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Mulheres na liderança: Um olhar sobre a representatividade feminina nas empresas da B3

Neste relatório, aprofundamos no estudo que mostra a evolução no mercado brasileiro nos últimos anos, ao mesmo tempo em que evidencia o grande espaço para melhora na representatividade feminina

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Enquanto celebramos o Dia Internacional da Mulher como um símbolo da luta pela representatividade feminina e igualdade de gênero, o mercado financeiro atravessa um momento de grandes mudanças, impulsionado pela crescente influência dos valores ESG na gestão das empresas. Segundo estudo da TEVA Índices, consultoria do mercado financeiro especializada em matemática aplicada à análise de investimentos, somente 42% das empresas brasileiras de capital aberto possuem mulheres em cargos de liderança¹. Considerando apenas o Conselho de Administração, embora avanços importantes tenham sido dados (em 2016, 64,2% das empresas brasileiras não tinha nenhuma mulher no Conselho, enquanto em 2021 esse percentual recuou para 38,5%), existe ainda um grande espaço para melhoria adiante (de acordo com a MSCI, globalmente² esse mesmo percentual é de 14,2%). E esperamos uma aceleração dessa agenda adiante por parte das companhias brasileiras. Na nossa visão, à medida em que a agenda ganha força no Brasil, algumas temáticas podem surgir com uma força maior, sendo o aumento da importância do pilar Social, com destaque para a diversidade de gênero, uma delas.

¹ Conselhos de Administração, Conselhos Fiscais, Diretorias e Comitês de Auditoria
² Considerando o universo de 2.887 companhias que compõem o índice global MSCI ACWI

58% das empresas brasileiras não possuem mulheres na liderança

Embora o tema ainda esteja evoluindo bastante dentro das empresas brasileiras, principalmente após as mudanças na metodologia do índice sustentável da B3, o ISE, e a exigência da CVM pela divulgação de dados de diversidade em conselhos, ainda há um cenário complicado para ser revertido pelas companhias brasileiras. A TEVA Índices analisou um histórico de 5 anos de 343 empresas listadas e negociadas no Brasil³. Ao todo foram cerca de 150 mil cargos estudados e compilados nos números que você confere a seguir.

³ não considerando as empresas que estão em processo de recuperação judicial

Em números absolutos são 7.882 vagas disponíveis nas lideranças das empresas brasileiras. Apesar de uma melhora de 5,5% na representatividade nesses assentos, o número segue longe do ideal com apenas 14,7% desses lugares ocupados por elas, um total de 1.158 mulheres.

Indo além, o dado mais abrangente chama ainda mais atenção: 58% das empresas brasileiras não possuem nenhuma mulher integrando seus cargos de liderança. Ao observar os dados detalhados por órgãos, os Conselhos Fiscais são os que possuem maior ausência de mulheres (65,5%), seguidos pelos Comitês de Auditoria (62,6%) e Diretorias (58,9%).

Quando analisamos os Conselhos de Administração o número é um pouco mais favorável, com 38,5% das empresas sem representação feminina no órgão. Ainda assim, das empresas que possuem mulher nos altos cargos de administração, a disparidade ainda é grande com somente 14,1% dos assentos ocupados.

Início de uma nova realidade

Apesar de serem na sua maioria números que evidenciam o ainda grande espaço para melhoria adiante, o estudo mostra que avanços importantes foram dados nos últimos anos. Enquanto em 2016, 64,2% das empresas não tinha nenhuma mulher no Conselho, em 2021 esse mesmo percentual recuou para 38,5%, conforme mencionamos acima.

Ainda assim, vale mencionar que a forma como essa evolução aconteceu poderia ter sido melhor, já que a maior melhora vista pela TEVA Índices foi puxada pelas empresas que passaram de não ter nenhuma mulher no Conselho, para ter uma. “No exterior, costuma-se observar a métrica de ao menos duas mulheres no conselho. Hoje, 26,4% das empresas brasileiras têm duas ou mais mulheres“, compara a pesquisa.

