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Governo colocará em vigor até junho de 2026 o programa Selo Verde para certificação sustentável | Café com ESG, 22/12

Governo colocará o programa Selo Verde em vigor até junho de 2026; aumento do abandono de projetos de hidrogênio verde

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado fechou a semana passada em território negativo, com o IBOV recuando 1,43% e o ISE 4,00%. No pregão de sexta-feira, o Ibovespa e o ISE registraram leve alta de 0,35% e 0,19%, respectivamente.

• Do lado das empresas, (i) quase 60 grandes projetos de hidrogênio de baixas emissões de carbono, inclusive das petrolíferas BP e ExxonMobil, foram cancelados ou engavetados em 2025, diante das incertezas com as políticas públicas, da falta de compradores e do impacto dos custos cada vez maiores para o setor – os projetos cancelados ou suspensos tinham uma capacidade de produção anual somada de 4,9 milhões de toneladas, segundo dados da S&P Global; e (ii) uma reformulação do mercado de eletricidade da China está impulsionando a economia do armazenamento de energia justamente quando a demanda internacional dispara, desencadeando um boom para os fabricantes chineses de armazenamento de energia que já dominam globalmente – segundo estimativas, as empresas chinesas estão no caminho para um salto de 75% este ano nas remessas globais de células de baterias de íon-lítio para armazenamento de energia.

• Na política, o governo vai colocar em vigor, até junho de 2026, o programa Selo Verde, que estabelecerá diretrizes nacionais para a certificação e a padronização de produtos e serviços sustentáveis – a iniciativa pretende criar um referencial único para que empresas de qualquer porte, localização ou segmento econômico possam comprovar, de forma transparente, seu compromisso com a sustentabilidade.

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Brasil

Re.green desembolsa R$ 187 milhões do Fundo Clima para projeto florestal

“A Re.green, companhia criada em 2021 e dedicada à restauração de florestas nativas, tornou-se a primeira empresa do setor a fazer o desembolso integral de recursos do Fundo Clima para projetos de florestas nativas, em uma operação de R$ 187 milhões. Com garantias estruturadas pelos bancos Itaú e Bradesco, o financiamento está atrelado a um projeto de 15 anos voltado à geração de créditos de carbono vendidos à Microsoft. Segundo o diretor financeiro da Re.green, Gustavo Zeno, o modelo demonstra que a restauração florestal caminha para se consolidar como uma nova frente de investimento no Brasil, apoiada pela combinação de recursos públicos, capital privado e contratos de longo prazo com garantias sólidas. O financiamento vem de linha de crédito do Fundo Clima para florestas, administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O fundo tem R$ 7 bilhões já aprovados para 14 projetos em diferentes biomas, a maior parte na Amazônia. Deste montante, R$ 5,7 bilhões correspondem a operações de crédito com taxa básica de 1% ao ano, e outro R$ 1,2 bilhão, a recursos não reembolsáveis. “Estamos falando de um setor jovem, que precisa de capital catalítico para ganhar escala, e esse papel passa, naturalmente, pelos bancos de desenvolvimento”, afirma Zeno. Segundo ele, o BNDES ofereceu condições compatíveis com a lógica do negócio, como prazos longos, taxas incentivadas e volumes financeiros relevantes.”

Fonte: Valor Econômico; 22/12/2025

Subsidiária da Embraer, Eve faz primeiro voo-teste não tripulado de ‘carro voador’

“A Eve Air Mobility – disse, nesta sexta-feira (19), que concluiu o primeiro voo de seu protótipo não tripulado em escala real do “carro voador”, na unidade de testes da Embraer em Gavião Peixoto (SP). O voo inaugural da aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL, na sigla em inglês) marca o início da fase de testes em voo e confirma a integração de sistemas essenciais do veículos, afirma a companhia. Segundo a Eve, ela realizará centenas de voos após o voo pairado desta sexta-feira, expandindo gradualmente para voos totalmente sustentados pelas asas ao longo do ano que vem. “Conseguimos capturar informações cruciais que nos permitirão avançar com segurança e confiança no caminho até a certificação”, diz Johann Bordais, diretor-presidente da Eve, em nota. A Eve produzirá seis protótipos para a campanha de testes em voo com foco na certificação das aeronaves junto às autoridades reguladoras nacionais e globais, a fim de iniciar operação comercial do “carro voador” em 2027.”

