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Vendas de veículos elétricos e híbridos crescem 91% no Brasil em 2023 | Café com ESG, 04/01

Vendas de veículos elétricos e híbridos crescem 91% em 2023, diz ABVE; BP e Equinor cancelam contrato de projeto de energia eólica offshore

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado encerrou o pregão de quarta-feira em território misto, com o IBOV registrando leve alta de 0,1%, enquanto o ISE andou de lado (0,07%).

• No Brasil, as vendas de veículos elétricos e híbridos cresceram 91% em 2023, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) – ao todo, foram 93.927 emplacamentos (vs. 49.245 em 2022).

• No internacional, (i) pelo segundo ano consecutivo, bancos globais ganharam mais dinheiro com a subscrição de títulos e concessão de empréstimos para projetos verdes do que com o financiamento de atividades de petróleo, gás e carvão – segundo dados da Bloomberg, as maiores instituições financeiras do mundo geraram cerca de US$3 bilhões em taxas no ano passado com a estruturação de dívidas para acordos comercializados como favoráveis ao meio ambiente (vs. US$2,7 bilhões em ganhos agregados provenientes de acordos de combustíveis fósseis); e (ii) a BP e a Equinor chegaram a um acordo para rescindir um contrato de venda de energia de um projeto de energia eólica offshore planejado para o estado de Nova York (EUA) – a rescisão do contrato, assinado em 2022, foi devido à uma combinação de custos e taxas de juros mais altos, além de interrupções no fornecimento de energia.

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Brasil

Empresas

Venda de veículos elétricos e híbridos cresce 91% no Brasil; veja ranking

“As vendas de veículos elétricos e híbridos cresceram 91% no Brasil em 2023, mostra levantamento da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Foram 93.927 emplacamentos ante 49.245 em 2022. Apenas em dezembro foram vendidos 16.279 veículos elétricos, quase o triplo das 5.587 unidades de 2022 (+191%), recorde mensal da série histórica da ABVE Data. Foi o primeiro ano em que os veículos elétricos plug-in ultrapassaram em vendas os híbridos. Os 100% elétricos representaram 56% das vendas, com 52.359 unidades, enquanto os híbridos a gasolina e flex somaram 41.568 unidades no ano. Em dezembro, os plug-in somaram 70% das vendas totais de eletrificados (11.371, de um total de 16.279), puxados pela BYD e a GWM, que lançaram novos modelos com essas tecnologias. Pelo menos 20 montadoras venderam veículos elétricos plug in e híbridos no Brasil em 2023, segundo o levantamento da ABVE. A Toyota lidera a lista com 21 mil carros, seguida pela BYD, com 17,9 mil. Veja o ranking abaixo. Os modelos mais vendidos no ano passado foram o Toyota CCross XRX Hybrid, que é vendido a partir de R$ 190 mil, e o BYD Song Plus GS, que tem preços a partir de R$ 230 mil.”

Fonte: Epbr, 03/01/2024

Ambipar e Pacto Global da ONU no Brasil fecham acordo de naming rights para a Ambição 2030

“A Ambipar, empresa de gestão ambiental, será a embaixadora de todos os movimentos da Ambição 2030, conjunto de ações para a promoção da Agenda 2030 idealizado pelo Pacto Global da ONU no Brasil. O acordo funcionará no modelo de naming rights, ou seja, a marca Ambipar estará atrelada a todas as ações do Pacto. Com isso, a Ambipar e o Pacto querem aumentar a quantidade de debates empresariais sobre as mudanças climáticas e a importância dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), definidos pela ONU. “Alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável é uma prioridade e o engajamento do setor privado é fundamental para isso. Como empresa incentivadora da Ambição 2030 e comprometida com todos os movimentos, poderemos criar mais debates, discussões e estimular o setor privado a se comprometer com a agenda socioambiental. É preciso começar a agir para fazer a diferença no futuro do planeta”, afirma Rafael Tello, diretor de sustentabilidade da Ambipar. Tello explica que, além de assinar os compromissos, a Ambipar é agora embaixadora das metas que descreve como “ambiciosas”. “Quisemos associar a Ambipar à estratégia Ambição 2030 do Pacto como uma forma inovadora de desenvolver a nossa marca como uma referência em sustentabilidade. Estamos, conjuntamente, tentando tirar as empresas da zona de conforto para avançar e cumprir os objetivos de desenvolvimento sustentável”, diz Tello.”

