Resumo Semanal de FIIs – 19/06

Saiba todos os acontecimentos da semana no universo de FIIs


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Panorama da Semana

O IFIX fechou a semana em alta de 0,8%, após a performance de 0,3% na semana passada, impulsionada pela alta dos segmentos de recebíveis e lajes corporativas.

No Brasil, o grande destaque da semana foi a decisão unânime do Banco Central de cortar em 75 bps a taxa básica de juros Selic, que renovou a mínima histórica em 2,25% ao ano. De acordo com nossos economistas, há espaço para um corte adicional de 25 bps, levando a Selic para 2% ao ano. Adicionalmente, foi divulgado os dados da IBGE, que mostram uma queda de 16,8% do varejo brasileiro entre março e abril, a pior queda histórica do indicador.

Nessa semana, publicamos três índices de fundos imobiliários da XP. O índice XPFI tem como objetivo acompanhar a performance das cotas dos fundos imobiliários com maior liquidez no mercado, o índice XPFT visa acompanhar o desempenho médio das cotas dos fundos imobiliários de tijolo e, por fim, o XPFP visa medir a performance dos fundos imobiliários do segmento de recebíveis e fundo de fundos (fundos de papel). Para mais detalhes, confira como os índices da XP foram construídos.

Radar de Mercado

HGBS11. O fundo anunciou, via fato relevante, a retomada das atividades de 100% do seu portfólio. O fundo conta com 16 shoppings em seu portfólio, sendo 13 localizados no sudeste, 2 no sul e 1 no centro-oeste. Acesse nossa página do HGBS11

MALL11: O fundo anunciou a retomada das atividades de 4 dos 7 shoppings em seu portfólio (Shopping Park Lagos, Shopping Park Sul, Suzano Shopping, Shopping Taboão). Ainda, a partir de quinta-feira, o Boulevard Shopping Feira de Santana retoma suas operações, totalizando 5 dos 7 shoppings reabertos. Acesse nossa página do MALL11

XPHT11: O fundo anunciou a retomada das atividades dos hotéis Ibis Budget Curitiba Centro e Ibis Londrina. Dessa forma, o fundo terá 3 de 14 hotéis em funcionamento, visto que o Pullman Ibirapuera (SP) permaneceu aberto.

FCFL11: O fundo informou o fim do prazo para o exercício de direito de preferência da segunda emissão de cotas do fundo. Até o comunicado, o fundo levantou R$9,5 milhões do montante total inicialmente proposto R$13,2 milhões.

VSHO11: O fundo anunciou suspensão das atividades do empreendimento Shopping Valinhos entre os dias 16 de junho até 28 de junho.

OULG11: O fundo comunicou que foi celebrado o segundo aditivo do contrato atípico entre o fundo e a Mercedes-Benz, locatária do galpão logísticos localizado em Juiz de Fora.

HSML11: O fundo anunciou a retomada das atividades de seu shopping no Estado de São Paulo. Com isso, o fundo concluiu a aquisição de 100% das ações da REC 2016 Empreendimentos, proprietária de 100% do Shopping Metrô Tucuruvi, localizado na cidade de São Paulo.  Acesse a nossa página de HSML11

HGRU11: O fundo anunciou a conclusão da aquisição da totalidade do imóvel educacional na Vila Leopoldina/ SP. A aquisição saiu no montante de R$81,7 milhões e cap rate estimado de 10,3%. Acesse nossa página de HGRU11

BTLG11: O fundo informou a realização do pagamento da parcela inicial de R$87 milhões (o saldo remanescente será pago em até 45 dias) referente ao “instrumento particular de compromisso e venda do imóvel”, envolvendo a aquisição de um imóvel localizado no Ceará.

RBRP11: O fundo comunicou a aquisição de um andar do Edifício Pravda, localizado em Barueri (Alphaville Industrial) pelo montante de R$3,5 milhões. O imóvel será locado para Livance em modalidade atípica a um cap rate de 9% e a gestão estima um aumento de R$0,005/cota na distribuição de dividendos.

RCRB11: O fundo comunicou, via fato relevante, a conclusão da alienação do oitavo andar do Edifício Parque Paulista com ABL de 575,6 m² pelo valor de R$11,9 milhões. O fundo gerou um ganho de capital de aproximadamente R$4,8 milhões (R$1,21/cota). Em nossa opinião, o ganho de capital na alienação do ativo pode ser usado para amenizar os impactos na distribuição de dividendos do fundo decorrente de inadimplências, descontos e postergação de aluguel de alguns de seus inquilinos. Acesse nossa página de RCRB11

XPML11: Após 3 meses de suspensão do pagamento mensal de dividendos, o fundo anuncia a distribuição de R$0,27/cota.

RECT11: O fundo anunciou o encerramento da quarta emissão de cotas do fundo nos termos CVM 476. A emissão levantou um montante de R$100 milhões

BPML11: Dada a retomada recente das atividades, o fundo continuou com sua política de suspensão temporária da antecipação mensal de pagamento de dividendos.

Carteira Recomendada

Desempenho Semanal

Fonte: XP Investimentos, Economatica e Bloomberg
* Os fundos imobiliários em destaque se encontram restritos por recomendação do Compliance

Últimos Materiais Publicados

Carteira Recomendada de FIIs | Junho de 2020

Após quedas acentuadas no primeiro trimestre do ano, o IFIX apresentou leve alta de 1,4% em maio (após a alta de 4,4% no mês passado) e agora acumula queda de -17,4% no ano. Para os próximos meses, acreditamos que o mercado pode continuar volátil a depender das discussões sobre a velocidade da recuperação econômica e sobre a reabertura dos shoppings centers.

Em razão das incertezas quanto ao crescimento econômico e medidas de restrição de fluxo de pessoas continuamos com baixa exposição ao segmento de shopping centers e alta exposição em papéis mais defensivos. Desse modo, a distribuição entre os segmentos segue com as maiores alocações em Recebíveis (32,5%), Logística (30,0%), Híbridos (15,0%), Shopping Centers (10,0%), Lajes Corporativos (7,5%) e Fundo de Fundos (5,0%).

Quanto às mudanças da carteira, retiramos o fundo SDI Logística (SDIL11) substituindo-o pelo fundo Vinci Logística (VILG11). Para mais detalhes, acesse nossa carteira recomendada.

Quais são as perspectivas dos gestores de Fundos Imobiliários?| Maio 2020
Após a forte correção dos preços no primeiro trimestre de 2020, os gestores apresentaram expectativas mais cautelosas para os fundos imobiliários em comparação às respostas do começo do ano, mas ligeiramente mais otimistas comparado à pesquisa de fevereiro. Atualmente, 32% dos gestores acreditam em uma alta do IFIX em relação aos patamares de 2019 (vs. 20% no mês passado).

Diante das incertezas dos impactos econômicos do COVID-19, não há um consenso claro entre os gestores quanto ao tempo de recuperação dos preços das cotas, assim que a crise seja superada. 41% dos gestores acreditam em uma recuperação rápida de menos 1 ano, enquanto outros 55% acreditam que a recuperação virá entre 1 à 2 anos.

Em relação a maior tendência de adoção do home office pelas empresas, a maioria dos gestores acredita que não haverá grandes impactos na locação de lajes corporativas devido ao maior uso do trabalho remoto pelas companhias, principalmente para os empreendimentos localizados nas principais áreas comerciais.

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