Fonte: Valor Econômico; 19/12/2025

Casa dos Ventos e Vestas investem R$ 5 bi em parque eólico de 828 MW

“A desenvolvedora de energia renovável Casa dos Ventos e a fabricante dinamarquesa de turbinas Vestas anunciaram nesta semana a contratação de equipamentos para o complexo eólico Dom Inocêncio, no Piauí. O acordo ultrapassa o valor de mais de R$ 5 bilhões e marca uma possível retomada dos investimentos após um período de desaceleração no fornecimento em grande escala para o setor eólico brasileiro desde 2023. O complexo, com capacidade de 828 megawatts (MW), será instalado nos municípios de Dom Inocêncio, Lagoa do Barro e Queimada Nova, na região centro-sul do estado. A Vestas fornecerá 184 turbinas do modelo V150-4.5 MW e será responsável pela construção e pela operação e manutenção das unidades por 25 anos. O início das obras está previsto para 2026, com conclusão em 2028. Quando estiver em operação, o Dom Inocêncio terá capacidade equivalente para abastecer aproximadamente 2 milhões de residências, contribuindo para aumentar a participação de fontes renováveis na matriz elétrica nacional. Lucas Araripe, diretor-executivo da Casa dos Ventos, explica que a parceria busca trazer soluções que oferecem a confiabilidade e performance necessárias para um empreendimento nessa dimensão. “Esse novo acordo é mais uma demonstração do nosso compromisso em apoiar a expansão do caráter renovável da matriz elétrica brasileira”, conta.”

Fonte: Exame; 21/12/2025

Justiça suspende projeto da Samarco em Mariana citando riscos por mudanças climáticas

“A Justiça Federal suspendeu a licença ambiental para o projeto Longo Prazo da mineradora Samarco. A decisão da juíza Patricia Alencar Teixeira de Carvalho interrompe a ampliação da extração de minério e a instalação de novas pilhas de rejeitos nos municípios de Mariana e Ouro Preto. O empreendimento fica onde ocorreu o rompimento da barragem de Fundão. A medida determina a paralisação imediata das atividades que haviam sido autorizadas pelo Estado de Minas Gerais em junho de 2025. O Ministério Público Federal apresentou parecer favorável ao pedido de suspensão dos efeitos da licença após ação popular de moradores do distrito de Bento Rodrigues. Esta é a primeira vez que um projeto de mineração em Minas Gerais é suspenso por reconhecimento de riscos climáticos, segundo advogados do Instituto Cordilheira, que representam a população da região. A Justiça baseou a determinação na ausência de análise sobre os riscos de eventos climáticos extremos. Segundo a sentença, o licenciamento ambiental utilizou dados históricos de chuvas e ignorou a necessidade de integrar cenários futuros de mudanças no clima. A Samarco deve agora apresentar estudos complementares que incluam modelagens hidrológicas e geotécnicas com projeções de cenários futuros. A decisão também exige a entrega de um inventário de emissões de gases de efeito estufa e a aferição do impacto do projeto sobre metas de mitigação.”

Fonte: InfoMoney; 20/12/2025

Sonhos sobre hidrogênio verde se chocam com a realidade após abandono de projetos

“Quase 60 grandes projetos de hidrogênio de baixas emissões de carbono, inclusive das petrolíferas BP e ExxonMobil, foram cancelados ou engavetados em 2025, diante das incertezas com as políticas públicas, da falta de compradores e do impacto dos custos cada vez maiores para o setor. Os projetos cancelados ou suspensos tinham uma capacidade de produção anual somada de 4,9 milhões de toneladas, segundo dados da S&P Global, o equivalente a mais do que o quádruplo da capacidade instalada atual de hidrogênio verde no mundo. Na semana passada, a BP desistiu dos planos de investir em usinas de hidrogênio em Omã e no noroeste da Inglaterra, em Teeside, depois de já ter abandonado neste ano o projeto de uma usina de hidrogênio verde que construiria na Austrália. Em novembro, a ExxonMobil suspendeu a construção de uma usina de hidrogênio no Texas, que seria uma das maiores do mundo. Equinor, ArcelorMittal e Vattemfall também estão entre as empresas que cancelaram ou adiaram usinas de hidrogênio nos últimos 18 meses. A Shell, por sua vez, cancelou um projeto que ainda estava em fase inicial na Noruega. Os atrasos colocam em evidência os problemas de expandir a produção de uma tecnologia que há muito tempo é vista como uma das principais formas de reduzir as emissões de carbono.”