Fonte: Exame, 03/01/2024

Mubadala aprova saída da Zamp, dona do Burger King, do Novo Mercado

“Em assembleia encerrada há pouco, o Mubadala conseguiu aprovar sua proposta para retirar a Zamp, dona da redes Burger King e Popeye’s do Novo Mercado – segmento de listagem diferenciada da B3, que prevê a existência de apenas de ações com direito a voto e oferta em condições igualitárias aos minoritários em caso de mudança de controle. A decisão é uma derrota para a gestora Mar Asset e para a FitPart – family office dos ex-banqueiros Tom Valle e Fernando Prado –, que tem 4% e 17%, respectivamente do capital. Eles vinham numa batalha com o fundo soberano dos Emirados Árabes, que tinha feito uma oferta por todo o capital da empresa em setembro de 2022, rechaçada pelos acionistas à época. No mercado, a leitura é que o Mubadala estaria de olho na compra de uma outra empresa do setor de fast food – como Subway ou Starbucks no Brasil, operadas pela South Rock, que está em recuperação judicial –, de olho em fundi-la com a Zamp. Pouco depois do fim da assembleia, as ações da companhia, que recuavam 0,5%, viraram. Às 16h15, subiam 2,85%, para R$ 5,78. O regulamento do Novo Mercado não permite a incorporação da empresa por outra que não faça parte do segmento de listagem. Na justificativa da proposta, o Mubadala afirmou que a saída voluntária poderia contribuir para estratégias como “captação de recursos por meio da emissão de ações preferenciais” ou “realização de operações de combinação de negócios com empresas nacionais e estrangeiras que possuam negócios sinérgicos com os da Zamp.”

Fonte: Exame, 03/01/2024

Presidente e conselheiro da Zamp, controladora do Burger King, renunciam

“A Zamp, controladora do Burger King e Popeye’s no Brasil, informou ao mercado na noite desta quarta-feira que Marcos Grodetzky e Ricardo Schenker Wajnberg apresentaram suas renúncias aos cargos de presidente e membro efetivo do conselho de administração, respectivamente. Eles também deixam os cargos em comitês de assessoria ao conselho de administração. Em virtude da vacância na composição do conselho de administração, o colegiado elegeu Renan Andrade e Leonardo Armando Yamamoto para os cargos de membros efetivos que os executivos de saída da empresa estavam ocupando. As saídas ocorrem no mesmo dia em que a proposta do fundo Mubadala para tirar a Zamp do Novo Mercado da B3 foi aprovada em assembleia por maioria dos acionistas, conforme noticiado pelo Pipeline, site de negócios do Valor.”

Fonte: Valor Econômico, 03/01/2024

Política

Desmate em rodovia na Amazônia cresce antes de obras, diz Ibama

“Uma vistoria feita pelo Ibama constatou o avanço de devastação, queimadas e ocupação de terras públicas ao longo da BR-319, com o arco de desmatamento rumo às porções central e norte do Amazonas, duas das mais preservadas da amazônia. O desmatamento tem ritmo crescente antes mesmo de obras de restauração da rodovia, que liga Manaus a Porto Velho. A seca histórica na Amazônia em 2023 fez aumentar o lobby político pela BR-319. O governo Lula (PT) criou um grupo para tentar acelerar o processo de licenciamento. Documentos da própria licença no Ibama mostram risco de mais desmate e grilagem com a pavimentação. A vistoria ao longo dos 877 km da rodovia foi feita entre 18 e 23 de setembro de 2023. O relatório foi concluído em 31 de outubro. Documento aponta a existência de 225 áreas degradadas na BR-319. Essas áreas precisam ser recuperadas com urgência e parte delas oferece riscos à própria plataforma da rodovia, diz o Ibama. Os técnicos que fizeram a vistoria recomendaram autuação do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) por descumprimento de condicionantes e por ter falhado na recuperação de erosões. O órgão do governo federal é o responsável por ações de conservação e restauração da rodovia. O documento com a recomendação integra o processo de licenciamento. Em nota, o Dnit afirmou que os trabalhos de manutenção e conservação estão devidamente licenciados pelo Ibama. O órgão não comentou os pontos levantados no relatório do órgão ambiental.”

Fonte: Valor Econômico, 04/01/2024

Internacional

Empresas

Maiores bancos globais lucram US$ 3 bi com financiamento verde

“Pelo segundo ano consecutivo, bancos globais ganharam mais dinheiro com a subscrição de títulos e concessão de empréstimos para projetos verdes do que com o financiamento de atividades de petróleo, gás e carvão. As maiores instituições financeiras do mundo geraram cerca de US$ 3 bilhões em taxas no ano passado com a estruturação de dívidas para acordos comercializados como favoráveis ao meio ambiente, segundo dados compilados pela Bloomberg. Em comparação, o setor obteve menos de US$ 2,7 bilhões em ganhos agregados provenientes de acordos de combustíveis fósseis, mostram os dados. Bancos europeus lideraram a transição, com o BNP Paribas à frente no ranking de dívida verde da Bloomberg. Ao mesmo tempo, Wall Street dominou o financiamento fóssil, com o Wells Fargo e o J.P. Morgan Chase embolsando os maiores lucros em acordos de petróleo e gás. O BNP, maior banco da União Europeia, obteve perto de US$ 130 milhões no ano passado com seu negócio de financiamento verde. O Crédit Agricole veio em seguida, com US$ 96 milhões, e depois o HSBC, com US$ 94 milhões. Do outro lado, o Wells Fargo recebeu taxas de US$ 107 milhões por meio da estruturação de títulos e empréstimos para o setor de combustíveis fósseis, seguido de perto pelo J.P. Morgan e pelo Mitsubishi UFJ Financial Group, ambos com US$ 106 milhões. Este movimento coincide com regulamentações mais rigorosas na Europa, onde tanto o Banco Central Europeu (BCE) quanto a principal autoridade bancária da região deixaram claro que desejam que o setor financeiro acelere a transição verde. Bancos na Europa enfrentam agora a ameaça de multas e requisitos de capital mais elevados caso administrem mal as exposições climáticas.”

