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Petrobras (PETR4) planeja adição de 5GW de geração em renováveis | Café com ESG, 22/03

Petrobras tem meta de dobrar capacidade de geração de energia através de fontes limpas; Cúpula em Bruxelas defendeu o renascimento do setor nuclear

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado encerrou o pregão de quinta-feira em território negativo, com o IBOV e ISE em queda de 0,74% e 0,23%, respectivamente.

• Do lado das empresas, No lado das empresas, (i) Cristiano Levone, Gerente de Gestão Integrada de Transição Energética da Petrobras, afirmou que a companhia pretende adicionar 5GW de capacidade de geração de energia renovável em seu portfólio até 2028 – segundo o executivo, a maior parte dessa nova energia a ser gerada pela petroleira virá de novas usinas eólicas onshore e fotovoltaicas a serem compradas e desenvolvidas pela estatal nos próximos anos; e (ii) o primeiro trem urbano de hidrogênio do mundo realizou ontem um teste de operação com carga a uma velocidade de 160 km/h na linha de testes da CRRC Changchun Railway Vehicles – durante o teste, o trem teve um consumo médio de energia real de apenas 5kWh por quilômetro, e uma autonomia máxima de mais de mil quilômetros.

• Na política, durante o fórum global de Energia CeraWeek no Texas (EUA), o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que os combustíveis fósseis serão tão repudiados quanto os cigarros – o ministro ainda defendeu uma descarbonização global mais rápida, porém equitativa, para os países em desenvolvimento.

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Brasil

Empresas

Petrobras fala em dobrar capacidade de geração de energia com fontes limpas

“O gerente-executivo de Gestão Integrada de Transição Energética da Petrobras, Cristiano Levone, disse nesta quinta-feira, 21 que a Petrobras planeja adicionar 5 gigawatts (GW) de capacidade de geração de energia renovável em seu portfólio até 2028. Hoje, disse Levone, a empresa pode gerar até 5 GW advindos de termelétricas. A ideia, portanto, é usar fontes limpas para dobrar essa capacidade. A maior parte dessa nova energia a ser gerada pela petroleira, disse Levone, virá de novas usinas eólicas onshore e fotovoltaicas a serem compradas e desenvolvidas pela estatal nos próximos anos. “Há interesse em projetos greenfield ou brownfield, mas com potencial de crescimento”, disse Levone. Segundo o executivo, a Petrobras avalia “dezenas” de projetos de geração eólica onshore para investir em conjunto com outras empresas naturais do setor. “Não está nos planos ir para fora do Brasil [em renováveis] no momento. O foco é no Brasil e em parcerias, porque é um mercado com regulação e isso [parcerias] eliminaria barreiras de entrada”, continuou. As declarações vêm na linha do que já disse o diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da estatal, Maurício Tolmasquim.”

Fonte: Exame, 21/03/2024

Gás argentino casa com planos da Petrobras para hidrogênio azul, diz Tolmasquim

“O diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Maurício Tolmasquim, acredita que a importação de gás natural da Argentina, caso ela vingue e se mostre competitiva, poderá ajudar a estatal a desenvolver o negócio de hidrogênio azul – produzido a partir do gás natural, com captura de carbono. Segundo o executivo, o gás argentino “se casa muito” com as pretensões da companhia de produzir hidrogênio e, em paralelo, explorar o mercado de CCUS (captura, armazenamento e uso de CO2). “Uma possibilidade é, se esse gás [argentino] chegar a um bom preço, usar esse gás e a capacidade que a Petrobras tem de CCUS para produzir o hidrogênio azul… você faz a mesma reforma do gás para produzir o hidrogênio, mas captura o CO2 no nosso CCUS. E a gente está com planos de fazer CCUS próximo à costa para capturar CO2 de nossas unidades produtivas. Então é um modelo interessante”, afirmou Tolmasquim, em entrevista exclusiva ao estúdio epbr durante a CERAWeek, da S&P Global, no Texas (EUA). Veja acima a íntegra da entrevista.”

