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No Brasil, mistura de 14% de biodiesel no diesel começa a valer a partir de hoje | Café com ESG, 01/03

Mistura de biodiesel no diesel aumenta para 14% a partir de hoje; MOVER levanta questionamentos de montadoras

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado encerrou o pregão de quinta-feira em território negativo, com o IBOV e o ISE recuando 0,87% e 0,85%, respectivamente.

• Na política brasileira, (i) começa a valer nesta sexta-feira a mistura de 14% de biodiesel no diesel vendidos nos postos de combustíveis do país, um aumento de um ponto percentual na participação do biocombustível -inicialmente, o percentual seria atingido somente em 2025, mas em dezembro o CNPE antecipou o aumento para março de 2024; e (ii) montadoras fizeram chegar ao governo preocupações com os rumos do Mover, programa federal de descarbonização da indústria automobilística – o principal receio é que as metas de redução de emissões, que ainda serão anunciadas, possam ser cumpridas quase que exclusivamente com veículos movidos a etanol, ou seja, sem a necessidade de grandes investimentos na produção de modelos híbridos e elétricos, o que potencialmente prejudicaria aquelas que já estão mobilizando investimentos em eletrificação das frotas.

• No lado das empresas, a Petrobras anunciou o início da comercialização do diesel renovável (Diesel R5) a partir de sua refinaria em Cubatão (SP), ainda na primeira semana de março – até agora, o combustível, que reduz a emissão de gases efeito estufa, era comercializado apenas no Paraná, por meio da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar).

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Brasil

Empresas

Governança da Vale sofre com pressão política

“A crise na qual se transformou a sucessão para presidente da Vale evidencia falhas na governança da companhia, na avaliação de especialistas e executivos ouvidos pelo Valor. O processo sucessório está travado há cerca de um mês e a falta de consenso no conselho de administração, que é quem decide o nome do CEO, tem feito a empresa “sangrar”, e ficar novamente à mercê de interferências políticas do governo. Como resultado desse longo desgaste, impulsionado pelo Planalto, aumentou este ano o desconto da ação da Vale em relação à principal concorrente, a australiana Rio Tinto. A indefinição sobre o CEO e a inclusão da Vale na agenda política, com críticas públicas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à companhia esta semana, mostraram que a governança da empresa é suscetível. Mas é preciso reconhecer também que a mineradora resistiu às tentativas de interferência, como no episódio em que Lula tentou emplacar o ex-ministro Guido Mantega como presidente da companhia, mas terminou recuando diante das repercussões negativas. A Vale tem 65% do capital em mãos de estrangeiros e o clima entre esses acionistas é de incerteza. Causa estranheza, por outra parte, que investidores e gestores posicionados em Vale não tenham até agora enviado ofícios à companhia manifestando preocupações com os efeitos do processo sucessório.”

Fonte: Valor Econômico, 01/03/2024

Depois do Paraná, Petrobras entra com diesel renovável em SP

“A Petrobras anunciou o início da comercialização do diesel renovável (Diesel R5) a partir de sua refinaria em Cubatão (SP), ainda na primeira semana de março. Com isso, a companhia passa a oferecer o produto no principal mercado do país, o do estado de São Paulo. Até agora, o combustível, que reduz a emissão de gases efeito estufa (GEE), era comercializado apenas no Paraná, por meio da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar). Com a decisão, o Diesel R5 também será produzido Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), de acordo com a empresa. De acordo com o diretor de Comercialização, Logística e Mercados da Petrobras, Claudio Schlosser, a decisão espelha o avanço dos investimentos da companhia em descarbonização. “Este é mais um passo da Petrobras para aumentar a oferta do diesel com conteúdo renovável e atender ao mercado que busca soluções sustentáveis para a redução de suas emissões”, afirmou por meio de nota. Para chegar até o produto, a empresa desenvolveu o diesel com conteúdo renovável, gerado por coprocessamento de derivados de petróleo (parcela mineral) com matérias-primas de origem vegetal. Entre elas, o óleo de soja. A redução das emissões associada à parcela renovável é de, ao menos, 60 % em comparação com o diesel mineral, garante a Petrobras. Outra vantagem é que o Diesel R5 pode ser usado sem a necessidade de adaptações nos veículos. O produto é apresentado com a característica de ter alta estabilidade e ser isento de contaminantes, o que garantiria durabilidade e desempenho dos motores.”

Fonte: Exame, 29/02/2024

Política

Mistura de biodiesel no diesel aumenta para 14% nesta sexta-feira

“Começa a valer nesta sexta-feira a mistura de 14% de biodiesel no diesel vendidos nos postos de combustíveis do Brasil, um aumento de um ponto percentual na participação do biocombustível. Inicialmente, o percentual seria atingido somente em 2025, mas em dezembro o CNPE antecipou o aumento para março de 2024. A expectativa das distribuidoras de combustíveis era que parte dessa demanda pudesse ser atendida por biodiesel importado, mas o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) suspendeu em dezembro a liberação importação de biodiesel para atender o percentual obrigatório. Uma eventual liberação só acontecerá após um grupo de trabalho avaliar o tema por 180 dias, prorrogáveis por mais 180. A Abicom, que representa as importadoras de combustíveis, afirmou que o cenário criou uma reserva de mercado, sem possibilidade de contestação do preço do biocombustível. Produtores de biodiesel calculam um impacto de 1 centavo no preço final do diesel vendido nos postos brasileiros a cada ponto percentual a mais de biocombustível presente na misturaO ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), afirmou que a suspensão foi importante para não “comprometer a indústria local” do biocombustível e gerar uma “instabilidade nos investidores”.”