Fonte: Valor Econômico, 03/01/2024

BP e Equinor cancelam contrato de energia eólica offshore em Nova York devido ao aumento dos custos

“A BP e a Equinor chegaram a um acordo para rescindir um contrato de venda de energia de um projeto de energia eólica offshore planejado para o estado de Nova York, o mais recente empreendimento desse tipo a ser derrubado pela piora econômica do setor. Na quarta-feira, as duas grandes empresas de energia sediadas na Europa disseram que as autoridades do estado norte-americano permitiram que elas “redefinissem” um acordo de 2022 para fornecer energia de seu projeto Empire Wind 2, de 1,26 gigawatt, ainda não construído, “em antecipação a novas oportunidades de compra”. Uma combinação de custos e taxas de juros mais altos e interrupções no fornecimento frustrou os modelos de negócios de muitos projetos de energia eólica offshore nos Estados Unidos, fazendo retroceder as visões ambiciosas do governo Joe Biden e de vários estados costeiros para a tecnologia de energia limpa. A lei climática de Nova York exige que o estado obtenha 70% de sua eletricidade de fontes renováveis até 2030, com a meta de instalar 9 GW de capacidade eólica offshore até 2035. Como parte de seu plano, o estado concedeu à BP e à Equinor contratos para desenvolver o complexo Empire Wind a cerca de 15 milhas ao sul de Long Island, em Nova York, com 147 turbinas espalhadas por 80.000 acres de mar aberto. O acordo rescindido na quarta-feira foi assinado em 2022. A BP e a Equinor haviam concordado em vender créditos de energia renovável da fase Empire Wind 2 do projeto, de 1.260 MW, a um preço de exercício de US$ 107,50 por megawatt-hora.”

Fonte: Financial Times, 03/01/2024

Opinião

As mudanças climáticas devem ser enfrentadas pelo Estado, não pelos bancos centrais

“As mudanças climáticas já ocorreram, foram causadas por seres humanos e continuarão ocorrendo. As temperaturas médias aumentaram e continuarão aumentando. Isso significa uma maior probabilidade de extremos climáticos. A principal prioridade política em resposta a isso deve ser tornar nossa geração de energia e o restante de nossas vidas industriais mais ecológicos e persuadir o resto do mundo a segui-los. A forma como isso afeta o banco central é muito menos preocupante, mas está afetando e afetará cada vez mais o banco central. Um efeito é que, à medida que investimos em tornar nossa energia, nossos processos industriais e nosso suprimento de alimentos mais verdes, temos que desviar recursos do consumo para o investimento. Isso elevará as taxas de juros reais para incentivar a mudança. E as taxas do banco central aumentarão para acomodar isso. Ao longo do caminho de transição, e talvez em seu ponto final, podemos nos sentir mais pobres do que se não tivéssemos feito nada, dedicando mais do que ganhamos para nos adaptarmos ao novo clima e evitarmos mais mudanças. Para orientar uma mudança em direção ao investimento por meio da redução do consumo, os bancos centrais podem acabar conseguindo isso por meio de uma inflação mais alta – corroendo os salários reais com preços mais altos, em vez de forçar a redução dos salários nominais por meio de uma recessão e desemprego. É claro que o objetivo de forçar a transição é que nosso futuro mais distante seja muito menos empobrecido. Mas o que sentiremos inicialmente é mais escassez, não menos, e as políticas do banco central refletirão isso.”

Fonte: Financial Times, 04/01/2024

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.


Nossos últimos relatórios

Análise ESG Empresas (Radar ESG)

Moura Dubeux (MDNE3): De tijolo em tijolo construindo uma agenda promissora(link)

Unipar (UNIP3) e Braskem (BRKM5): Entendendo os desafios (e oportunidades) do setor petroquímico no Brasil(link)

Smart Fit (SMFT3): O segredo para progredir é dar o primeiro passo(link)

Outros relatórios de destaque

Cosan (CSAN3): Principais destaques ESG do Investor Day(link)

Carteira ESG XP: Sem alterações no nosso portfólio para setembro (link)

ESG na Expert XP 2023: As três principais mensagens que marcaram o tema no evento(link)

Relatórios Semanais (Brunch com ESG)

Atenções voltados para a agenda de Lula em Nova York e os desdobramentos da Semana do Clima (link)

1° título verde soberano do Brasil avança; ORVR3 emite SLB no valor de R$130M; Bancos públicos de desenvolvimento se encontram (link)

Expert XP 2023 coloca transição energética em pauta; Marco legal de captura de carbono avança; Investidores pressionam BlackRock (link)


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