado sobre a forma e a periodicidade desse pagamento.

E para reinvestir ou resgatar é muito simples. Basta esperar a data de pagamento do dividendo para deixar a quantia cair na conta da corretora.

Ao comprar uma ação com foco em dividendos, fique atento à chamada “Data Ex”, referente ao prazo final para ganhar dividendos. A partir da Data Ex, os acionistas que adquirirem a ação não terão mais direitos sobre os dividendos declarados.

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