Fonte: Epbr, 21/03/2024

Crise da Brasil Biofuels pode deixar 140 mil sem energia na Amazônia

“A crise financeira em que se meteu a Brasil Biofuels (BBF), empresa que se define como “a maior produtora de óleo de palma da América Latina”, ameaça deixar mais de 140 mil habitantes da região amazônica sem energia. A companhia comandada pelo empresário paulista Milton Steagall está sem dinheiro para honrar compromissos básicos e operacionais do dia a dia, como o pagamento de salários e benefícios trabalhistas, apurou o Reset. A falta de recursos impede que a empresa reponha os estoques de combustível de suas usinas termelétricas, que correm o risco de parar nas próximas semanas. A própria BBF admite não ter, hoje, caixa suficiente para bancar “despesas cotidianas – desde o mais básico boleto”, até a compra de combustíveis para geração de energia elétrica. As informações constam de documentos obtidos pela reportagem. Como revelou o Reset na semana passada, a BBF está prestes a perder seis concessões de usinas termelétricas no Pará , por descumprimento de cronograma para operar essas usinas. Os problemas, porém, não param por aí.”

Fonte: Capital Reset, 22/03/2024

Mulheres em cargos de administração crescem para 15,8% em 2024, mas diversidade racial é desafio

“A proporção de mulheres em cargos da administração cresceu nos últimos quatro anos, passando de 12,8% em 2021, no primeiro ano de avaliação, para 15,8% em 2024. Em 2023, o número ficou em 15,2%. Quanto à diversidade de raça na administração, 81,1% dos conselheiros e diretores são brancos. Os dados são da pesquisa “Análise da diversidade de gênero e raça de administradores e empregados das empresas de capital aberto”, conduzida pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) e antecipada com exclusividade para o Valor. Este ano, pela primeira vez, o escopo de análise foi ampliado para incluir recorte racial. Isso foi possível com a exigência de divulgação de dados de gênero e raça para os administradores e empregados de empresas listadas em bolsa, a partir da Resolução CVM 59, de 2021.”

Fonte: Valor Econômico, 21/03/2024

Política

Ministro compara combustíveis fósseis ao cigarro e quer dinheiro do petróleo na transição energética

“Os combustíveis fósseis serão tão “repudiados” quanto os cigarros, disse o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que defende uma descarbonização global mais rápida, porém equitativa, para os países em desenvolvimento.”A transição energética se dará de um jeito ou do outro, mas ela se dará também por outro fator que é a questão cultural. As novas gerações já começam a repudiar os combustíveis fósseis, como repudiaram [o tabaco] nos últimos 20 anos: uma mudança cultural no mundo muito forte com relação à indústria do cigarro”, disse Silveira em entrevista à AFP na quarta-feira, 20, em Houston, no estado americano do Texas. “As petroleiras têm que reconhecer isso até pela própria sustentabilidade no médio prazo”, acrescentou o ministro, que participa no fórum global de Energia CeraWeek. Silveira usou o exemplo do tabaco ao lembrar que houve uma “consciência política” dos malefícios que o cigarro causa à saúde pública, o que gera custos para os países. “O mesmo vai acontecer com o petróleo”, insistiu. No entanto, o processo é lento e os países industrializados devem ajudar a criar “uma governança global que possa fazer uma interlocução mais justa e mais equitativa entre os países do sul global com os países desenvolvidos” sobre este assunto.”

Fonte: Exame, 21/03/2024

Internacional

Empresas

Primeiro trem urbano de hidrogênio do mundo passa por teste de operação completa com carga

“O primeiro trem urbano de hidrogênio do mundo realizou nesta quinta-feira, 21, um teste de operação com carga a uma velocidade de 160 km/h na linha de testes da CRRC Changchun Railway Vehicles (doravante referida como CRRC Changchun). Durante o teste, o trem teve um consumo médio de energia real de apenas 5 kWh por quilômetro, e uma autonomia máxima de mais de mil quilômetros. Isso marca a primeira vez no mundo em que um trem de hidrogênio a 160 km/h passou por uma verificação completa de desempenho em todos os sistemas, cenários e níveis. O transporte urbano de hidrogênio possui vantagens como ser limpo e ecológico, de fácil operação e manutenção, curto período de construção e baixo investimento fixo, além de características como alta velocidade, grande capacidade, embarque e desembarque rápidos, segurança e inteligência.”

Fonte: Exame, 21/03/2024

Dia Mundial da Água: maioria da população vê amento da poluição e pouco cuidado do recurso natural

“A água é um recurso natural muito utilizado, mas pouco cuidado, de acordo com a percepção de sete em cada dez brasileiros. Além disso, 78% da população nota um aumento na poluição das águas nos últimos quatro anos no país, de acordo com a pesquisa “A percepção dos brasileiros sobre segurança hídrica”, realizada pela The Nature Conservacy Brasil (TNC) com o apoio técnico do Instituto Ipsos. A percepção vem ao encontro dos dados do Atlas do Saneamento divulgados pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), em 2017, que mostrou que o Brasil tem cerca de 114.000 quilômetros de rios com a qualidade da água comprometida, uma extensão equivalente a quase três vezes a circunferência do Planeta Terra. Os brasileiros também classificam o meio ambiente como uma atenção prioritária, sendo que dentre questões como queimadas, desmatamento, poluição do ar e descarte incorreto do lixo, os eventos climáticos extremos relacionados à água como secas e enchentes são o principal ponto de preocupação, levantado por 83% dos entrevistados.”