Conforme os dados acima evidenciam, embora avanços importantes tenham sido dados, existe ainda um grande espaço para melhoria adiante: de acordo com a MSCI, globalmente² esse mesmo percentual é de 14,2%.

Neste sentido, reforçamos nossa visão de que é necessário um esforço contínuo para o aumento da representatividade nas corporações brasileiras, inclusive nas que já possuem mulheres na liderança, uma vez que somente 1,5% delas têm mais de 3 mulheres no Conselho.

Mas afinal, quais companhias brasileiras estão melhor posicionadas?

Que existe ainda um grande espaço para melhoria adiante, isso está claro. Ao mesmo tempo, a evolução da representatividade feminina no país ao longo dos últimos anos dá sinais de esperança. Mas afinal, quais as empresas que lideram pelo exemplo quando o tema é mulheres na liderança? Veja abaixo as cinco melhores empresas apontadas pelo estudo e confira aqui a lista completa:

PosiçãoEmpresaNº de ConselheirasCargos no Conselho%
1Lojas Marisa (AMAR3)3650%
2Banco BMG (BMGB4)4944,4%
3TIM (TIMS3)2540%
4Vivara (VIVA3)2540%
5Guararapes Confecções (GUAR3)2540%
Fonte: TEVA Índices

Além disso, a TEVA Índices também formulou uma pontuação para avaliar os esforços de igualdade de gêneros nas empresas. A metodologia básica é avaliar a presença feminina em todos os órgãos de governança das empresas, que somam quase 8 mil cargos segundo o estudo. Veja abaixo as dez companhias brasileiras melhores colocadas, em dados atualizados em janeiro de 2022:

EmpresaScore
Banco Santander (SANB11)44,6
Vivara (VIVA3)40,2
Enjoei (ENJU3)35,3
MPM Corpóreos (Espaço Laser, ESPA3)33,6
Banco BMG (BMGB4)33,3
M. Dias Branco (MDIA3)32,1
Oncoclínicias do Brasil (ONCO3)31,2
Pague Menos (PGMN3)30,6
CVC (CVCB3)30,5
TIM (TIMS3)30,4
Fonte: TEVA Índices

Um olhar a cerca das mulheres ao redor do globo…

Visando compreender a representatividade feminina na liderança em um cenário global, a MSCI desenvolveu um relatório que acompanha e relata anualmente a diversidade de gênero dos Conselhos de Administração ao redor do globo, tendo como base as 2.887 companhias que compõe o Índice MSCI ACWI.

Enquanto a presença de mulheres CEOs ao redor do mundo não sofreu mudança significativa nos últimos cinco anos, tendo em vista que a cadeira de CEO permaneceu fora do alcance das mulheres em todas as regiões globais em 2021, quando analisamos a representatividade nos Conselhos de Administração, esse número vem aumentando gradativamente nos últimos anos, embora com certas flutuações: de 2018 para 2019, a proporção de cargos de direção ocupados por mulheres aumentou +2,1% (de 17,9% para 20,0%); entretanto, esse crescimento desacelerou em 2020 (+1,1%, para 21,2%), mas voltou a subir ligeiramente em 2021 (+1,5%, para 22,6%).

Nesse cenário, e utilizando uma média da tendência entre 2018 a 2021 como base, a MSCI estima que o mundo pode levar até 2027 para atingir a marca de 30% de representatividade feminina no Conselho, enquanto que, para se alcançar a paridade total de gênero (50%), mais 20 anos são necessários (2042).

Contudo, em uma realidade em que falta uniformidade entre setores e países, mesmo que esses marcos sejam atingidos, é improvável que o progresso da diversidade de gênero seja homogêneo ao redor do globo.

Olhando para frente, esperamos uma aceleração dessa agenda adiante nas companhias. Na nossa visão, à medida em que a agenda ganha força ao redor do mundo, e também no Brasil, algumas temáticas podem surgir com uma força maior, sendo o aumento da importância do pilar Social, com destaque para a diversidade de gênero, uma delas.

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