Fonte: Epbr, 01/03/2024

Hidrogênio terá papel no corte de emissões do Brasil para Acordo de Paris

“O hidrogênio terá papel na redução das emissões de carbono no Brasil que serão apresentadas na nova Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, em inglês), dentro do Acordo de Paris, segundo representante do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Durante audiência pública sobre hidrogênio no Senado, na terça (27/2), o coordenador na Secretaria de Economia Verde, Gustavo Fontenele, indicou que o energético deve ser abordado no Plano Nacional de Mudança do Clima. “É muito importante entender o papel do hidrogênio naquilo que está sendo discutido no Plano Nacional de Mudança do Clima, que se está desenhando no grupo de trabalho de mitigação, na estratégia de implementação dos compromissos da NDC brasileira no Acordo de Paris”, disse. O Grupo Técnico Temporário de Mitigação – GTT Mitigação trabalha na elaboração dos Planos Setoriais de Mitigação dentro do Plano Clima. A iniciativa espera consolidar estratégias e metas do governo federal para o alcance das metas climáticas estabelecidas do Brasil. O Plano terá vigência entre 2024 e 2035. No ano passado, o governo brasileiro publicou a atualização da sua NDC, retornando às ambições depositadas na ONU em 2015. Contudo, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) está trabalhando em uma nova versão do Plano Clima, que trará uma série de ações para descarbonizar os diversos setores econômicos do país.”

Fonte: Epbr, 29/02/2024

Meta de plano de descarbonização divide montadoras

“Montadoras fizeram chegar ao governo preocupações com os rumos do Mover, programa federal de descarbonização da indústria automobilística. O principal receio é que as metas de redução de emissões, que ainda serão anunciadas, possam ser cumpridas quase que exclusivamente com veículos movidos a etanol, ou seja, sem a necessidade de grandes investimentos na produção de modelos híbridos e elétricos. Na visão dessas empresas, isso prejudicaria aquelas que já estão mobilizando investimentos em eletrificação das frotas. Nos bastidores, a versão de algumas fabricantes é de que metas mais “brandas” poderiam beneficiar a Stellantis, gigante do setor que controla marcas como Fiat (líder no mercado nacional), Jeep, Peugeot e Citroën, entre outras. Executivos da empresa já declararam publicamente a preferência pelos modelos movidos a etanol e sinalizaram que a produção de carros elétricos no Brasil não está entre as prioridades. Um decreto com as metas de redução de emissões para os próximos anos será publicado em breve, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), principal responsável pelo programa. Pelas regras do Mover, as montadoras que poluírem menos terão desconto no Imposto sobre Produtos Industrializados, o chamado “IPI Verde”.”

Fonte: Valor Econômico, 01/03/2024

Internacional

Empresas

Emissões globais de CO2 relacionadas com a energia atingem um máximo histórico em 2023 – AIE

“As emissões globais de dióxido de carbono (CO2) relacionadas com a energia atingiram um recorde no ano passado, em parte devido ao aumento da utilização de combustíveis fósseis em países onde as secas dificultaram a produção de energia hidroelétrica, afirmou na sexta-feira a Agência Internacional da Energia (AIE). Os cientistas afirmam que será necessário reduzir drasticamente as emissões de CO2, principalmente as provenientes da queima de combustíveis fósseis, nos próximos anos, se se pretender cumprir o objetivo de limitar o aumento global das temperaturas e evitar alterações climáticas descontroladas. “Longe de diminuir rapidamente – como é necessário para cumprir os objectivos climáticos globais estabelecidos no Acordo de Paris – as emissões de CO2 atingiram um novo recorde”, afirmou a AIE num relatório. As emissões globais de energia aumentaram 410 milhões de toneladas, ou 1,1%, em 2023, para 37,4 mil milhões de toneladas, revelou a análise da AIE. Uma expansão global em tecnologias limpas, como a eólica, a solar e os veículos eléctricos, ajudou a conter o crescimento das emissões, que foi de 1,3% em 2022. No entanto, a reabertura da economia chinesa, o aumento da utilização de combustíveis fósseis em países com baixa produção de energia hidroelétrica e a recuperação do sector da aviação conduziram a um aumento global, afirmou a AIE no seu relatório.”

Fonte: Reuters, 01/03/2024

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.


Nossos últimos relatórios

Análise ESG Empresas (Radar ESG)

Moura Dubeux (MDNE3): De tijolo em tijolo construindo uma agenda promissora(link)

Unipar (UNIP3) e Braskem (BRKM5): Entendendo os desafios (e oportunidades) do setor petroquímico no Brasil(link)

Smart Fit (SMFT3): O segredo para progredir é dar o primeiro passo(link)

Outros relatórios de destaque

Cosan (CSAN3): Principais destaques ESG do Investor Day(link)

Carteira ESG XP: Sem alterações no nosso portfólio para setembro (link)

ESG na Expert XP 2023: As três principais mensagens que marcaram o tema no evento(link)

Relatórios Semanais (Brunch com ESG)

RAIZ4 de olho na produção de SAF; Montadoras e os grandes investimentos em carros elétricos, apesar dos desafios (link)

1° título verde soberano do Brasil avança; ORVR3 emite SLB no valor de R$130M; Bancos públicos de desenvolvimento se encontram (link)

Expert XP 2023 coloca transição energética em pauta; Marco legal de captura de carbono avança; Investidores pressionam BlackRock (link)


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