Fonte: Exame, 22/03/2024

Mundo vive crise do financiamento climático, diz economista

“O mundo vive outra crise planetária além do já conhecido tripé ambiental – a emergência climática, a perda de biodiversidade e a poluição. Trata-se da crise do financiamento climático. O lado esperançoso do problema é que o G20, presidido neste ano pelo Brasil, tem a oportunidade de ajudar a desatar o nó. A crise do financiamento climático é expressão cunhada por um expert no tema, Rogério Studart, especialista em macroeconomia, desenvolvimento sustentável, relações Brasil-China e finanças internacionais. Consultor das Nações Unidas, Studart representou o Brasil por mais de uma década no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e no Banco Mundial. Hoje é senior fellow do Centro Brasileiro de Relações Internacionais, o Cebri, e o único brasileiro dos 12 especialistas independentes convidados a apoiar o grupo de trabalho de Finanças Sustentáveis do G20.”

Fonte: Valor Econômico, 22/03/2024

Política

Líderes pró-nucleares da Europa buscam o renascimento da energia atômica

“Líderes de países europeus pró-nucleares e especialistas em energia pediram um renascimento da energia nuclear na quinta-feira em uma cúpula em Bruxelas, buscando reconstruir o setor europeu após anos de declínio gradual. O impulso político para expandir a energia nuclear – uma fonte de energia de baixo carbono – faz parte do esforço para atingir as ambiciosas metas climáticas da Europa. Mas enfrenta ventos contrários, incluindo a falta de investimento e os custos excessivos e atrasos que têm atormentado os projetos recentes. “Sem o apoio da energia nuclear, não temos chance de atingir nossas metas climáticas a tempo”, disse o chefe da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, a repórteres antes da Cúpula de Energia Nuclear em Bruxelas.”

Fonte: Reuters, 21/03/2024

A regulamentação climática mais branda de Biden mostra a grande aposta dos EUA em subsídios para descarbonizar

“O governo Biden afirma que sua recente decisão de reduzir as novas regulamentações climáticas destinadas a forçar cortes nas emissões de carros e usinas de energia terá um impacto insignificante em sua meta abrangente de reduzir pela metade a poluição por gases de efeito estufa nesta década. Mas se isso é verdade, depende do sucesso dos EUA em sua estratégia paralela – usar subsídios lucrativos do contribuinte para alimentar uma implantação maciça de energia solar, eólica e outras instalações de energia renovável que Biden espera que, em última análise, alimentem a frota de veículos elétricos dos EUA, juntamente com suas residências e empresas, de acordo com pesquisadores. “Acho que será necessário um esforço extraordinário e coordenado para atingir a parcela de energia limpa necessária para atingir a meta (dos EUA)”, disse Mike O’Boyle, diretor sênior de eletricidade da empresa de pesquisa Energy Innovation. Os Estados Unidos são o maior emissor histórico de dióxido de carbono do mundo, e o Presidente Joe Biden prometeu à comunidade internacional que fará um grande esforço para descarbonizar como parte dos esforços globais para combater as mudanças climáticas, usando uma combinação de regulamentação e subsídios.”

Fonte: Reuters, 21/03/2024

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.


Nossos últimos relatórios

Relatórios temáticos

O que uma eventual disputa entre Biden e Trump significa para a agenda ESG? (link)

Abastecendo o futuro: O papel dos biocombustíveis na transição energética(link)

COP28 chega ao fim: O que você precisa saber? (link)

ESG Updates

Principais destaques do Fórum de Transição Energética da BloombergNEF(link)

Feedback da reunião sobre energia nuclear com Marcelo Lopez(link)

Dia Internacional das Mulheres: Mapeando a presença delas na liderança das empresas brasileiras (link)

Brunch com ESG

Câmara aprova PL Combustível do Futuro; Positivo para empresas de açúcar e etanol (link)

BYD intensifica debate sobre eletrificação no Brasil; PL do ‘Combustível do Futuro’ segue para o Congresso (link)

Prévia do G20 no Brasil; Copel (CPLE6) próxima de fechar termelétrica; Raízen (RAIZ4) emite título verde (link)


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