Fonte: Valor Econômico; 21/12/2025

SAF de vinhaça de cana quer disputar mercado com coprocessado e macaúba 

“A corrida para produzir combustível sustentável de aviação (SAF) no Brasil ganhou um novo competidor — e com uma rota tecnológica que aposta nos resíduos. Enquanto avançam projetos baseados em óleo vegetal, como o coprocessado da Petrobras e o SAF de macaúba da Acelen, a Geo biogas quer provar que a vinhaça e a torta de filtro da cana-de-açúcar podem dar origem ao querosene renovável “mais competitivo do mundo”, com menor pegada de carbono e maior aceitação internacional. O projeto desenvolvido pela empresa com tradição na produção de biogás a partir de resíduos de biomassa do setor sucroenergético, em parceria com a Agência Alemã para Cooperação Internacional (GIZ), prevê a construção de uma planta em São Paulo para produzir SAF, acoplada a uma unidade de biogás já existente. “O primeiro passo é a transformação desse resíduo [vinhaça e torta de filtro] em biogás e, depois, usá-lo para a produção do SAF. O biogás é formado de metano e CO2. Esse CO2, como não veio de queima, é considerado biogênico”, explica Allyson de Oliveira, diretor de Tecnologia da Geo, em entrevista à agência eixos. Incluída recentemente nas prioridades do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a biorrefinaria será, inicialmente, um piloto em escala industrial, com início de implementação no ano que vem.”

Fonte: Eixos; 19/12/2025

Governo vai colocar em vigor até junho de 2026 programa Selo Verde

“O governo vai colocar em vigor, até junho de 2026, o programa Selo Verde, que estabelecerá diretrizes nacionais para a certificação e a padronização de produtos e serviços sustentáveis. A iniciativa pretende criar um referencial único para que empresas de qualquer porte, localização ou segmento econômico possam comprovar, de forma transparente, seu compromisso com a sustentabilidade. A proposta está ancorada em princípios como o fortalecimento da agenda ASG (Ambiental, Social e Governança) e da economia circular, além da redução das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE). Nos próximos meses, comitês técnicos deverão elaborar normas específicas para os dois produtos escolhidos para liderar o lançamento do programa: chapas laminadas de alumínio e polímeros de eteno renovável — estes últimos utilizados como base para a produção de sacolas, filmes e outros itens atualmente fabricados com plástico convencional. Criado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o programa Selo Verde avançou na última quinta-feira (18) com a implementação das diretrizes gerais definidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que estabelecem as bases para a certificação de produtos brasileiros sustentáveis. Segundo a secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do Mdic, Julia Cruz, as diretrizes eram o que faltava para o selo sair da fase de discussão e avançar para a implementação.”

Fonte: Valor Econômico; 19/12/2025

Internacional

A Boeing busca isenção de emissões da FAA para vender mais 35 cargueiros 777F

“Boeing (BA. N), na sexta-feira, pediu à Administração Federal de Aviação a isenção das regras de emissões de aeronaves para permitir a venda de mais 35 cargueiros Boeing 777F, citando forte demanda dos clientes e atraso na certificação da próxima geração da aeronave. As regras entram em vigor em 2028. A Boeing informou que o cargueiro 777-8 de próxima geração, que deve cumprir os limites, só estará pronto após essa data. A Boeing afirmou que a isenção permitiria que ela atendesse à demanda esperada dos clientes por aviões cargueiros antes da entrada em serviço do 777-8F. A Boeing disse que buscaria aprovação até 1º de maio. A empresa afirmou que espera entregar o primeiro 777-8F aproximadamente dois anos após a primeira entrega do 777-9, que atualmente está prevista para 2027. Sob o então presidente Joe Biden, a FAA emitiu em fevereiro de 2024 regras finais adotando padrões internacionais para reduzir a poluição por carbono da maioria dos grandes aviões voando no espaço aéreo dos EUA. As regras não se aplicam a aviões em serviço antes dessa data. A Boeing afirmou que grandes cargueiros widebody são cruciais para a exportação de mercadorias. “Dos 600 bilhões de dólares em mercadorias exportados por carga aérea em 2024, mais de 260 bilhões foram transportados em grandes cargueiros widebody”, disse a Boeing.”

Fonte: Reuters; 19/12/2025

Reformas energéticas da China e construção global de data centers inauguram o boom das baterias

“Uma reformulação do mercado de eletricidade da China está impulsionando a economia do armazenamento de energia justamente quando a demanda internacional dispara, desencadeando um boom para os fabricantes chineses de armazenamento de energia que já dominam globalmente. Empresas chinesas estão no caminho para um salto de 75% este ano nas remessas globais de células de baterias de íon-lítio para armazenamento de energia, segundo uma estimativa. Eles exportaram mais de 65 bilhões de dólares em baterias de armazenamento e veículos elétricos este ano, consolidando sua dominância em um setor vital para o suporte de energia eólica e solar e para manter a energia circulando por centros de dados de inteligência artificial. O aumento das vendas é impulsionado por data centers e renováveis no país, assim como por reformas e subsídios chineses que estão impulsionando a demanda geral por armazenamento de energia. A demanda internacional está crescendo em paralelo com o crescimento acelerado dos data centers, a necessidade de respaldar a rede envelhecida da Europa e o crescente negócio de energia renovável da China no Oriente Médio, dizem analistas.”

Fonte: Reuters; 21/12/2025

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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